Terça-feira, 30 Junho, 2009
PERDA
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira, inédito
«Precisamos de tentar chegar ao ponto de ver o que possuímos exactamente com os mesmos olhos com que veríamos tal posse se ela nos fosse arrancada. Quer se trate de uma propriedade, de saúde, de amigos, de amantes, de esposa e de filhos, em geral percebemos o seu valor apenas depois da perda. Se chegarmos a isso, em primeiro lugar a posse irá trazer-nos imediatamente mais felicidade; em segundo lugar, tentaremos de todas as maneiras evitar a perda, não expondo a nossa propriedade a nenhum perigo, não irritando os amigos, não pondo à prova a fidelidade das esposas, cuidando da saúde das crianças etc.
Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: ‘Como seria se fosse meu?’, e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: ‘Como seria se eu o perdesse?’»
Arthur Schopenhauer, in ‘A Arte de Ser Feliz’
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:28 AM
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BATALHA DE SOMME
Registo fotográfico de António Costa, Olhares. com
Batalha do Somme
A Batalha do Somme, também conhecida como Ofensiva do Somme, foi travada entre julho a novembro de 1916, sendo considerada uma das maiores batalhas da Primeira Guerra Mundial. Tratou-se de uma ofensiva anglo-francesa, com o objetivo de romper as linhas de defesa alemãs, ao longo de 12 milhas (19 km), estacionadas na região do Rio Somme (França). As baixas foram elevadíssimas para ambos os lados, sobretudo para a Grã-Bretanha, ainda mais pelo fato de o objetivo não ter sido atingido. Em verdade, a Ofensiva do Somme foi concebida para ser uma manobra secundária, cujo objetivo era desafogar o peso das forças alemãs sobre Verdun, palco dos combates mais violentos até então. No entanto, a violência dos combates no Somme fez com que as perdas para ambos os lados ultrapassasse as perdas de Verdun. A infantaria dos Aliados enfrentou um pesadelo de granadas, fogo de metralhadoras, arame farpado, lama, mas, em vinte dias de luta, não conseguiu avançar mais do que 8 km, porquanto os alemães encontravam-se em posição de vantagem no terreno, estrategicamente entrincheirados, quando se deu o ataque principal na frente norte do Rio Somme. Essa vantagem foi decisiva para o desfecho do confronto. Se Verdun tornou-se um ícone que afetaria a consciência nacional da França, o Somme teria o mesmo efeito em gerações de cidadãos britânicos. A batalha é mais lembrada pelo seu primeiro dia, 1 de Julho de 1916, data em que os britânicos sofreram 57.470 baixas (19.240 mortos),considerado o mais sangrento dia na história do Exército britânico. Pela primeira vez, a sociedade britânica foi exposta aos horrores da guerra moderna, com o lançamento, em agosto, do filme A Batalha de Somme, que utilizava vídeos reais, a partir do primeiro dia da batalha. Com mais de 1,2 milhão de vítimas (entre mortos e feridos), em cinco meses de combate, foi uma das operações militares mais violentas da História da humanidade. E, levando-se em conta os ganhos territoriais (cerca de 300 quilômetros quadrados), foi, decerto, uma das mais inúteis. Nunca em toda a história militar tantos pereceram por tão pouco. A batalha também marcou a estréia dos tanques de guerra. J. R. R. Tolkien autor do Senhor dos Anéis, lutou como subtenente no II Batalhão de Fuzileiros de Lancashire e serviu como oficial de sinais de seu batalhão.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:19 AM
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SOBREVIVE…
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com
Sobrevive confinada
A uma sebe de
Fiadas de perdas.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:09 AM
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Segunda-feira, 29 Junho, 2009
ARTISTA
Trabalho fotográfico de rattus, Olhares.com
Embora o artista em todos os períodos da sua vida permaneça mais próximo da infância, para não dizer mais fiel do que o homem especializado na realidade prática, muito embora se possa afirmar que ele, ao contrário deste último se mantém continuamente no estado sonhador e puramente humano da criança brincalhona, o caminho que transpõe a partir dos primórdios intactos até às fases tardias, jamais imaginadas do seu devir, é infinitamente mais longo, mais aventuroso, mais emocionante para o espectador, do que o do homem burguês, para o qual a reminiscência de também ter sido criança em outros tempos nunca fica tão prenhe de lágrimas.
Thomas Mann, in “Doutor Fausto”
Publicado por Violeta Teixeira em 29/06 às 01:48 AM
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Domingo, 28 Junho, 2009
VIAJEI DE UM CORPO PARA OUTRO…
Registo fotográfico de Violeta Teixeira, inédito
Viajei de um corpo para
Outro. Aqui estou. Só.
