AMOR
Gustav Klimt
http://www.allposters.fr/-sp/Le-baiser-Affiches_i2549013_.htm
«O coração nunca envelhece. Basta um serviço, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece.»
António Feijó
http://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/antonio-feijo
http://www.youtube.com/watch?v=1FRDW9kr9sg&feature=related
O Amor e o Tempo
Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento…
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,
Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo… Adeus! Adeus!
António Feijó, in ‘Sol de Inverno’
http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200905140110
António Feijó
Fez os estudos liceais em Braga e estudou Direito na Universidade de Coimbra terminando o curso em 1883.
Em 1886 ingressou na carreira diplomática.
Exerceu cargos no Brasil (consulados de Pernambuco e Rio Grande do Sul) e, a partir de 1895, na Suécia, bem como na Noruega e Dinamarca.
Casou em 24 de Setembro de 1900 com a sueca Maria Luisa Carmen Mercedes Joana Lewin (nascida em 19 de Agosto de 1878), cuja morte prematura, em 21 de Setembro de 1915, o viria a influenciar numa temática fúnebre, patente na sua obra.
Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.
Principais obras
Transfigurações, 1862
Líricas e Bucólicas, 1884
Cancioneiro Chinês, 1890
Ilha dos Amores, 1897
Bailatas, 1907
Sol de Inverno, 1922 (eBook)
Novas Bailatas, 1926
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Feij%C3%B3
Publicado por Violeta Teixeira em 05/02 às 02:49 PM
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