Domingo, 31 Janeiro, 2010
GLORIFIQUE-SE!
http://www.meionorte.com/danielcristovao,andromeda-n...
Glorifique-se o egoísmo, o sujeito
Sempre fixo! Ignore-se o seu comportamento,
Como sendo um ofício! Ofício, onde cabe a arte,
Que deve ser exercido constantemente.
Ignore-se que todo o ser está destinado ao fracasso!
Ignore-se que o seu desenvolvimento é a Hybrís,
Se bem se fizer a sua análise! Glorifique-se
A não superação do Ser-de-Si! A ascese,
Sem a negação da terra que pisamos, da terra
De que somos feitos! Sim! Porque a Hybrís
Exige, inevitavelmente, a nossa queda.
Olhemo-nos! Outro modo não vem ao nosso
Encontro, a não ser, com sublime ironismo!
E a obra nasce da raiz da embriaguez! Renasce!
Permanece no tempo terreno. Terreno e eterno.
O talvez! Releio o início deste discurso.
Descosido? E dou por findo o curso do poema.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 31/01 às 02:45 AM
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«O CRIME DA PALAVRA»
http://www.katiajuliana.com.br/2009/01/15/a-palavra/
«Nenhum código, nenhuma instituição humana pode prevenir o crime moral que mata com uma palavra. Nisso consta a falha das justiças sociais; aí está a diferença que há entre os costumes da sociedade e os do povo; um é franco, outro é hipócrita; a um, a faca, à outra, o veneno da linguagem ou das ideias; a um a morte, à outra a impunidade.»
Honoré de Balzac, in “O Contrato de Casamento”
http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=201001281930
Publicado por Violeta Teixeira em 31/01 às 12:48 AM
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ROBÓTICA
http://www.sfsite.com/gra/0502/irlg.jpg
Leis da Robótica
As Três Leis da Robótica são leis que foram elaboradas pelo escritor Isaac Asimov em seu livro de ficção I, Robot ("Eu, Robô") que dirigem o comportamento dos robôs. São elas:
• 1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal..
• 2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
• 3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.
Um típico robô anterior as leis de Asimov, visto na primeira versão animada do Superman, já que a Primeira Lei iria proibir este robô de atacar os humanos.
O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a existência de robos inteligentes (as leis pressupõem inteligência suficiente para distinguir o bem do mal) e que não se revoltassem contra o domínio humano. Adicionalmente, ainda segundo o próprio Asimov, as leis lhe deram o mote para um número grande de histórias, baseadas em diferentes interpretações das leis.
Quando escreveu Os Robôs do Amanhecer (1983), Asimov introduziu um Robô, chamado R. Giskard, que tinha sido de uma menina, filha de um famoso roboticista do planeta Aurora, Dr Han Falstolfe. Esta menina, a custa de “mexer” no cérebro robótico (como as crianças inteligentes geralmente fazem com seus brinquedos) acabou introduzindo em Giskard características que nem mesmo ela se dava conta. O próprio robô ocultou da menina suas faculdades especiais. É Giskard que mais tarde elabora a lei zero, mas esta lei era só dele, e de R. Daniel, e jamais se tornou de conhecimento público. Esta lei zero foi incorporada por R. Daniel aos robôs que ele mesmo construiu (inclusive uma robô-mulher com quem Seldon viveu).
A ‘Lei Zero’: um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por inacção, permitir que ela sofra algum mal. Desse modo, o bem da humanidade é primordial ao dos indivíduos.
