Citações
Domingo, 14 Março, 2010
AMOR
Gustav Klimt
http://www.allposters.com/-sp/The-Kiss-c-1907-detail-Posters_i825887_.htm
«Serás amado apenas quando puderes mostrar a tua fraqueza, sem provocar nenhuma força.»
Adorno , Theodore, in “Minima Moralia”
http://www.citador.pt/citacoes.php?Amor=Amor&cit=1&op=8&theme=12&firstrec=200
Publicado por Violeta Teixeira em 14/03 às 07:53 PM
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Sábado, 13 Março, 2010
FARIA ANOS HOJE
http://www.arabicnadwah.com/bookreviews/darwish-huleileh.htm
PALESTINA
As nossas tristezas escondemo-las nas jarras, temendo
Que os soldados as vejam e celebrem o cerco…
Escondemo-las por futuras causas,
Tendo em vista uma celebração,
Uma surpresa ao longo do caminho.
Quando a vida for normal,
Sentiremos tristeza como toda a gente, por pessoais motivos
Hoje ocultados pelos grandes slogans.
Esquecemos as nossas pequenas chagas que sangravam.
Amanhã, quando o sítio sarar,
Sentiremos os seus efeitos secundários.
Extraído de État de siège, poema de Mahmoud Darwich, tradução francesa de Elias Sanbar, Arles, 2004;(Tradução da versão francesa de Elias Sanbar por Júlio Henriques)
Nota: enviado por Amélia Pais
«Mahmoud Darwich , né le 13 mars 1941 à Al-Birwah en Galilée (Palestine sous mandat britannique) et mort le 9 août 2008 à Houston (Texas, États-Unis), est une des figures de proue de la poésie palestinienne.
Profondément engagé dans la lutte de son peuple, il n’a pour autant jamais cessé d’espérer la paix et sa renommée dépasse largement les frontières de son pays. Il est le président de l’Union des écrivains palestiniens. Il a publié plus de vingt volumes de poésie, sept livres en prose et a été rédacteur de plusieurs publications, comme Al-jadid - - Le nouveau), Al-fajr ; - L’aube), Shu’un filistiniyya ; - Affaires palestiniennes) et Al-Karmel . Il est reconnu internationalement pour sa poésie qui se concentre sur sa nostalgie de la patrie perdue. Ses œuvres lui ont valu de multiples récompenses et il a été publié dans au moins vingt-deux langues.
Dans les années 1960, Darwich a rejoint le Parti communiste d’Israël, le Rakah, mais il est plus connu pour son engagement au sein de l’Organisation de libération de la Palestine (OLP). Élu membre du comité exécutif de l’OLP en 1987, il quitte l’organisation en 1993 pour protester contre les accords d’Oslo. Après plus de trente ans de vie en exil, il peut rentrer sous conditions en Palestine, où il s’installe à Ramallah.(…)»
http://fr.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Darwich
Publicado por Violeta Teixeira em 13/03 às 09:44 PM
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Sexta-feira, 12 Março, 2010
MANUEL DE FONSECA
http://1.bp.blogspot.com/_262cQzElJNE/StoxklFqGaI/AAAAAAAAADc/-9ByV5Ss9Xc/s400/MF.jpg
MANUEL da FONSECA (1911-1993)
Um dos principais autores do Neo – Realismo português. Em Lisboa se radicara desde a época dos estudos secundários, depois dos quais frequentou, por algum tempo, a Escola de Belas – Artes.
Destacou-se como poeta, contista e romancista. Publicou Rosa dos Ventos ( poesia, 1940), Planície ( poesia, 1941, na colecção Novo Cancioneiro, de Coimbra), Aldeia Nova (contos, 1942), Cerro – Maior (romance, 1943), O Fogo e as Cinzas (contos, 1951), Seara de Vento (romance, 1958), Poemas Completos (1958), Um Anjo no Trapézio (contos,1968), Templo de Solidão (contos, 1973), além de um volume de crónicas ( Crónicas Algarvias, 1986) e de uma Antologia de Fialho d´Almeida (1984). Reelaborou alguns de seus textos mais de uma vez, dando-lhes forma definitiva para a Obra Completa.
