§ Comentários:
BUSCO, NUM DESCAMPADO
Busco, num descampado
Insone, um signo humano,
Seja um marco de pedra,
Um artefacto, um poço
Artesiano ou uma pegada.
Nem o simulacro
Da marca ténue de um passo.
Prossigo, mas busco, agora,
Os signos rósea-azulados
De uma aurora, com que
Lavrar os sentidos.
Tardam! Como tudo me tarda.
Tardam os signos, a raiar,
Nos costados da noite.
Sento-me, por fim,
Na soleira do desconforto,
Com vertigens nas veias,
De vinho gelado.
Cega-me, de súbito,
Uma luz solar,
Vindo dos olhos
De dois lobos.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 26/07 às 11:10 PM
Categoria • Poesia •
Seguinte: O SILÊNCIO
Anterior: EI-LA!