Citações

Quinta-feira, 02 Setembro, 2010

«CRIADOR DE ANARQUIAS…»

«Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola.»
Fernando Pessoa, in “O Eu Profundo”

http://www.citador.pt/citacoes.php?Anarquia=Anarquia&cit=1&op=8&theme=1005&firstrec=0

http://www.youtube.com/watch?v=fSvHrWsuS1Y&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 02/09 às 01:48 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 29 Agosto, 2010

JEAN HONORÉ FRAGONARD

Jean Honoré Fragonard

Pintor francês, Jean Honoré Fragonard nasceu a 5 de Abril de 1732, em Grasse, no sul de França. Aos dezoito anos iniciou os seus estudos de pintura, em Paris, com Jean-Baptiste Chardin. Posteriormente frequentou o atelier do famoso pintor barroco François Boucher, cuja obra o marcou significativamente. Em 1752, Fragonard ganhou o Prix de Rome, e foi estudar com o pintor Carle Van Loo. Quatro anos mais tarde iniciou a sua viagem por Itália, onde conheceu a obra pictórica de Giovanni Battista Tiepolo e de pintores romanos ligados ao período barroco, como Pietro da Cortona. Visitou ainda Veneza, Nápoles e outras cidades, sempre acompanhado pelo abade de S. Non. Realizou neste período inúmeros desenhos e ilustrações, assim como pinturas ligadas a temas religiosos e históricos.
Fragonard permaneceu em Itália por seis anos e, em 1765 voltou Paris, procurando trabalho no restrito círculo da corte de Luís XV. Neste ano realizou um desenho para reprodução em tapeçaria de Gobelins, por encomenda do próprio rei, denominado “Callinhoe”.
Desenvolveu então um estilo pessoal, influenciado por Boucher, por Rubens e por Tiepolo, que se caracterizava pela frivolidade dos temas (cenas da vida contemporânea e do quotidiano da corte, representando geralmente damas da corte e seus amantes em poses elegantes e graciosas) e pelas composições requintadas, nas quais combinava linhas fluidas e curvas com um cromatismo cuidado e sensual. Tornou-se, nestes anos um dos expoentes máximos do estilo Rococó em França, assumindo-se como o mais original tradutor da atmosfera cortesã e idílica, altamente artificiosa e ociosa.
De entre as suas pinturas mais conhecidas salientam-se as séries de painéis decorativos realizados para o Castelo de Louveciennes, sob encomenda da famosa Madame du Barry, a favorita do rei Luís XV. Uma das suas obras primas, “O Baloiço”, pintada aproximadamente em 1768, representa uma rapariga sentada num baloiço, imersa num jardim luxuriante e denso, enquanto o amante a observa. Esta figura, fortemente iluminada e acentuada por um cromatismo intenso em tons de vermelho, destaca-se do fundo verde, constituindo o foco da composição.
A Revolução Francesa, que estalou em 1789 destruiu o idílico mundo social assim como a clientela que suportava ideológica e esteticamente a pintura de Fragonard. Incapaz de acompanhar a evolução política e cultural da sociedade francesa pós-revolucionária, o pintor arruinou-se, vivendo os seus últimos anos de vida em situação de miséria.
Fragonard morreu em 22 de Agosto de 1806, em Paris.

http://www.infopedia.pt/$jean-honore-fragonard

http://www.youtube.com/watch?v=-y06X-YuCkc

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 12:50 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sexta-feira, 27 Agosto, 2010

PARCAS

percyjacksonbr.com

Em Roma, as Parcas (equivalentes às Moiras na mitologia grega) eram três deusas: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta(Átropos).
Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. Eram também designadas fates, daí o termo em ingles “fate"(destino) é interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos, e lunar para os atuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Parcas

http://www.youtube.com/watch?v=WYqGlWLKfBA

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 05:56 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quinta-feira, 26 Agosto, 2010

SILÊNCIO

«Não podemos imaginar um mundo onde apenas existice a palavra, mas não podemos imaginar um mundo onde só existisse silêncio.»

MAX PICARD, Le monde du silence, in David le Breton, «DO SILÊNCIO», Instituto Piaget 1997

Max Picard (5 de junho de 1888 em Schopfheim - 03 de outubro de 1965 em Sorengo, Suíça) foi um suíço escritor importante, como um dos poucos pensadores a escrever a partir de uma sensibilidade profundamente platônica no século 20.
Selected books
Selected livros
(Most never published in English or out of print): (Nunca mais publicou em Inglês ou fora de catálogo):
• 1917 Expressionist Folk Painting 1917 Pintura Folk expressionista
• 1919 The Last Man 1919 O Último Homem
• 1930 The Human Face 1930 A Face Humana
• 1934 The Flight From God 1934 A fuga de Deus
• 1947 Hitler in Ourselves Hitler em 1947 Ourselves
• 1954 The Atomization of Modern Art 1954 a atomização de Arte Moderna
• 1952 The World of Silence 1952 O Mundo do Silêncio

http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Picard

http://www.youtube.com/watch?v=DeFI8XiTxP4

Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 01:13 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Terça-feira, 24 Agosto, 2010

VERDADE E FICÇÃO

«A diferença entre a verdade e a ficção é que a ficção faz mais sentido.»

