Quarta-feira, 23 Setembro, 2009
PIROMANÍA
IMAGEM ILUSTRATIVA DA NET
«La piromanía (de gr. piros = fuego) es un trastorno o enfermedad psicológica de trastorno del control de los impulsos, que produce un gran interés por el fuego, cómo producirlo, observarlo y extinguirlo. La persona que padece piromanía recibe el nombre de pirómano.
La sintomatología esencial es producir incendios de forma deliberada y consciente en más de una ocasión conllevando una importante tensión y activación afectivas antes del incendio con una gran liberación e intenso placer o alivio al encender el fuego, presenciarlo o al participar en sus consecuencias.
Además el sujeto, denominado comúnmente piromaníaco o pirómano, suele sentir relajación, placer, interés, curiosidad y atracción por todo lo relacionado como pueden ser las estaciones de bombero.
El pirómano no debe ser confundido con el incendiario que es aquella persona que intencionadamente decide quemar una parcela de terreno (específica o no) con ánimo de lucro o simplemente por hacer daño.(…)»
De Wikipedia, la enciclopedia libre
Publicado por Violeta Teixeira em 23/09 às 03:02 AM
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PIRÓMANA
http://www.dotecome.com/blog/imagens/fogo.jpg
Iluminada! Talvez? Mas toda minada de lucidez, vendo
Sombras invisíveis, por detrás de grades. Defendo-me?
Isolo-me numa cabana, envolta em aromas de incenso,
Da cannabis e de ópio. Bebo vinho cor de granada ou de rubi.
Entrego-me, com volúpia, à música das vagas de um oceano
Imaginado, tão perto, e viajo no escrevo a embriaguez,
Na cauda imaculada da absoluta nudez da garota que fora,
Se, alguma vez, o foi. Sim! Dúvida insistente, esta!
Resta-me, apenas, a pirómana, vaga lembrança de fenos secos,
De pedras rubras de fogo, e do gozo louco das labaredas,
Lambendo folhas mortas, cujo vento não ceifou.
De que mais me lembro? Do jamais recomeço
Do que nem estou certa da aura do tempo que grafo,
Sob o efeito do corpo excitado do poema. Iluminada?
Talvez. Mas, desminada pelas palavras. Ou pela mente
Embriagada, onde germinam as folhas, incendiadas,
Pela garota pirómana? Sonho! Sonho as pedras. Amo-as!
Guardo-as ainda! Intactas. Vejam-nas! Rubras no poema!
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 23/09 às 02:33 AM
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Sexta-feira, 18 Setembro, 2009
QUANDO NASCI…
Imagem ilustrativa da autoria de Gary Faye
Quando nasci, o Sol estava cego. Todas as folhas
Verdes do meu horto, tombadas no solo seco
Do desespero precoce, descoberto «a posteriori».
Sim! Nada de exagero! O Sol não nasce para todos!
Diz-se que sim, mas, para mim, é mero engano.
Não convenço quem julga que me conhece. Sei-o bem.
Também, não o pretendo. Quando abri os olhos, vi,
Não nego, um oceano revolto e rochedos marinhos.
