Citações

Sábado, 16 Agosto, 2008

DIA DO SEU NASCIMENTO

Fim

Somos como rosas que nunca se deram ao trabalho de
desabrochar quando deviam ter desabrochado e
é como se
o sol estivesse farto de
esperar.
Charles Bukovski
(versão de Manuel A.  Domingos)

Charles Bukowski
Henry Charles Bukowski (16 de Agosto de 1920, Andernach – ± 9 de Março de 1994, Los Angeles) foi um poeta, contista e romancista americano. Sua obra obscena e estilo coloquial, com descrições de trabalhos braçais, porres e relacionamentos baratos, fascinaram gerações de jovens à procura de uma obra com a qual pudessem se identificar. Biografia
Nascido na Alemanha, filho de um soldado americano, se mudou ainda criança para os EUA com seus pais. Foram primeiro para Baltimore em 1923, mas depois disso se mudaram para o subúrbio de Los Angeles. Foi uma criança atormentada por um pai extremamente autoritário e frustrado, que descontava os seus problemas o espancando pelos motivos mais fúteis. Quando atingiu a adolescência, somou-se a este problema o fato de ter o rosto e toda a parte superior do corpo literalmente tomada por inflamações que o obrigaram a submeter-se a tratamentos médicos no hospital público de sua cidade. Na escola, a situação também não é das melhores, tendo poucos amigos e sendo sempre o penúltimo a ser escolhido para o time de beisebol.
A falta de carinho familiar e a humilhação de ter um rosto deformado obrigam-no a fugir. Abandonou a escola para só voltar um ano depois. Neste meio tempo descobriu duas coisas que o ajudaram a tornar a sua vida suportável: o álcool e os livros. Teve problemas com alcoolismo e trabalhou em empregos temporários em várias cidades americanas, como carteiro, frentista e motorista de caminhão apesar de ter estudado jornalismo sem nunca se formar. Bukowski começou a escrever poesias aos 15 anos mas seu primeiro livro somente foi publicado 20 anos depois em 1955. Em 1962 estreou na prosa caracterizada pela descrição de sua vida pessoal. Escreveu, entre outros livros, “Mulheres”, “Hollywood” e “Cartas na Rua”.
Iniciou assim uma vida errante, bebendo em excesso e escrevendo alucinadamente. Os produtos destas noites e mais noites de trabalho eram enviados para as mais diversas publicações literárias independentes dos Estados Unidos, mas quase sempre recusados. A editora da revista Harlequin, Barbara Frye, no entanto, estava convencida de que Bukowski era um gênio. Começaram a se corresponder e, em determinado momento, Frye declarou que nenhum homem nunca se casaria com ela. Bukowski respondeu simplesmente: “Eu me casarei”. Casaram-se logo depois de se conhecerem pessoalmente. Mas tão rápido quanto se conheceram, separaram-se.
Até este momento, Charles Bukowski era apenas um poeta iniciante - apesar de ter quase quarenta anos. Mas foi a partir de sua separação que começou a surgir a imagem de Bukowski que o tornaria famoso, seu alter ego Henry Chinaski. Jim Christy, autor do livro The Buk Book, disse em uma vez que “ele havia sido um vagabundo, um imprestável, um proletário, um bêbado; bem, que fosse. Claro, outros trabalharam o mesmo território, mas o que diferenciava Bukowski do resto deles - os Knut Hamsuns, Jack Londons, Maxim Gorkys e Jim Tullys - era que Bukowski era engraçado.” Trabalhando esta imagem, Bukowski conseguiu criar um mito ao seu redor.
Tendo Ernest Hemingway e Fiódor Dostoiévski como principais influências. Com o escritor russo ele aprendeu: “Quem não quer matar seu pai”? O complexo de Édipo rodeia Chinaski por toda a obra. “Ele” é o cara sacana, “Ele” é o responsável por seu sofrimento, “Ele merece” morrer. Esse ódio por seu pai (na realidade um alcoólatra violento) permeia toda a obra do velho “Buk”. Essa capacidade de transformar o dia a dia em poesia, de pegar as bebedeiras triviais, as angústias adolescentes e transforma-las em arte é a mágica de Bukowski.
Repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia. Esses são alguns dos sentimentos que mais inspiraram Charles Bukowski, alemão que passou a vida nos becos dos Estados Unidos, na composição de toda sua obra. Cada poesia, cada romance e cada conto do escritor traz um pouco da vida do “Velho Safado”, como ficou conhecido no mundo inteiro. E Howard Sounes é prova disso. O jornalista inglês assina “Charles Bukowski - Vida e loucuras de um Velho Safado” (Ed. Conrad); biografia considerada uma das mais completas e sérias do gênero.