Mark Twain

«Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, (Florida, 30 de Novembro de 1835 — Redding, 21 de Abril de 1910)[1] foi um escritor, humorista e romancista norte-americano.
Em seu auge, Twain foi a celebridade mais conhecida de sua época. William Faulkner disse que ele foi “o primeiro escritor verdadeiramente americano, e todos nós desde então somos seus herdeiros”. O autor sustentava que o nome “Mark Twain” vinha da época em que trabalhou em barcos a vapor; era o grito que os pilotos fluviais emitiam para marcar (mark) a profundidade das embarcações. Acredita-se que o nome na verdade tenha vindo de seus dias de abandono no oeste, quando ele pedia dois drinks e falava para o atendente do bar “marcar duplo” ("mark twain") em sua conta. A origem verdadeira é desconhecida. Além de Mark Twain, Clemens também usou o pseudônimo “Sieur Louis de Conte”.
Mark Twain jovem.
Samuel Langhorne Clemens nasceu na localidade de Flórida, Missouri, o terceiro dos quatro filhos sobreviventes de John e Jane Clemens. [2] Foi deste lugar e de seus habitantes que o autor Mark Twain tiraria a inspiração para seus trabalhos mais conhecidos, especialmente “As Aventuras de Tom Sawyer” ("The Adventures of Tom Sawyer") (1876).[3]
O pai de Clemens morreu em 1847 de pneumonia,[4] deixando muitas dívidas. O filho mais velho, Orion, logo começaria um jornal, e Samuel passou a contribuir como jornaleiro e escritor ocasional. Algumas das histórias mais espirituosas e controversas do jornal de Orion vieram do lápis de seu irmão caçula – normalmente quando o dono estava fora da cidade.
Mas a tentação do Rio Mississippi eventualmente levaria Clemens à carreira de piloto de barcos a vapor, uma profissão que ele mais tarde afirmaria levar consigo até o fim de seus dias, recontando suas experiências no livro “Life on the Mississippi” (1883). Mas a Guerra Civil e o advento das estradas deram fim ao tráfego comercial de barcos a vapor em 1861, e Clemens teve de procurar um novo emprego.Pensou até ir pro Brasil,mas desistiu da idéia.
Depois de um breve período como membro de uma milícia local (experiência relembrada em 1865 em seu conto “The Private History of a Campaign That Failed"), ele escapou de um contato mais aprofundado com a guerra ao seguir para o oeste em Julho de 1861 com Orion, que acabara de ser nomeado secretário do governador territorial de Nevada. Os dois viajaram por duas semanas atravessando as planícies numa diligência até a cidade mineira de Virginia City.
Esboçando o Oeste
Mark desenhado por James Carroll Beckwith (1890)
As experiências de Clemens no oeste formaram-no como escritor e seriam a base de seu segundo livro, “Roughing It”. Uma vez em Nevada ele se tornou mineiro, esperando enriquecer na extração de prata no Comstock Lode e permanecendo longos períodos no campo com seus colegas de serviço – outro modo de vida que ele mais tarde transformaria em literatura. Fracassando como mineiro, ele voltou ao trabalho em jornais com o Territorial Enterprise de Virginia City, onde adotou o nome “Mark Twain” pela primeira vez. Em 1864, mudou-se para São Francisco, Califórnia, colaborando ali com diversos jornais.
Em 1865 Twain experimentou seu primeiro sucesso literário. A pedido do comediante Artemus Ward (que ele conheceu e com quem fez amizade durante sua passagem por Virgínia City em 1863), o escritor enviou um conto de humor para uma coleção que Ward estava publicando. O texto chegou tarde demais para entrar no livro, mas o editor passou-o para o Saturday Press. A história, intitulada originalmente “Jim Smiley and his Jumping Frog” (atualmente mais conhecida como “The Celebrated Jumping Frog of Cavaleras County” ou “A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras") foi reimpressa por todo o país, e considerada por James Russel Lowell, editor do Atlantic Monthly, “a melhor peça de literatura humorística já produzida nos Estados Unidos da América”.
Na primavera de 1866 ele foi indicado pelo jornal Sacramento Union para viajar para as Ilhas Sandwich (hoje Hawaii) e escrever uma série de relatos sobre sua jornada. Quando de seu retorno a São Francisco, o sucesso da reportagem e o encorajamento pessoal do Coronel John McComb (que publicava o jornal Alta California) levaram-no a se arriscar em seu próprio circuito de leituras, alugando a Academy of Music e cobrando um dólar por pessoa. “Portas abertas às 7 horas”, escreveu Twain no pôster de divulgação. “Baderna prevista para as 8”.
A primeira apresentação foi um grande sucesso, e sem tardar Twain passou a viajar por todo o estado, lendo seus textos em pequenas casas de entretenimento.
Primeiro livro
Mas seria outra viagem que estabilizaria sua fama como autor. Twain convenceu o Cel. McComb do Alta California a pagar sua passagem a bordo do paquete “Quarter City”, que faria um cruzeiro pela Europa e Centro Leste. Os relatos de Twain sobre a viagem para o jornal formariam a base de seu primeiro livro, “Innocents Abroad”, um vasto e cômico guia de viagens que se recusa explicitamente a venerar as artes e convenções do Velho Continente. Vendido por assinatura, o livro tornou-se bastante popular, dando a seu autor um destaque que permaneceria de bom grado pelo resto de sua vida. Depois do sucesso de “Innocents Abroad” ele se casou com Olivia Langdon em 1870 e mudou-se para Buffalo, Nova York, e depois para Hartford, Connecticut. O casal teve um menino e três meninas, Langdon, Susy, Clara e Jean. Langdon morreu em 1872, e as outras três nasceram entre 1872 e 1880. Durante esse período, Twain viajava com frequência pelos Estados Unidos e Inglaterra apresentando seus textos.
Síntese da carreira de Twain
O romance “Adventures of Huckleberry Finn” é considerado em geral a mais importante contribuição de Twain para a literatura, como disse Ernest Hemingway:

Toda a literatura moderna americana adveio de um único livro de Mark Twain chamado “Huckleberry Finn” (…) Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.
Twain começou como um escritor de versos leves e bem humorados; terminou como um cronista quase profano das frivolidades, hipocrisias e atos de matança cometidos pela humanidade. “Huckleberry Finn”, no meio dessa trajetória, foi uma combinação de humor denso, narrativa trabalhada e críticas sociais praticamente imbatível em toda literatura mundial.
Ele era um mestre em emular o coloquialismo, ajudando a criar e popularizar uma literatura distintivamente americana, baseada nos temas e no idioma de seu país.
Twain no laboratório de Nikola Tesla, 1894.
Twain era fascinado pela ciência, tecnologia e pesquisas científicas, chegando inclusive a patentear uma invenção sua para ajustar e prender suspensórios. Ele teve uma amizade próxima e duradoura com Nikola Tesla, e os dois reuniam-se de tempos em tempos no laboratório do físico. O livro “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”, talvez um pouco inspirada em Tesla, apresentava um viajante do tempo da época de Twain que usa seus conhecimentos científicos para levar tecnologia moderna à era do Rei Arthur na Inglaterra.
Twain foi uma figura importante na Liga Anti-Imperialista Americana, que se opunha à anexação das Filipinas pelos Estados Unidos. Ele escreveu “Incident in the Philippines” ("Incidente em Filipinas”, publicado postumamente em 1924) em resposta ao Massacre de Moro Crater, onde seiscentos muçulmanos filipinos foram assassinados por tropas norte-americanas.
Recentemente houve uma tentativa de banir “Huckleberry Finn” de algumas livrarias, supostamente por ofender determinadas pessoas devido ao uso de cores locais por seu autor. Embora Twain fosse contra o racismo e imperialismo, sentimentos avançados para sua época, indivíduos com conhecimento superficial de seu trabalho taxaram-no de racista simplesmente por sua descrição precisa do linguajar vulgar dos Estados Unidos do século XIX. Expressões que eram usadas casual e inconscientemente na época hoje em dia são consideradas racistas. O próprio Twain iria se sentir lisonjeado com tais sentimentos; em 1885, quando uma livraria em Massachusetts baniu o livro, ele escreveu para seu editor: “Eles expeliram Huck de sua livraria como ‘lixo adequado apenas aos favelados’ que certamente nos fará vender 25000 cópias a mais”.
A maioria das obras de Twain foram suprimidas de tempos em tempos por uma razão ou outra. 1880 viu a publicação de um pequeno volume anônimo intitulado “1601: Conversation, as it was by the Social Fireside, in the Time of the Tudors”, que procurava reproduzir diálogos da Inglaterra Elizabetana nos mínimos detalhes, xingamentos e profanidades inclusos. Twain estava entre os supostos autores da peça, mas a polêmica só terminou em 1906 quando ele finalmente assumiu a paternidade literária desta obra-prima da escatologia.
Twain pelo menos pôde ver “1601” publicada enquanto vivo. Ele escrevera um artigo antibelicista intitulado “The War Prayer” durante a Guerra Hispano-Americana que foi submetido a publicação, mas em 22 de Março de 1905, a Harper’s Bazaar rejeitou-o por “não ser bem apropriado a uma revista feminina”. Oito dias depois, Twain escreveu para seu amigo Dan Beard, para quem ele havia relatado a história, dizendo, “Eu não acho que a prece será publicada em minha era. Somente aos mortos é permitido que se diga a verdade”. Por ter um contrato exclusivo com a Harper & Brothers, Mark Twain não poderia publicar “The War Prayer” em nenhum outro lugar, e o texto permaneceu inédito até 1923.
Após sua morte, a família de Twain escondeu algumas das suas obras que eram particularmente irreverentes ao tratar de questões religiosas, a mais notável delas sendo “Letter from the Earth”, que só foi publicada em 1962. A anti-religiosa “The Mysterious Stranger” sairia somente em 1916.
Talvez o mais controverso de todos foi o discurso cômico de Mark Twain em 1879 no Clube do Estômago em Paris, intitulado “Some Thoughts on the Science of Onanism” ("Algumas Reflexões sobre a Ciência do Onanismo"), que concluía com o pensamento: “Se você deve levar uma vida sexualmente ativa, não brinque tanto com a mão solitária”. Este discurso só seria publicado em 1943, e ainda assim apenas em edição limitada a cinqüenta cópias.
Outras obras populares de Twain foram “The Adventures of Tom Sawyer”, “The Prince and the Pauper” e a não-fictícia “Life on the Mississipi
Velhice e amizade com Henry H. Rogers
A sorte de Twain começou então a entrar em declínio; em seus últimos dias ele se tornou um homem bastante deprimido, mas ainda assim capaz. Tornou-se célebre sua resposta ao New York Journal após a equivocada divulgação prematura de seu obituário: “Os relatos sobre minha morte foram desmedidamente exagerados”, dizia a missiva datada de 2 de Junho de 1897.(…).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Twain

Publicado por Violeta Teixeira em 24/08 às 01:51 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Segunda-feira, 14 Junho, 2010