Exceptuando-se os dois últimos livros e contos, de ambiência lisboeta, trata-se de uma obra profundamente marcada pelo espaço físico e humano do Alentejo (…)
Em íntima relação com sua produção literária, Manuel da Fonseca desenvolveu uma intensa militância social, política e cultural, tendo chegado a ser preso em 1965, por ter integrado o júri que premiou Luanda, de José Luandino Vieira (…)
In: Biblos - Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua portuguesa – 1995
http://www.inforarte.com/cantando2/Manuel%20da%20Fonseca%20.html
Solidão
Que venham todos os pobres da Terra
os ofendidos e humilhados
os torturados
os loucos:
meu abraço é cada vez mais largo
envolve-os a todos!
Ó minha vontade, ó meu desejo
— os pobres e os humilhados
todos
se quedaram de espanto!…
(A luz do Sol beija e fecunda
mas os místicos andaram pelos séculos
construindo noites
geladas solidões.)
In «Poemas Dispersos»
http://www.aventar.eu/2010/01/02/poesia-etc-%E2%80%93-manuel-da-fonseca/
Publicado por Violeta Teixeira em 12/03 às 02:47 AM
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Terça-feira, 09 Março, 2010
«EU VOU COM AS AVES»
Registo fotográfico da autoria de rattus
http://olhares.aeiou.pt/im_up_in_the_clouds_foto3357375.html
>
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal…
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
»
Eugénio de Andrade
Publicado por Violeta Teixeira em 09/03 às 02:25 AM
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Segunda-feira, 01 Março, 2010
CHOPIN FARIA 200 ANOS HOJE
«Frédéric Chopin (Żelazowa Wola, 1 de Março de 1810[1] — Paris, 17 de Outubro de 1849) foi um pianista polaco[2] e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história.[3] Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.(…)»
Em seus sonetos, o poeta Escudero Pires homenageou Chopin, ilustrando cada um de seus prelúdios. Neste, ele se refere à Overture[19]:
“ Colar maravilhoso de harmonia,
De sonho, de revolta e de tristeza,
Chopin, gênio da Música irradia
Nos “Prelúdios” sem par, sua grandeza.
Relicários de luz e de poesia,
Inspiração sublime de pureza,
Onde a angústia se molda em fantasia,
Cada “Prelúdio” é um mundo de beleza.
Confidências… Presságio… Sofrimento…
Meio ano de paixão e de torturas
Entre as velhas paredes de Convento,
Neles, palpita o hausto criador,
Que impulsiona as estrelas, nas alturas,
E diviniza o Homem, pelo amor… ”
Escudero Pires
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Chopin
Sugestão:
http://www.youtube.com/watch?v=EvxS_bJ0yOU
Publicado por Violeta Teixeira em 01/03 às 09:27 PM
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Domingo, 28 Fevereiro, 2010
ANGÚSTIA
http://www.baroque.it/barocco-cultura/immagini/metastasio.jpg
«Se a íntima angústia de cada um se lesse escrita na cara, muitos dos que inspiram inveja só fariam pena.»
Metastásio , Pietro, in «Melodramas»
http://www.citador.pt/citacoes.php?Angustia=Angustia&cit=1&op=8&theme=15&firstrec=10
Pietro Metastasio
Pietro Trapassi, mais conhecido como Pietro Metastasio, (13 de janeiro de 1698, em Roma, Itália - m. 12 de abril de 1782, Viena, Áustria) foi um poeta e escritor.
Como grande articulador político, sua participação na formação de uma monarquia nacional que compreenderia a Áustria e Boêmia foi muito importante, isso reflete-se em sua nomeação para duque da Baixa-Áustria, em 1745, e bispo de Viena, em 1749.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pietro_Metastasio
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 02:47 AM
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Domingo, 21 Fevereiro, 2010
NOTÍCIAS DA ILHA DA MADEIRA
http://www.google.com/hostednews/epa/slideshow/ALeqM5jZH_ivltSUnJAA7L-9nwrnSvbUBg?index=0
NOTÍCIAS DA ILHA DA MADEIRA
De: Alertas do Google [mailto:googlealerts-noreply@google.com]
Enviada: domingo, 21 de Fevereiro de 2010 01:42
Para:
Assunto: Alerta do Google - noticias da ilha da madeira
Alerta de notícias do Google sobre: noticias da ilha da madeira
Protecção Civil tenta restabelecer ligações com zona oeste e ...