A chamada lei zero, porém, tem o sério problema de transferir ao robô o poder (possibilidade) de avaliar, diante das situações concretas, se o interesse da humanidade se sobrepõe ao interesse individual. Tal possibilidade abre uma perigosa brecha para a ditadura das máquinas, que elegeriam por si qual é o bem maior, sendo-lhe permitido, inclusive, fazer o mal a um ser humano (indivíduo), caso entendam que isso é melhor para a humanidade.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_da_Rob%C3%B3tica
Isaac Asimov
(Petrovic, Rússia, 1920 - Nova Iorque, 1992)
Escritor americano. Professor universitário de Bioquímica, dedica-se posteriormente só a escrever. É extraordinariamente produtivo e cultiva os campos da ficção científica (em que chega a ser um mestre consumado) e da divulgação científica e histórica. Entre as suas narrativas e romances de ficção científica tecnológica é de destacar uma tetralogia, A Fundação: Fundação, Fundação e Império, A Segunda Fundação e Os Limites da Fundação. Nestes romances, como em muitos outros, Asimov adopta como tema principal a manipulação da história pelo homem, actividade convertida em ciência. Há que citar também As Correntes do Espaço, O Império do Sol, Os Próprios Deuses e O Fim da Eternidade. Com notável habilidade literária e uma amenidade que é a chave do seu enorme êxito, sabe combinar os chamados subgéneros literários. Por exemplo, em As Abóbadas de Aço e O Sol Brilha Luminoso, romances policiais de ficção científica, especula sobre duas concepções da sociedade radicalmente opostas em aparência, mas ambas ferozmente egoístas e racistas. O ritmo e a tensão narrativa que Asimov imprime às suas obras fazem dele um mestre inigualado da ficção científica, à qual traz uma notável excelência literária.
http://www.vidaslusofonas.pt/isaac_asimov.htm
Publicado por Violeta Teixeira em 31/01 às 12:35 AM
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Sábado, 30 Janeiro, 2010
SUSPIRO O MEU CORPO!
Registo fotográfico da autoria de Violeta Teixeira/Pandora
http://olhares.aeiou.pt/a_mitica_femina_pandora_louca_no_foto3420371.html
Suspiro
O meu corpo!
Frio de beira-mar,
Petrificado,
Na respiração
Do teu olhar.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 30/01 às 01:11 AM
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LEIA-SE OU RELEIA-SE!
http://www.aventar.eu/2010/01/28/j-d-salinger-1919-2010/
«Jerome David Salinger morreu. E agora o que se faz, quando morre um escritor de quem gostamos? Lê-se, ou relê-se, conforme as leituras de cada um. Tenho sorte, ainda me faltam uns livros, e os prazeres convenientemente adiados são os que mais gozo dão na hora em que se concretizam.»
http://www.aventar.eu/2010/01/28/j-d-salinger-1919-2010/
Autor de “O Apanhador no Campo de Centeio” morre aos 91 anos
RIO DE JANEIRO - O escritor J. D. Salinger, autor do famoso clássico “O Apanhador no Campo de Centeio”, morreu aos 91 anos, no dia 29 de Janeiro de 2010, de causas naturais em sua casa, segundo informou seu representante literário à agência de notícias Associated Press.
Publicado em 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio”, que traz o rebelde protagonista Holden Caulfield, se tornou a obra mais famosa de Salinger. O autor frequentemente trabalhava com o tema da juventude precoce em seus contos da família Glass, bem como no livro “Franny e Zooey”.
Salinger publicou sua última obra em 1965. Desde então, ele vivia em total isolamento, e se recusava a dar entrevistas e aparecer em qualquer mídia. Porém, em junho de 2009 seu nome foi visto em matérias por aí.
