Reflexões

Sexta-feira, 03 Setembro, 2010

LIBERDADE

liberdadi.com.br

«Liberdade é a possibilidade de duvidar, de errar, de procurar e experimentar, a possibilidade de dizer não a qualquer autoridade. Ignazio Silone»

http://www.frasesepensamentos.org/liberdade.htm

Ignazio Silone

Escritor italiano, nascido em 1900 e falecido em 1978, um dos fundadores do partido comunista italiano, escreveu romances realistas e lutou contra a ditadura fascista. Os seus romances evocam essa luta, bem como a vida dos agricultores da região de Fucin, sua terra natal. As obras principais de Silone são Pane e vino (O Pão e o Vinho , 1937), Il seme sotto la neve (A Semente sob a Neve , 1940), Il segreto di Luca (O Segredo de Lucas , 1956) e Avventura di um povero cristiano (Aventura de um Pobre Cristão , 1968).

http://www.infopedia.pt/$ignazio-silone
http://www.youtube.com/watch?v=KpFEn24TyuA

Publicado por Violeta Teixeira em 03/09 às 12:56 PM
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Quinta-feira, 02 Setembro, 2010

VIDA

«Orientar Filosoficamente a Vida
A ânsia de uma orientação filosófica da vida nasce da obscuridade em que cada um se encontra, do desamparo que sente quando, em carência de amor, fica o vazio, do esquecimento de si quando, devorado pelo afadigamento, súbito acorda assustado e pergunta: que sou eu, que estou descurando, que deverei fazer?
O auto-esquecimento é fomentado pelo mundo da técnica. Pautado pelo cronómetro, dividido em trabalhos absorventes ou esgotantes que cada vez menos satisfazem o homem enquanto homem, leva-o ao extremo de se sentir peça imóvel e insubstituivel de um maquinismo de tal modo que, liberto da engrenagem, nada é e não sabe o que há-de fazer de si. E, mal começa a tomar consciência, logo esse colosso o arrasta novamente para a voragem do trabalho inane e da inane distracção das horas de ócio.
Porém, o pendor para o auto-esquecimento é inerente à condição humana. O homem precisa de se arrancar a si próprio para não se perder no mundo e em hábitos, em irreflectidas trivialidades e rotinas fixas.
Filosofar é decidirmo-nos a despertar em nós a origem, é reencontrarmo-nos e agir, ajudando-nos a nós próprios com todas as forças.
Na verdade a existência é o que palpavelmente está em primeiro lugar: as tarefas materiais que nos submetem às exigências do dia-a-dia. Não se satisfazer com elas, porém, e entender essa diluição nos fins como via para o auto-esquecimento, e, portanto, como negligência e culpa, eis o anelo de uma vida filosóficamente orientada. E, além disso, tomar a sério a experiência do convívio com os homens: a alegria e a ofensa, o êxito e o revés, a obscuridade e a confusão. Orientar filosoficamente a vida não é esquecer, é assimilar, não é desviar-se, é recriar intimamente, não é julgar tudo resolvido, é clarificar.
São dois os seus caminhos: a meditação solitária por todos os meios de consciencialização e a comunicação com o semelhante por todos os meios da recíproca compreensão, no convívio da acção, do colóquio ou do silêncio.»

Karl Jaspers, in ‘Iniciação Filosófica’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200410060928&author=20388

Publicado por Violeta Teixeira em 02/09 às 01:44 PM
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Domingo, 29 Agosto, 2010

ABANDONO

«Se os outros me abandonam é porque devo estar a aproximar-me do essencial.»