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Segundo fonte dos Bombeiros do Machico, não houve feridos a lamentar na sequência do temporal que tem afetado a ilha da Madeira, e foram notadas apenas ...
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... dois helicópteros e disponibilizaram alojamento para 130 pessoas num quartel, para dar resposta aos efeitos do temporal que hoje se abateu na Madeira. ...
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Uma forte tempestade assolou hoje a ilha da Madeira, registando-se, até ao momento, 32 vítimas mortais e 68 feridos. Este texto da agência Lusa foi escrito ...
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Alerta enviado uma vez por dia pelo Google.
Publicado por Violeta Teixeira em 21/02 às 03:42 PM
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Sábado, 20 Fevereiro, 2010
AMANTES
http://www.vanguardia.com.mx/XStatic/vanguardia/images/espanol/enamora2.jpg
«O homem e a mulher nasceram para amar-se, mas não para viverem juntos; todos os amantes célebres viveram separados»
Clarasó , Noel
Noel Clarasó Serrat (Barcelona, 1899 — 1985) foi um escritor catalão.
http://www.pensador.info/autor/Noel_Claraso/
Publicado por Violeta Teixeira em 20/02 às 02:47 AM
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Quarta-feira, 17 Fevereiro, 2010
«O QUE SE FAZ POR AMOR…»
Ralph Wetmore
http://www.allposters.com/-st/Photography-Posters_c623_p2_.htm
«Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.»
Friedrich Nietzsche
http://www.pensador.info/autor/Friedrich_Nietzsche/
Publicado por Violeta Teixeira em 17/02 às 01:45 PM
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Segunda-feira, 15 Fevereiro, 2010
VELHO/NOVO
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=600298
«Todas as coisas que hoje se crêem antiquíssimas já foram novas.»
Tácito
http://www.pensador.info/autor/Tacito/
Tácito foi um historiador romano, que viveu entre 55 d.C. - 120 d.C., nasceu e morreu no sul da França.
Um dos seus pensamentos mais conhecidos., “Todas as coisas que hoje consideramos antiquíssimas foram novas um dia.” Essa advertência de Tácito ilustra bem nossas dificuldades com o passado. Graças a Tácito, muitas vidas ilustres se tornaram conhecidas.
Embora os dados a respeito de sua infância e juventude sejam muito poucos, sabe-se que Tácito casou em 78 d.C. com uma filha do general romano Caio Júlio Agrícola.
Tácito realizou ampla carreira jurídica em 81 e chegou a ser magistrado criminal. Um pouco mais tarde, em 88, devido à sua experiência tornou-se magistrado que administrava a justiça e em 97, cônsul (magistrado supremo).
Seus dotes oratórios como jurista foram várias vezes reconhecidos, mas foi como historiador que Tácito alcançou a fama. Entre os anos 100 e 117, escreveu os “Anais”, onde relatou a história dos imperadores romanos desde Tibério até a morte de Nero. Nas “Histórias”, redigidas entre 100 e 110, recriou o período seguinte, que vai até o reinado de Domiciano Além dessas duas obras monumentais, Tácito escreveu a “Germânia” (em que trata da vida e da cultura dos povos germânicos). Como escritor, seu estilo combinava a clareza à eloquência e concisão.
http://www.pensador.info/autor/Tacito/biografia/
Publicado por Violeta Teixeira em 15/02 às 01:58 AM
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Sábado, 13 Fevereiro, 2010
POESIA CHINESA
http://www.portalartes.com.br/portal/historia_pintur...
Uma Antologia de Poesia Chinesa
10 October 2008 3 Comentários
Cada vez mais, o Oriente está na moda. São muitas as “celebridades” que se convertem ao budismo e vários os canais de televisão que vêem a sua programação ser invadida por todo o tipo de desenhos animados japoneses – vulgo anime – ou filmes chineses. Mas, e a literatura?