O caso é que Salinger processou o escritor sueco Fredrik Colting após este publicar “60 Years Later: Coming Through the Rye” (“60 Anos Depois: Deixando os Campos de Centeio”, em tradução livre). O livro seria como uma continuação da obra original - não-autorizada pelo autor -. A justiça acabou ficando do lado de Salinger e classificou o trabalho de Colting como “medíocre”. Acompanhe o Famosidades no Twitter: http://twitter.com/Famosidades
http://entretenimento.br.msn.com/famosos/noticias-artigo.aspx?cp-documentid=23350354
Publicado por Violeta Teixeira em 30/01 às 12:55 AM
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Sexta-feira, 29 Janeiro, 2010
OS SEM-ABRIGO- FLAGELO DAS NOSSAS SOCIEDADES
Registo fotográfico da autoria de Fernando Alves
http://olhares.aeiou.pt/loja_do_cidadao_foto3420047.html
Lisboa, Janeiro 2010
«(…)As pessoas “Sem Abrigo” abarcam diversas situações, mas na maioria dos casos são assimiladas a pessoas “sem-tecto”. Um estudo recente realizado pelo Instituto da Segurança Social dá conta que existem no País 1044 pessoas “sem-tecto” (números de 2005). O fenómeno é essencialmente urbano, com uma concentração em Lisboa e no Porto. São sobretudo homens em idade activa, solteiros e divorciados, de nacionalidade portuguesa, com escolaridade básica. Os principais motivos para esta situação prendem-se com problemas familiares (por exemplo, rupturas conjugais), de saúde (por exemplo, toxicodependência) e, sobretudo, de desemprego.
A maior parte dos “Sem Abrigo” entram num círcuclo vicioso de exclusão social, porque a degradação de condições físicas e mentais são entraves à sua inserção profissional e inibidoras de procura de trabalho. A sua degradação social conduz como que a um “beco sem saída”.
O não ter direito a um subsídio de desemprego ou a uma pensão social agudizam a precariedade económica, o recurso à mendicidade ou a situações ilícitas.
As instituições de solidariedade social são as entidades que prestam maior apoio, de carácter pontual, em especial na satisfação de necessidades básicas como a alimentação, o vestuário e a higiene diária.
São marcadamente deficitárias as ajudas com carácter estrutural, que passam designadamente pelo acesso a uma habitação, à inserção profissional, à formação, a programas ocupacionais e à resolução de problemas de saúde. São estas ajudas que necessitam de uma maior e melhor resposta por parte da Segurança Social – através da contratualização com instituições de solidariedade social – sem a qual não é sério pensar que o círculo vicioso de vida das pessoas “Sem Abrigo” possa ser quebrado.»
posted by Margarida Corrêa de Aguiar
http://quartarepublica.blogspot.com/2007/05/segurana-social-dos-sem-abrigo.html
Publicado por Violeta Teixeira em 29/01 às 02:36 PM
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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2010
HOLOCAUSTO. PRESERVEMOS A MEMÓRIA!
Auto-retrato de Félix Nussbaum (1942 ?), Museu Nussbaum, Osnabrük. O Autor foi morto na câmara de gás em Auschwitz (3.8.1944)
http://holocausto-shoah.blogs.sapo.pt/
«A Vida dos Livros por Guilherme d’Oliveira Martins
“Ensinar o Holocausto no Século XXI” de Jean-Michel Lecomte, com prefácio de Esther Mucznik (Via Occidentalis, 2007) é uma obra de valor pedagógico promovida pelo Conselho da Europa que nos alerta para a importância de cuidar da memória de modo a prevenir a intolerância, a cegueira e a barbárie com que o mundo se confrontou no século XX, num tempo que muitos anunciavam de paz e de entendimento.