GABRIEL CELAYA

bp.blogspot.com/.../s320/gabriel+celaya.jpg

Gabriel Celaya (Hernani, Guipúzcoa, 18 de marzo de 1911 – Madrid, 18 de abril de 1991) fue un poeta español de la generación literaria de posguerra. Es uno de los más destacados representantes de la que se denominó «poesía comprometida». Fue Premio Nacional de las Letras Españolas en 1986. Rafael Múgica es el nombre real del poeta español.
Presionado por su padre, se radicó en Madrid donde inició sus estudios de Ingeniería y trabajó por un tiempo en la empresa familiar. Conoció allí a los poetas del 27 y a otros intelectuales que lo inclinaron hacia el campo de la literatura, dedicándose desde entonces por entero a la poesía. En 1947 fundó en San Sebastián, con su inseparable Amparo Gastón, la colección de poesía «Norte». Obtuvo en 1956 el Premio de la Crítica por su libro «De claro en claro», al que siguieron entre otros, «Plural» 1935, «Cantos Íberos» 1955, «Casi en prosa» 1972, «Buenos días, buenas noches» 1976 y «Penúltimos poemas» en 1982. En 1986 recibió el Premio Nacional de las Letras Españolas. Falleció en 1991.
Biografía
Ingeniero industrial de profesión, su nombre completo era Rafael Gabriel Juan Múgica Celaya Leceta, lo que aprovechó para firmar sus obras como Rafael Múgica, Juan Leceta o Gabriel Celaya. Entre los años 1927 a 1935 vivió en la Residencia de Estudiantes, donde conoció a Federico García Lorca y José Moreno Villa.
En 1946 fundó la colección de poesía «Norte», que pretendía hacer de puente hacia la poesía de la generación de 1927, la del exilio y la europea. Aparecen así, bajo ese sello editorial, traducciones de Rainer María Rilke, Arthur Rimbaud, Paul Éluard o William Blake.
En 1946 publica Tentativas, libro en prosa en el que por primera vez firma como Gabriel Celaya. Esta primera etapa es de carácter existencialista.
En los años cincuenta se integra en la estética del compromiso (1952 Lo demás es silencio y 1955 Cantos Íberos, verdadera biblia de la poesía social). Junto a Eugenio de Nora y Blas de Otero, defiende la idea de una poesía no elitista, al servicio de las mayorías, “para transformar el mundo”:
Cantemos como quien respira. Hablemos de lo que cada día nos ocupa. Nada de lo humano debe quedar fuera de nuestra obra En el poema debe haber barro, con perdón de los poetas poetísimos. La Poesía no es un fin en sí. La Poesía es un instrumento, entre otros, para transformar el mundo
Gabriel Celaya, citado por Rodríguez Puértolas et. al en Historia social de la literatura española)
Cuando este modelo de poesía social entró en crisis, Celaya volvió a sus orígenes poéticos. Publicó La linterna sorda y reeditó poemas anteriores a 1936. También ensayó el experimentalismo y la poesía concreta en Campos semánticos (1971).
Entre 1977 y 1980 se publicaron sus Obras Completas en cinco volúmenes.
En 1986 Es galardonado con el Premio Nacional de las Letras Españolas por el Ministerio de Cultura. Publica “El mundo abierto”.
En definitiva, la obra de Celaya constituye una gran síntesis de casi todas las preocupaciones y estilos de la poesía española del siglo XX.
Falleció el 18 de abril de 1991 en Madrid y sus cenizas fueron esparcidas en su Hernani natal.
Obras
• Marea del silencio (1935)
• La soledad cerrada (1947)
• Movimientos elementales (1947)
• Tranquilamente hablando (1947) (firmado como Juan de Leceta)
• Las cosas como son (1949)
• Las cartas boca arriba (1951)
• Lo demás es silencio (1952)
• Cantos Íberos (1955)
• Campos semánticos (1971)
• Itinerario poética (1973)

http://es.wikipedia.org/wiki/Gabriel_Celaya

http://www.youtube.com/watch?v=iBNf7qPC4ko&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 14/06 às 10:16 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 13 Junho, 2010

DÚVIDA

umpontoazul.files.wordpress.com/.../duvida.jpg

«De todas as coisas seguras, / a mais segura é a dúvida.»

Bertolt Brecht

http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=100702116

Publicado por Violeta Teixeira em 13/06 às 09:14 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quinta-feira, 03 Junho, 2010

PRÉMIO CAMÕES 2010

http://www.revistaevidencia.com.br/imagens_materias/2_21_292/2008529165551File1.jpg
Poeta Ferreira Gullar recebe Prêmio Camões 2010

LISBOA (AFP) - O Prêmio Camões, a mais importante premiação literária da língua portuguesa, foi concedido neste ano ao poeta brasileiro Ferreira Gullar, anunciou nesta segunda-feira o Ministério da Cultura