De uma riqueza imensa, a literatura chinesa tem sido largamente ignorada pelos leitores portugueses. A estranheza da língua e, principalmente, as dificuldades de tradução (tema que será abordado mais à frente) ajudam à distância, mas Portugal foi o primeiro país a estabelecer contacto com o Oriente e justificava-se uma atenção maior por parte de leitores e tradutores.
Esta antologia é (ou foi), portanto, uma lufada de ar fresco no panorama editorial português. Publicada em 1989 pela Assírio e Alvim, apresenta-nos cinquenta e um poemas traduzidos directamente do chinês – uma “gota de água” como confessa o tradutor – que abarcam um período de vinte e sete séculos.
Quem se depara pela primeira vez com a poesia chinesa repara imediatamente numa característica notória – e bem apontada no prefácio: a sua espantosa continuidade. Com algumas excepções, poetas e escritores procuram construir uma literatura sem rupturas, alicerçada nos textos antecessores – o que contrasta vivamente com a tradição ocidental, feita muitas vezes de embates com a geração anterior. Isto reflecte-se nos temas abordados, que são frequentes ao longo de toda a antologia: solidão, separações, nostalgia, quer do tempo passado, quer da terra natal, contemplação da natureza, são alguns dos favoritos da maioria dos autores.
A antologia abre com o Shijing (o livro dos cantares), uma recolha de textos antigos, supostamente realizada por Confúcio, que data do primeiro milénio a.C., e que é considerada como o clássico da poesia chinesa. Ou seja, assume o papel que os textos homéricos ou os primeiros livros da Bíblia assumem na literatura ocidental. São, em geral, textos de estruturas muito rimadas (em chinês, claro), que vão dos hinos religiosos à canção popular, de que é exemplo o poema intitulado Folhas Secas:
Folhas secas, folhas secas,
O vento é que vos levanta
Ah irmãos, meus irmãos,
Cantai vós, eu de seguida.
Folhas secas, folhas secas,
O vento sopra-as pr’a longe
Ah irmãos, meus irmãos
Cantai vós, depois sou eu
Embora simples, permitem descortinar várias características que terão forte influência na poesia posterior. Existe uma tradução completa do livro por parte do Padre Joaquim Guerra, editada em 1979. A antologia prossegue então para outra colecção, a Chuci (canções de Chu), datada de aproximadamente de 300 a.C., de onde o tradutor Gil de Carvalho selecciona um espantoso poema de Qu Yuan – o primeiro poeta chinês a assinar um texto – que sobressai pelo uso de imagens que não são muito diferentes do que se encontra nalguma poesia surrealista ou mais metafórica. Como exemplo reproduzem-se alguns versos do poema intitulado Deus do Rio:
O palácio é de escamas,
Uma de dragão à entrada,
Portas de concha, púrpura,
Quartos em pérola.
A antologia continua até ao século XVIII, apresentando-nos vários poetas, dos quais se destacam Li Bai, Du Fu (os dois “mestres” da poesia chinesa), Meng Haoran e Wang Wei. São, provavelmente, os autores mais conhecidos do grande público, existindo várias traduções de cada um deles em inglês e francês. Todos poetas da dinastia de ouro da China – a Tang – mal lidos encaixariam que nem uma luva no estereótipo ocidental de que a arte chinesa é basicamente contemplação, aforismos e comunhão com a natureza, o mesmo estereótipo que perverte o budismo, transformando-o num misto de meditação, frases ocas e yoga New Age. Na verdade, qualquer leitor mais atento percebe que são todos poetas abertos a várias interpretações e com poemas muitas vezes evasivos quanto ao seu verdadeiro significado. Cair na simplificação de Li Bai, por exemplo, é um perigo que não abona nada em favor da literatura chinesa. Tome-se como exemplo o poema Queixa das Escadas de Jade, do autor referido:
Nas escadas de Jade cresce
Ainda o branco orvalho,
O frio que toda a noite
Encharcou umas meias de seda.
