§ Comentários:
À BEIRA DA VERTIGEM…
Pissarro
Atravesso as passadeiras
Omissas da que fora
A Terra Prometida.
Faço-o de olhos turvos
Das imagens ainda quentes
E trémulas, após saque secreto,
Quase mágico do espaço donde
Acabo de sair, dentro da pele
De um fugitivo, assustada
Com o crepúsculo recente.
Liberta, grito a dependência
Que já começa a correr,
Perversa, nas veias do devir
Desamparado e próximo.
Agora, que a noite pendura
Nos céus o rosto de uma lua
Pálida e mutilada, não sei como
Me fugir, com o coração separado
Do corpo, galopando sobre a sombra
De um ausente, cuja voz ainda
Me detém à beira da vertigem
Do anulamento.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 27/09 às 08:23 AM
Categoria • Poesia •
Bom dia, Paulo!
Obrigada pela visita a este meu espaço do desamor, e pelo comentário.
Abraço,
Violeta
Comentado por Violeta Teixeira em 27/09 às 02:11 PM
Seguinte: NÃO JULGUES
Anterior: OS HERÓIS DA BIRMÂNIA
Que fabuloso poema..... adorei, repito, adorei lê-lo!!!
Parabéns!
Comentado por em 27/09 às 10:01 AM