§ Comentários:


CANTO A EMBRIAGUEZ LÚCIDA

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Canto a embriaguez de todos
Os meus sentidos, com a extrema
Lucidez de quem deu por findo
O sentido de levantar voo
Do solo da aridez do desafecto.
De quem se não permite o ser
Uma peça de xadrez, num
Tabuleiro, falsamente, verde.
Canto a embriaguez dos gestos
Cínicos dos que jogam,
Eximiamente, e se julgam sempre
Vencedores, iludidos por lances,
Como se fossem homólogos da
Malvadez dos polvos, convictos
De que todas as águas são turvas,
E cegos os olhos luzentes de outros,
Que, lucidamente, se apagam,
Vendo o jogo com límpida nitidez.
Canto o descalabro dos recantos
Obscuros da mente dos fracassados
Ignaros. Canto! Canto, porque
Não me sento à mesa da mesquinhez
Do jogo de xadrez. Canto, porque
Me sinto ilesa, imune, lúcida, pura
E perversa, mas todos estes semas,
Têm, aqui, no poema, como na vida,
Nuances semânticas que vêm
Da vivência dos que navegam
Na transparência da seda genuína
Dos bichos que a fabricam, sem
Fios falsos. Canto-me, lúcida.
Canto-me, neste momento
Supremo do finda a visita.

Não se levantem da mesa de xadrez!
Façam o vosso jogo! Eu nunca me
Sentei nessa mesa! Dispenso, por isso,
O avesso das vossas vestes
De hipócritas. Sou lúcida!

Violeta Teixeira, inédito

Publicado por Violeta Teixeira em 01/08 às 04:55 PM
Categoria • Poesia

Você é magnifca como seu próprio nome, violeta, e louca como o sobrenome teixeira.

Tua verdade me encanta, me alucina.Me embriaguei com seu poema, assim como também me lucidei.

Comentado por  em  02/08  às  11:56 PM

Bom dia!

Obrigada pela visita a este meu espaço do desamor, e pelo comentário.

Abraço

Violeta(s)

Comentado por Violeta Teixeira  em  04/08  às  11:16 AM

Desamor??
e onde está seu amor?(não responda se não for conveniente!mas fiquei curiosa!)

saudações!

Bárbara.

Comentado por  em  06/08  às  02:45 AM


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