Funcionário dos Correios até os 49 anos, Bukowski sonhou a vida inteira em ser reconhecido pelo seu trabalho como escritor. Dono de um talento nato, o poeta usava a simplicidade e a singularidade dos fatos mais rotineiros e transformava o cotidiano em obra de arte. Inconformado e, sempre, com uma garrafa na mão, ele sentava em sua antiga máquina de escrever e, com uma sutileza surpreendente, deixava fluir seus pensamentos sem censura alguma. Bukowski vivia em um mundo atormentado e distorcido, totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade de sua época. O escritor nunca fez questão de esconder que seus trabalhos eram, quase sempre, autobiográficos. E sua falta de discrição era tão grande, que durante toda vida teve de lidar com a quebra de laços de amizade. Ele citava, sem qualquer preocupação, nomes e, quando muito inspirado, fazia duras críticas às pessoas que o cercavam. Algumas vezes os personagens “nada fictícios” ficavam sabendo das peripécias do poeta bêbado após a publicação dos textos.
Sua obra surtiu tanto efeito que alguns de seus contos e romances acabaram sendo adaptados para o cinema por alguns diretores. Inclusive, o próprio Bukowski recebeu diversos convites para escrever argumentos, apesar de assumir que nunca gostou muito de filmes.
Bukowski tem sido erroneamente identificado com a Geração Beat, por certos temas e estilo correlatos, mas sua vida e obra nunca mostraram essa inclinação. A cidade de Los Angeles, suas ruas e atmosfera, foram sua principal influência, tratando de histórias com temas simples, misturando por exemplo corridas de cavalo, prostitutas e música clássica. Ele escreveu mais de 50 livros, sem contar milhares de publicações baratas.
Uma de suas principais atividades durante anos foi a leitura de suas poesias em universidades e eventos culturais. Sua leitura debochada às vezes provocava escândalos e brigas com a platéia, algumas delas registradas em áudio. Já nos anos 1980, Bukowski desfrutou de certa fama, convivendo com artistas e tornando-se uma celebridade. Ele morreu de leucemia aos 73 anos, em 9 de Março de 1994, e em seu túmulo se lê “Don’t Try”, “Nem Tente” em português.
Com o tempo, apareceram alguns herdeiros seus na literatura, principalmente na questão do estilo violento e despudorado de sua linguagem, e que acabou inclusive tendo desdobramentos no cinema. Mas poucos são aqueles que como ele, vivenciaram e permaneceram com naturalidade na sargeta, fazendo dela, sua fonte de inspiração. Bukowski fez de todo aquele inferno imundo e fedido, o seu paraíso.
Está presente em albuns, músicas, letras, entre outros de muitas bandas, entre as quais: Anthrax, Apollo 440, Leftover Crack, Bad Radio (uma das bandas de começo de carreira de Eddie Vedder, vocalista da banda Pearl Jam), Red Hot Chili Peppers, entre muitas outras. O vocalista Ville Valo da banda Finlandesa HIM, tem uma imagem de Bukowski tatuada no seu braço.
Livros publicados no Brasil
• Ao Sul de Lugar Nenhum - Histórias da Vida Subterrânea. Porto Alegre: L&PM, 2008.
• O Amor é um Cão dos Diabos. Porto Alegre: L&PM, 2007.
• Vida desalmada. Florianópolis: Spectro, 2006.
• Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém. Curitiba: 7 Letras, 2005.
• Tempo de vôo para lugar algum. Florianópolis: Spectro, 2004.
• Hino da Tormenta. Florianópolis: Spectro, 2003.
• Os 25 Melhores Poemas de Charles Bukowski. Rio de Janeiro: Bertrand, 2003.
• O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio. Porto Alegre: L&PM, 1999.
• A mulher mais linda da cidade. Porto Alegre: L&PM, 1997. (coletânea)
• Pulp. Porto Alegre: L&PM, 1995.
• Numa Fria. Porto Alegre: L&PM, 1993.
• N.York, 95 cents ao dia. Porto Alegre: L&PM, 1991 (quadrinhos).
• Delírios Cotidianos. Porto Alegre: L&PM, 1991 (quadrinhos).
• Hollywood. Porto Alegre: L&PM, 1990.
• Fabulário Geral do Delírio Cotidiano. Porto Alegre: L&PM, 1986.
• Factotum. São Paulo: Brasiliense, 1985.
• Notas de um velho safado. Porto Alegre: L&PM, 1985.
• Misto quente. São Paulo: Brasiliense, 1984.
• Crônica de um amor louco. Porto Alegre: L&PM, 1984.
• Mulheres. São Paulo: Brasiliense, 1984.
• Cartas na Rua. São Paulo: Brasiliense, 1983.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por Violeta Teixeira em 16/08 às 10:55 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sexta-feira, 15 Agosto, 2008