Negros e altivos. O Sol, esse, insisto, estava cego.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 18/09 às 04:27 PM
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Segunda-feira, 14 Setembro, 2009
A CRUELDADE
A crueldade é constitutiva do universo, é o preço a pagar pela grande solidariedade da biosfera, é ineliminável da vida humana. Nascemos na crueldade do mundo e da vida, a que acrescentámos a crueldade do ser humano e a crueldade da sociedade humana. Os recém-nascidos nascem com gritos de dor. Os animais dotados de sistemas nervosos sofrem, talvez os vegetais também, mas foram os humanos que adquiriram as maiores aptidões para o sofrimento ao adquirirem as maiores aptidões para a fruição. A crueldade do mundo é sentida mais vivamente e mais violentamente pelas criaturas de carne, alma e espírito, que podem sofrer ao mesmo tempo com o sofrimento carnal, com o sofrimento da alma e com o sofrimento do espírito, e que, pelo espírito, podem conceber a crueldade do mundo e horrorizar-se com ela. A crueldade entre homens, indivíduos, grupos, etnias, religiões, raças é aterradora. O ser humano contém em si um ruído de monstros que liberta em todas as ocasiões favoráveis. O ódio desencadeia-se por um pequeno nada, por um esquecimento, pela sorte de outrem, por um favor que se julga perdido. O ódio abstracto por uma ideia ou uma religião transforma-se em ódio concreto por um indivíduo ou um grupo; o ódio demente desencadeia-se por um erro de percepção ou de interpretação. O egoísmo, o desprezo, a indiferença, a desatenção agravam por todo o lado e sem tréguas a crueldade do mundo humano. E no subsolo das sociedades civilizadas torturam-se animais para o matadouro ou a experimentação. Por saturação, o excesso de crueldade alimenta a indiferença e a desatenção, e de resto ninguém poderia suportar a vida se não conservasse em si um calo de indiferença.
Edgar Morin, in ‘Os Meus Demónios’
Publicado por Violeta Teixeira em 14/09 às 12:36 AM
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MALDADE-TRAIÇÃO
1.bp.blogspot.com/.../s320/maldade.jpg
«A maldade destrói os traidores.»
Textos Bíblicos
Publicado por Violeta Teixeira em 14/09 às 12:17 AM
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SUBLIME O SILÊNCIO!
Imagem ilustrativa da autoria de Réné Maigritte
Sublime, o silêncio, à borda do abismo!
O céu, flocos de neve, sobre o flanco
De uma montanha, e, nos longes, desmaios
De azuis-cobalto, ferem as veias das vagas
Do oceano revolto do sem retorno. Estanco
A hemorragia do poente, e aperto o pulso,
Que não pulsa, salvo se águas murmuram
Sonatas telúricas, e os olhos, ressuscitam
Moinhos de vento, moendo grãos de centeio,
Perfumados, como o pão, no forno do me
Recordo. Sublime, o silêncio, tecido nos teares
Lunares, quando a madrugada esmaga fantasmas
De nada, e veste de veludo verde o cimo
Dos penhascos das emoções veladas. Sublime,
O silêncio, na ponte que atravesso, sobre o rio
Que fluí, silente e manso, no reverso da medalha
Que moldo, acobreada, por lumes que acendo,
Com acentos agudos; por labaredas que sopro,
Com lábios rubros, nas brasas desesperadas
Do fluxo incontido do tempo. Sublime, o silêncio,
De um branco árctico, emudecida a voz do infinito,
E o grito inaudível do coração das pedras, à borda
Do abismo. Rendilho, em vão, os pespontos de todos
Os equívocos, de todos os sonhos decepados,
De todos os amores atraiçoados, de todas as promessas
Incumpridas, de todos os juramentos falsos.
Sublime, o silêncio, à borda do abismo!
Nenhuma voz confessa, arrependida, as feridas
Feitas na pele dos dias invividos. Nenhum gesto de afecto,
Ainda que tardio e inútil. Nenhum aceno. O Universo
Gélido continua a girar impávido. Sereno. A Lua,
Essa, esconde as faces, no novelo de nuvens cinzentas,
E simula o que já não sente. Do Sol, não falo. Quando
Terei nascido, já ele estava morto, e, por mais que tivesse
Pedido, ninguém mo deu a beber na boca. Sublime,
Este silêncio, à borda do abismo! À borda do NADA!
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 14/09 às 12:00 AM
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Sexta-feira, 11 Setembro, 2009
QUISERA…
Obra pictórica da autoria de Yuri Remyga
Quisera uma carícia que florisse na poesia,
Que me iluminasse o Inverno do desafecto;
Os infernos, com corpos, frutos ou fenos verdes.