Cultura
“É para um grande homem da lusofonia que o Prêmio Camões rende homenagem”, declarou em uma coletiva à imprensa a ministra portuguesa de Cultura, Gabriela Canavilhas.
Nascido no dia 10 de setembro de 1930, José Ribamar Ferreira, conhecido como Ferreira Gullar, é “poeta, dramaturgo, cronista e tradutor, considerado entre as 100 personalidades brasileiras mais influentes na atualidade”, disse Canavilhas.
A ministra falou ainda da importância de “sua atividade cívica e política como cidadão e autor”.
Ferreira Gullar publicou sua primeira coletânea de poemas em 1949. “Dentro da noite veloz” e “Poema sujo”, da década de 1970, figuram entre suas obras mais famosas.
O Prêmio Camões, de 100 mil euros, foi criado em 1988 por Portugal e Brasil para homenagear autores lusófonos que tenham contribuído para enriquecer o patrimônio cultural e literário de língua portuguesa.
O prêmio foi outorgado antes aos portugueses Antonio Lobo Antunes (2007) e José Saramago (1995), ao brasileiro Jorge Amado (1994) e ao angolano Pepetela (1997).
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/100531/entretenimento/portugal_literatura_edi____o
*************
Prémio Camões
Arnaldo Saraiva: Galardão “está bem entregue”
por LusaHoje
O professor catedrático de Literatura Arnaldo Saraiva afirmou à Lusa que o Prémio Camões “está bem entregue” ao poeta brasileiro Ferreira Gullar.
“Como poeta, crítico e cidadão, é uma figura a quem fica bem o Prémio Camões”, disse Arnaldo Saraiva.
O catedrático da Faculdade de Letras do Porto recordou que “o primeiro livro de poemas de Ferreira Gullar foi dedicado à mulher portuguesa e ele é um bom amante da língua portuguesa”.
Arnaldo Saraiva, em viagem na Venezuela, afirmou que antes de partir, em conversa com um dos membros do júri do Prémio Camões, alvitrou o nome do poeta brasileiro para a distinção com o Prémio Camões.
O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar, nascido em 1930, venceu o Prémio Camões 2010, anunciou hoje a ministra da Cultura Gabriela Canavilhas em Lisboa acompanhada pelos membros do júri.
O júri, presidido por Helena Buescu, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi composto por José Carlos Seabra Pereira, professor associado da Universidade de Coimbra, Inocência Mata, professora santomense de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e professora convidada em várias universidades brasileiras e norte-americanas, Luís Carlos Patraquim, escritor e jornalista moçambicano, António Carlos Secchin, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ainda a escritora brasileira Edla van Steen.
No ano passado, foi galardoado o escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, e nos anos anteriores o brasileiro João Ubaldo Ribeiro (2008) e o português António Lobo Antunes (2007).
O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil em 1989 e é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. O objetivo é distinguir um escritor cuja obra contribua para a projeção e o reconhecimento da língua portuguesa.
O primeiro escritor galardoado, em 1989, foi o poeta português Miguel Torga (1907-1995).
http://noticias.sapo.pt/

“Falemos alto. Os peixes ignoram as estações e nadam.
Nós, caminhamos entre árvores. Quando é verão, os druidas,
curvados, recolhem as ervas novas.
Falemos alto,
os milagres são poucos.
As águas reflectem os cabelos, as blusas dos viajantes.
Os risos, claros, detrás do ar. Os pássaros voam em silêncio ...”

O poeta tem site: http://literal.terra.com.br/ferreira_gullar/
http://www.youtube.com/watch?v=-9Wa8fvDaag
http://www.youtube.com/watch?v=oUOnbhj9rqU

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também

Ferreira Gullar

http://www.pensador.info/autor/Ferreira_Gullar/

“Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.”

Ferreira Gullar

http://www.pensador.info/autor/Ferreira_Gullar/

Publicado por Violeta Teixeira em 03/06 às 04:20 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 30 Maio, 2010

COMO SER LIVRE?

http://theothea.com.free.fr/caligaf2.jpg

“CALÍGULA: Não podes compreender. Que importa? Talvez encontre uma saída. Mas sinto que estão a crescer em mim seres sem nome. Que farei contra eles? (volta-se para ela.) Oh! Cesónia, eu sabia que podíamos desesperar, mas ignorava o que essa palavra queria dizer. Acreditava, como toda a gente, que estar desesperado era uma doença da alma. Estava enganado, o corpo é que sofre. Doem-me, os membros, a pele, o peito. Tenho a cabeça vazia e o coração sobressaltado. Mas, o mais horrível é este gosto na boca. Não a sangue, nem a morte, nem a febre, e a tudo isso ao mesmo tempo. Basta que mexa a língua para que tudo se torne negro, para que os seres me repugnem. Como é duro, como é amargo a gente tornar-se um homem!”
(Extraído de Calígula, de Albert Camus)

http://dainty-42.spaces.live.com/blog/cns!18F0053ED92D1BE5!1568.entry?sa=462907088
http://www.youtube.com/watch?v=ncld5J0G9sw

Publicado por Violeta Teixeira em 30/05 às 10:04 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quarta-feira, 19 Maio, 2010