Ela desce
A persiana de cristal
E contempla a Lua
– Envidraçada – do Outono
As notas do tradutor – que infelizmente rareiam ao longo da antologia – indicam-nos que “Escadas de Jade” são as escadas que dão acesso ao harém imperial, mas também podem ser a cútis macia de uma mulher. “Branco orvalho” são as lágrimas do rosto ou podem indicar que a mulher já não é nova. E “persiana de cristal” é uma cortina feita de bolas de cristal, característica dos aposentos do harém, ou uns olhos marejados de lágrimas. É certo que esquemas destes também são frequentes na literatura ocidental, mas quanto à cultura chinesa – talvez por incompreensão ou má vontade – há sempre a tendência de cair numa simplificação e num estereótipo que raramente correspondem à verdade.
Um trabalho desta envergadura, a trabalhar com uma língua tão diferente da nossa, implica como é óbvio problemas de tradução. Ou, pelo menos, dúvidas por parte do leitor. Como exemplo do trabalho de Gil de Carvalho, apresento o poema Parque dos Veados de Wang Wei, primeiro em chinês (a tradução dos caracteres foi realizada com a ajuda dos Selected Poems of Wang Wei, de David Hinton e cada um corresponde a uma palavra do texto à esquerda) e depois em português, tal como é apresentado na antologia.
Veados Parque
Vazio montanha não ver pessoa
Apenas ouvir pessoa voz eco
Regressar luz entrar profundo floresta
Novamente brilhar verde musgo sobe/ainda
Solitários montes, ninguém à vista,
Ecos somente de vozes humanas.
Um sol tardio entra no bosque fundo,
Brilha de novo o verde musgo.
O poema original é dúbio e apresenta inúmeras hipóteses. Logo no primeiro verso, quem está sozinho? O poeta no monte sem ver ninguém? Os montes que se encontram isolados e solitários? A tradução é difícil e o significado do poema varia com a interpretação do tradutor. Mais uma vez, observa-se que simplificar a poesia chinesa é um erro grave.
O livro, tal como este texto, não pretende ser um estudo exaustivo da literatura chinesa. Pretende, isso sim, ser uma pequena introdução a um universo enorme e estranho à maioria dos ocidentais. Peca, porém, nalguns pormenores. Falta uma tábua cronológica mais completa, as biografias dos autores são muita vezes fracas e inconclusivas e pediam-se mais notas. É no entanto um bom esforço, que poderia ter dado frutos, permitindo uma maior atenção à cultura chinesa. Vinte anos depois é triste verificar que tal não aconteceu.
Infelizmente o livro é difícil de encontrar. Além de estar esgotado na editora, também rareia nos alfarrabistas. Eu, pelo menos, percorri vários em Lisboa e não o consegui descobrir. A solução foi recorrer às bibliotecas públicas. Existe outra tradução de poesia clássica chinesa (Pavilhão de Chuva: Antologia de Poesia Clássica Chinesa, Pedro Formosa, 2002),
mais completa e não tão rara, mas a de Gil de Carvalho tem interesse por ter sido pioneira e pela beleza de muitas das traduções. Aliás, beleza é a palavra certa para esta antologia. As descrições magníficas das paisagens e o poder de reflexão da maioria dos autores são contagiantes, alheando-nos do mundo e ensinando-nos a estar sozinhos – o objectivo máximo da literatura. E se é verdade que tal não é exclusivo da poesia chinesa e que é fácil encontrar o mesmo em autores como William Wordsworth, John Keats ou até em pintores como Caspar David Friedrich, tal não invalida a riqueza única que possui a literatura oriental e, se confirma alguma coisa, é a universalidade da poesia.
Por João Pedro Ferrão
http://orgialiteraria.com/?p=147
portuguese.cri.cn/152/2008/11/24/1s99283.htm
Xin Qiji (1140-1207)
Nasceu em Jinan, província de Shandong. Foi um dos mais célebres poetas da dinastia Song do Sul (1127-1279). Na altura do seu nascimento, esta província estava já sob a ocupação dos Jins. Fiel à dinastia Song, acompanhou o imperador Gaozong até Hangzhou. Foi tão bom general quanto notável poeta. Desempenhou as funções de governador militar das províncias de Jiangxi, Fujian e Hunan, e ligou-se à reconquista dos territórios perdidos.