Que parisse pedras, sem fungos, mas lumes acesos,
Ainda que efémeros, como tudo, na vida.
Bastava-me uma fresta! Uma fresta de luz numa
Palavra ferida. E uma asa de uma ave insólita,
Magoada, como as palavras estranguladas da saga,
Sem êxito, da minha escrita. Quisera uma sombra,
De súbito, branca e nacarada, na porta intérmina
De toda a madrugada insone. Mesmo que explodisse,
Um grito, no silêncio seco e ácido da garganta
Do invivido. Mesmo que me naufragasse nas perdas
Enlutadas, nas causas, sem saídas. Brilhasse uma lua,
Num copo de vinho negro! A minha sede?! Sacio-a,
Na entrega absoluta ao corpo incendiado do poema?
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 11/09 às 03:40 AM
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«A FORÇA E A MORAL»
«O homem constata o facto natural de um lobo poder devorar uma ovelha, pois que o lobo obedece ao seu apetite e é dotado da força necessária para satisfazê-lo. Mas o homem não se limita a essa constatação elementar, ao alcance de qualquer animal inferior. Ele reconhece também que está no seu poder impedir que a ovelha seja devorada pelo lobo. A moral é, justamente, a soma de conquistas obtidas pelo homem sobre a tirania dos seus instintos. Se a força constituísse para o homem um imperativo categórico, não haveria tentativas de resistência contra a força.»
Carlos Malheiro Dias, in ‘O Espiritualismo e a Guerra Mundial’
Carlos Malheiro Dias, também grafado como Carlos Dias (Porto, 13 de Agosto de 1875 — Lisboa, 19 de Outubro de 1941), foi um jornalista, cronista, romancista, contista, político e historiador português.
Biografia
Além de ter sido director da revista Ilustração Portuguesa, foi também um dos fundadores da Academia Portuguesa de História que mais tarde daria origem à Academia Real de História Portuguesa. Portuense de nascimento, Carlos Malheiro Dias estudou no Liceu de Lamego e nas Universidades de Coimbra, onde apenas iniciou o Curso de Direito, e de Lisboa, em que concluiu a licenciatura do Curso Superior de Letras. Filho de pai português e mãe brasileira, repartirá entre os dois países a sua vocação literária. Veio para o Brasil em 1893, iniciando a sua vida literária colaborando em jornais.
Sua primeira publicação, o romance naturalista A Mulata, 1896, sobre o baixo mundo do Rio de Janeiro, cuja personagem principal é uma prostituta, foi recebido violentamente pela crítica, pois foi considerado um insulto para a época. Alguns o adjetivaram de livro infame e enxurrada de lama.
Com a reação desfavorável, o autor voltou para Portugal, onde ingressou na política. Foi monarquista militante e com o advento da República Portuguesa (1910), exilou-se voluntariamente no Brasil, onde viveu até 1935. Fundou e dirigiu a famosa revista carioca O Cruzeiro. Quando do seu retorno, em 1910, a comunidade portuguesa do Rio ofereceu-lhe na Confeitaria Colombo, um jantar de homenagem e de desagravo pelas hostilidades ocorridas quando da publicação do seu primeiro e polêmico romance. Compareceram políticos, escritores e e representantes da classe conservadora, todos vaiados por um grupo de jornalistas, poetas e jovens intelectuais na entrada do restaurante, incluíndo Rui Barbosa.
Abandonou posteriormente a ficção e passou para a historiografia e temas cívicos e políticos. Escreveu a monumental História da Colonização Portuguesa do Brasil, 1921, que dirigiu com reconhecida maestria, em que confluíram o realismo historicista e o neo-romantismo nacionalista.
Deputado entre 1897 e 1910, foi membro-correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo a Eça de Queiroz. É considerado um dos maiores e mais talentosos escritores portugueses da geração seguinte do autor de O primo Basílio. Foi romancista, contista e cronista.
