Citações
Terça-feira, 08 Julho, 2008
ARTE
Obra pictórica de Claude Monet
«Um escritor, um pintor, que conseguiram fixar numa página ou num quadro um sentimento das coisas do mundo, uma visão que durará para sempre, comunicam-me uma emoção profunda-»
Fellini , Federico
Publicado por Violeta Teixeira em 08/07 às 11:25 AM
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Segunda-feira, 07 Julho, 2008
LE JOUR DE SON ANNIVERSAIRE
Obra pictórica da autoria de Marc Chagall
«Si toute vie va inévitablement vers sa fin, nous devons durant la nôtre, la colorier avec nos couleurs d’amour et d’espoir.»
Né en Russie, le 7 juillet, en 1887, Marc Chagall part en France en 1910, afin d’y approfondir ses connaissances en arts plastiques et d’y rencontrer les tenants de l’avant-garde. Cinq années plus tard, s’estimant prêt pour le retour au pays, il devient Commissaire du peuple aux Beaux-Arts, et fonde une académie où enseigne - entre autres - Malevitch. Mais, à l’instar de ce dernier, la politique russe décourage Chagall qui revient en France. Marqué par la tradition juive et le folklore russe, il élabore une iconographie très personnelle autour de figures récurrentes - le violoniste, l’acrobate, le Christ, les amoureux, la vache… - qu’il agence dans ses toiles et tapisseries de manière à restituer ses états d’âme, et notamment son angoisse à l’aube de la Seconde Guerre. La richesse poétique, le merveilleux de son oeuvre lui valent de multiples commandes : décoration de l’Opéra de Paris, du siège new-yorkais de l’ONU, du Parlement israélien… Un musée lui est consacré à Nice.
(événe.fr)
Marc Chagall (1887–1985) nasceu na Rússia numa modesta família judia da cidade de Vitebsk. Quando adulto, já vivendo de arte, fixou residência na França e nos Estados Unidos. Foi pintor, cenógrafo, ilustrador, literato. Desenhou painéis em mosaicos e em placas cerâmicas (azulejos).
Na denominada cerâmica de ateliê fez peças utilitárias e decorativas. Trabalhou também desenhando vitrais para igrejas e em outros locais. Foi também escultor usando mármore e outros materiais.
Seu estilo artístico absorveu elementos cubistas, surrealistas, símbolos judaicos, russos e cristãos. Chagall, que morreu aos 98 anos em sua casa em Saint-Paul-de-Vence, na França,
pode ser considerado, sem margem de dúvida, um dos artistas mais importantes do século XX.
Os Painéis em Mosaicos mais conhecidos do artista são: Do Exílio ao Regresso, 1966, descrição do Muro das Lamentações, Jerusalém, no Knesset ( Parlamento israelita) ; A Mensagem de Ulisses, 1968, Faculdade de Direito da Universidade de Nice; O Profeta Elias, 1971, Musée National Message Biblique Marc Chagall-Nice, As Quatro Estações, 1972-Chicago-USA (fotos acima); Mosaico em sua residência em Saint-Paul-de-Vende, 1975; Moisés Salvo das Águas, 1979, Catedral de Vence.
Os Painéis Cerâmicos (azulejos) desenhados por Chagall : Vence I e II, 1962, Basiléia; O Carreteiro Sagrado, 1962 Basiléia; Bode e Figura, 1962, Basiléia, todos pertencem ao colecionador Marcus Diener, arquiteto suíço grande admirador do artista. O painel cerâmico “A Travessia do Mar Vermelho” – 1956, medindo 3,07 x 2,31 metros, constituído de 90 placas (azulejos), decora a Igreja de Notre-Dame de Toute Grace no planalto de Assy.
No que toca à cerâmica de ateliê o artista confeccionou jarras, bandejas, pratos etc. Chagall não se contentava em pintar, - decorar peças feitas por um oleiro –, ele fazia questão de modelar o barro com as próprias mãos. Neste sentido seu período mais produtivo ocorreu entre 1950 e 1952 quando modelou dezenas de peças e desenhou murais cerâmicos. A partir daí, nos dez anos que se seguiram, de 1953 a 1962, produziu mais de 110 trabalhos.
Sobre a arte cerâmica disse certa vez Chagall: “A cerâmica é a aliança do fogo com o barro, nada mais; se o que confiais ao fogo é bom, o fogo devolver-vos-á parte do seu valor, mas se o que lhe oferecer é mau, tudo se fragmenta em pedaços, e não há nada que possais fazer - o veredicto do fogo é impiedoso”.
