Sábado, 28 Fevereiro, 2009
RAZÃO
Trabalho fotográfico da autoria de MARIAH, Olhares.com
«Uma verdade só o é quando sentida - não quando apenas entendida. Ficamos gratos a quem no-la demonstra para nos justificarmos como humanos perante os outros homens e entre eles nós mesmos. Mas a força dessa verdade está na força irrecusável com que nos afirmamos quem somos antes de sabermos porquê.
Assim nos é necessário estabelecer a diferença entre o que em nós é centrífugo e o que apenas é centrípeto. Nós somos centrifugamente pela irrupção inexorável de nós com tudo o que reconhecido ou não - e de que serve reconhecê-lo ou não? - como centripetamente provindo de fora, se nos recriou dentro no modo absoluto e original de se ser.
Só assim entenderemos que da «discussão» quase nunca nasça a «luz», porque a luz que nascer é normalmente a de duas pedras que se chocam. Da discussão não nasce a luz, porque a luz a nascer seria a que iluminasse a obscuridade de nós, a profundeza das nossas sombras profundas.
Decerto uma ideia que nos semeiem pode germinar e por isso as ideias é necessário que no-las semeiem. Mas a sua fertilidade não está na nossa mão ou na estrita qualidade da ideia semeada, porque o que somos profundamente só se altera quando isso que somos o quer - e não quando nós o deliberamos. Assim nasce um desencontro quantas vezes entre a mecânica dos nossos raciocínios e a verdade que em nós já é morta. No hábito dos gestos, as mãos tecem ainda na exterioridade de nós a plausibilidade do que em nós já não é plausível. Então nos é necessário substituirmos toda a aparelhagem de que nos servíriamos e já não serve. Surpresos olhamos quem fomos porque já nos não reconhecemos.
Atónitos perguntamos como foi possível?, quando, onde, porquê?, ao espanto da nossa transfiguração, ao incrível da cilada que nós próprios nos armámos, mesmo quando foi a vida que a armou; porque tudo quanto é da vida, e dos outros, e dos mil aconteciemntos que quisermos, só existe eficaz e real quando abre em evidência na profundidade de nós. Como aceitar assim a força da razão, se a força dela está onde ela não está?»
Vergílio Ferreira, in ‘Invocação ao Meu Corpo’
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 01:09 PM
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SABEDORIA
«A sabedoria da vida é sempre mais profunda e mais vasta do que a sabedoria dos homens.»
Gorky, Máximo
Máximo Gorki (Максим Горький
, pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov (em russo, Алексей Максимович Пешков
(Nijni Nóvgorod,28 de março de 1868 – Moscou, 18 de junho de 1936), foi um famoso escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstoi, e a nova geração de escritores soviéticos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 12:54 PM
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O SONO É SONHO ADIADO…
Registo fotográfico de Bill Brandt
O sono é sonho adiado,
Nos pulsos do pêndulo,
Nos veios dos blocos do tempo,
Sem tempo mesurado.
Oiço o canto de pássaros, canto
Em que não creio, porque, se canto
Fosse, o sono adiado, seria
Embalado como um berço,
Fechar-me-ia os olhos do medo,
Levar-me-ia, nos braços,
Para o descanso desejado.
Silenciou-se o falso canto,
Amado pelos poetas boémios.
Também o sou, mas não creio,
Salvo, se me soasse eufónico,
Salvo, se no bico dos pássaros,
Houvesse o gosto a salivas de amor.
Por isso, insone e só silenciei-o.
Como? Terei quebrado os ramos?
Ter-me-ei fissurado os pulsos,
Com golpes desfocados? Nulo
Desvio, por certo, porque não busco
Foco algum, mas fogo no começo
De cada verso, fogo no poema, fogo
No todo. Fogo ignorado do fotógrafo,
Que me não sou, mas amo no Outro.
O silêncio escoa-me num lago mudo
E rubro. Delicio-me. Naufrago.
Não me interrogo! O tempo, esse,
Imobilizou-se no pêndulo do sangue.
Eternizou-se. Bebo o que restou…
Se algo restou do espumante…
E os pássaros? O silêncio os devorou?
Ou o meu medo? Que sei eu? Exangue,
No canto… Concluo o inacabado.
Antes, direi, «malgré ça», que fantasio
Uma chuva, que me não chove
Na vulva ou no ventre. Exangue,
Como fantasio um cacho de olhos,
Num rosto? Como fantasio um phallós,
Com uvas maduras, mas, para todo
O sempre, adiado o sumo na boca, com cio?