Obras
• 1896 - A Mulata, romance e novela
• 1902 - A Paixão de Maria do Céu, romance e novela
• 1907 - A Vencida, conto
• 1895 - Cenários, romance e novela
• 1897 - Corações de Todos, teatro
• 1913 - Inimigos, teatro
• 1900 - O Filho das Ervas, romance e novela
• 1905 - O Grande Cagliostro, romance e novela
• 1901 - Os Teles de Albergaria, romance e novela
• 1964 - Pensadores brasileiros, biografia
• Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 11/09 às 02:13 AM
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A ARTE
Imagem ilustrativa da autoria de Leo Longanesi
«L’arte è un appello al quale troppi rispondono senza essere stati chiamati.»
Leo Longanesi
Publicado por Violeta Teixeira em 11/09 às 01:48 AM
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Quinta-feira, 10 Setembro, 2009
SABEDORIA-CRIATIVIDADE-HUMILDADE
«Descobrirás que não és a primeira pessoa a quem o comportamento humano alguma vez perturbou, assustou ou mesmo enojou. Não estás de modo nenhum sozinho nesse ponto, e isso deve servir-te de incitamento e de estímulo. Muitos, muitos homens se sentiram tão perturbados, moralmente e espiritualmente, como tu estás agora. Felizmente, alguns deles deixaram memórias dessa perturbação. Hás-de aprender com eles… se quiseres aprender. Tal como um dia, se tiveres alguma coisa para dar, alguém há-de aprender contigo. É um belo tratado de reciprocidade. E isto não é instrução. É história. É poesia.
(...) Não estou a tentar dizer-te que só os homens instruídos e com estudos estão preparados para dar alguma coisa ao mundo. Não é verdade. Mas afirmo que os homens instruídos e com estudos, se, para começar, forem inteligentes e criativos, o que infelizmente, raramente acontece, tendem a deixar atrás deles memórias mais valiosas do que os homens simplesmente brilhantes e criativos. Tendem a exprimir-se mais claramente, e normalmente têm a paixão de seguir os seus próprios pensamentos até ao fim. E, o que é mais importante, nove em cada dez vezes são mais humildes do que os pensadores sem estudos. (...)»
J.D.Salinger, in ‘À Espera no Centeio’
Jerome David Salinger, é um escritor norte-americano, nascido em 1 de Janeiro de 1919, em Manhatan, Nova York, filho de pai judeu de origem polaca e mãe de origem escocesa-irlandesa.
Sua obra mais conhecida é o romance “The Catcher in the Rye” ("O Apanhador no Campo de Centeio” no Brasil e “À Espera no Centeio” em Portugal), obra publicada em 1951 nos Estados Unidos.
Estabelecido em Manhattan, New York, Salinger começou escrevendo ainda na escola secundária, e publicou vários contos no início da década de 1940, antes de servir na II Guerra Mundial. Em 1948, ele escreve o seu primeiro conto aclamado pela crítica, “Um dia ideal para o Peixe-Banana”, publicado na revista New Yorker, que seria o local onde saíriam mais outros contos seus nos anos seguintes. Em 1951, publica seu primeiro romance, “O Apanhador no Campo de Centeio”, que torna-se um sucesso imediato. Sua descrição da alienação da adolescência e da inocência perdida através do seu protagonista, Holden Caulfield, serviu de influência para toda uma geração de novos leitores, especialmente adolescentes. O livro continua tendo uma vendagem estimada em 250 mil cópias por ano.
O sucesso de “O Apanhador no Campo de Centeio” chamou atenção do público para Salinger, que, a partir de então, torna-se recluso, publicando menos do que antes. Os livros que se seguem ao Apanhador são: “Nove Histórias” (Nine Stories), de 1953, um apanhado de nove contos publicados na revista New Yorker entre 1948 e 1953; “Franny & Zooey”, de 1961, que consiste de duas novelas curtas, “Franny” e “Zooey”; e “Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira e Seymour, uma Introdução”, de 1963, que também reúne duas novelas de Salinger. Estes três livros tem histórias em que são personagens principais a Família Glass, constituída por Buddy (espécie de alter-ego do escritor), Seymour, Boo Boo, Franny e Zooey Glass, todos irmãos. Seu último trabalho publicado, uma novela intitulada “Hapworth 16, 1924”,apareceu na New Yorker em 19 de junho de 1965.