NASCIDO HÁ 110 ANOS

DIFICULDADE DE GOVERNAR
Bertrold Brecht

1
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo
Em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2
É também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas
Encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo
Sem as palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio
Onde já havia batatas.

3
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo
De uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4
Ou será que governar só é assim tão difícil
Porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

DIFICULDADE DE GOVERNAR
Bertrold Brecht

1
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo
Em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2
É também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas
Encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo
Sem as palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio
Onde já havia batatas.

3
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo
De uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4
Ou será que governar só é assim tão difícil
Porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Publicado por Violeta Teixeira em 15/08 às 02:53 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quarta-feira, 13 Agosto, 2008

Artista

Imagem ilustrativa de M. Chagall

«No mais profundo de si mesmo, um artista é sempre um aventureiro.»
Mann, Thomas

Publicado por Violeta Teixeira em 13/08 às 07:47 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 10 Agosto, 2008

A DOR

Registo fotográfico de Lagrimata-Olhares.com

«A dor mais cruel é a que vela fria e inerte no fundo do coração.»

Sand, George

Publicado por Violeta Teixeira em 10/08 às 03:09 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sexta-feira, 08 Agosto, 2008

AMIZADE

Trabalho fotográfico de Armando Catunda-Olhares.com

«Não queres usar máscara diante do teu amigo? Prestas-lhe uma honra,
apresentando-te a ele, tal como és? Mas é precisamente por isso que ele
te manda para o DIABO!»

NIETZCHE

Publicado por Violeta Teixeira em 08/08 às 11:09 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quarta-feira, 06 Agosto, 2008

HÁ 63 ANOS

«Em 06 de agosto de 1945, Hiroshima e o Mundo conheciam o poder da bomba atómica»

«Em 30 de abril de 1945, em meio à tomada de Berlim pelas tropas soviéticas, Adolf Hitler cometia suicídio, e o almirante Doenitz formava novo governo, pedindo o fim das hostilidades. A capital alemã é ocupada em 2 de maio. Alguns dias depois, no dia 7, a Alemanha rendia-se incondicionalmente, em Reims.
A Segunda Guerra estava praticamente terminada. Os conflitos restantes aconteciam no Pacífico. E foi no Japão, mais precisamente em Hiroshima e Nagasaki, que a humanidade conheceu a mais terrível criação da tecnologia. Em 06 de agosto de 1945, era lançada a primeira bomba atômica em alvo humano.