Presto culto à imensidão
Do céu e da água: vagas
Fugidias, areias movediças,
Vagamente mestiçadas
De vermelho e ocre,
Dunas esvaídas, ao ritmo
Das marés, ou melhor, da
Temperatura do sangue
Das luas.
Brisas bêbedas de sol e de sal
Roçam, lascivas, os corpos
Que o Inverno exilou destas
Paragens secretas, e todas as
Promessas de amor foram
Rasuradas.
Súbita síntese, cerzida
De pontas de fios finos,
Quebradiços. A vida. A vida.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 11:48 PM
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«A DUALIDADE DO SIMBOLISMO»
Trabalho fotográfico de Hugo Tinoco, Olhares.com
Um símbolo contém uma verdade e uma inverdade, indestrinçáveis para o sentimento. Se o tomarmos tal como é e o configurarmos através dos sentidos e à imagem da realidade, nascem daí o sonho e a arte; mas entre estes e a vida real e plena ergue-se uma parede de vidro. Se o apreendermos com a razão e separarmos o que não coincide do que coincide perfeitamente, nascem daí a verdade e o conhecimento, mas arruinamos o sentimento. À semelhança daquelas estirpes de bactérias que dividem em duas partes a matéria orgânica, a espécie humana fragmenta em duas a condição vital primordial do símbolo: a matéria sólida da realidade e da verdade, e a atmosfera vítrea da intuição, da fé e do artefacto. Parece não haver uma terceira possibilidade; mas quantas vezes algo de incerto acaba por ser desejado, se não metermos muito a reflexão no caso!
Robert Musil, in ‘O Homem sem Qualidades’
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 03:12 AM
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TENHO TODO O TEMPO…
Imagem ilustrativa da autoria de NOZOLINO
Tenho todo o tempo
Que não tenho.
Vivo-me ou
Me desvivo,
Não no presente,
Que não há,
Mas tão-só
No momento a
Momento.
Em cada ensaio
De voo
Quebrado,
Enluta-se-me
Todo
O Universo.
Violeta Teixeira, in PARTOS DE PANDORA, Magno Edições, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 03:01 AM
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IDEALISMO
O Idealismo é uma corrente filosófica que emergiu apenas com ao advento da modernidade, uma vez que a posição central da subjectividade é fundamental. Seu oposto é o materialismo.
Tendo suas origens a partir da revolução filosófica iniciada por Descartes e o seu cogito, é nos pensadores alemães que o Idealismo está em geral associado, desde Kant até Hegel, que seria talvez o último grande idealista da modernidade. Muitos, ainda, acreditam que a teoria das idéias de Platão é historicamente o primeiro dos idealismos, em que a verdadeira realidade está no mundo das idéias, das formas inteligíveis, acessíveis apenas à razão.
[editar]Definição de idealismo
É muito difícil resumir o pensamento idealista, uma vez que há divergências de perspectivas teóricas entre os filósofos idealistas. De todo modo, podemos considerar primado do EU subjetivo como central em todo idealismo, o que não significa necessariamente reduzir a realidade ao pensamento. Assim, na filosofia idealista, o postulado básico é que Eu sou Eu, no sentido de que o Eu é objecto para mim (Eu). Ou seja, a velha oposição entre sujeito e objecto se revela no idealismo como incidente no interior do próprio eu, uma vez que o próprio Eu é o objecto para o sujeito (Eu). “O idealismo tem elementos em comum com o preconceito, ou seja, sempre pensar no ideal. Mas na sociedade humana não deveria existir ‘o ideal’, pois todos nós somos diferentes e isso faz a evolução da sociedade ser maior. O ideal, então, é a mistura das diferenças”, segundo Rodrigo Silva Ferreira. s.m. (1833 RevPhil 62)
1. fil. Qualquer teoria filosófica em que o mundo material, objetivo, exterior só pode ser compreendido plenamente a partir de sua verdade espiritual, mental ou subjetiva. Seus opostos seriam representados pelo realismo (’na filosofia moderna’
e materialismo;
1. fil. No sentido ontológico, doutrina filosófica, cujo exemplo mais conhecido é o platonismo, segundo a qual a realidade apresenta uma natureza essencialmente espiritual, sendo a matéria uma manifestação ilusória, aparente, incompleta, ou mera imitação imperfeita de uma matriz original constituída de formas ideais inteligíveis e intangíveis;
2. p.ext. fil. No sentido gnosiológico, tal como ocorre esp. no kantismo, teoria que considera o sentido e a inteligibilidade de um objeto de conhecimento dependente do sujeito que o compreende, o que torna a realidade cognoscível heterônoma, carente de auto-suficiência, e necessariamente redutível aos termos ou formas ideais que caracterizam a subjetividade humana;
3. p.ext. ét. No âmbito prático, cujo exemplo mais notório é o da ética kantiana, doutrina que supõe o caráter fundamental dos ideais de conduta como guias da ação humana, a despeito de uma possível ausência de exeqüibilidade integral ou verificabilidade empírica em tais prescrições morais.
