§ Comentários:
ALQUIMISTA
És um alvoroço rubro de enxofre,
Um alquimista, sem mercúrio,
Mergulhado numa claridade acinzentada,
A «sniffar cannabis», à porta da oficina.
Faltar-me-á sedução para descascar
As tuas cascas de cacau seco, condição para
Penetrar, degrau a degrau, no teu espaço
Alquímico, onde o estar, a sós, te basta?
Onde ocultas o sol do ouro que não achas?
Como arrefeces o sangue, que não bebes,
Mas ferve nas veias que estrangulas?
Trago-te, nas mãos, uma poção mágica:
Uma infusão de malvas, um cacho
De dedos macios, e uma luz musical, para
Entrar no palco de um ser que se crê trágico.
Que esperas para acolheres a lua, que me sou,
Na atmosfera dos teus fumos de ervas?
Estou à porta da tua oficina. Também fumo
A vida. E tudo, em ti, é veneno que me fascina.
Violeta Teixeira, in PARTOS DE PANDORA, Magno Edições, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 23/04 às 12:49 AM
Categoria • Poesia •
Boa tarde!
Como raramente visito este meu espaço do desamor, não me dei conta do seu comentário. Terá verificado que, segundo as estatísticas, são muitos os visitantes, mas poucos os comentários. Eis a razão pela qual só hoje vi o seu.
Obrigada pela visita e pelas palavras elogiosas.
Sadações poeticas,
Violeta(s)
Comentado por Violeta Teixeira em 03/05 às 12:45 PM
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Chamou-me atenção por, de certa forma, ser descendente de alquimistas..já q sou farmacêutico...lol...lindas palavras...muita sensibilidade...um abraço Violeta, e parabéns pelo blog!
Comentado por em 27/04 às 02:49 AM