Xin Qiji, na sua juventude, lutou contra os invasores estrangeiros e encarou com gravidade a queda de seu país às mãos dos usurpadores.
Só no fim da vida a sua poesia foi admirada e sê-lo-ia cada vez mais.
Na literatura chinesa, Xin Qiji revelou-se um dos melhores obreiros de poemas líricos e escreveu, exclusivamente, versos em forma de Ci, poemas líricos.
A Escrava Feia
Na juventude, não conhecia o sabor da melancolia,
Gostava de subir os degraus do pavilhão,
Gostava de subir os degraus do pavilhão,
E compor novos versos, falando sobretudo da melancolia.
Agora conheço todo o sabor da melancolia,
Quero falar, mas paro,
Quero falar, mas paro,
Digo apenas: “um dia ameno e um belo outono”.
http://portuguese.cri.cn/152/2008/11/24/1s99283.htm
Publicado por Violeta Teixeira em 13/02 às 12:50 AM
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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2010
EROTISMO/VOLÚPIA
Registo fotográfico da autoria de Lúcio caldeira
http://olhares.aeiou.pt/volupia_foto3442012.html
“Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História.”
Soren Kierkegaard
http://www.pensador.info/frases_do_filosofo_soren_kierkegaard/
Søren Kierkegaard
Nascimento 5 de maio de 1813
Copenhague, Dinamarca
Morte 11 de novembro de 1855
Copenhague, Dinamarca
Nacionalidade Dinamarca
Ocupação filósofo e teólogo
Influências Sócrates, Jesus Cristo, Lutero, Gotthold Ephraim Lessing, Hegel, Schelling, Poul Møller
Influenciados Gabriel Marcel, Martin Heidegger, Sartre, Martin Buber, Kafka, Hans Urs von Balthasar, Karl Barth, Karl Jaspers
Assinatura
Søren Aabye Kierkegaard (Copenhague, 5 de Maio de 1813 — Copenhague, 11 de Novembro de 1855) foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, que é conhecido por ser o “pai do existencialismo”.
Introdução
Filosoficamente, fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria no existencialismo. Kierkegaard rejeitou a filosofia hegeliana do seu tempo e aquilo que ele viu como o formalismo vácuo da igreja luterana dinamarquesa. Muitas das suas obras lidam com problemas religiosos tais como a natureza da fé, a instituição da fé cristã, e ética cristã e teologia. Por causa disto, a obra de Kierkegaard é, algumas vezes, caracterizada como existencialismo cristão, em oposição ao existencialismo de Jean-Paul Sartre ou ao proto-existencialismo de Friedrich Nietzsche, ambos derivados de uma forte base ateística.
A obra de Kierkegaard é de difícil interpretação, uma vez que ele escreveu a maioria das suas obras sob vários pseudónimos, e muitas vezes esses pseudo-autores comentam os trabalhos de pseudo-autores anteriores.
Kierkegaard é um dos raros autores cuja vida exerceu profunda influência no desenvolvimento da obra. As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo – herança de um pai extremamente religioso, que cultivava de maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.
Vida
“Kierkegaard é de longe o mais profundo pensador do século XIX”. Ludwing Wittgenstein
Sétimo filho de um casamento que já durava muitos anos – nasceu em 1813, quando o pai, rico comerciante de Copenhague, tinha 56 e a mãe 44, chamava a si mesmo de “filho da velhice” e teria seguido a carreira de pastor caso não houvesse se revelado um estudante indisciplinado. Trocou a Universidade de Copenhague, onde entrara em 1830 para estudar filosofia e teologia, pelos cafés da cidade, os teatros e a vida social. Foi só em 1837, com a morte do pai e o relacionamento com Regine Olsen (de quem se tornaria noivo em 1840), que sua vida mudou. O noivado, em particular, exerceria uma influência decisiva em sua obra, dentre outras influências. A partir daí seus textos tornaram-se mais profundos e seu pensamento, mais voltado às questões religiosas. Também em 1840 ele conclui o curso de teologia, e um ano depois apresentava “Sobre o Conceito de Ironia”, sua tese de doutorado.