Os primeiros contatos de Chagall com a argila foram feitos com Madame Bonneau, em Antibes. Depois com Serge Ramel, em Vence; e na olaria L’ Hospidied, em Golfe Juan.
No entanto seus trabalhos mais importantes foram confeccionados na famosa olaria de Madoura, em Vallauris, dirigida por Georges e Suzanne Ramié desde 1938. Observe-se que neste mesmo local Picasso fazia suas cerâmicas.
Chagall fez ao todo cerca de 240 trabalhos com argila reproduzidos em imagens num
catalogue raisonné compilado por Sylvie Forestier, contando com a colaboração de Meret Meyer, neta do artista.
Deve ser salientado que apesar da cerâmica não ser considerada, na maioria das vezes, uma arte com a importância da pintura e da escultura, outros conceituados pintores também usaram a argila como meio de expressão: Picasso, Braque, Miro e outros.
Marc Chagall se considerava um cidadão do mundo e um artista universal. Não queria ser conhecido apenas como um pintor “judeu”. Por este posicionamento foi bastante criticado,
por alguns israelitas, pelo fato de usar símbolos cristãos nos vitrais que criava para igrejas católicas.
Pesquisa, texto e fotos: Renato Wandeck
Publicado por Violeta Teixeira em 07/07 às 01:31 PM
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Sábado, 05 Julho, 2008
INVEJA
«Mantém-te distante da inveja, pois assim como o fogo queima a lenha, a inveja consome as boas acções.»
“Maomé, 189”, textos islâmicos
Maomé, ou Muhammad (em árabe: مُحَمَّد, Muḥammad ou Moḥammed, pronúncia ajuda • ficheiro • ouvir no browser) (Meca, c. 570 — Medina, 8 de Junho de 632) foi um líder religioso e político árabe. Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão.
Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.
Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos.[carece de fontes]
Nascido em Meca, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610, quando Maomé tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus. Estes versos seriam mais tarde recolhidos e integrados no Alcorão. Gabriel comunicou-lhe que Deus tinha-o escolhido como último profeta enviado à humanidade.
Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos.
Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a perseguí-lo, bem como aos seus seguidores. Em 622 Maomé foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a Hégira (Hijra), tendo se mudado para Yathrib (atual Medina). Nesta cidade, Maomé tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiram-se uns anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que se saldaram em geral na vitória de Maomé e dos seguidores. A organização militar criada durante estas batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Maomé tinha unificado praticamente o território sob o signo de uma nova religião, o islão.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 05/07 às 12:41 AM
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Sexta-feira, 04 Julho, 2008
ESCRITA
Registo fotográfico de Lagrimata-Olhares.com
«Escrevemos porque ninguém nos ouve»
Perros, Georges
Publicado por Violeta Teixeira em 04/07 às 02:12 PM
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Quarta-feira, 02 Julho, 2008
ARTE
Obra pictórica de Joan Miró
«Mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro desaparecer. O que conta é a semente.»
Joan Miró
Joan Miró
1893-1983
.
«Contemporâneo do fauvismo e do cubismo, Miró criou sua própria linguagem artística e procurou retratar a natureza como o faria o homem primitivo ou uma criança, que tivesse, no entanto, a inteligência de um homem maduro do Século 20.
Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado, não completou os estudos. Freqüentou uma escola comercial e trabalhou num escritório por dois anos até sofrer um esgotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse numa escola de arte em Barcelona. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.
Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.
De 1915 a 1919, Miró trabalhou em Montroig, próximo a Barcelona, e em Maiorca, onde pintou paisagens, retratos e nus. Depois, viveu em Montroig e Paris alternadamente. De 1925 a 1928, influenciado pelo dadaísmo, pelo surrealismo e principalmente por Paul Klee, pintou cenas oníricas e paisagens imaginárias. Após uma viagem aos Países Baixos, onde estudou a pintura dos realistas do século XVII, os elementos figurativos ressurgiram em suas obras.
Na década de 1930, seus horizontes artísticos se ampliaram. Fez cenários para balés, e seus quadros passaram a ser expostos regularmente em galerias francesas e americanas. As tapeçarias que realizou em 1934 despertaram seu interesse pela arte monumental e mural. Estava em Paris no fim da década, quando eclodiu a guerra civil espanhola, cujos horrores influenciaram sua produção artística desse período.