Depois disso, Salinger continuou recluso, aparecendo esporadicamente na Imprensa. No final dos anos 90, são publicadas duas obras de memórias de pessoas próximas à Salinger; Joyce Maynard, sua ex-amante, e Margareth Salinger, sua filha. Em 1996, um pequeno editor americano anunciou um acordo com Salinger para a publicação de sua última novela,"Hapworth 16, 1924”, em forma de livro, mas alguns problemas adiaram o lançamento da obra indefinidamente. “Hapsworth” foi escrita como uma carta de Seymour Glass, então com 7 anos, para sua família. Seria o desfecho da saga da Família Glass, também presente nos livros anteriores de Salinger.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 10/09 às 12:43 AM
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GÉNIO
«O pior que pode acontecer a um génio é ser compreendido.»
Longanesi, L.
Leo Longanesi
Leo Longanesi (Bagnacavallo, Ravenna, 30 de agosto de 1905 - Milano, 27 de setembro de 1957), foi um gráfico, pintor, escritor, humorista, jornalista e editor.
Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.
«Bagnacavallo (Ravenna) 1905 - Milano 1957 ;
grafico, pittore, letterato, editore
Laureato in giurisprudenza a Bologna, inizia a lavorare come giornalista; fonda e dirige “E’ permesso”, “Il Toro”, “L’Italiano” (1926-1942), “Omnibus” (1937-39), quest’ultimo notevole anche per essere il primo settimanale italiano a rotocalco; collabora con Mino Maccari a “Il Selvaggio” e aderisce al movimento letterario di “Strapaese”."L’Italiano", la più importante delle avventure editoriali di Longanesi, nasce nel momento in cui è più vivace il dibattito sull’arte nei suoi rapporti con il Regime. La posizione di Longanesi è nettamente contraria a un’arte “fascista”: “Si sappia che l’arte fascista non deve esistere, Dio scampi e liberi dagli archi di trionfo, dai fasci coi festoni, dalle piacentinate o dalle brasinate”. Questo attegiamento è tipico di un intellettuale, che pur essendo fascista fino al midollo (è suo l’apoftegma “Mussolini ha sempre ragione” e il Vademecum del perfetto fascista, 1926) si opponeva all’opportunismo, alla mediocrità, al perbenismo bacchettone di molta cultura del tempo, alla quale la sua graffiante e disorganica ironia, l’apertura mentale e la vivacità culturale, si contrappongono in una sorta di “fascismo di sinistra”.
Il Longanesi disegnatore, si colloca tra Giorgio Morandi (suo amico e “consigliere"), Mino Maccari, gli esempi storici di Daumier, Toulouse-Lautrec, Grosz. Preferisce affidare il suo estro a una miriade di foglietti e annotazioni volanti e nella sua copiosissima produzionesi ricollega anche alla tradizione della stampa popolare italiana dei lunari, almanacchi, libri dei sogni, carte da gioco e così via. Della sua attività espositiva ricordiamo la mostra alla Galleria del Selvaggio a Firenze (1927); la partecipazione alla II Mostra del Novecento italiano a Milano (1929); la Mostra del decennale della rivoluzione fascista di Roma (1932); la I e II Quadriennale (1931 e ‘35); la XIX Biennale di Venezia (1934); la Mostra del disegno italiano a Berlino (1937). Nel 1941 tiene un’importante personale alla Galleria Barbaroux di Milano.»