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 12:27 PM
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Quarta-feira, 25 Fevereiro, 2009
«FELICIDADE E ALEGRIA»
Imagem ilustrativa da autoria de Eugene Smith
Não creio que se possa definir o homem como um animal cuja característica ou cujo último fim seja o de viver feliz, embora considere que nele seja essencial o viver alegre. O que é próprio do homem na sua forma mais alta é superar o conceito de felicidade, tornar-se como que indiferente a ser ou não ser feliz e ver até o que pode vir do obstáculo exactamente como melhor meio para que possa desferir voo. Creio que a mais perfeita das combinações seria a do homem que, visto por todos, inclusive por si próprio, como infeliz, conseguisse fazer de sua infelicidade um motivo daquela alegria que se não quebra, daquela alegria serena que o leva a interessar-se por tudo quanto existe, a amar todos os homens apesar do que possa combater, e é mais difícil amar no combate que na paz, e sobretudo conservar perante o que vem de Deus a atitude de obediência ou melhor, de disponibilidade, de quem finalmente entendeu as estruturas da vida.
Os felizes passam na vida como viajantes de trem que levassem toda a viagem dormindo; só gozam o trajecto os que se mantêm bem despertos para entender as duas coisas fundamentais do mundo: a implacabilidade, a cegueira, a inflexibilidade das leis mecânicas, que são bem as representantes do Fado, e cuja grandeza verdadeira só se pode sentir bem no desastre; é quando a catástrofe chega que a fatalidade se mede em tudo o que tem de divino, e foi pena que não fosse esta a lição essencial que tivéssemos tirado da tragédia grega; como pena foi que só tivéssemos olhado o fatalismo dos árabes pelo seu lado superficial.
Por outra parte, é igualmente na desgraça que se mede a outra grande força do mundo, a da liberdade do espírito, que permite julgar o valor moral no desastre e permite superar, pelo seu aproveitamento, o toque do fatal; não creio que Prometeu estivesse alguma vez verdadeiramente encadeado: talvez o estivesse antes ou depois da prisão; mas era realmente um espírito de liberdade e um portador de liberdade o que, agrilhoado a montanha, se sentiu mais livre ainda; porque podia consentir ou não no desastre, superá-lo ou não, ser alegre ou não. E este ser alegre não significa de modo algum a alegria daquele tipo americano de «Quebre uma perna e ria»; acho que eram muito mais alegres as pragas dos velhos soldados de Napoleão. No fundo é o seguinte: é necessário, ajudando a realizar o homem no que tem de melhor, que a mesma energia que se revelou pela física no mundo da extensão, se revele pelo espírito no mundo do pensamento e domine a primeira vaga de energia, como onda rolando sobre onda mais alto vai. E mais ainda: que pelo momento de infelicidade, o que não poderá nunca suceder no caso da felicidade, entenda o homem como as duas espécies ou os dois aspectos de energia se reúnem em Deus. Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação.
Agostinho da Silva, in ‘Textos e Ensaios Filosóficos’
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 02:02 AM
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MORTE DO ESCULTOR E PROFESSOR LAGOA HENRIQUES
Estátua de Fernando Pessoa da autoria de Lagoa Henriques
O escultor Lagoa Henriques faleceu ontem à noite em Lisboa aos 85 anos de idade, de doença prolongada, informou hoje fonte da sua família.
O féretro de Lagoa Henriques, autor da escultura representativa do poeta Fernando Pessoa que se encontra na esplanada do Café Brasileira, no Chiado, em Lisboa, estará a partir de hoje em câmara ardente no seu atelier em Belém, também em Lisboa, a partir das 18h00 e até às 23h00, com funeral marcado para segunda-feira no Cemitério da Ajuda, às 10h30.
Mestre e motivador de sucessivas gerações de criadores artísticos, autor de desenhos e esculturas notáveis, poeta, conferencista e coleccionador de peças tão diversas como pinturas, conchas, livros, troncos de árvores e outros acervos, segundo o seu site na Internet, Lagoa Henriques “deixa um vazio” no círculo em que se movimentava.
Lagoa Henriques deixa uma obra marcada pela transfiguração das formas clássicas através do contacto directo com as pessoas, a cidade e a natureza. Exemplo emblemático dessa ligação das formas eruditas ao quotidiano é a estátuta que criou de Fernando Pessoa, sentado a uma mesa do Café A Brasileira, que o poeta frequentava para escrever e falar com os amigos.