Hiroshima, 6 de agosto de 1945 - 8h45min
A Guerra estava no fim, e Hiroshima permanecia intacta. O governo incentivava todos a manter as atividade cotidianas. Nesse momento, os japoneses ouviram o alarme indicando a aproximação de um avião inimigo. Era um B-29, batizado de “Enola Gay”, pilotado por Paul Warfield Tibbets Jr. Do avião, foi lançada a primeira bomba atômica sobre um alvo humano, batizada “Little Boy”.
Instantaneamente, os prédios desapareceram junto com a vegetação, transformando Hiroshima num campo deserto. Num raio de 2 quilômetros, do hipocentro da explosão, tudo ficou destruído. Uma onda de calor intenso, emitia raios térmicos, como a radiação ultravioleta.

Os sobreviventes vagavam sem saber o que havia atingido a cidade. Quem estava a um quilômetro do hipocentro da explosão, morreu na hora. Alguns tiveram seus corpos desintegrados. O que aumentou o desespero dos que nunca vieram a confirmar a morte de seus familiares.
Quem sobreviveu, foi obrigado a conviver com males terríveis. O calor intenso levou a roupa e a pele de quase todas as vítimas.
Vários incêndios foram causados pelos intensos raios de calor emitidos pela explosão. Vidros e metais derreteram como lavas.
Uma chuva preta, oleosa e pesada, caiu ao longo do dia. Essa chuva continha grande quantidade de poeira radioativa, contaminando áreas mais distantes do hipocentro. Peixes morreram em lagoas e rios, e pessoas que beberam da água contaminada tiveram sérios problemas durante vários meses.
O cenário da morte era assustador. As queimaduras eram tratadas com mercúrio cromo pela falta de medicamento adequado.
Não havia comida e a água era suspeita. A desinformação era tanta que muitos japoneses saíram de suas províncias para tentar encontrar seus familiares em Hiroshima. Corriam o maior risco pós-bomba: a exposição à radiação.
Não se sabe exatamente porque Hiroshima foi escolhida como alvo inaugural da bomba atômica. Uma explicação considerada plausível, é pelo fato de a cidade estar centrada em um vale. As montanhas fariam uma barreira natural, o que ampliaria o poder de impacto da bomba. Conseqüentemente, conheceriam a capacidade de destruíção nuclear com mais precisão. Outra explicação é baseada no fato de Hiroshima ainda não ter sido atingida por nenhum ataque. Isso, aliado à proteção das montanhas, daria a medida exata da destruição da bomba nunca antes testada.
De concreto, sobraram os horrores de uma arma nuclear, com potência eqüivalente a 20 mil toneladas de dinamite. Ainda hoje, passados 63 anos da explosão da primeira bomba atômica, o número de vítimas continua sendo contabilizado, já ultrapassando 250 mil mortos.»

Nota: versão brasileira

Publicado por Violeta Teixeira em 06/08 às 03:08 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Terça-feira, 05 Agosto, 2008

TRAGÉDIA E SÁTIRA

«A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade.»

