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«A MINHA VIDA SENTOU-SE»

É nos cafés
Que passo o tempo
Do escrevo, sem que
Me escreva.

Porque nunca ninguém
Vem ter comigo,
Para o ABRAÇO,
Sem o que me
Não vivo.

Vêm, antes,
As que me sou,
Suando
As bagas, onde
As mãos me molho.

Não me sabem
A vida.

«A minha vida sentou-se
E não há quem a levante.»

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 02/07 às 01:47 AM
Categoria • Poesia

A vida senta-se por vezes, Violeta, e muitas vezes parece fazer birra como as crianças e ficar sentada mais tempo do que devia ... Mas, a prova de quea tua se levantou são os teus poemas, amiga. E aqui vai o tal ABRAÇO !
Fernanda.

Comentado por  em  03/07  às  09:40 PM

Uma vez mais obrigada, Fernanda. Na verdade, a minha vida sentou-se/ E não há quem a levante.», como diz Mário de Sá- Carneiro. Não! A poesia não me levanta… a poesia não preenche a falta de afecto.Sou primeiro mulher ( utilizo fêmea em muitos poemas da 1ªvoz, a única que conheço), e só depois poetisa.
Beijo,

Violeta

Comentado por Violeta Teixeira  em  04/07  às  02:32 AM


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