Casimiro de Brito, in “Arte da Respiração”

Casimiro de Brito . Poeta, romancista, contista e ensaísta.
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura.
Começou a publicar em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou mais de 40 títulos. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas “Cadernos do Meio-Dia” (com António Ramos Rosa), os Cadernos “Outubro/ Fevereiro/ Novembro” (com Gastão Cruz) e “Loreto 13” (órgão da Associação Portuguesa de Escritores). Actualmente é responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional “ Serta ” .
Esteve ligado ao movimento “Poesia 61”, um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Ganhou vários prémios literários, entre eles o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a “Melhor obra completa de poesia”, pela sua Ode & Ceia (1985), obra em que reuniu os seus primeiros dez livros de poesia.
Colabora nas mais prestigiadas revistas de poesia e tem obras suas incluídas em mais de 160 antologias, publicadas em vários países.
Participou em inúmeros recitais, festivais de poesia, congressos de escritores, conferências, um pouco por todo o mundo.
Director de festivais internacionais de poesia de Lisboa, Porto Santo (Madeira) e Faro. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, presidente da Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, de Lovaina e é presidente do P.E.N. Clube Português. Obras suas foram gravadas para a Library of the Congress, de Washington.
Foi agraciado pela Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro, com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura — entre outras distinções. Conselheiro da Associação Mundial de Haiku, de Tóquio. Nomeado “Embaixador Mundial da Paz” (Genebra, 2006).
A Académie Mondiale de Poésie (da Fundação Martin Luther King), galardoou-o em 2002 com o primeiro Prémio Internacional de Poesia Leopold Sédar Senghor, pela sua carreira literária. Ganhou o Prémio Europeu de Poesia Aleramo-Mario Luzi, para o “Melhor Livro de Poesia Estrangeiro publicado em Itália em 2004”.
Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, macedónio, grego, romeno, búlgaro, húngaro, albanês, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês.

http://www.triplov.com/casimiro_de_brito/

http://www.youtube.com/watch?v=64Xm1WfQi9Q

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 01:26 PM
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Sábado, 28 Agosto, 2010