2. Propensão a idealizar a realidade ou a deixar-se guiar mais por ideais do que por considerações práticas;
3. estét. lit. Teoria ou prática que valoriza mais a imaginação do que a cópia fiel da natureza. Seu oposto seria o realismo.
Idealismo absoluto: Doutrina idealista inerente ao hegelianismo, caracterizada pela suposição de que a única realidade plena e concreta é de natureza espiritual, sendo a compreensão materialística ou sensível dos objectos um estágio pouco evoluído e superável no paulatino desenvolvimento cognitivo da subjectividade humana.
Idealismo dogmático: Idealismo, especialmente o berkelianismo, que se caracteriza por negar a existência dos objetos exteriores à subjetividade humana [Termo cunhado pelo filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) para designar uma orientação idealista com a qual não concorda.]. Seu oposto seria o idealismo transcendental.
Idealismo imaterialista: Idealismo defendido por Berkeley (1685-1753) que, partindo de uma perspectiva empirista, na qual a realidade se confunde com aquilo que dela se percebe, conclui que os objetos materiais reduzem-se a idéias na mente de Deus e dos seres humanos; berkelianismo, imaterialismo.
Idealismo transcendental (também chamado formal ou crítico): Doutrina kantiana, segundo a qual os fenômenos da realidade objectiva, por serem incapazes de se mostrar aos homens exactamente tais como são, não aparecem como coisas-em-si, mas como representações subjectivas construídas pelas faculdades humanas de cognição. Seu oposto seria o idealismo dogmático.
¤ etim fr. idéalisme (1749) ‘sistema filosófico que aproxima do pensamento toda existência’, (1828) ‘concepção estética na qual se deve buscar a expressão do ideal acima do real’, (1863) ‘atitude que consiste em subordinar o pensamento e a conduta a um ideal’, do fr. idéal + -isme; cp. port. ideal + -ismo; ver ide(o)- (Houaiss)
In WIKIPÉDIA
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 02:55 AM
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Sexta-feira, 26 Junho, 2009
ORIGINALIDADE
Registo fotográfico de Jorge Martinho, Olhares.com
«A Originalidade é Antitética à Novidade
Arte, música e literatura significativas não são novas, como são, como se esforçam por ser, as notícias dadas pelo jornalismo. A originalidade é antitética à novidade. A etimologia da palavra alerta-nos. Fala de «início» e de «instauração» de um regresso, em substância e em forma, ao início. Directamente relacionadas com a sua originalidade e com a sua força de inovação espiritual-formal, as invenções estéticas são «arcaicas». Trazem em si o pulsar de uma fonte distante.»
George Steiner, in ‘Presenças Reais’
Publicado por Violeta Teixeira em 26/06 às 01:18 AM
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ANARQUIA
«Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola.»
Pessoa , Fernando, in “O Eu Profundo”
Publicado por Violeta Teixeira em 26/06 às 01:10 AM
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DESEJO-TE…
Autoria?
Lábios,
De um vermelho
Lânguido e líquido,
Lavram valas
De lavas, no abismo
Do te desejo.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 26/06 às 12:15 AM
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Quinta-feira, 25 Junho, 2009
SÊ-LO-Á?
Registo fotográfico de rattus, Olhares.com
«talvez tenhamos uma resistência invencível em acreditar no passado, na história, a não ser sob a forma de mito. pela primeira vez, a fotografia acaba com essa resistência: o passado é, a partir de agora, tão seguro como o presente, aquilo que se vê no papel é tão real como aquilo que se toca. é o advento da fotografia - e não, como foi dito, o do cinema, que partilha a história do mundo.»
(...)
«a câmara clara» [edições 70, 2008, pág. 98] - Roland Barthes
Publicado por Violeta Teixeira em 25/06 às 12:52 AM
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Quarta-feira, 24 Junho, 2009
VONTADE
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com
«Tudo vence uma vontade obstinada, todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir a missão que a si próprio se impôs. Atento ao mundo exterior, para que não falte nenhuma oportunidade de pôr em prática o pensamento que o anima, não deixa que ele o distraia da tensão interna que lhe há-de dar a vitória; tem os dotes do político e os dotes do artista, quer modelar o mundo segundo o esquema que ideou. Não se trata, claro, de um triunfo pessoal; em história da cultura não há triunfos pessoais; ou a vontade é pura e generosa, nitidamente orientada ao bem geral, ou mais cedo, mais tarde, se há-de quebrar contra vontades de progresso mais fortes que ela. Que o querer tenha sua origem e seu apoio em coração aberto à nobreza, à beleza e à justiça; de outro modo é apenas gume fino e duro de faca; por isso mesmo frágil, na sua aparente penetração e resistência. Vontade inteligente, e não manhosa, altruísta, e não virada ao sujeito, pedagógica, e não sedenta de domínio; a esta pertencem os séculos por vir: é a voz a que surgem; a outra estabelece os muros que ainda tentam defender o passado.»