António Augusto Lagoa Henriques, nascido em Lisboa a 27 de Dezembro de 1923, era grande admirador de Pessoa e de Cesário Verde. Dizia que Pessoa tinha sido o seu mestre da realidade interior e Cesário o mestre da realidade exterior, inspirando muitas das suas esculturas, como a do Grupo das Varinas.
O ensino foi outra grande paixão do escultor, que continou a dar aulas e a fazer conferências após completar 80 anos, nomeadamente na Escola de Superior de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, e na Universidade Autónoma.
Costumava levar os alunos de desenho à rua para que tivessem contacto com o movimento da cidade, as pessoas, os elementos da natureza, aliando o ensino das formas clássicas à descoberta da realidade.
Foi na Escola de Belas-Artes de Lisboa que iniciou os estudos de escultura, em 1945, mas passados dois anos transferiu-se para a Escola de Belas-Artes do Porto, onde teve como referência principal da sua formação artística o professor Barata Feyo.
Finalizado o curso com nota máxima, conseguiu uma bolsa e foi estudar para Itália, orientado pelo escultor Marino Marini. Esteve ainda em França, Bélgica, Holanda, Grécia e Inglaterra, países onde conseguiu uma visão ampla do ensino do desenho e escultura que viria a introduzir em Portugal.
Regressado ao país natal, a sua carreira fica marcada, nos anos 70, pela destruição de um grande número de peças devido a um incêndio que eclodiu no seu atelier, em Lisboa.
Além da conhecida estátua de Fernando Pessoa, deixou muitas obras de arte pública em várias localidades, como o conjunto “União do Lis e Lena”, no centro de Leiria, e a escultura de Alves Redol em Vila Franca de Xira, que causou polémica na altura, por ter retratado o escritor nu, apenas com a boina na cabeça.
Entre outros, recebeu o Prémio Soares dos Reis, o Prémio Teixeira Lopes, o Prémio Rotary Clube do Porto, o Prémio Diogo de Macedo e o Prémio de Escultura da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.
22.02.2009 - 10h09 Lusa
Notícia actualizada às 13h02.
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 01:32 AM
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FAÇA-SE SILÊNCIO!
Registo fotográfico de Violeta Teixeira, inédito
Não se fale do que se não sabe!
Não fale quem nunca os galhos
Foram partidos por ventanias
De raivas e invejas! Quem nunca
Naufragou e veio à tona das trevas,
Sem um astro aceso nos olhos
De alguém! Quem nunca viu a foz
Do frio, sem dois braços abertos,
De agasalho! Quem nunca mediu
O peso espesso das nuvens, na mente
Dos sós. Quem nunca ofertou um fruto
Maduro doce e macio a um mendigo
De afecto! Não fale quem nunca
Caiu no fundo de um poço, sem fundo,
E ninguém sentiu a sua falta! Quem nunca
Bebeu cicuta de inimigos vis, postados
Sempre, à escuta de gritos, à porta
Dos excluídos da fortuna! Quem nunca
Pariu na borda do esquecimento, ouvidos
Cerrados, vendo o belo umbigo!
Quem nunca ouviu passos nas escadas
Do supremo desespero! Quem nunca
Salivou uma ferida de outrem, porque
Sangue escorrente só acontece a outros!
Quem nunca foi enterrado num charco
De medos, com a boca enlameada
De insultos e de sonoras gargalhadas!
Não fale quem nunca viu o mundo
Do avesso, e foi empurrado a fazer
A travessia do não retorno, no dorso
De um tronco, sem medula dentro!
Quem nunca segurou um feto abortado
Por dedos infectos de maldades! Quem
Nunca roubou lenha para aquecer
Um sonho, um sono, ou a respiração
De um corpo, na cama, sem colcha
Da eterna da solidão! Quem nunca acariciou
Uma lágrima no rosto de uma criança
Triste, interrogando o Universo mudo!
Não se fale do que se não sabe! Não fale
Quem nunca espreitou o horto do vizinho,
Com esqueletos de árvores e de aves!
Basta! Faça-se silêncio! E mais não digo!
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 12:52 AM
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Domingo, 22 Fevereiro, 2009
NÃO CREIO
Imagem ilustrativa da autoria de Aldo Palazzolo
Não creio em teorias dos sentimementos!
