§ Comentários:
A ESCULTORA
Levanta-se, a custo, a escultora,
Para se naufragar na névoa do fumo.
Move-se, a custo, pelo quarto esconso,
Envolta numa «écharpe», com franjas eriçadas
De raiva. Medíocre. Nula. Lixo. Soluça.
Consome-se o cigarro, consome-se a lembrança
Do último abraço, compadecido, sem «élan».
A luz feroz do farol estilhaça-lhe os cacos
Da nenhuma esperança.
Debruça-se, de vez, no novelo da vertigem,
Que dá para o seu mar, cuja voz lhe segrega
Sossegos líquidos, sem epitáfios.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 15/05 às 11:30 PM
Categoria • Poesia •
Obrigada @8!
Belas, as tuas palavras!
Não! Não mas ocultas
Com máscaras!
Comentado por em 18/05 às 01:59 AM
Seguinte: «O SABER ORAL»
Anterior: A POESIA
{ ...
que lascas frias e soltas, e nelas rascas deformas
em mãos e normas quentes, te alteras em formas
e em feições te escondes, e no escultor te tornas
© .8.
gostei da tua “escultora”
... }
Comentado por © .8. em 17/05 às 03:02 PM