NÃO HÁ HISTÓRIA MAIS DIFÍCIL… - Hannah Arendt disse que “não há história mais difícil de contar em toda a história da Humanidade” do que a do “Holocausto”. E porquê? “Em primeiro lugar pelo sofrimento intenso de um povo, estilhaçando com fragor insuportável os limites do entendimento humano” – diz-nos Esther Mucznik. “Até hoje, o genocício nazi, programado, sistemático e colectivo permanece para a civilização humana como a referência ética do mal absoluto”. Mas como foi tudo isto possível, quando ninguém esperava? E como foi possível que acontecesse a partir de um país de arte e de cultura? O certo é que tudo aconteceu de um modo sistemático e terrível. Daí que a obra agora saída corresponda à procura de uma consciência moral e cívica que possa contrapor o respeito ao ressentimento e a liberdade à servidão. Nesse sentido, o projecto do Conselho da Europa visa “suscitar o interesse dos jovens pela história recente do nosso continente e ajudá-los a estabelecer ligações entre as razões históricas e os desafios com os quais estão confrontados na Europa actual”. Está em causa a ajuda à criação de uma identificação europeia, o desenvolvimento da análise crítica, a sensibilização para a importância da diferença e do outro e o encorajamento aos professores para lançarem as bases de “um ensino europeu da história”. A dimensão europeia na Educação passa, assim, por um melhor conhecimento da realidade, de tragédia, de diálogo e de conflito, que nos antecedeu, com todas as suas implicações. O estudo da “Shoah” (expressão que significa “catástrofe” e que é utilizada para designar o genocídio perpetrado pelos nazis e seus aliados contra os judeus) e do “Holocausto” (sacrifício) deve, no fundo, permitir-nos ir além das apreciações simplistas ou do mero culto do ressentimento. É essencial entender as fontes da banalização do mal, para que, no futuro, possamos prevenir a sua ocorrência. De facto, entre o excesso de memória e a sua ausência, temos de encontrar um equilíbrio que permita não esquecer, sem fazer da lembrança um motivo de vingança.
APRENDER COM OS FACTOS – Ao longo de 50 fichas elaboradas criteriosamente, podemos obter uma informação bastante rigorosa e circunstanciada sobre o judaísmo, sobre a doutrina nazi, sobre os campos de concentração, sobre as perseguições (também dos Rom/Ciganos e dos homossexuais), sobre a decisão de extermínio, sobre as câmaras de gás e a cremação das vítimas, sobre os campos de extermínio (Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Lublin-Maidanek, Sobibor, Treblinka); sobre os “sonderkommandos” (encarregados das operações nos campos de morte – desde a preparação para as câmaras de gás até aos fornos crematórios); sobre a situação nos diversos países afectados; sobre as reacções dos judeus; sobre “os justos” (que ajudaram o povo judaico durante a Shoah); sobre as opções dos Aliados; sobre o número de mortos (cerca de 5 milhões de judeus); sobre o regresso dos sobreviventes; sobre o silêncio; sobre o revisionismo e o negacionismo; sobre a filmografia do tema e sobre os sítios na Internet. Trata-se de um conjunto de informações sobre o inominável e o injustificável. Como entender tanta cegueira e tanta desumanidade? E como interpretar os resultados da discricionariedade pura? E fica a afirmação de Primo Levi que “menciona um conjunto de ‘pequenas razões’, pequenas partículas de humanidade que se juntaram e que conduziram à sua sobrevivência – por outras palavras, uma sucessão de pequenos pedaços de sorte, de acontecimentos fortuitos”. Por outro lado, fica a realidade insofismável que hoje não pode sofrer contestação: “apesar do reduzido número de sobreviventes, foram registados muitos testemunhos, o que nos leva a considerar por que razão todos contaram o mesmo e por que razão não existem quaisquer provas do contrário”.
A DIFICULDADE DA MENSAGEM – À medida que o tempo passa, atenua-se, contudo, o impacto do drama real e prevalece a ideia mítica ora dos actos heróicos de resistência ora do carácter difuso da culpa e da responsabilidade. No entanto, mais do que os mitos, o que importa é fixar a actualidade do tema e o risco da repetição de acontecimentos tão terríveis e dramáticos. Daí que nas orientações dadas aos professores, no âmbito deste projecto educativo, haja muitas vezes dúvidas e hesitações sobre a eficácia menor ou maior da utilização de determinado exemplo ou instrumento. De facto, temos de contar com a “dificuldade da mensagem” e com o facto dela ter tudo a ver com a construção de uma sociedade mais humana, onde os direitos, as liberdades, as garantias e a responsabilidade pessoal têm de ter um lugar cimeiro. E se nos lembrarmos do exemplo de Janusz Korczak no gueto de Varsóvia vemos que o melhor método educativo é o da prática e do exemplo: “desenvolveu um sistema de organização democrática dos orfanatos – as crianças eram tratadas como indivíduos com plenos direitos e tomavam parte na administração da comunidade”.