Esse é o momento da segunda grande mudança em sua vida. Em vez de pastor e pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão. Acreditava que não poderia dar a Regina todo amor que ela merecia, esta angústia o acompanhava desde que conheceu Regina Olsen. Rompido o noivado, viajou, ainda em 1841, para a Alemanha. A crise vivida por um homem que, ao optar pelo compromisso radical com a transcendência, descobre a necessidade da solidão e do distanciamento mundano, comprovada em seus diários (obras), sempre escritos com pseudônimos.
Na Alemanha, foi aluno de Schelling e esboça alguns de seus textos mais importantes. Volta a Copenhague em 1842, e em 1843 publica A Alternativa, Temor e Tremor e A Repetição. Em 1844 saem Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia. Um ano depois, é editado As Etapas no Caminho da Vida e, em 1846, o Post-scriptum a Migalhas Filosóficas. A maior parte desses textos constitui uma tentativa de explicar a Regina, e a ele mesmo, os paradoxos da existência religiosa que o impediram de desposá-la.
Kierkegaard elabora seu pensamento a partir do exame concreto do homem religioso historicamente situado. Assim, a filosofia assume, a um só tempo, o caráter socrático do autoconhecimento e o esclarecimento reflexivo da posição do indivíduo diante da verdade cristã. Polemista por excelência, Kierkegaard criticou a igreja oficial da Dinamarca, com a qual travou um debate acirrado, e foi execrado pelo semanário satírico O Corsário, de Copenhague. Em 1849, publicou Doença Mortal e, em 1850, Escola do Cristianismo, em que analisa a deterioração do sentimento religioso. Com este tipo de crítica, Kierkegaard influenciou o anarquismo cristão.
Em meados de 1855, aprofundou mais ainda suas críticas ao cristianismo e à Igreja Luterana da Dinamarca através de um panfleto intitulado O Instante, em que era o único colaborador. No dia 17 de março do mesmo ano, Regine Olsen vai embora de Copenhague, acompanhando seu marido, Fritz Schlegel, nomeado governador das Índias Ocidentais Dinamarquesas. Em 2 de outubro, cai na rua, e é levado para o hospital. Morre lá um mês depois, dia 11 de novembro, recusando os sacramentos. Seu funeral foi muito concorrido, com estudantes protestando contra a hipocrisia da Igreja em sepultá-lo num campo santo. Nenhum membro do clero estava presente, exceto seu irmão, Peter Christian Kierkegaard, bispo luterano, e o deão Tylde, encarregado do serviço fúnebre. No enterro, seu sobrinho Henrik Lund leu um trecho de O Instante, ao criticar a atitude da Igreja. Foi posteriormente multado por isso.
Interpretações
Por Ernest Gellner
Ernest Gellner menciona no seu livro de 1992, Pós-modernismo, Razão e Religião, Kierkegaard para ilustrar o fundamentalismo religioso. Segundo Gellner, Kierkegaard está associado à ideia de que a religião é, no seu fundamental, não uma persuasão da verdade de uma doutrina, mas sim a dedicação a uma posição que é inerentemente absurda, ou que dá “ofensa”, o termo usado por Kierkegaard. Para Kierkegaard, nós obtemos a nossa identidade ao acreditar em algo que ofenda profundamente a nossa mente, o que não é uma tarefa fácil. Para existir, teríamos de acreditar e acreditar em algo que seja ominosamente difícil de acreditar. Esta é a essência do processo existencialista em Kierkegaard, que associa a fé com a identidade.(…)»
Por Theodor Adorno
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B8ren_Kierkegaard
Acrescento: «De todas as aberrações sexuais, a mais singular talvez seja a castidade.»
Rémy de Gourmont
Rémy de Gourmont (4 de abril de 1858 - 27 de setembro de 1915) foi um poeta e dramaturgo francês.)
http://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-sobre/erotismo
Publicado por Violeta Teixeira em 11/02 às 01:25 AM
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Terça-feira, 09 Fevereiro, 2010
DEFEITOS
visionariointeressante.wordpress.com/.../
«Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.»
Clarice Lispector
http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/
«Clarice Lispector
Nascimento 10 de Dezembro de 1920
Morte 9 de Dezembro de 1977 (56 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Ocupação Romancista, contista, cronista e jornalista
Escola/tradição Modernismo
Influências Herman Hesse, Fiodor Dostoievski, Franz Kafka, Katherine Mansfield, James Joyce, Virginia Woolf
Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.