TOLERÂNCIA

«(,,,) A antropóloga Françoise Héritier interroga-se sobre a noção de intolerância Como mediadora entre o Eu e o Outro. Os Gregos conhecem já uma tolerância
Ínima em relação ao Outo, o bárbaro, mesmo no decurso das guerras, se bem que implicasse o respeito das crenças e o respeito da vida depois do final dos combates.
A revolta da consciência a alguns actos que a inspiram é, para Françoise Héritier, uma componente estrutural omnipresente, independentemente da diversidade das culturas.
As condutas de intolerância tê, contudo,assolado a nossa História. O termo tolerância só teve, com efeito, uma conotação positiva, a partir do século XIX com o livre pensamento. Deverá,
então, hoje, tolerar-se a intolerância? A autocrítica das suas próprias convicções, face às dos outros, vai da atitude de aceitar o adversário tal como ele é, da atitude de desprezo ao reconhecimento duma
verdade exterior a nós. Mas aceitar a intolerância sem protestar não será aceitar, de facto, a injustiça?
(…)»
In Jean- Pierre Changeux, UMA MESMA ÉTICA para TODOS ?, Instituto Piaget, 1998
Françoise Héritier
Françoise Héritier
Anthropologue et ethnologue française
XXe siècle
Strasbourg, 2009
________________________________________
Naissance 15 novembre 1933
Nationalité France
École/tradition Structuralisme
Influencé par Claude Lévi-Strauss
Françoise Héritier (Françoise Izard, Françoise Augé-Héritier, Françoise Héritier-Augé), née le 15 novembre 1933[1], est une anthropologue française. Elle a succédé à Claude Lévi-Strauss au Collège de France, inaugurant la chaire d’« étude comparée des sociétés africaines ». Lévi-Strauss voyait en elle son successeur[2].
Dans la continuité du principal théoricien du structuralisme, elle approfondit la Théorie de l’Échange et celle de la Prohibition de l’inceste, établies communément sur la notion de circulation des femmes.
Françoise Héritier avance le concept de l’« identique » et de sa « frustration répulsive », reprenant dès lors les approches de Lévi-Strauss et celle de l’anglais Alfred Radcliffe-Brown.
Françoise Héritier s’appuiera avant tout sur les notions de « nature » et d’« environnement » dans les conceptions des sociétés étudiées.
Son successeur à la chaire d’anthropologie est Philippe Descola.
Elle est membre du comité de parrainage de la Coordination française pour la Décennie de la culture de paix et de non-violence.
Elle soutient, depuis sa création en 2001, le fonds associatif Non-Violence XXI.
Elle est l’une des personnalités à l’origine de la création de la chaîne de télévision Arte [réf. nécessaire].
Sur les différences homme/femme [modifier]
Certains chercheurs estiment en 2007 que les différences physiques des femmes et des hommes en termes de taille, de poids, de force, pourraient ne pas être une donnée biologique originelle, mais « une différence construite » due à « une pression de sélection » imposée par l’homme pour reprendre les termes de l’anthropologue française Françoise Héritier en 2007 [3].
Plus précisément, selon Françoise Héritier :
« L’alimentation des femmes a toujours été sujette à des interdits. Notamment dans les périodes où elles auraient eu besoin d’avoir un surplus de protéines, car enceintes ou allaitantes – je pense à l’Inde, à des sociétés africaines ou amérindiennes. Elles puisent donc énormément dans leur organisme sans que cela soit compensé par une nourriture convenable ; les produits « bons », la viande, le gras, etc. étant réservés prioritairement aux hommes. (..) Cette « pression de sélection » qui dure vraisemblablement depuis l’apparition de Néandertal, il y a 750 000 ans, a entraîné des transformations physiques. A découlé de celà le fait de privilégier les hommes grands et les femmes petites pour arriver à des écarts de taille et de corpulence entre hommes et femmes[3]. »
Publications [modifier]
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Aspects humains de l’aménagement hydro-agricole de la vallée du Sourou, Antony, Les auteurs, 1958.
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Bouna, monographie d’un village pana de la vallée du Sourou, Haute-Volta, Antony, Les auteurs, 1958.
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Les Mossi du Yatenga. Étude de la vie économique et sociale, Antony, Les auteurs, 1959.
• Françoise Héritier, L’Exercice de la parenté, Paris, Gallimard ; Le Seuil, 1981.
• Françoise Héritier-Augé, Leçon inaugurale, faite le 25 février 1983, Collège de France, chaire d’étude comparée des sociétés africaines, Paris, Collège de France, 1984.
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. I, Les Systèmes semi-complexes, Montreux, Gordon and Breach Science Publishers ; Paris, Éditions des Archives contemporaines, 1990.
• Françoise Héritier-Augé (dir.), Les musées de l’éducation nationale, Mission d’étude et de réflexion, rapport au ministre d’État, ministre de l’éducation nationale, rédaction par Maurice Godelier, Étienne Guyon, Maurice Mattauer, Philippe Taquet et al. ; mars 1990, revu et corrigé en février 1991, Paris, La Documentation française, 1991.
• Le Corps en morceaux, Moitiés d’hommes, pieds déchaussés et sauteurs à cloche-pied, terrain no 18, mars 1992 [1]
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. III, Économie, politique et fondements symboliques, Afrique, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Gordon and Beach science publications, 1993.
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. IV, Économie, politique et fondements symboliques, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Suisse, Gordon and Beach science publications, 1994.
• Françoise Héritier, Boris Cyrulnik et Aldo Naouri avec la collaboration de Dominique Vrignaud et Margarita Xanthakou, De l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994.
• Françoise Héritier, Les deux soeurs et leur mère : anthropologie de l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994 ; rééd. 1997. (ISBN 2-7381-0523-8)
• Françoise Héritier, De la violence I, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Étienne Balibar, Daniel Defert, Baber Johansen, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1996. (ISBN 2-7381-0408-8). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, janvier-mars 1995 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-1605-1)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin I. La pensée de la différence, Paris, Éditions Odile Jacob, 1996 ; rééd. 2002.
• Étienne-Émile Baulieu, Françoise Héritier, Henri Leridon (dir.), Contraception, contrainte ou liberté ?, Actes du colloque organisé au Collège de France, 9 et 10 octobre 1998, Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-0722-2)
• Françoise Héritier,De la violence II, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Jackie Assayag, Henri Atlan, Florence Burgat, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-1625-6). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, 1996-1997 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-0624-2)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin II. Dissoudre la hiérarchie, Paris, Éditions Odile Jacob, 2002. (ISBN 2-7381-1090-8)
• Françoise Héritier et Margarita Xanthakou (dir.), Corps et affects, Paris, Éditions Odile Jacob, 2004. (ISBN 2-7381-1522-5)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin, 2 vol., Paris, Éditions Odile Jacob, 2007. Réédition de volumes parus séparément, comprend : I, La pensée de la différence ; II, Dissoudre la hiérarchie. (ISBN 978-2-7381-2040-3) (vol. 1) ; (ISBN 978-2-7381-2041-0) (vol. 2)
• Françoise Héritier, L’identique et le différent : entretiens avec Caroline Broué, La Tour-d’Aigues, Éditions de l’Aube, 2008. (ISBN 978-2-7526-0424-8)
• Françoise Héritier, Retour aux sources, Paris, Éditions Galilée, 2010. (ISBN 978-2-7186-0833-4)
• Françoise Héritier, Hommes, femmes : la construction de la différence, Paris, Édition Le Pommier, 2010. (ISBN 978-2-7465-0508-7)