DEVER DE MEMÓRIA? - Tzvetan Todorov afirmou que «les enjeux de la mémoire sont trop grands pour être laissés à l’enthousiasme ou à la colère» (Les Abus de la Mémoire, Arléa, 1995, p. 14). Esta é a preocupação fundamental que temos de preservar, a fim de que não haja interpretações unilaterais e abusivas sobre a memória. O dever de memória obriga ao rigor crítico e a prestar justiça – o que também leva à necessidade de compreender as circunstâncias da história para além da vitimação e da ameaça. O entusiasmo e a cólera levam à incompreensão de que a memória se refere à humanidade, e de que, nesse sentido, tem de apelar permanentemente à capacidade de compreender e de nos pormos no lugar do outro. (…)»
retirado da web do Centro Nacional de Cultura
http://holocausto-shoah.blogs.sapo.pt/
Publicado por Violeta Teixeira em 28/01 às 01:31 AM
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PRÉ-SOCRÁTICOS
http://www.teletrabalho.pro.br/Teste%202-%20Filosofia/imagens/socrates1.jpg
«Os filósofos pré-socráticos não são, como sugere o nome, filósofos anteriores a Sócrates. Essa divisão propriamente, se dá mais devido ao objeto de sua filosofia, em relação à novidade introduzida por Sócrates, do que à cronologia - visto que, temporalmente, alguns dos ditos pré-socráticos são contemporâneos a Sócrates, ou mesmo posteriores a ele (como no caso de alguns sofistas).
Primeiramente, os pré-socráticos, também chamados naturalistas ou filósofos da physis (natureza - entendendo-se este termo não em seu sentido corriqueiro, mas como realidade primeira, originária e fundamental¹, ou o que é primário, fundamental e persistente, em oposição ao que é secundário, derivado e transitório²), tinham como escopo especulativo o problema cosmológico, ou cosmo-ontológico, e buscavam o princípio (ou arché) das coisas.
Posteriormente, com a questão do princípio fundamental único entrando em crise, surge a sofística, e o foco muda do cosmo para o homem e o problema moral.
Os principais filósofos pré-socráticos (e suas escolas) foram:
Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaximenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;
Escola Eleata: Xenófanes, Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia e Melisso de Samos.
Escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.(…)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-socr%C3%A1ticos
Publicado por Violeta Teixeira em 28/01 às 12:55 AM
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REMONTO AOS PRÉ-SOCRÁTICOS
Vincent van Gogh
http://www.allposters.fr/-sp/Terrasse-de-cafe-la-nuit-sur-la-place-du-Forum-Affiches_i2549012_.htm
Remonto aos pré-socráticos!
Longo trajecto, é certo,
Mas faço-o, porque repudio
O credo judaico-cristão, castrador
Do corpo, do amor físico,
Da grandeza terrena, da beleza,
Salvo se for a da alma, em que não creio,
Da embriaguez na criação das artes,
Sob pena do fogo do inferno.
Remonto, repito, aos pré-socráticos!
Busco um sentido para a existência,
Que sustente o domínio do poder
Do ser, do colectivo, no decurso
Do tempo Do Todo e do Nada.
Regresso, como vedes, à nietzshiana,
Que me sou, sem a suposta má
Consciência do credo judaico-cristão.
Entrego-me, então, e já, embriagada,
Ao corpo narcótico do poema.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 28/01 às 12:32 AM
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Quarta-feira, 27 Janeiro, 2010
EFEMÉRIDE
http://www.hoasm.org/XIIC/MozartLWNjpg.jpg
«Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.»