No início da segunda guerra mundial voltou à Espanha e pintou a célebre “Constelações”, que simboliza a evocação de todo o poder criativo dos elementos e do cosmos para enfrentar as forças anônimas da corrupção política e social causadora da miséria e da guerra.
A partir de 1948, Miró mais uma vez dividiu seu tempo entre a Espanha e Paris. Nesse ano iniciou uma série de trabalhos de intenso conteúdo poético, cujos temas são variações sobre a mulher, o pássaro e a estrela. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica altamente elaborada, e esse contraste também aparece em suas esculturas. Miró tornou-se mundialmente famoso e expôs seus trabalhos, inclusive ilustrações feitas para livros, em vários países.
Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.»
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Publicado por Violeta Teixeira em 02/07 às 11:44 PM
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ARTE
Imagem ilustrativa de Rose Cannazaro
«Arte é aquilo em que o mundo se transformará, não aquilo que o mundo é .»
Kraus, Karl, in “Pro Domo et Mundo”
Publicado por Violeta Teixeira em 02/07 às 12:21 AM
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Segunda-feira, 30 Junho, 2008
A ARTE
«A arte não é uma tentativa de reconciliar a existência com a sua própria visão; não passa de uma tentativa de criar o seu próprio universo neste mundo.»
Mansfield, Katherine, in “Diário”
Katherine Mansfield, pseudônimo de Kathleen Mansfield Beauchamp (Wellington, Nova Zelândia; 14 de outubro de 1888 - Fontainebleau, França, 9 de janeiro de 1923) foi uma escritora neozelandesa.
Katherine Mansfield, nascida na Nova Zelândia, filha de pais ingleses e que abandonou o clima agradável, a vida abastada na bela ilha para entregar-se com paixão a seu intuito de tornar-se escritora, seguiu para Londres aos 20 anos com a ajuda paterna de 100 libras anuais. Contribuiu para jornais e revistas e iniciou uma vida social intensa. Em 1909 casou-se com um professor de canto para se separar dele após a noite de núpcias. O divórcio ocorre em 1918 quando se casa com J. M. Murry, jovem editor e ensaísta.
Poucas foram as traduções de sua obra no Brasil. A partir de 1992, a editora Revan começou a traduzi-las. Hoje, temos em português os principais dos 88 contos de Mansfield, incluindo Prelude (Prelúdio), At the bay (Na praia ) e The doll’s house (A casa de bonecas). Estes três contos fazem parte de uma novela inacabada. Demonstram a transição da obra de Katherine Mansfield para o romance. Os personagens, baseados na sua vida na terra natal, pedem mais que uma novela. Várias são as tramas e a saída só poderia ser encontrada na estrutura de um belo romance cuja semelhança poderíamos enxergar na obra de Virginia Woolf, no livro To the lighthouse (Passeio ao farol). O inverso também poderia ser dito, To the lighthouse possui a atmosfera de alguns contos de Mansfield. Elementos da natureza, a vida íntima de um casal e suas crianças são influências recíprocas entre autoras que tiveram contato intenso. No entanto, Katherine Mansfield nunca escreveu um romance.
Todos sabem da grandeza da obra de Virginia Woolf e esta reconhecia o talento de Mansfield, uma das mais promissoras escritoras daquela época e admirada pelo Clube 17, que foi uma espécie de sucessor ao Bloomsbury. Assim, ao lado de Virginia Woolf, T.S. Eliot, Ezra Pound, James Joyce e Marcel Proust é que era lida e comentada.
Desde 1915, os Woolf planejavam ter sua própria impressora. Alimentado o sonho, compraram em 1917 a máquina e a instalaram em Hogarth House. Seria a Hogarth Press. Através dela, publicaram seus próprios contos e, em seguida, Prelude, de Katherine Mansfield. Mais tarde, receberam a incumbência de editar Ulysses, de Joyce. Não puderam aceitar, pois a pequena Hoghart Press não possuía condições técnicas. Secretamente, Virginia só não se negou de pronto a publicar a grande obra de Joyce porque não saberia o que dizer. Reconhecia o talento do escritor, mas achava que sua obra era infame. Leve-se em conta a sensibilidade da romancista e uma identidade com Joyce que Quentin Bell define da seguinte forma: “Parecia-lhe ter uma espécie de beleza, mas também um brilho rude, arguto, de sala de fumantes. Joyce usava instrumentos parecidos com os dela, e isso era doloroso, pois era como se a pena, sua própria pena, tivesse sido arrancada de suas mãos e alguém rabiscasse com ela a palavra foda no assento do vaso sanitário. Também sentia que Joyce escrevia para um pequeno grupo…”, e por aí vai.