http://fr.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7oise_H%C3%A9ritier
http://www.youtube.com/watch?v=AAnzv8_FsFk&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 12:51 PM
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Quinta-feira, 26 Agosto, 2010

SILÊNCIO E BOM SENSO

- (...) Vós quereis tentar a sorte na grande cidade, e sabeis bem que é lá que deveis gastar essa aura de valentia que a longa inacção dentro destas muralhas vos houver concedido. Procurareis também a fortuna, e devereis ser hábil a obtê-la. Se aqui aprendeste a escapar à bala de um mosquete, lá deveis aprender a saber escapar à inveja, ao ciúme, à rapacidade, batendo-vos com armas iguais com os vossos adversários, ou seja, com todos. E portanto escutai-me. Há meia hora que me interrompeis dizendo o que pensais, e com o ar de interrogar quereis mostrar-me que me engano. Nunca mais o façais, especialmente com os poderosos. Às vezes a confiança na vossa argúcia e o sentimento de dever testemunhar a verdade poderiam impelir-vos a dar um bom conselho a quem é mais do que vós. Nunca o façais. Toda a vitória produz ódio no vencido, e se se obtiver sobre o nosso próprio senhor, ou é estúpida ou é prejudicial. Os príncipes desejam ser ajudados mas não superados.
Mas sede prudente também com os vossos iguais. Não humilheis com as vossas virtudes. Nunca falei de vós mesmos: ou vos gabaríeis, que é vaidade, ou vos vituperaríeis, que é estultícia. Deixai antes que os outros vos descubram alguma pecha venial, que a inveja possa roer sem demasiado dano vosso. Devereis ser de bastante e às vezes parecer de pouco. A avestruz não aspira a erguer-se nos ares, expondo-se a uma exemplar queda: deixa descobrir pouco a pouco a beleza das suas plumas. E sobretudo, se tiverdes paixões, não as ponhais à vista, por mais nobres que vos pareçam. Não se deve consentir a todos o acesso ao nosso próprio coração. Um silêncio cauto e prudente é o cofre da sensatez.