Odeio a psicologia divorciada da prática,
Porque sou o vento e o ventre do tudo
Experimento. Sou, ora a rosa rubra, ora
A pétala murcha, ora a pedra ou a rocha
Silentes e, ao mesmo tempo, estridentes.
Canto o que não sinto, mas canto o grito,
Os gemidos, a revolta, o desencanto. Canto!
Canto o sentido sincero dos pensamentos.
Abomino que se fale em alma, coração
E «anima», como se fossem a fonte, a nascente
Ou a foz fria ou ardente dos sentimentos.
Não se julgue, todavia, que serei um ser
Ausente, uma mera ficção, sem corpo dentro.
Uma cama apenas! Uma metáfora de fêmea.
Não negarei, no entanto, que sou um puro
Paradoxo. E, (por que não?) um belo oximoro,
Como «O amor é fogo que arde, sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente,/ É um
Contentamento descontente; É dor que
Desatina sem doer./»Sim! Sinto de todos
Os modos, mas não sou o Campos
Do(s) Pessoa, sem ter no dentro, pessoa
Alguma. De comum, talvez, só o sentir
Com o pensamento. Mas, cuidado, falo
De emoções e de sentimentos. Não
De sensações.Onde as arrumo? Rumo-as,
Em navegações, sem rumo prévio traçado.
Rumo-as, em perversões, que não o são,
Salvo para os hipócritas, para os «voyeurs»,
Para os pretensos castos, candidatos a beatos
Ou a santos, ainda que tenham praticado
Acções bélicas patrióticas, diz-se. Crê-se!
Sou, em suma, a mais pura perversão,
Mas não a nego. Assumo-a, cem por cento,
Sem cinismos asnos. Sim, meus caríssimos!
Lance-se no lixo teses teóricas! «dixi»!
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 22/02 às 11:54 AM
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AMIZADE
Retribui o mal com o bem, e eis, aquele entre o qual e vós houvesse inimizade, se tornaria vosso sincero amigo.
Textos Islâmicos, in O PENSADOR
Publicado por Violeta Teixeira em 22/02 às 11:46 AM
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AL FURQÁN
Al Furqán é a organização muçulmana portuguesa.
Livraria Islâmica que contém artigos, livros (editados com estudos islâmicos), links, contactos e imagens.
http://www.alfurqan.pt/ - 8k
Muçulmanos portugueses respondem em livro a declarações de D. José Policarpo
Lisboa, 21 Fev (Lusa) - A organização muçulmana portuguesa Al Furqán acaba de publicar um livro que pretende esclarecer as declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa sobre o casamento com muçulmanos, proferidas em Janeiro na Figueira da Foz.
“É um esclarecimento da comunidade muçulmana. É uma opinião para esclarecer e não para atacar o Cardeal”, disse à agência Lusa Yiossuf Adamgy, director da Al Furqán e autor do livro “Muçulmanos esclarecem o cardeal D. José Policarpo”.
“Acredito que vou receber uma nota do próprio cardeal a dizer-me que o esclarecimento foi útil”, referiu o autor, que enviou um exemplar a D. José Policarpo.
Numa tertúlia realizada a 13 de Janeiro na Figueira da Foz, o Cardeal Patriarca de Lisboa advertiu as jovens portuguesas que casar com muçulmanos acarreta um “monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam”.
A 18 de Fevereiro, o cardeal D. José Saraiva Martins voltou a falar no assunto, aconselhando “muita cautela e prudência” às mulheres católicas que pensem casar com muçulmanos.
Ao optar por escrever um livro, o director da Al Furqán disse que foi de encontro “ao que o próprio Cardeal Patriarca disse, que os cristãos precisam de saber o bê-a-bá do Alcorão”.
Destinado a muçulmanos e não-muçulmanos, o livro coloca lado a lado o que dizem a Bíblia e o Corão sobre a natureza feminina, o papel da mulher, o casamento, o uso de véu, a poligamia e o incesto.
“As pessoas, crentes no Cristianismo ou no Islão, não têm oportunidade de ler devidamente o Alcorão e a Bíblia”, opinou o autor, que espera que o livro ajude à compreensão do que é o Islamismo.
“Cada um depois tira as ilações que quiser”, disse.