Agostinho da Silva, in ‘Considerações’
Publicado por Violeta Teixeira em 24/06 às 02:44 AM
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DA VIDA…
Registo fotográfico da autoria de rattus, Olhares.com
Esmigalham-me os mitos, a magia
Dos signos móveis, o fantasmático
Da imaginação, gosto feérico dos lumes
Vermelhos nos olhos dos astros, a mania
Do requinte esquisito das imagens, do rebuscado
Raffiné das metáforas desmesuradas, das
Antíteses hiperbólicas, do oxímoro, da ambivalência
Do meus egos ramificados, em floração explosiva,
Da arrumação concertada e desconcertante
Das múltiplas vozes que me não conhecem, mas me
Abordam nas esquinas mais escusas dos poemas,
E me arrastam, compulsivas, pelos bas-fonds
Da depravação anilada de componentes
Aceitáveis, agradáveis, irresistíveis, como
Cerejas ou morangos, sementes de papoulas
Vermelhas ou cigarros de cannabis, com chocolate
Nos lábios, cognac nos mamilos, ou sangues
Escorrentes nas pernas que se oferecem,
Lascivas, nos passeios libérrimos da escrita .
Pernas beijadas com furores loucos e mansos,
Na borda das crateras das luas cheias,
Para júbilo dos sóis, amanhecidos em charcos
De sémen ou em farrapos brancos de nuvens.
Tudo se me esmigalham os predadores do sonho,
Da volúpia, da violência, da seiva, do sangue.
Da erotomania da escrita. Da
Sobrevivência alternartiva. Da vida.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 24/06 às 02:31 AM
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A FOTOGRAFIA…
Registo fotográfico de Alberto Korda
«A Fotografia está no olho do fotógrafo.»
Alberto Korda
Alberto Díaz Gutiérrez, conhecido como Alberto Korda, (Havana, 14 de setembro de 1928 — Paris, 25 de maio de 2001) foi um fotógrafo cubano que se tornou mundialmente conhecido por Guerrillero Heroico, retrato que fez de Che Guevara.
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«Korda começou a fotografar oferecendo seus serviços em festa de batismo, casamentos e festas. Tempos depois, abriu um estúdio em Havana onde passou a se dedicar à fotografia publicitária e de moda. Declarou que se dedicou a tal trabalho apenas para conhecer mulheres bonitas. Sua segunda mulher foi, de fato, uma modelo.
Certo dia, Korda viu uma menina cubana fazendo uma saia improvisada de papel para vestir uma boneca; percebeu que a boneca era apenas um pedaço de madeira e, sensibilizado, resolveu unir-se ao ideal revolucionário que prometia acabar com aquele tipo de injustiça social. Assim sendo, se tornou fotógrafo oficial de Fidel Castro após a revolução cubana.
Sua fama aconteceu quase por acaso. A fotografia quase acidental de Che Guevara tornou-se uma das fotos mais reproduzidas de todos os tempos. Korda fez uma tomada vertical e outra horizontal. As duas fotos não ficaram tão famosas imediatamente. Foi preciso que um italiano de nome Giangiacomo Feltrinelli recortasse as laterais da tomada horizontal e espalhasse pôsteres de Che Guevara após sua morte nas selvas bolivianas em 1967. A partir daí, a imagem correu mundo e tem sido fonte de inspiração para muitos artistas. Alberto Korda nunca recebeu qualquer tipo de remuneração pelas fotos e nunca empenhou-se em receber. Dizia que sua intenção ao não fazê-lo era espalhar os ideais revolucionários da luta de Guevara.
A cena imortalizada em Guerrillero Heroico percorreu no dia 5 de março de 1960. Korda fotografava para o jornal cubano Revolución. Ao lado de várias autoridades cubanas, numa tribuna, Guevara participava de um memorial às vítimas de uma explosão de barco que matara 136 pessoas. Foram apenas 45 segundos para o fotógrafo perceber que tinha imortalizado uma bela expressão. Jamais preveria, no entanto, que se transformaria no autor do mais forte ícone dos movimentos de esquerda de todo o mundo. A imagem só se popularizou porque um artista plástico irlandês, Jim Fitzpatrick, criou uma estampa em monotipia baseada na foto e colocou-a em domínio público (no que hoje se chamaria decopyleft).(…)»
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 24/06 às 01:55 AM
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