Umberto Eco, in ‘A Ilha do Dia Antes’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200601220900&author=740&theme=244

http://www.youtube.com/watch?v=qgDYDMnT2BQ

Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 01:34 PM
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Terça-feira, 24 Agosto, 2010

O SABER DA EXPERIÊNCIA

ADÃO E EVA

Louvre- Zorarte

«É sempre melhor comprovar as coisas pela experiência do que apenas saber. Porque se se depende da adivinhação ou suposição ou de conjecturas, nunca se fica educado. Há coisas que não podemos descobrir mas nunca perceberemos se são desse tipo se não experimentarmos. Pois é, temos de ser pacientes e perseverar na experiência até compreendermos que não podemos compreender. E é maravilhoso quando assim é, torna o mundo tão interessante. Se não houvesse nada para descobrir seria uma chatice. Só mesmo o tentar descobrir e não conseguir é tão interessante como o tentar descobrir e consegui-lo, se calhar até mais, não sei…
Mark Twain, in ‘O Diário de Adão e Eva’É sempre melhor comprovar as coisas pela experiência do que apenas saber. Porque se se depende da adivinhação ou suposição ou de conjecturas, nunca se fica educado. Há coisas que não podemos descobrir mas nunca perceberemos se são desse tipo se não experimentarmos. Pois é, temos de ser pacientes e perseverar na experiência até compreendermos que não podemos compreender. E é maravilhoso quando assim é, torna o mundo tão interessante. Se não houvesse nada para descobrir seria uma chatice. Só mesmo o tentar descobrir e não conseguir é tão interessante como o tentar descobrir e consegui-lo, se calhar até mais, não sei… »

Mark Twain, in ‘O Diário de Adão e Eva’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200505192010&author=51

Publicado por Violeta Teixeira em 24/08 às 01:34 PM
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Segunda-feira, 14 Junho, 2010

LA POESÍA ES UN ARMA CARGADA DE FUTURO

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/

Cuando ya nada se espera personalmente exaltante,
más se palpita y se sigue más acá de la conciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmando,
como un pulso que golpea las tinieblas,
que golpea las tinieblas.

Cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades;
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades.
Se dicen los poemas
que ensanchan los pulmones de cuantos, asfixiados,
piden ser, piden ritmo,
piden ley para aquello que sienten excesivo,
Con la velocidad del instinto,
con el rayo del prodigio,
como mágica evidencia, lo real se nos convierte
en lo idéntico a sí mismo.

Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto,
para ser y en tanto somos, dar un sí que glorifica.

Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno.
Estamos tocando el fondo.

Maldigo la poesía concebida como un lujo
cultural por los neutrales
que, lavándose las manos se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quién no toma partido
partido hasta mancharse.

Hago mías las faltas. Siento en mí a cuantos sufren,
y canto respirando.
Canto y canto y cantando más allá de mis penas,
de mis penas
personales, me ensancho.

Quiero daros vida, provocar nuevos actos,
y calculo por eso, con técnica que puedo.
Me siento un ingeniero del verso y un obrero
que trabaja con otros a España en sus aceros.
Tal es mi poesia: poesía-herramienta
a la vez que latido de lo unánime y ciego.
Tal es, arma cargada de futuro expansivo
con que te apunto al pecho.

No es una poesía gota a gota pensada.
No es un bello producto. No es un fruto perfecto.
Es algo como el aire que todos respiramos
y es el canto que espacia cuanto dentro llevamos.

Son palabras que todos repetimos sintiendo
como nuestras, y vuelan. Son más que lo mentado.
Son lo más necesario: lo que no tiene nombre
Son gritos en el cielo, y en la tierra son actos.

.
http://www.tinet.cat/~elebro/poe/celaya/celaya1.htm

http://www.youtube.com/watch?v=bKnEaCweikg

Publicado por Violeta Teixeira em 14/06 às 10:27 PM
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Domingo, 13 Junho, 2010

GOVERNAR

bp.blogspot.com/.../s400/Bertolt+Brecht.jpg

1.
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Bertolt Brecht

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201001242130&author=647

http://www.youtube.com/watch?v=1LtscSHUTng&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=IDvs9hq15B4&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 13/06 às 09:05 PM
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Quinta-feira, 03 Junho, 2010

«POEMA SUJO»

2.bp.blogspot.com/.../ferreira_gullar+poeta.jpg

Excerto do «Poema Sujo»

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e
muro: [menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? Como pluma? Claro mais que claro
claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
**********

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Ferreira Gullar

http://www.pensador.info/autor/Ferreira_Gullar/

http://www.youtube.com/watch?v=Vp6bg4PZTe8&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 03/06 às 04:59 PM
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Domingo, 30 Maio, 2010

O SEM SENTIDO DO SOFRIMENTO DAS CRIANÇAS

http://www.gospelprime.com.br/wp-content/uploads/200..

«Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento.»
Albert Camus

http://www.pensador.info/albert_camus/

http://video.google.com/videoplay?docid=7802124677576149046#

Publicado por Violeta Teixeira em 30/05 às 10:25 PM
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Quarta-feira, 19 Maio, 2010

«AS COISAS SECRETAS DA ALMA»

http://voxclamantisindeserto.arteblog.com.br/48783/Alma/

As Coisas Secretas da Alma
Em todas as almas há coisas secretas cujo segredo é guardado até à morte delas. E são guardadas, mesmo nos momentos mais sinceros, quando nos abismos nos expomos, todos doloridos, num lance de angústia, em face dos amigos mais queridos - porque as palavras que as poderiam traduzir seriam ridículas, mesquinhas, incompreensíveis ao mais perspicaz. Estas coisas são materialmente impossíveis de serem ditas. A própria Natureza as encerrou - não permitindo que a garganta humana pudesse arranjar sons para as exprimir - apenas sons para as caricaturar. E como essas ideias-entranha são as coisas que mais estimamos, falta-nos sempre a coragem de as caricaturar. Daqui os «isolados» que todos nós, os homens, somos. Duas almas que se compreendam inteiramente, que se conheçam, que saibam mutuamente tudo quanto nelas vive - não existem. Nem poderiam existir. No dia em que se compreendessem totalmente - ó ideal dos amorosos! - eu tenho a certeza que se fundiriam numa só. E os corpos morreriam.

Mário de Sá-Carneiro, in ‘Cartas a Fernando Pessoa’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200401241258&author=20043&theme=9

http://www.youtube.com/watch?v=Q17V25l8TXQ

Publicado por Violeta Teixeira em 19/05 às 04:56 PM
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Domingo, 16 Maio, 2010

«POUR FAIRE LE PORTRAIT D’UN OISEAU»

http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://3.bp.blogspot.com/

Pour faire le portrait d’un oiseau
Peindre d’abord une cage
avec une porte ouverte
peindre ensuite
quelque chose de joli
quelque chose de simple
quelque chose de beau
quelque chose d’utile
pour l’oiseau
placer ensuite la toile contre un arbre
dans un jardin
dans un bois
ou dans une forêt
se cacher derrière l’arbre
sans rien dire
sans bouger ...
Parfois l’oiseau arrive vite
mais il peut aussi bien mettre de longues années
avant de se décider
Ne pas se décourager
attendre
attendre s’il le faut pendant des années
la vitesse ou la lenteur de l’arrivée de l’oiseau
n’ayant aucun rapport
avec la réussite du tableau
Quand l’oiseau arrive
s’il arrive
observer le plus profond silence
attendre que l’oiseau entre dans la cage
et quand il est entré
fermer doucement la porte avec le pinceau
puis effacer un à un tous les barreaux
en ayant soin de ne toucher aucune des plumes de l’oiseau
Faire ensuite le portrait de l’arbre
en choisissant la plus belle de ses branches
pour l’oiseau
peindre aussi le vert feuillage et la fraîcheur du vent
la poussière du soleil
et le bruit des bêtes de l’herbe dans la chaleur de l’été
et puis attendre que l’oiseau se décide à chanter
Si l’oiseau ne chante pas
c’est mauvais signe
signe que le tableau est mauvais
mais s’il chante c’est bon signe
signe que vous pouvez signer
Alors vous arrachez tout doucement
une des plumes de l’oiseau
et vous écrivez votre nom dans un coin du tableau.





http://xtream.online.fr/Prevert/oiseaux.html

http://www.youtube.com/watch?v=J-KalD-KW_U&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 16/05 às 07:21 PM
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Segunda-feira, 10 Maio, 2010