Biografia
De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois meses de idade.[1]
A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.[1]
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela.[carece de fontes?] Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.
Obra
Ver artigos principais: Laços de Família, Perto do Coração Selvagem, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela.
Ver página anexa: Lista de obras de Clarice Lispector
Capa da edição original de Paixão Segundo G.H.Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, Perto do coração selvagem. Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando as dificuldades da realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora, como pode ser observado em seus trabalhos subsequentes.
Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural. [2] A epígrafe de Joyce e o título, inspirado em citação do livro de Joyce Retrato do Artista quando Jovem, foram sugeridos por Lúcio Cardoso após o livro ter sido escrito. Perto do coração selvagem ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estréia, em outubro de 1944.[1]
A obra de Clarice ultrapassa qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).
Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e Diário da Noite. As colunas, que foram publicadas entre as décadas de 60 e 70, eram destinadas ao público feminino, e abordavam assuntos como dicas de beleza, moda e comportamento. Em meados de 1970, Lispector começou a trabalhar no livro Um sopro de vida: pulsações, publicado postumamente. Este livro consiste de uma série de diálogos entre o “autor” e sua criação, Angela Pralini, personagem cujo nome foi emprestado de outro personagem de um conto publicado em Onde estivestes de noite. Esta abordagem fragmentada foi novamente utilizada no seu penúltimo e, talvez, mais famoso romance, A hora da estrela. No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil, temática que pouco aparece ao longo da sua obra. A história de Macabéa foi publicada poucos meses antes da morte de Clarice.(…)»
http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector
Publicado por Violeta Teixeira em 09/02 às 01:27 AM
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Domingo, 07 Fevereiro, 2010
BLUE VELVET
Trabalho fotográfico da autoria de rattus
http://olhares.aeiou.pt/rising_foto3443395.html
rising’
Veludo Azul (Blue Velvet) é um filme de longa-metragem de 1986, do gênero suspense, com roteiro e realização de por David Lynch, e trilha sonora criada por Angelo Badalamenti.
Blue Velvet é originalmente o título de uma canção interpretada por Bobby Vinton, e que está presente no filme, e que serviu de inspiração para o título.[carece de fontes?]
Blue Velvet é considerado um filme estranho, em que a grande frase é It´s a strange world.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Veludo_Azul
http://www.youtube.com/watch?v=jHOs5GShNOA
Publicado por Violeta Teixeira em 07/02 às 03:12 AM
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Sexta-feira, 05 Fevereiro, 2010
AMOR
Gustav Klimt
http://www.allposters.fr/-sp/Le-baiser-Affiches_i2549013_.htm
«O coração nunca envelhece. Basta um serviço, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece.»
António Feijó
http://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/antonio-feijo
http://www.youtube.com/watch?v=1FRDW9kr9sg&feature=related
O Amor e o Tempo
Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento…
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,
Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo… Adeus! Adeus!
António Feijó, in ‘Sol de Inverno’
http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200905140110
António Feijó
Fez os estudos liceais em Braga e estudou Direito na Universidade de Coimbra terminando o curso em 1883.
Em 1886 ingressou na carreira diplomática.
Exerceu cargos no Brasil (consulados de Pernambuco e Rio Grande do Sul) e, a partir de 1895, na Suécia, bem como na Noruega e Dinamarca.
Casou em 24 de Setembro de 1900 com a sueca Maria Luisa Carmen Mercedes Joana Lewin (nascida em 19 de Agosto de 1878), cuja morte prematura, em 21 de Setembro de 1915, o viria a influenciar numa temática fúnebre, patente na sua obra.
Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.
Principais obras
Transfigurações, 1862
Líricas e Bucólicas, 1884
Cancioneiro Chinês, 1890
Ilha dos Amores, 1897
Bailatas, 1907
Sol de Inverno, 1922 (eBook)
Novas Bailatas, 1926
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Feij%C3%B3
Publicado por Violeta Teixeira em 05/02 às 02:49 PM
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