Víctor ChabSe mergulhamos assim em Virginia é para mostrar que tipo de relação a autora de Orlando poderia manter com os seus pares. Com respeito a Mansfield, foram alimentados sempre os sentimentos de animosidade e admiração. Ao que parece, cotejando fragmentos dos diários das duas autoras, Woolf preocupou-se com e admirou Mansfield mais do que esta última o fez em relação a V.W.. Mansfield, à época em que se relacionaram, estava gravemente doente (aproximadamente, a partir de 1917). Woolf, como dizem em psiquiatria, estava compensada. Ou seja, as crises de loucura haviam se abrandado. Mansfield, por sua vez, preocupava-se com um jeito de curar-se da tuberculose e com a falta de Murry, que não foi um exemplo de marido. Ela só se queixou disso a ele quando lhe fez um poema onde desposava a Morte, pois esta não lhe abandonava nunca.
Murry foi incapaz de deixar seus compromissos como editor e acompanhar a esposa nas idas aos lugares mais salutares para seu estado. Analisando as cartas, pode-se supor que não se tratava de uma má pessoa, mas que talvez não agüentasse o sofrimento e nem tivesse grandeza suficiente para ser solidário. Assim, na maior parte do desenvolvimento da doença, Mansfield só não esteve totalmente sozinha porque sua amiga Ida Baker a acompanhou.
Alguns de seus contos são quase transcrições literais do diário que manteve. Um exemplo disso é o encontro com Francis Carco - com quem estava tendo uma aventura amorosa - em pleno front de guerra que está narrado em: An indiscret journey (Uma Viagem imprudente). Seu talento conseguia transformar realidade em ficção a ponto de tirar todo o realismo das cenas e dar um caráter de sonho ao que se passou. Este talento espargia-se tanto nos contos como nos diários e cartas. Também sua condição de inválida e a relação com o marido estão presentes no conto A man without a temperament (Um homem indiferente).
Víctor ChabPara não se entregar ao desespero, foi a Paris submeter-se a um tratamento à base de bombardeamento de raios X no baço com o Dr. Manoukhin. Não viu resultados. Como única alternativa para manter um fio de esperança, entregou-se ao guru Georgei Ivanovitch Gurdijeff. Internando-se em seu instituto (1922), a uma hora de Paris, seguiu sua filosofia como uma religiosa carmelita. Dedicou-se a estudar russo, além de ralar as mãos descascando legumes, sofrer com o frio estúpido e com as regras absurdas do lugar. Murry se separou de Mansfield nesse período, pois achou insano o seu gesto. Lá, apesar das humilhações, relatadas em Os Anos Loucos: Paris na década de 20 (William Wiser, José Olympio Editora, 3.ª edição,1995), que precisava sofrer para desprezar o corpo e elevar a alma, aparentava melhoras. Talvez isso se deva ao fato de que a solidão lhe foi abrandada pelo guru e seus amigos. Em 9 de janeiro de 1923, Murry a visita a pedido dela. Fica feliz em vê-la e reatam. Katherine Mansfield morre, neste mesmo dia, aos 34 anos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 12:27 AM
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Domingo, 29 Junho, 2008
ARTE
Imagem ilustrativa de Salvador Dali
«Toda a arte começa na insatisfação física (ou na tortura) da solidão e da parcialidade.»
Pound, Ezra, in “I Essay”
Publicado por Violeta Teixeira em 29/06 às 12:50 AM
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Sábado, 28 Junho, 2008
A ARTE
Trabalho fotográfico de Rosário soares-Olhares.com
«A arte dos loucos pode tocar-nos; enriquece-nos porque encontramos em nós essas estranhezas.»
Jouve, Pierre, in «Comentários»
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 01:30 AM
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Sexta-feira, 27 Junho, 2008
A ARTE
«A arte é o mel da alma amassado nas asas da infelicidade e do trabalho»
Dreiser, Theodore, in “A Vida, a Arte e a América”
«Theodore Herman Albert Dreiser ( Terre Haute, Indiana, 27 de agosto, de 1871 – 28 de dezembro de 1945) foi um escritor americano. Sucedeu Frank Norris como o escritor mais representativo do naturalismo nos Estados Unidos.
