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ANALISA-SE
Foto da autoria de Pedro Martins- Olhares.com
Analisa-se. Mas não realiza
Se, de tão repetida, sendo, talvez,
Fictícia a versão, se fez verídica,
Irrefutável para si mesma.
Terá sido derrubada a sebe,
Sempre débil, erguida entre
A clareira luzidia e a morada
Das sombras movediças e, por
Certo, mórbidas? Não sabe.
Não tem acesso nem a um, nem
A outro desses crípticos recintos.
Analisa-se. Sofre de disfunção
Cognitiva? Quem lhe abriria a porta desse
Inferno? Quem haverá que a salve,
Lavrando o seu chão de luz?
Violeta Teixeira, inédito (ORGIAS DE ESQUECIMENTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 31/03 às 11:45 AM
Categoria • Poesia •
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