Dostoievski, Fiodor

Publicado por Violeta Teixeira em 05/08 às 05:58 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Segunda-feira, 04 Agosto, 2008

FUNCHO

«Funcho

Benefícios:
- Excelente fonte de vitamina A e C (especialmente as folhas)
- Boa fonte de potássio, cálcio e ferro
- Rico em fibras e pobre em calorias
Inconveniente:
- O óleo da semente de funcho pose irritar a pele.
Substancioso, apesar de conter baixo teor de calorias, o funcho é o alimento ideal para pessoas que desejam perder peso. Apesar de possuir um sabor característico, seus talos podem ser confundidos com o aipo. Ambos os vegetais são membros da família da salsa e, como o aipo, o funcho é rico em fibras e pobre em calorias - uma porção de uma xícara possui somente 25 calorias. Entretanto, o funcho é muito mais nutritivo do que o aipo: uma porção de uma xícara fornece 1/3 das RDAs (Ingestões Dietéticas Recomendadas) de vitaminas A e C e as folhas contribuem ainda mais com essas vitaminas. Uma xícara de funcho picado também fornece 15% ou mais das RDAs de ferro e cálcio, assim como de potássio e outros minerais.
O sabor doce do funcho, parecido com o alcaçuz, é semelhante ao do anis; de fato, apesar de não ter parentesco com essa erva, o funcho algumas vezes é chamado de anis. O sabor de alcaçuz combina muito bem com peixe; experimente assá-lo ou grelhá-lo envolvendo-o em uma camada de talos de funcho. Todas as partes do funcho são comestíveis, e ele pode ser preparado e servido de diversos modos: cru ou cozido em salada, no vapor, assado ou à moda sauté como complemento. Bulbos de funcho recheados e assados são uma entrada vegetariana saborosa; as folhas picadas fazem uma guarnição colorida e nutritiva para a sopa de tomate e outros pratos de vegetais.
a semente de funcho aromático (erva-doce) é um dos condimentos mais antigos, também usada em chá, para aliviar a distensão abdominal (flatulência) e outros problemas intestinais.
Um antigo remédio.»

Ao longo dos anos, os médicos vêm recomendando o funcho para diversos problemas. Hipócrates dizia que o chá de funcho estimulava a produção de leite materno.
Na Índia, médicos recomendam sementes de funcho para ajudar a digestão e prevenir o mau-hálito.
Nicholas Culpeper, naturalista inglês de século 17, usava o funcho como tratamento para pedras nos rins, gota, distúrbios de fígado e dos pulmões, e até como antídoto contra envenenamento por cogumelos. O funcho é considerado um dos alimentos mais antigos utilizados para fins medicinais.
Os curandeiros gregos e romanos prescreviam sementes de funcho para prevenir contra a obesidade e ainda hoje o chá de funcho é usado com este objetivo.»

http://www.herbario.com.br/dataherb12/funcho.htm - 8k

Publicado por Violeta Teixeira em 04/08 às 01:57 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 03 Agosto, 2008

AJUDA

Trabalho fotográfico de Nuno Silva

«Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la»

Pitágoras

Publicado por Violeta Teixeira em 03/08 às 08:54 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sábado, 02 Agosto, 2008

O TEMPO

Registo fotográfico de Nair Sousa-Olhares.com

«Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.»

Proust , Marcel

Publicado por Violeta Teixeira em 02/08 às 02:24 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quinta-feira, 31 Julho, 2008

PRIMO LEVI FARIA HOJE ANOS

“Tornei-me judeu em Auschwitz. A consciência da minha diferença me foi imposta”.
“É provável que aquele sábio francês, cujo nome eu esqueço e que afirmava estar certo de existir por estar seguro de pensar, não tenha sofrido muito na vida, porque de outro modo teria construído o seu edifício de certezas sobre uma base distinta. Com efeito, muitas vezes quem pensa não está seguro de pensar, seu pensamento ondula entre a vigília e o sonho, foge-lhe das mãos, nega-se a se deixar aprisionar e fixar no papel em forma de palavras. Entretanto quem sofre, sim, quem sofre jamais tem dúvida, quem sofre está sempre seguro, seguro de sofrer e, logo, de existir.”