SIMBOLOGIA DOS PÁSSAROS

http://ednene.files.wordpress.com/2009/11/tucanucu-25273-72.jpg

O Universo é considerado nascido de um ovo Cósmico semelhante ao de um pássaro. Os pássaros fazem parte dos mitos, lendas e estórias da humanidade sempre como um símbolo misterioso. Anjos ou demônios? Mensageiros dos deuses ou símbolo de verdades ocultas só ao alcance dos inciados? O mundo alado que acompanha a humanidade através de crenças, cultos e as mais variadas representações nas diferentes épocas da evolução da humanidade são objeto deste estudo. Muitos povos, como os chineses, os indus, finlandeses, japoneses, indios americanos, povos africanos,etc, tem sua cosmogonia derivada do ovo - fertilidade, ressurreição, culminando nos tradicionais ovos de Páscoa. Os relatos relacionados aos dilúvios com pássaros é amplamente conhecida: - patos estão presentes nas narrativas de tribos norte americanas, colibris entre os íncas, araras no México, corvo e pomba no dilúvio de Noé - todos eles relacionados com o fim do cataclisma mundial, representando uma ligação céu-terra-homem. O texto respeita a ordem cronológica oficial lembrando que as datações dos achados arqueológicos são relativas abrangendo grandes períodos da história da humanidade. Inicia pela arte rupestre da pré-histórica que teve início há mais de 35 mil anos. Com detalhes fala da denominação atribuida pelos povos antigos às constelações com nomes de pássaros: constelação do Corvo - no céu austral próximo ao Equador; do Cisne que era inicialmente chamada de “Galinha”; da Águia - o pássaro de Júpiter; do Galo, do Ganso, da Pomba, etc. A Via Láctea é por sua vez considerada o Caminho dos Gansos Selvagens entre os povos nórdicos. As estrelas estão em constante movimentação passando por alterações em seu percurso, sendo que algumas como o Cruzeiro do Sul, há milênios era visto na Europa. No cap. 7 “O Pássaro e os Prodigiosos Conhecimentos da Pré-história” contesta a imagem de homem transmitida pela ciencia oficial - como homem atrasado visendo em cavernas - pois essa época é a mais rica em arte rupestre encontrada em grutas na Europa (França e Espanha), verdadeiros santuários, lugares inciáticos secretos povoados de uma arte assombrosa com figuras coloridas de pássaros e homens, touros (Lascaux), sinais abstratos, figuras geométricas e pontos estelares. O homem e o pássaro tem um papel simbólico específico como que sugerindo o lado imaterial, etéreo. As mensagens e interpretações são inúmeras inclusive se referem a rituais xamãs de desdobramento através do Bastão Portador da Alma-pássaro, o “raminho” - mira cósmica, em busca da juventude eterna. Descreve o processo de “ida” e “volta” de um xamã em seu voo rumo ao infinito. No cap. 8 volta sua atenção para os mapas das grutas em que também são descobertas estranhas formas em seu traçado - dragão pássaro lançando chamas (em Altamira); pássaro (Lascaux); homem-pássaro e uma árvore, um feiticeiro de costas (na Espanha). No cap. 9 aborda a “Revolução do Neolítico” onde usos e costumes mudam de acordo com o novo ambiente, nova fauna mais variada; o uso de penas passa a ter uma simbologia recobrindo figuras, capacetes, além da representação de pessoas com cabeças de pássaros ( na África - Egito), com uma dinastia de Reis Falcões, os deuses-pássaros - deus solar Falcão-Horus, a deusa Mout, deus Ibis-Thot, etc. Na Mesopotâmia, no tempo dos sumérios, temos todo um panteão de divindades ou seres alados - tirânicos e dominadores como Nergal (leão aladado), Ishtar, Ninrosh (deus com cabeça de águia), etc. Passa a um estudo sobre a origem e características da figura dos Anjos e a hierarquia celeste todos seres alados, com destaque para o lendário pássaro Simorgh citado no Avesta e nos relatos persas, que seria o 10º Anjp ou Espírito Santo. Chega ao estudo da origem da escrita associada à linguagem dos pássaros. A linguagem escrita da antiguidade era simbólica e sua interpretação dependia de imaginação. Todo o acervo de pictografia já encontrado demonstra que as aves sempre tiveram um papel importante nessa forma de comunicação seja de ordem religiosa ou não. Flechas e pássaros se misturam nessa forma de linguagem do homem-xamã com espiritos superiores. A escrita cuneiforme, os hieróglifos considerados a língua dos pássaros por predominar na figuras representativas entre construções, templos, pirâmides, sinais geométricos e a figura do homem em diversas posições. Destacam-se os patos, o alcatraz, o pelicano, o flamingo, a andorinha, pardal, falcão. Esse costume também é encontrado mais recentemente entre os gnóstico onde a cabeça do galo tem destaque. Os textos são ilustrados com gravuras e fotos amplamente conhecidas dos aficcionados pelo assunto. Lembra que ainda há muitos achados com caracteres enigmáticos que ainda não foram decifradas - são livros abertos em murais a céu aberto, em pirãmides, placas de barro, madeira ou chumbo, além das inúeras lendas conservadas por ameríndios que também tem seu panteão de deuses pássaros (Pássaro Trovão). No final relata os achados em várias partes do mundo cuja simbologia está associada ao voo - Pássaros e OVNIS e o uso do emblema na atualidadde da figura da Águia pelo americanos em suas naves espaciais.

http://pt.shvoong.com/humanities/archeology/1850917-os-p%C3%A1ssaros-mensageiros-dos-deuses/

http://www.youtube.com/watch?v=_Cu0JVPtUqA

Publicado por Violeta Teixeira em 19/05 às 04:51 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 16 Maio, 2010

O AMOR

Nadja Bernhardt
http://www.allposters.fr/-st/Erotique-photographies-noir-et-blanc-Affiches_c85700_p2_.htm

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade

http://www.pensador.info/amor/

http://www.youtube.com/watch?v=0WyCmlODbmI&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 16/05 às 06:57 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Segunda-feira, 10 Maio, 2010

ARTE

http://www.artsjournal.com/aboutlastnight/336_0705_Richard_Wagner_Statue_Dittrich_.jpg

«Se tivéssemos uma verdadeira vida não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?»
Richard Wagner

Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, 22 de maio de 1813 — Veneza, 13 de fevereiro de 1883) foi um compositor, maestro, teórico musical, ensaista e poeta alemão, considerado um dos expoentes do romantismo e dos mais influentes compositores de música erudita já surgidos.
Wagner foi responsável por inúmeras inovações para a música, tanto em termos de composição quanto em termos de orquestração. Como compositor de óperas, criou um novo estilo, grandioso, cuja influência sobre a música da época e posterior foi forte. Como poeta, escreveu o libreto de todas as suas óperas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Wagner

http://www.youtube.com/watch?v=1aKAH_t0aXA

Publicado por Violeta Teixeira em 10/05 às 08:50 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Domingo, 02 Maio, 2010

MÃE

http://files.list.co.uk/images/2007/02/12/569-wo-gay-pasolini.jpg

É difícil dizer com palavras de filho
aquilo a que intimamente bem pouco me pareço.

És a única no mundo que sabe o que esteve sempre
no meu coração, antes de qualquer outro amor.

Por isso tenho de dizer-te o que é horrível saber:
é na tua graça que nasce a minha angústia.

És insubstituível. Por isso está condenada
à solidão a vida que me deste.

E eu não quero estar só. Tenho uma fome infinita
de amor, do amor de corpos sem alma.