Wolfgang Amadeus Mozart
http://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/wolfgang-amadeus-mozart
Publicado por Violeta Teixeira em 27/01 às 01:43 PM
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MORAL
zenleaf.blogspot.com/2009/12/two-more-quick-m…
«Tudo tem uma moral: é só encontrá-la.»
Lewis Carroll
Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (Cheshire, 27 de janeiro de 1832 — Guildford, 14 de Janeiro de 1898), foi um escritor e um matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor do clássico livro Alice no país das maravilhas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll
«Numa quente tarde de Verão, estava Alice a dormir deitada na relva, ao lado da irmã que lia encostada a uma árvore, quando de repente viu um coelho a correr, com um grande relógio de ouro na mão e a gritar: «Já vou atrasado!» Cheia de curiosidade, Alice seguiu o.
O Coelho enfiou-se numa toca. Alice, que ia atrás, teve a impressão de cair até ao fundo de um poço. Mas viu-se numa grande sala com muitas portas fechadas e uma mesa de vidro. Uma pequenina porta que dera passagem ao coelho acabava de fechar-se. Alice espreitou pela fechadura e viu um magnífico jardim,
«Quem me dera estar naquele jardim!», pensou ela. Mas a portinha estava fechada à chave e Alice era muito grande para passar por ela. Viu então na mesa um cofre de vidro com uma chavinha dentro e uma garrafa que dizia: «BEBE-ME». E Alice bebeu um golo.(…)»
Alice no País das Maravilhas.
então quem sou eu?
“Então quem sou eu?
Digam-me isso primeiro,
e depois,se eu gostar de ser essa pessoa,
eu subo;
senão,fico cá em baixo
até ser outra pessoa qualquer. “
Lewis Carroll
Publicado por Violeta Teixeira em 27/01 às 01:18 PM
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SE AMAS
Trabalho fotográfico da autoria de José Miguel Silva Ferreira
http://olhares.aeiou.pt/paula_foto3376438.html
Se amas a brancura das manhãs
Orvalhadas de lágrimas, nas pétalas
Das rosas; se amas bebê-las ou guardá-las
Na corola rósea das mãos, logo cálidas,
Porque o sangue te invade, palpitante,
Ao coração; se amas as aves noctívagas,
Esvoaçando agoiros, no silêncio do céu,
Mas não sentes que, a ti, te fadam, dado
Que descrês das vozes maledicentes,
Mas, sim, vês no rubor aceso dos astros,
A eternidade de uma flor ou de um morcego;
Se amas Baco e Vénus, no mesmo templo,
Onde prestas culto a ambos, levando vinha
E vinho, a um, e rosa e mirto à suprema
Diva; se cantas os seus hinos festivos,
E usas a mesma lira de Apolo, fica sabendo
Que tens a alma coberta de um véu, tecido
No tear, nunca adormecido, de um poeta.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 27/01 às 01:31 AM
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Terça-feira, 26 Janeiro, 2010
«LOUCURA SUBJECTIVA»
http://donahelena.files.wordpress.com/2008/05/loucura_by_inpha.jpg
Às vezes não tenho tanto a certeza de quem tem o direito de dizer quando um homem é louco e quando não é. Às vezes penso que não há ninguém completamente louco tal como não há ninguém completamente são até a opinião geral o considerar assim ou assado. É como se não fosse tanto o que um tipo faz, mas o modo como a maioria das pessoas o encara quando o faz.
William Faulkner, in ‘Na Minha Morte’
http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200507031530&author=168
Publicado por Violeta Teixeira em 26/01 às 01:50 PM
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SOLIDÃO
http://blog.syracuse.com/shelflife/2007/09/faulkner.jpg
“Ele supunha que era à solidão que tentava escapar, e não a si mesmo.”
- He thought that it was loneliness which he was trying to escape and not himself.