Primo Levi, 31 de Julho de 1919-1987, judeu italiano foi um dos poucos sobreviventes de Auschwitz, o campo de concentração onde milhões de prisioneiros, judeus como ele, foram assassinados pelos nazistas. Sobreviveu para regressar a Turim, sua cidade-natal, e escrever um dos mais extraordinários e comoventes testemunhos dos campos de extermínio nazista.
Dedicou o resto da sua vida à procura incessante da resposta para a pergunta essencial de Auschwitz: “O que é um homem?”Químico por formação, mas escritor por força do destino, Levi escreveu dezena de títulos, entre memórias, ensaios, ficção e poesia. Sua obra é freqüentemente vista como uma ponte entre dois mundos: antes e após Auschwitz. Primo Levi é, às vezes, lembrado por ter dito que quem passou por campos de concentração nazistas se divide em duas categorias “os que calam e os que falam”. Foi justamente a necessidade de falar, de curar suas feridas espirituais, que levou Primo Levi a construir uma das obras fundamentais sobre os horrores criados pelo regime nazista. Sua obra é uma penosa interrogação sobre a natureza humana. Um testemunho sobre o “mal absoluto” e de como seres humanos conseguiram preservar sua humanidade intacta em face deste mal.

Sua obra, um testemunho

Primo Levi é a testemunha que precisa e quer narrar sua experiência – sabendo não ser esta somente sua, mas de todo o povo judeu – com a máxima transparência e precisão possíveis. A precisão que lhe advém de sua formação de químico, com que ele dosa de forma adequada suas palavras, que são pesadas e repesadas, repensadas e lapidadas. A linguagem é breve para tornar claro e visual tudo o que acontecia em Auschwitz para um judeu que como Levi fora selecionado para viver “por mais algum tempo”.
Levi é a testemunha que precisa fazer justiça às vítimas contando o processo de desumanização e degradação que sofreram e todas as aberrações cometidas pela espécie humana nos campos de aniquilamento nazistas. Em seu primeiro e mais impressionante livro, “Se questo è un uomo” (Se isto é um homem), escrito em 1947, Levi relata o ano que passou em Auschwitz. Os capítulos não obedecem a uma sucessão lógica, mas são escritos segundo a ordem de urgência que o autor sente em narrar o que vivera.
O livro inicia-se (assim como seus outros livros) com uma poesia, com versos duros e amargos. O poema escrito por Levi em janeiro de 1946, que leva o título “Shemá”, quando é publicado separadamente do livro faz eco à oração primor-dial do judaísmo o “Shemá Israel”, oração que Levi aprendeu com 12 anos por ocasião de seus estudos de seu bar-mitzvá. A poesia é um alerta endereçado a todos que vivem em segurança para que meditem sobre os sofrimentos de nosso povo, gravando-os em pedra no coração e os contando a seus filhos para que nunca sejam esquecidos.
Mas, nos anos após a Segunda Guerra Mundial, poucos no mundo queriam saber a verdade sobre a Shoá e os campos de morte nazistas e o livro é recusado por vários editores que o consideraram muito triste. Quando é, finalmente, publicado, apesar de ser bem recebido pelos críticos, vende muito pouco. Reeditado em 1958, ‘Se isto é um homem’ se torna um sucesso de público.
Em 1963, Primo Levi publica seu segundo livro ‘A Trégua’, em que narra os últimos dias em Auschwitz, após os nazistas terem abandonado o campo, e sua viagem de volta para casa, na Itália. O livro é muito bem acolhido pela crítica e pelo publico. Levi passa a ser reconhecido como um grande escritor.
Recordar, contar, refletir e testemunhar continua-rão a ser o tema de todos os seus livros. Em 1963, logo depois de publicar ‘A Trégua’, Levi declara que considerava encerrado seu trabalho testemunhal. Mas nunca lhe foi possível manter esse propósito. Já que ele afirmava… “Com o passar dos anos, essas recordações não empalidecem nem se dissipam, ao contrário, se enriquecem com detalhes que eu acreditava esquecidos e que, às vezes, adquirem sentido à luz das recordações de outras pessoas, de cartas que recebo ou de livros que leio”. Seu último livro, ‘Os afogados e os sobreviventes’ é publicado em 1986. No ano seguinte é indicado para o Prémio Nobel.