Porque a alma está em ti, és tu, mas tu
és minha mãe e o teu amor é a minha servidão:

vivi a infância como escravo desse sentimento
supremo, irremediável, de um fervor imenso.

Era a única maneira de sentir a vida,
a única cor, a única forma: agora terminou.

Sobrevivemos: e é o caos
de uma vida que renasce fora da razão.

Suplico-te, ah, suplico-te: não queiras morrer.
Estou aqui, sozinho, contigo, num Abril futuro…

Pier paolo Pasolini,poeta e cineasta (Itália,1922.1975)

Tradução de Maria Jorge Vilar de Figueiredo.

http://archives.tsr.ch/player/personnalite-pasolini
http://www.youtube.com/watch?v=_sxJ-8jxno4

Publicado por Violeta Teixeira em 02/05 às 12:16 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Quarta-feira, 28 Abril, 2010

JULIO ROMERO TORRES

http://www.mardecortesbaja.com/JulioRomeroStudioBaja.JPG

Julio Romero de Torres (9 de novembro de 1874 - † 10 de maio de 1930) foi uma pintor espanhol. Nasceu e morreu em Córdoba, onde passou grande parte de sua vida.

Filho do também pintor Rafael Romero Barros, director do Museu de Belas Artes de Córdoba, começou sua aprendizagem às ordens de seu pai na Escola de Belas Artes de Córdoba à temporã idade de 10 anos. Graças a seu afán por aprender, viveu intensamente a vida cultural cordobesa de finais do século XIX e conheceu já desde muito jovem todos os movimentos artísticos dominantes dessa época.
Em 1890 pinta os que seria sua primeira obra conhecida A huerta dos Morais
Julio Romero de Torres participou com intensidade em todos os acontecimentos artísticos de Córdoba e Espanha. Já no ano 1895 participou na Nacional em Madri, onde recebeu uma menção honorífica. Também participou nas edições de 1899 e 1904, onde foi premiado com a terceira medalha. Nesta época iniciou sua experiência docente na Escola de Belas Artes de Córdoba.
Em 1906, o Júri da Nacional recusou seu quadro Vividoras do Amor, o que provocou que o Salão de Recusados fosse mais visitado que as salas da Exposição Nacional. Nesse mesmo ano marchou a Madri, para documentar-se e satisfazer sua inquietude renovadora. Depois realizou viagens por toda a Itália]], França, Inglaterra e os Países Baixos.
Em 1907 coincidiu com os pintores mais renomeados da época à exposição dos chamados independentes no Círculo de Belas Artes. Pouco depois obteve por fim sua primeira medalha na Nacional do ano 1908 com seu quadro Musa gitana. Também recebeu o primeiro prêmio na Exposição de Barcelona de 1911 com o Retablo de amor, e dois anos depois na Internacional de Munique do ano 1913. Na Exposição Nacional de 1912, quando Romero de Torres aspirava à medalha de honra, sua obra não foi reconhecida, o que provocou que seus admiradores lhe entregassem uma medalha de ouro cincelada pelo escultor Julio Antonio. Quando seus quadros também não foram premiados na Exposição de 1915 com a medalha de honra decidiu se retirar definitivamente das Exposições Nacionais. Em 1916 converteu-se em catedrático de Ropaje na Escola de Belas Artes de Madri, instalando-se definitivamente na capital. A partir de aqui, sua obra começou a representar o pavilhão espanhol em diversos certámenes internacionais, convocados em Paris, Londres, etc. No entanto, o grande momento de sucesso produziu-se em Buenos Aires, no ano 1922. Em agosto desse mesmo ano Julio Romero de Torres tinha viajado à República Argentina acompanhado de seu irmão Enrique, e nos últimos dias deste mesmo mês inaugurou-se a exposição, que foi apresentada no catálogo por um espléndido texto de Ramón Vale-Inclán. A mostra constituiu um sucesso sem precedentes. Foi membro da Real Academia de Córdoba e da de Belas Artes de San Fernando. Também exibiu sua obra na Exposição Iberoamericana de Sevilla em 1929, e em múltiplas exposições individuais em nosso país e no estrangeiro.
A princípios de 1930, Julio Romero de Torres, esgotado pelo excesso de trabalho e afectado de uma doença hepática, voltou a sua Córdoba natal para tratar de recuperar-se. Pintando em seu estudo da Praça do Potro, realizou entre os meses de janeiro e fevereiro a que seria sua obra final e mais celebremente conhecida, A chiquita piconera.

O 10 de maio de 1930 morria Julio Romero de Torres em sua casa da Praça do Potro em Córdoba, facto que conmocionó a toda a cidade. As manifestações de duelo geral que produziu sua morte, nas que participaram em massa desde as classes trabalhadoras mais humildes até a aristocracia cordobesa, deixaram patente a imensa popularidade de que gozava o pintor cordobés.
Obras mais importantes
O grueso de sua obra encontra-se em Córdoba no Museu Julio Romero de Torres, onde se pode admirar o amplo repertorio de quadros que foram doados por sua família, por coleccionistas privados ou comprados pela Prefeitura. Entre as obras mais destacadas deste maestro figuram Amor místico e amor profano, O Poema de Córdoba, Marta e María, A saeta, Cante fundo, A consagración da copla, Carmen, e por suposto, A chiquita piconera ou O retablo do amor.
Como escreve em seu ensaio Fco. Zueras Torrens,[1] as características principais de sua obra estão repletas de conteúdo e profuso estudo da cada elemento presente ao quadro. Assim, estas se podem resumir em: - Simbolismo - Precisão de forma e desenho Luz suave em ropajes e carnes - Estranha luz de palcos - Poética artificiosidad de palcos - Domínio da morbidez - Capacidade enorme para representar a figura humana - Paisagens que reforçam o simbolismo - Paisagens onde a realidade se converte em alegoria - Paisagens prontas para ser degustados pela alma “sem deter na superfície coriácea das coisas - Paisagens desmaterializados para sua última vivência com o espectador (…)»

http://pt.wikilingue.com/es/Julio_Romero_de_Torres

http://www.youtube.com/watch?v=UY2iqdbr7CU&feature=related
http://www.webislam.com/?idv=1608
http://www.webislam.com/?idv=1692