- “Light in August: the corrected text” - Página 226, William Faulkner - Vintage Books, 1985, ISBN 0679732268, 9780679732266 - 512 páginas
William Faulkner
http://pt.wikiquote.org/wiki/William_Faulkner
«William Faulkner, em dezembro de 1954
Nome completo William Cuthbert Faulkner
Nascimento 25 de Setembro de 1897
New Albany, Mississippi, Estados Unidos
Morte 6 de Julho de 1962 (64 anos)
Byhalia, Mississippi, Estados Unidos
Prêmios Nobel de Literatura (1949)
William Cuthbert Faulkner (New Albany, 25 de setembro de 1897 — Byhalia, 6 de julho de 1962) é considerado um dos maiores escritores estadunidenses do século XX.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1949. Posteriormente, ganhou o National Book Awards em 1951, por Collected Stories e em 1955, pelo romance Uma Fábula. Foi vencedor de dois prêmios Pulitzer, o primeiro em 1955 por Uma Fábula e o segundo em 1962 por Os Desgarrados.
Utilizando a técnica do fluxo de consciência, consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos Estados Unidos da América, interiorizando-a em seus personagens, a maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra faulkneriana é tida como hermética e desafiadora.(…)
http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Faulkner
Publicado por Violeta Teixeira em 26/01 às 01:35 PM
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Segunda-feira, 25 Janeiro, 2010
CITAÇÕES DE SALMAN RUSHDIE
http://www.lawreports.co.uk/Newsletter/OnlineArticle...
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• “A despolitização do Islã é a urtiga que todas as sociedades muçulmanas terão de agarrar com as mãos para poder se tornar modernas.”
- Salman Rushdie, escritor, para quem a grande questão levantada pela guerra no Afeganistão é o Islã
•"Se as vozes moderadas do Islã não modernizarem sua cultura e sua fé, pode ser que os ‘Rushdies’ tenham de fazê-lo por elas.”
- Salman Rushdie, escritor condenado à morte em 1989 pelos líderes do Irã por causa de seu livro Versos Satânicos, em artigo no The New York Times
•"Receio dizer que não gosto do trabalho de Paulo Coelho. Também não gosto de ‘O Código Da Vinci’, mas parece que o livro vende muito bem. Ou tenho mau gosto ou as outras pessoas têm. Há livros facilmente consumíveis e que dão um conforto simples às pessoas. Não é o meu negócio”.
- Salman Rushidie, na feira de livros de Parati, em 11 de julho de 2005, de acordo com o site do jornal Folha de São Paulo.
•"A liberdade de expressão é o coração da humanidade.”
http://pt.wikiquote.org/wiki/Salman_Rushdie
Salman Rushdie
Escritor inglês de origem indiana, nasceu a 19 de Junho de 1947, em Bombaim (Índia). Terminou em 1968 a licenciatura em História na Universidade de Cambridge e trabalhou como actor e redactor publicitário.
Apesar de o seu nome se ter tornado famoso em todo o mundo por ter sido condenado à morte , após a publicação de Versículos Satânicos, Rushdie já antes se havia notabilizado com o seu segundo romance Midnight’s Children (Os Filhos da Meia-noite , 1980) que recebeu não só o Booker Prize desse ano mas também, em 1993, o Booker of Bookers para o melhor dos vencedores desse prémio num período de 25 anos.
Antes deste já tinha escrito Grimus (1975). Entre antologias de contos e ensaios foi publicando os romances Haroun and the Sea of Stories (Harum e o Mar de Histórias , 1990), The Moor’s Last Sigh (O Último Suspiro do Mouro , 1995) e The Ground Beneath Her Feet (O Chão que Ela Pisa , 1999).
A obra de Rushdie é marcada pelo fascínio pelas cultura e mitologia indo-europeias, sendo constituída por fábulas alegóricas sobre temas históricos e filosóficos.
http://www.wook.pt/authors/detail/id/23431
Publicado por Violeta Teixeira em 25/01 às 02:18 AM
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