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ADEJAR NOCTÍVAGO DE ASAS


Uma luz,
Vagamente dolente
E vacilante,
Atravessa-me as veias,
Engelhadas de
Medo.

A tua voz,
Que não ouço,
Soa-me nebulosa.

O Sol cegou-se.
Tomba-me, retumbante,
Quase morto,
Sobre os ombros
Do preâmbulo
Do luto.

Embalde
Gesticulo, para afastar
Destas estrofes
Um adejar noctívago,
De asas.

Violeta Teixeira, in PARTOS DE PANDORA, Magno Edições, 2001

Publicado por Violeta Teixeira em 25/10 às 12:09 AM
Categoria • Poesia

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