Seu pai era um imigrante alemão católico, enquanto a mãe pertencia a uma comunidade menonita de agricultores estabelecidos em Dayton, Ohio, tendo sido repudiada após seu casamento e conversão ao catolicismo. Theodore era o 12º. de 13 filhos - o nono de dez sobreviventes.
De 1889–1890, Theodore freqüentou a Universidade de Indiana, antes de ser reprovado. Por vários anos, escreveu para o jornal Chicago Globe and depois para o St. Louis Globe-Democrat.
O seu primeiro romance, Sister Carrie (1900), conta a história de uma mulher que troca a vida do campo por uma vida fútil na cidade de (Chicago, Illinois). O segundo romance, Jennie Gerhardt, foi publicado no ano seguinte. Grande parte da obra subseqüente de Dreiser trata de injustiças sociais.
Seu primeiro sucesso comercial, Uma Tragédia Americana (1925), é a história de um jovem de caráter instável surpreendido por acontecimentos que o levam à execução por assassinato. O romance deu origem a um filme em 1931 e novamente em 1951.
Dreiser não é tão apreciado por seu estilo mas sobretudo pelo realismo de seu trabalho, pela construção dos personagens e por seus pontos de vista sobre o estilo de vida americano. Teve grande influência sobre a geração de escritores americanos que se seguiu à sua.
Politicamente , Dreiser envolveu-se com várias campanhas contraq a injustiça social, incluindo o linchamento do sindicalista Frank Little, um dos líderes da Industrial Workers of the World, o caso Sacco and Vanzetti, a deportação de Emma Goldman e a condenação do líder sindical Thomas Mooney.
Em 1935 a associação das bibliotecas de Warsaw, Indiana ordenou a queima de todos os trabalhos de Dreiser existentes nos acervos.
Dreiser, um militante socialista ou antes, comunista, escreveu vários livros de não-ficção sobre quetões políticas, dentre os quais Dreiser Looks at Russia (1928), sobre sua viagem à União Soviética, em 1927, Tragic America (1931) e America is Worth Saving (1941). Elogiou a União Soviética sob Stalin durante o Grande Terror e a alinça com Hitler.
Filiou-se ao Partido Comunista Americano em agosto de 1945. Em dezembro, faleceu em Hollywood, de ataque cardíaco, aos 74 anos.»
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 27/06 às 04:18 PM
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Quinta-feira, 26 Junho, 2008
A ARTE
«A arte não é outra coisa senão a força de sugestão de um detalhe.»
Alvaro, Corrado
Corrado Alvaro (1895 - 1956) foi um escritor italiano. Observador da realidade psicológica e social, produziu obras de denúcia política. Suas obras foram: homem é forte (1938) e Quase uma vida (1950).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 26/06 às 12:17 AM
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Terça-feira, 24 Junho, 2008
O QUE É A ARTE?
Registo fotográfico da autoria de Jorge Matos-Olhares.com
«À questão: ‘O que é a arte?’ somos levados a responder: ‘Aquilo por meio do qual as formas se tornam estilo’
Malraux, André, “Les voix du silence”
Publicado por Violeta Teixeira em 24/06 às 11:57 AM
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Segunda-feira, 23 Junho, 2008
CARAVAGGIO
Obra pictórica de Caravaggio
Michelangelo Merisi da Caravaggio (29 de Setembro de 1571 – 18 de Julho de 1610) foi um artista Italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília entre 1593 e 1610. Ele é normalmente identificado como um artista Barroco, estilo do qual ele é o primeiro grande representante.
Mesmo ainda vivo, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante, e perigoso. Ele surgiu na cena da arte romana em 1600, e depois disso nunca lhe faltaram comissões ou patronos, porém ele lidou com seu sucesso atrozmente. Uma nota precocemente publicada sobre ele, datada de 1604 e descrevendo seu estilo de vida três anos antes, descreve como “após uma quinzena de trabalho, ele irá vagar por um mês ou dois com uma espada a seu lado e um servo o seguindo, de um salão de baile para outro, sempre pronto para se envolver em uma luta ou discussão, de tal maneira que é bastante torpe acompanhá-lo.” (Floris Claes van Dijk, contemporâneo de Caravaggio em Roma em 1601). Em 1606 ele matou um jovem durante uma luta e fugiu de Roma com a cabeça a prêmio. Em Malta, em 1608, ele envolveu-se em outra luta, e mais outra em Nápoles em 1609, possivelmente um atentado premeditado contra sua vida por inimigos nunca identificados. No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, ele estava morto.
