§ Comentários:
A GESTANTE
Henry Moore
Não me sei ser,
Salvo a gestante.
Que, sem
Conhecer os rebentos,
Se abre em partos,
Tocados
De um pasmo
Que me assusta,
Quando se me caem
Os frutos feitos,
Sobre os lençóis,
Com sangue
De placenta,
Suados
De sofrimento.
Em vão? Talvez…
Não os sei sentir,
Só os sei tocar e lamber,
Sem o mínimo
Acento de emoção.
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, co-edição Magno Edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 07/09 às 04:46 AM
Categoria • Poesia •
Bom dia Carlos!
Obrigada pela visita a este meu espaço do desamor, e pelo comentário. Também é meu preferido este escultor.
Teremos algo de comum?
Saudações poéticas,
Violeta(s)
Comentado por Violeta Teixeira em 08/09 às 11:49 AM
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Belo poema ilustrado com uma foto do meu escultor preferido.
Comentado por em 08/09 às 02:39 AM