RELIGIÃO

http://www.artsjournal.com/aboutlastnight/336_0705_Richard_Wagner_Statue_Dittrich_.jpg

«Se tivéssemos uma verdadeira vida não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?»
Richard Wagner

Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, 22 de maio de 1813 — Veneza, 13 de fevereiro de 1883) foi um compositor, maestro, teórico musical, ensaista e poeta alemão, considerado um dos expoentes do romantismo e dos mais influentes compositores de música erudita já surgidos.
Wagner foi responsável por inúmeras inovações para a música, tanto em termos de composição quanto em termos de orquestração. Como compositor de óperas, criou um novo estilo, grandioso, cuja influência sobre a música da época e posterior foi forte. Como poeta, escreveu o libreto de todas as suas óperas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Wagner

http://www.youtube.com/watch?v=1aKAH_t0aXA

Publicado por Violeta Teixeira em 10/05 às 08:45 PM
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Quarta-feira, 28 Abril, 2010

FELICIDADE

tudoquevoceaindanaosabe.blogspot.com/2009_01_.

... “Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós.”
(Marquês de Maricá)

“ “Se não podemos compreender o mínimo de uma flor ou de um inseto, como poderemos compreender o máximo do Universo! “ ”
(Marquês de Maricá)

http://www.mi-web.org/miembros/35275-menavitor/frases/41508
Mariano José Pereira da Fonseca, 1º e único visconde com grandeza e marquês de Maricá (Rio de Janeiro, 18 de maio de 1773 — Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1848), foi um escritor, filósofo e político brasileiro.
Foi ministro da Fazenda, conselheiro de estado e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1848.
Filho do comerciante Domingos Pereira da Fonseca, este natural de Portugal e de Teresa Maria de Jesus, natural do Rio de Janeiro, Mariano casou-se com Maria Barbosa Rosa do Sacramento a 30 de junho de 1800.
Doutor em filosofia e consagrado em matemática pela Universidade de Coimbra em 1793, ocupou o cargo de Ministro da Fazenda no 3° Gabinete de 1823, depois foi nomeado senador pela província do Rio de Janeiro em 1826.
Por seus conhecimentos e modo de fazer política, tornou-se Conselheiro de Estado Efetivo em 1823 e Grande do Império, tendo participado da elaboração da Constituição do Império. Detinha a Grã-Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro.
Como escritor, escreveu diversas obras, a mais conhecida sendo Máximas, Pensamentos e Reflexões, composta de quatro volumes, com um total de 3169 artigos, publicada entre os anos de 1837, 1839 e 1841.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mariano_Jos%C3%A9_Pereira_da_Fonseca

http://www.youtube.com/watch?v=mYh7Elg4Zzc&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 28/04 às 12:57 AM
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Domingo, 25 Abril, 2010

POETA CUBANO

http://diazmartinez.files.wordpress.com/2009/03/eliseo-regino-armando-yo.jpg

MANUEL DIAZ MARTINEZ
(1936)

O mais metafísico (ou ontológico) dos poetas de sua geração, Díaz Martínez publica aos vinte anos seus Frutos dispersos (1956) e, no ano seguinte, divulga Soledad y otros poemas. Em seguida oferece uma série de publicações que avançam do lirismo mais íntimo de EI amor como ella (1961) ou EI país de Ofelia (1965), até o conceptualismo de raiz mitológica de La tierra de Saúd (1967). Daí deriva o coloquialismo de seu melhor livro desta primeira época cria¬tiva: Vivir es eso (1968). Muitos anos depois o encontramos já depurado no tom conversacional de Mientras traza su curva el pez de fuego (1984), o mesmo ocorre em sua antologia Poesía inconclusa (1985). Toda sua obra poética está reunida em Alcándara (1991).