Caravaggio tomava emprestada a imagem de pessoas comuns das ruas de Roma para retratar Maria e os apóstolos. Talvez tenha sido um dos primeiros artistas a saber conciliar a arte com o ministério de Jesus que aconteceu exatamente entre pescadores, lavradores e prostitutas.
Caravaggio levou este princípio estético às últimas consequências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta fisgada morta do rio Tibre para pintar a Morte da Virgem.
Esta foi uma das duas mais importantes características das suas pinturas: retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos usando o povo comum das ruas de Roma.
A outra característica marcante foi a dimensão e impacto realista que ele deu aos seus quadros ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos. Este uso de sombras e luz é uma das coisas mais marcantes em seus quadros que de certa forma nos atrai para dentro da cena como fica bem demonstrado pela A Ceia em Emmaus. Os efeitos de iluminação que Caravaggio criou recebeu um nome específio: tenebrismo.
No fim do Renascimento os grandes mestres como Michelangelo Buonarroti (este sim aquele que todos chamamos de Michelangelo) caminhavam para uma visão mais obscura e realista das escrituras sagradas como se vê principalmente nos quadros A Conversão de São Paulo e a Crucificação de São Pedro, ambos de Michelangelo.
Caravaggio pintou versões próprias destes quadros que servem bem para exemplificar como ele foi capaz de igualar, senão superar seus mestres:
No dia 10 de Novembro de 2006, um quadro do pintor foi encontrado na coleção da Rainha Elizabeth II de Inglaterra e autenticado depois de ser submetido a uma análise tecnica de seis anos para ser considerado original. Até então era considerado uma cópia.
Curiosidade
A Galleria Nazionale d’Arte Antica, instalada no Palazzo Barberine, conserva, além das obras de Caravaggio, Narciso e Judite e Holoferne, uma rica coleção de pinturas Caravaggescas, setenta no total que permitem acompanhar de modo quase completo a parábola de pintura naturalística desde o seu início, nos primeiros anos do século XVII (O amor sacro e o amor profano de Baglioni data de 1602), ao seu definitivo declinio no decorrer da década de 1630.
Obra
Baco (1593-1594) - Uffizi, Florença
Tocador de Alaúde (1594) - Museu Ermitage, São Petersburgo
Canastra de Fruta (1595) - Biblioteca Ambrosiana, Milão
Repouso na Fuga para o Egipto (1595-1596) - Galeria Doria Pamphili, Roma
A Ceia em Emmaus (1596) - National Gallery, Londres
Invocação de São Mateus (1599-1600) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma
A Prisão de Cristo (1602)
São Mateus e o Anjo (c. 1602) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma
Martírio de São Mateus (1599-1600) - Igreja de São Luís dos Franceses, Roma
Crucificação de São Pedro (1600-1601) - Capela Cerasi, Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma
O Sacrifício de Isaac (1603)
Conversão de São Paulo (1600-1601) - Capela Cerasi, Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma
Deposição (1602-1604) - Igreja Nova, actual Igreja de Santa Maria della Vallicella, Vaticano
Nossa Senhora do Rosário (1607) - Museu de História da Arte, Viena
Sete Obras de Misericórdia (1607) - Pio Monte della Misericordia, Nápoles
João Batista (João no deserto) (c. 1604) - Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City, Missouri, EUA
Degolação de Baptista (1608) - Catedral da Valletta, Valletta, Malta
Ressurreição de Lázaro (1608-1609) - Museu Nacional, Medina
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 23/06 às 05:02 PM
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Domingo, 22 Junho, 2008
CONVICÇÕES
«Só tem convicções aquele que não aprofundou nada.»
Cioran, Emil
Publicado por Violeta Teixeira em 22/06 às 12:46 AM
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Sábado, 21 Junho, 2008
A DIVINA COMÉDIA
http://www.stelle.com.br/pt/domenico.html
Divina Comédia
A Divina Comédia (do italiano “Comedia” ou “Commedia”, mais tarde batizada de “Divina” por Giovanni Boccaccio), escrita por Dante Alighieri entre 1307 e a sua morte em 1321, é um poema épico da literatura italiana e da literatura mundial. Os mais variados pintores de todos os tempos criaram ilustrações sobre ela, se destacando Botticelli, Gustave Doré e Dalí. Dante a escreveu no dialeto toscano, matriz do italiano atual.