Sua morte:
suicídio ou acidente?

Em abril de 1987, aos 68 anos, Primo Levi é encontrado morto no poço da escadaria do apartamento no qual vivera toda a vida. Deixou Lucia, sua esposa, e dois filhos, além de sua mãe. Na época, sua morte foi atribuída a suicídio. Acreditou-se que o grande escritor havia posto um fim à vida, pois esta se tornara pesada demais. Mas, nos últimos anos, três importantes biografias (duas na Inglaterra e uma na França) colocam em dúvida esse suposto suicídio. Afirmam que, provavelmente, foi um acidente provocado pelos remédios que Primo Levi tomava na época.

Uma das mais completas biografias é da escritora e pesquisadora Myriam Anissimov, publicada na França em 1996. Primo Levi é retratado como um homem gentil, um tanto reservado. Em sua essência, era um otimista. Enfrentou a crueldade em sua forma mais irracional. Foi forçado a testar suas certezas racionais e humanas contra a máquina nazista, determinada a transformar suas vítimas em seres desprezíveis antes de exterminá-los. Mas, mesmo assim, não perdeu a lucidez, nem sua fé na racionalidade, sua curiosidade em observar e analisar, mesmo nas horas mais desesperadoras. Por que um homem assim escolheria o suicídio, pergunta Myriam Anissimov em seu livro. E se ele realmente queria acabar com sua vida, por que, sendo químico, não usou uma forma menos traumática? Por que não deixou algo escrito, uma última mensagem? Acreditar que um homem assim se suicidou é difícil, porém a verdade sobre os últimos instantes do grande escritor nunca será descoberta. Talvez, no fim, Auschwitz tenha atingido seu objetivo, cobrando-lhe a vida tantos anos depois. Mas não resta dúvida que a vida de Primo Levi pode ser dividida em dois períodos distintos: antes e depois de Auschwitz.

In Título da matéria - ed.41 - Página1

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 02:51 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Terça-feira, 29 Julho, 2008

Fracasso

ausencia.wordpress.com/2007/05/

«Fracasso é a desistência, seja de uma meta, de um “lugar de chegada, ou qalquer questão a que gostaríamos de chegar a um determinado ponto.Também não acredito que seja através “desses momentos” que aprendemos “a vencer” e sim nos entristecemos muito pelo esforço dispendido, no máximo, se e somente se o equilíbrio pessoal estiver em ordem, conseguiremos localizar os pontos fracos onde devemos “trabalhar” para o futuro.
Não confundamos isso com Intelig~encia Emocional, que é um termo usado para “controle e uso próprio” das emoções.

Na verdade, o fracasso pode estar dentro e fora da mente simultâneamente,ás vezes independente do interior de cada um.O importante é ter a clareza de idéias a ponto de perceber o que ocasionou o resultado não desejado.
Fala-se muito em inteligência emocional e faz-se muito pouco uso dela, para perceber isso basta refletir sobre as reações das pessoas no dia a dia, com certeza verá a forma radical e egocêntrica da maioria despreparada para um novo tipo de relacionamento interpessoal.»

In Via6

Publicado por Violeta Teixeira em 29/07 às 03:49 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Segunda-feira, 28 Julho, 2008

A AMIZADE

Paul Gauguin

«(A amizade) esse uníssono no peito, quando uma mesma corda estendida entre dois corações vibra em ambos ao mesmo tempo.»