Dopo la guerra fonda e dirige l’omonima casa editrice, Nel 1950 fonda “Il Borghese"e “Oggi"»
http://www.nonsolobiografie.it/biografia_leo_longane...
Publicado por Violeta Teixeira em 10/09 às 12:21 AM
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Terça-feira, 08 Setembro, 2009
O HOMEM VULGAR…
«O homem vulgar, por mais dura que lhe seja a vida, tem ao menos a felicidade de a não pensar.»
Bernardo Soares, in “Livro do Desassossego”
Publicado por Violeta Teixeira em 08/09 às 12:22 AM
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Domingo, 06 Setembro, 2009
HUMÍLIMA HOMENAGEM
Obra da autoria de João Vieira
João Vieira, 1934-2009
Desaparece um artista multifacetado e multidisciplinar, cuja pintura encontrou uma especificidade na relação da linguagem escrita com a cor. João Vieira tinha 75 anos.
Luiz Carvalho João Vieira, que morreu hoje vítima de complicações cardíacas, era conhecido pelo pintor que pintava letras. Na verdade, foi muito cedo que o artista se rendeu ao fascínio do valor visual do alfabeto, prosseguindo com ele um trabalho exaustivo que sempre aflorou na sua pintura e que é igualmente visível na escultura e no design gráfico que também praticou, nomeadamente para o teatro, arte com a qual teve particular envolvimento (foi também cenógrafo e encenador). Ao mesmo tempo, foi também um dos pioneiros, em Portugal, no início dos anos setenta, nos campos artísticos da performance e instalação.
Nascido em Vidago, Trás-os-Montes, participou pela primeira vez numa colectiva em 1956 e expôs individualmente três anos depois na Galeria Diário de Notícias. Em Paris desde o final dos anos 50, tomaria parte numa das mais interessantes aventuras artísticas colectivas da arte portuguesa do Século XX ao integrar o grupo KWY ao lado de artistas como Lurdes de Castro, René Bertholo, Costa Pinheiro, José Escada, Gonçalo Duarte, Jan Voss ou Christo.
Um bom número de trabalhos seus desses anos pôde ser visto na exposição de revisitação do grupo KWY realizada no CCB em 2001, sob comissariado de Margarida Acciaiuoli. Nas décadas seguintes continuou a expor com regularidade, ora individualmente (Galeria Valbom), ora integrado em mostras colectivas. Mais recentemente, encontrava-se a preparar uma exposição para a Cordoaria Nacional.
In EXPRESSO
O6-09-2009
« O seu corpo está no Palácio das Galveias e parte para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado às 17h30.»
Ana Maria Ribeiro
Publicado por Violeta Teixeira em 06/09 às 09:19 PM
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FAÇO DO SILÊNCIO O SÍTIO SEGURO…
Obra pictórica de Francis Picabia
Faço do silêncio o sítio seguro,
Onde me abrigo dos desencontros
Dos astros. Onde teço e desteço
O casulo. Onde oiço o murmuro rumor
Do regato pleno de sentido. Escrevo,
Por isso, o silêncio, no rebordo do vazio.
Renasço no sumo lúcido do Verbo,
Digo do corpo, mas ignoro os gostos
De Epicuro, junto do meu gato,
Lambendo o pêlo ralo e sem brilho,
Com um carinho comovente. Afago-o,
Como aos versos, que fluem do silêncio,
E em nada obedecem a ensinamentos
Resignados, estóicos ou outros do mesmo
Género. Digo do corpo erótico. Digo da boca,
Do beijo ávido, do abraço em chamas.
Prolongo, perversa, o gozo do poema.
Violeta Teixeira, inédito.
Publicado por Violeta Teixeira em 06/09 às 12:15 PM
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O ÉGOISMO
Registo fotográfico da Violeta Teixeira/ PANDORA, OLHARES.com
O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.
José Saramago
Data: 20090811
Fonte: Diário de Notícias
Publicado por Violeta Teixeira em 06/09 às 01:07 AM
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