A Divina Comédia é hoje a fonte original mais acessível para a cosmovisão medieval, que dividia o Universo em círculos concêntricos. A obra moderna mais acessível a respeito dessa cosmovisão é The Discarded Image por C. S. Lewis. Foi ilustrada por Gustave Doré
Estrutura
Está dividida em três partes, Inferno, Purgatório e Paraíso. Cada uma de suas partes está dividida em cantos, compostos de Tercetos. A composição do poema é baseada no simbolismo do número 3 (número que simboliza a Santíssima Trindade, assim como também, simboliza o equilíbrio e a establidade em algumas culturas, e que também tem relação com o triângulo): Possuí três personagens principais: Dante, que personifica o homem, Beatriz que personifica a fé e Vírgilio que personifica a razão; cada estrofe tem três versos e cada uma de suas três partes contêm 33 cantos.
Os 3 livros que compoêm a Divina Comédia são divididos em 33 cantos (sendo que o Inferno possui um canto a mais que serve de introdução ao poema), com aproximadamente 40 a 50 tercetos. No total são 100 cantos (número considerado perfeito na Idade Média) e 14.233 versos. Os lugares de cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (3 vezes 3 vezes 3) níveis. Os 3 livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa - estrelas -.
Sinopse
A Divina Comédia propõe quea Terra está no meio de uma sucessão de círculos concêntricos que formam a Esfera armilar e o meridiano onde é Jerusalém hoje, seria o lugar atingido por Lúcifer ao cair das esferas mais superiores e que fez da terra santa o Portal do Inferno. Portanto o Inferno, responderia pela depressão do Mar Morto onde todas as águas convergem, e o Paraíso e o Purgatório seriam os segmentos dos círculos concêntricos que juntos respondem pela mecânica celeste e os cenários comentados por Dante num poema que envolve todos os personagens bíblicos do antigo ao novo testamento são costumeiramente encontrados nas entranhas do inferno sendo que os personagens principais da Divina Comédia são o próprio autor, Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa empreitada é Virgílio o proprio autor da Eneida.
Inferno
Dante e Virgílio chegam ao vestíbulo do Inferno (que tem nove círculos). Entre o vestíbulo e o 1º Círculo, está o rio Aqueronte, no qual encontra-se Caronte, o barqueiro que faz a travessia das almas. Porém Dante é muito pesado para fazer a travessia no barco de Caronte, pelo fato de ser vivo. Então Caronte os envia para outro barco. É através deste barco que Virgílio e Dante atravessam o rio.
O limbo é o local onde as almas que não puderam escolher a Cristo, mas escolheram a virtude, vivem a vida que imaginaram ter após a morte. Não têm a esperança de ir ao céu pois não tiveram fé em Cristo. Aqui também ficam os não batizados e aqueles que nasceram antes de Cristo, como Virgílio. Na mitologia clássica, o Limbo não fica no inferno, mas suspenso entre o céu e o mundo dos mortos. Na poesia de Dante não se tem uma noção precisa de como se chega lá, pois o poeta desmaia no ante-inferno e quando acorda já está no Limbo, o primeiro círculo infernal.
No Limbo, Dante encontra Homero (século IX ou VIII a.C.) a quem tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada, que narra a queda de Tróia, e Odisséia, que narra o retorno de Ulisses da guerra de Tróia e suas viagens; Ovídio (43 a.C.a 17 d.C.) poeta romano autor de várias obras, entre as quais obras de mitologia como: Metamorfoses; e Horácio (65 a.C.a 8 d.C.) poeta romano lírico e satírico, autor de várias obras primas da língua latina, entre as quais Ars Poetica.
No segundo círculo começa o Inferno propriamente dito. Nesse círculo ficam os luxuriosos que sofrem com uma tempestade de vento. Lá ele encontra Francesca de Rimini e seu amante, que é o seu cunhado.
Inferno.
No terceiro círculo os gulosos são flagelados por uma chuva putrefacta e são vigiados pelo mitológico cão de três cabeças, Cérbero. No quarto círculo desfilam os avarentos empurrando pesos enormes. No quinto círculo ficam os iracundos, imersos em lama ardente do Pântano do Estige. Os insolentes soberbos também.