Publicado por Violeta Teixeira em 28/04 às 12:48 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Terça-feira, 27 Abril, 2010

ANDREI TARKOVSKI

Registo fotográfico da autoria de rattus
‘anticristo’
http://olhares.aeiou.pt/anticristo_foto3650245.html

onde estou,
quando não estou nem na realidade,
nem na imaginação?
estipulo um novo pacto com o mundo:

que haja sol de noite
e neve em agosto.
as coisas grandes acabam,
são as pequenas que duram.
a sociedade deve voltar a ser unida
e não tão fragmentada.
seria suficiente observar a natureza
para perceber que a vida é simples,
que é necessário regressar ao ponto anterior
onde enveredamos pelo caminho errado!
é necessário regressar às bases fundamentais da vida,
sem sujar a água.

que raio de mundo é este,
se é um louco que vos diz
que devem ter vergonha!

(...)

em ‘nostalgia’ (1983) de andrei tarkovsky
nostalghia - Domenico piazza del Campidoglio

Nota 1. excerto publicado por ratus- http://olhares.aeiou.pt/anticristo_foto3650245.html
Nota 2. conheça-se o texto na íntega, vendo e ouvindo o vídeo, cujo endereço, abaixo, se indica

ANDREI TARKOVSKI

«(Zavrazhye, 4 de abril de 1932 — Paris, 28 de dezembro de 1986)

Quando instado a explicar o sentido de seus filmes, Andrei Tarkovski (1932-1986) respondia com a seguinte metáfora: “Você olha um relógio. Ele funciona, mostra as horas. Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta. Ele não anda mais. E no entanto essa é a única maneira de compreender...”
Tarkovski passou a vida montando e desmontando “relógios” na tentativa de compreender o funcionamento da vida e do espírito dos homens. Nascido em Moscou, filho do célebre poeta Arseni Tarkovski, Andrei estudou música, pintura e a língua árabe na infância e juventude. Trabalhou em prospecção geológica na Sibéria e só aos 24 anos começou a se interessar por cinema. Aprendeu o novo ofício com Mikhail Romm (Lenin em Outubro) na Escola de Cinema de Moscou, onde realizou o curta Hoje Não Haverá Saída Livre (1959) e o média de conclusão do curso, O Trator e o Violino (1960).
Com o épico introspectivo A Infância de Ivan (1962), Tarkovski fomentou a nouvelle vague soviética dos anos 60. Diante daquela história de guerra vista pelo menino como o inferno na terra, Jean-Paul Sartre a defendeu como peça de “surrealismo socialista”. Em seguida veio Andrei Rublev (1966), para muitos sua obra-prima. A biografia poética do pintor de ícones medieval enfatizava a visão do artista não como uma elite, mas como um operário, um artesão gerado pela energia criativa do povo.
A esta altura, Tarkovski já vivia uma situação contraditória na indústria estatal do cinema. Os estúdios Mosfilm concediam-lhe vastos recursos de produção para depois dificultar ao máximo a circulação de seus filmes. Andrei Rublev ficou proibido durante cinco anos por “falta de rigor histórico”. A burocracia o acusava de misticismo, violência e irrealismo. A crítica e os festivais internacionais, no entanto, o cultuavam como a um novo Dostoievski. Solaris (1972), cruzamento de ficção científica com ensaio filosófico, consolidou sua reputação dialogando com o 2001 de Kubrick e sugerindo que cada um de nós é responsável por assumir seu passado perante a coletividade.
Era tempo de Tarkovski voltar-se para o seu próprio passado e o de sua mãe em O Espelho (1974), uma complexa odisséia da memória. Em 1979, ao realizar o sublime Stalker, o cineasta confirmava-se independente dentro do mastodôntico cinema soviético: nem um dissidente padrão, nem um servil cumpridor de cânones.
Nostalgia (1983) e O Sacrifício (1986) serão obras do exílio. No mesmo ano em que as autoridades o impedem de ir à França apresentar Stalker, permitem-no viajar à Itália para filmar Nostalgia, canto de amor à pátria escrito com Tonino Guerra. A busca de locações renderia o semidocumentário Tempo de Viagem. As filmagens suecas de O Sacrifício, já marcadas pelo sofrimento do diretor com o câncer que lhe mataria logo depois, foram registradas no belíssimo documentário Dirigido por Tarkovski, de Michal Leszczylowski.
Nove filmes em 26 anos de carreira parecem pouco aos olhos da estatística. Mas a escala grandiosa da obra de Andrei Tarkovski não se mede por números. Em Esculpir o Tempo, seu livro de reflexões sobre arte e cinema, ele comparou o trabalho do diretor ao de um escultor que, “guiado pela visão interior de sua futura obra, elimina tudo o que não faz parte dela”. O seu cinema tem essa qualidade essencial das obras perfeitas: o que não está ali é excesso.»

http://www.grupoestacao.com.br/arquivo/mat1999/festival/catalogo/tarkovsky.html

http://www.youtube.com/watch?v=9NqbSvnP-ws

http://www.youtube.com/watch?v=8Uj9d36pMDk&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 27/04 às 09:17 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Página 1 de 84 páginas  1 2 3 >  Último »