DÍAZ MARTÍNEZ, Manuel (Santa Clara, 13.9.1936). Cursó hasta cuarto año de bachillerato en el Instituto de Segunda Enseñanza de la Víbora, de donde fue expulsado por actividades revolucionarias. En 1959 ingresó en el Partido Socialista Popular. Viajó a Europa (1959-1960) con una beca del Gobierno Revolucionario, gracias a la cual realizó estudios en el Instituto Hispánico de la Sorbonne, en París. Fue jefe de redacción del magazine Hoy Domingo (1959-1963) y profesor de la Escuela Nacional de Instructores de Arte del C.N.C. (1962-1963). Entre 1963 y 1964 ocupó un cargo diplomático en Bulgaria. Asistió como observador al Congreso de Escritores Búlgaros (1964) y delegado al Congreso Cultural de La Habana (1968). Ha viajado por diversos países de Europa y el campo socialista. Investigador literario en el Instituto de Literatura y Lingüística de la Academia de Ciencias (1965-1967). Fue redactor de La Gaceta de Cuba entre 1966 y 1975. Ha colaborado también en El Sol, Islas, El Mundo, Diario Libre, Verde Olivo, Casa de las Américas, Academus (México), Índice (Madrid). Obtuvo menciones de poesía en el concurso Casa de las Américas con Un hombre dice (1963) y Vivir es eso (1967). Con este último ganó también el premio «Julián del Casal» 1967 de la UNEAC. Algunos poemas suyos han sido vertidos al francés, al inglés, al italiano, al alemán y a diversas lenguas eslavas. Ha hecho versiones de poemas de Attila Jossef, V. Nezval y Ho Chi Minh. Cultiva además el cuento.
Fuente: http://www.cervantesvirtual.com

TEXTOS EN ESPAÑOL / TEXTOS EM PORTUGUÊS


LA CENA

Mi abuelo se sentó a la mesa con su muerto al lado.
No levanté los ojos de la sopa:
sabía que él también estaba muerto.
Mi madre tampoco levantó los ojos
a pesar de estar tan muerta como él.
Pero el muerto más muerto era Jacinto el ciego,
que no tenía ojos para ver la sopa.
Y peor aún era el caso de Donata,
que no tenía sopa para meter los ojos.

Mi abuelo se levanto, entonces, de la mesa
y nos dejó solos con su muerto
(un muerto sin ojos y sin sopa)
un terrible muerto hecho todo de bocas y de huesos).
Lo miré al soslayo, ya sin pizca de apetito,
y deduje que era un muerto que buscaba nombre.
Le puse el nombre de mi abuelo.
Mi madre protestó y le puse el nombre de mi padre.
Mi padre protestó y le puse el nombre de su hermano.
A Donata y a Jacinto se los tuvo en cuenta
cuando llamaron al muerto con mi nombre.

Fue cuando pregunté:
- ¿Es necesario que los muertos tengan nombre?
¿Por qué meter los ojos en la sopa?
¿Hay que sentar los muertos a la mesa?

Mi padre respondió al momento:
— Conviene darles un carnoso nombre
donde poder pegarles la mordida;
ellos se pasan el tiempo con la boca seca
raspando con sus dientes nuestros platos.
Si no tuvieran nombre, ¿cómo poder llamarlos
y cómo poder, si queremos, despedirlos?

— Es muy justo sentarlos a la mesa
— añadió mi madre sonriendo
y cortando el pan en rebanadas —.
Nadie puede negar que tienen boca y, por tanto, hambre;
y manos y, por tanto, ganas;
y huecos, enormes huecos frios que llenar.
Ellos también han de poner sus huesos en la mesa.

Jacinto el ciego te servió más jugo al muerto
y mi madre le arrimá toda la sopa
mientras Donata, solícita, decía
iBuen apetito! en italiano.

Fue cuando pregunté de nuevo:
— ¿Todo se hace en el nombre de los muertos?

— Manuel) icállate y come!

(De: Vivir es eso, 1967)

http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/cuba/manuel_dias_martinez.html

http://www.youtube.com/watch?v=Y4FuPmEKcVo&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 25/04 às 11:46 PM
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