Para atravessar o pântano eles apanham boleia do demônio Etagias, este os deixa na porta da cidade de Dite. Essa cidade tem muralhas de fogo e está na parte mais funda do Inferno, onde as culpas são muito mais fortes e as punições também. Os demônios não querem que Dante nem Virgílio entrem, pois Dante não está morto. Então aparecem as três Fúrias (também chamadas Parcas), e com elas aparece a Medusa, que petrifica quem a olhe. Um enviado celeste chega e abre as portas de Dite.
No sexto círculo, Dante e Virgílio recomeçam a viagem por dentro de Dite. Lá eles vêem nos túmulos de fogo os hereges. Os hereges eram queimados em fogueiras quando estavam vivos. Em rios de fogo estão os assassinos, os violentos com o próximo e ficam sendo atingidos por flechas dos centauros. Os violentos contra si mesmos são transformados em árvores. Os esbanjadores são perseguidos e devorados por cadelas ferozes e famintas.
No sétimo círculo ficam os violentos com Deus e contra a natureza (os homossexuais). Estão deitados e levam chuva de fogo e os outros além da chuva de fogo ficam caminhando. Os usurários (agiotas) estão sentados e sofrem a chuva de fogo.
Saindo da cidade encontram um precipício que não conseguem cruzar, existe um monstro alado, que voa vagarosamente e os leva até o o fundo do precipício e lá eles encontram o oitavo círculo. O oitavo círculo é dividido por dez fossos que são ligados por pontes. Aqui as torturas só pioram e os pecados também. Nas saídas dos fossos há três gigantes acorrentados.
No último círculo infernal (nono) não há fogo, e sim frio. Lá ficam os traidores. Os três maiores são Judas, Brutus e Cassius. Lúcifer está lá e devora os três. Então eles finalmente chegam ao centro da Terra e começam a subir para a saída. Nesse túnel eles vislumbram quatro estrelas, o Cruzeiro do Sul (isso mostra que o paraíso fica ao sul do Equador). Para chegar ao Paraíso é necessário antes passar pelo Purgatório.
Purgatório
Segundo Dante, o Purgatório é um espaço intermediário entre o Paraíso e o Inferno,que se encontra na porção austral, sul, do planeta onde existe uma única ilha, Dante encontra nesta ilha uma montanha composta por círculos ascendentes, reservado àqueles que se arrependeram em vida de seus pecados e estão em processo de expiação dos mesmos. No Purgatório as almas assistem às punições das outras almas que por pecarem mais “intensamente” foram para o Inferno.
No início da subida da montanha estão esperando arrependidos tardios, que têm que aguardar a permissão para passarem pela Porta de São Pedro antes de iniciarem suas ansiada subida. Cada dos sete círculos correspodem a um dos Sete pecados capitais, na seguinte ordem: Orgulho, Inveja, Ira, Preguiça, Avareza junto ao Pródigo, Gula e Luxúria. Os Avareza e Pródigo estão juntos no mesmo círculo, pois são os dois extremos, onde o avaro supervaloriza o dinheiro e o Pródigo o desperdiça.
No fim do Purgatório, Dante se despede de Virgílio, pois este não pode ter acesso ao Paraíso. Lá encontra Beatriz, sua amada quando estava na Terra. Esta o leva até o rio Lete. Quando Dante bebe a água do Lete, esta apaga a sua memória, seus pecados, é como se Dante tivesse renascido. Existe uma lenda que diz que o Paraíso fica entre o rio Tigre e o Eufrates. Quando Dante vê o rio ele julga ser o Tigre. Finalmente Dante chega ao Paraíso.
Paraíso
Existem sete céus móveis, cada céu corresponde a um planeta, sendo o primeiro o da Lua. Em cada um dos céus Dante é abençoado e depois vai ao encontro de Deus.
O oitavo céu móvel, ou o primeiro céu fixo, é onde as estrelas têm a configuração que vemos no “nosso” céu. Depois vão para o segundo céu fixo, ou nono céu móvel, que é o céu Cristalino ou seja, não tem estrelas, é quase só luz, mas é material. O décimo céu é só luz, é o terceiro céu fixo, e é imaterial. No centro desse céu há uma rosa branca, que é Deus rodeado por almas, espíritos bons (eleitos, bem aventurados, santos, anjos). É uma rosa poética. No centro da rosa existe um triângulo, a Santíssima Trindade. São Bernardo acompanha Dante a partir do terceiro céu. Dante então vê Deus, pois São Bernardo intercede junto à Virgem Maria e esta concede sua visita.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 21/06 às 12:36 AM
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