Jean Paul

Publicado por Violeta Teixeira em 28/07 às 10:52 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sábado, 26 Julho, 2008

EUGÈNE-HENRI-PAUL GAUGUIN

Obra pictórica de Paul Gauguin

Eugène-Henri-Paul Gauguin (Paris, 7 de Junho de 1848 - Ilhas Marquesas, 8 de Maio de 1903) foi um pintor francês do pós-impressionismo.
Apesar de nascido em Paris, Gauguin viveu os primeiros sete anos de sua vida em Lima, no Peru, para onde seus pais se mudaram após a chegada de Napoleão III ao poder. Seu pai pretendia trabalhar em um jornal da capital peruana e foi o idealizador da viagem. Porém, durante a longa e terrível viagem de navio acabou por ter complicações de saúde e faleceu. Assim, o futuro pintor desembarcou em Lima apenas com sua a mãe e irmã.
Quando voltou para sua cidade natal, França, em 1855, Gauguin estudou em Orléans e, aos 17 anos, ingressou na marinha mercante e correu o mundo. Trabalhou em seguida numa corretora de valores parisiense e, em 1873, casou-se com a dinamarquesa Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos.
Aos 35 anos, após a quebra da Bolsa de Paris, tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boémia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Ao contrário de muitos pintores, não se incorporou ao movimento impressionista da época. Expôs pela primeira vez em 1876. Mas não seria uma vida fácil, tendo atravessado dificuldades econômicas, problemas conjugais, privações e doenças.
Foi então para Copenhagen, onde acabou ocorrendo o rompimento de seu casamento.
Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como a de seus amigos Van Gogh ou Paul Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do grupo Les Nabis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida.
Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente.
O pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas.
Morou durante algum tempo em Pont-Aven, na Bretanha, onde sua arte amadureceu. Posteriormente, morou no sul da França, onde conviveu com Vincent van Gogh. Numa viagem à Martinica, em 1887, Gauguin passou a renegar o impressionismo e a empreender o “retorno ao princípio”, ou seja, à arte primitivista.
Tinha idéia de voltar ao Taiti, porém não dispunha de recursos financeiros. Com o auxílio de amigos, também artistas, organizou um grande leilão de suas obras. Colocou à venda cerca de 40 peças. A maioria foi comprada pelos próprios amigos de Gauguin, como por exemplo Theo Van Gogh, irmão de Vincent van Gogh, que trabalhava para a Casa Goupil (importante estabelecimento que trabalhava com obras de arte).
Mesmo conseguindo menos de 3 mil francos, em meados de 1891 regressou ao Taiti, onde pintou cerca de uma centena de quadros sobre tipos indígenas, como “Vahiné no te tiare” ("A moça com a flor") e “Mulheres de Taiti”, além de executar inúmeras esculturas e escrever um livro, Noa noa.
Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. Nessa fase, criou algumas de suas obras mais importantes, como “De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?”, uma tela enorme que sintetiza toda sua pintura, realizada antes de uma frustrada tentativa de suicídio utilizando arsénio.
Em setembro de 1901, transferiu-se para a ilha Hiva Oa, uma das Ilhas Marquesas, onde veio a falecer de sífilis.
Características de sua obra
Gauguin desenvolveu as técnicas do “sintetismo” e “cloisonnisme” (alveolismo), estilos de representação simbólica da natureza onde são utilizadas formas simplificadas e grandes campos de cores vivas chapadas, que ele fechava com uma linha negra, e que mostravam uma forte influência das gravuras japonesas.
A sua pintura é caracterizada por:
Natureza alegórica, decorativa e sugestiva;
Formas dimensionais, estilizadas, sintéticas e estáticas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por Violeta Teixeira em 26/07 às 03:28 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Terça-feira, 22 Julho, 2008

CRÍTICA/INVEJA

Trabalho fotográfico de Guilherme Santos-Olhares.com

«A crítica é o imposto que a inveja cobra do mérito»

Lévis, (Duque de)

(Duque de) Lévis
França, [1764-1830], Escritor/Militar

Publicado por Violeta Teixeira em 22/07 às 01:42 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Página 2 de 67 páginas  <  1 2 3 4 >  Último »