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A EVA QUE ME SOU
Trago sempre à tona dos
Bolsos, acessíveis à libido
Dos passantes, duas maçãs
Sazonadas. E, num dos pulsos,
Enlaçada, uma serpente em transe.
Como me conformar com
O pretenso sensabor
Daqueles pomos?
Ou, como me renegar
A Eva que me sou?
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 17/06 às 11:16 PM
Categoria • Poesia •
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Há pessoas cheias de dons.
O Criador derramou sobre elas beleza, sensualidade e ainda por cima inteligência.
Que mais poderá querer a dona de uns tão tentadores e provocadores seios?
Só pediria a você que não abuse de sua beleza muito embora seja legítima a vaidade que revela na sua apresentação.
Se a meiguice a acompanhar, você é o tesouro que qualquer mortal gostaria de possuir.
Comentado por em 01/11 às 08:59 AM