Reforçando a ideia de abertura e diálogo entre as duas religiões em Portugal, Yiossuf Adamgy escreve no livro que, de facto, o casamento pode vir a ser “um monte de sarilhos”, seja para católicos seja para muçulmanos, “sobretudo quando não há tolerância, paciência e bom senso”.
A Al Furqán é uma organização islâmica independente, fundada em 1981, que se dedica ao estudo e divulgação de estudos islâmicos em Portugal.
SS.
© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2009-02-21 16:00:01
Publicado por Violeta Teixeira em 22/02 às 11:36 AM
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Quinta-feira, 19 Fevereiro, 2009
JULGAMENTO PARCIAL
Registo fotográfico de Sam Haskins
«Devido ao homem ter tendência para ser parcial para com aqueles a quem ama, injusto para com aqueles a quem odeia, servil para com os seus superiores, arrogante para com os seus inferiores, cruel ou indulgente para com os que estão na miséria ou na desgraça, é que se torna tão difícil encontrar alguém capaz de exercer um julgamento perfeito sobre as qualidades dos outros.»
Confúcio, in ‘A Sabedoria de Confúcio’
Publicado por Violeta Teixeira em 19/02 às 02:25 AM
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LUTO
antoniojx.blog.uol.com.br/arch2006-05-01_2006…
O luto é um sentimento humano de pesar pela morte de outro ser humano. O luto tem diferentes formas de expressão em culturas distintas.
O uso de determinadas cores, por exemplo, pode indicar que um indivíduo ou grupo está em luto. Um povo ou país, quando da morte de uma personalidade importante pode entrar em luto também.
Antigamente, quando uma amigo ou familiar de uma pessoa morria, ela usaria roupas pretas para mostrar seus sentimentos pela pessoa.
Entende-se por luto não somente a reação vivenciada diante da morte ou perda de um ser amado, mas também as manifestações ocorridas em outras perdas, como separações familiares, de amigos, conjugais. Lembranças de valores emocionais, como mudanças de casa e de país, remetem ao processo de luto. Frente à instalação destas perdas significativas, o luto é visto como um processo mental que as designa.
A característica inicial do processo de luto acontece pelas relembranças da perda aliada ao sentimento de tristeza e choro, sendo que a pessoa se consola logo após. Este é um processo que evolui, onde as relembranças são intercaladas com cenas agradáveis e desagradáveis, sem, necessariamente, ser acompanhadas de tristeza e choro. Além destes sentimentos, é comum o choque, a raiva, a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade, a fadiga. Sensações físicas como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer.
A duração deste processo é inconstante e seguido de uma notável falta de interesse pelo mundo exterior. Com o passar do tempo, o choro e a tristeza vão diminuindo e a pessoa vai se reorganizando, porém é um processo a longo prazo e os episódios de recaída são comuns.
É importante salientar que a dor da perda não pode ser avaliada, cada pessoa deve ser entendida em sua necessidade, com suas características e reações peculiares.
Pensando a respeito da família, o luto pode provocar uma crise na mesma, pois exige a tarefa de renúncia, de excluir e incluir novos papéis na cena familiar. Percebe-se então que existe aí uma complexidade, pois esta crise pode estagnar o desenvolvimento da família, fator que pode definir o processo de luto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 19/02 às 02:11 AM
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«MASO», TALVEZ…
Trabalho fotográfico da autoria de Willy Ronis
Animal, ferozmente ferido,
Enrosca-se num matagal mitigado,
Lambendo grânulos de pedra
Encrostados no seu corpo enfebrecido.
Tenta, sem sucesso, o remendo
Das suturas de feridas recentes, mas
Maso, talvez, por natureza, revê,
Obsessivo, agressores e predadores de
Sonhos e projectos, pacificamente
Tecidos, nos teares de tardes rosadas.
Poupou-os, aos predadores, relembra-se,
Lagrimando, agora, ardores lilases de sangue,
Suores frios de febres, uivos estrangulados
Na garganta dos anos idos. Indignos anos!
Sim! Sabe. Sabe, mas vai salivando
Incertezas forjadas, vai-se enroscando
Em fugas e em buracos do não se
Recorda, ou no fingimento fácil
Do fogo, com pavio de todo gasto.
Vitima e carrasco de si mesmo, oculta,
Por fim, o focinho ferido, no côncavo
Dos braços do puro e infausto paradoxo.
Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003
Publicado por Violeta Teixeira em 19/02 às 01:34 AM
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Quarta-feira, 18 Fevereiro, 2009
EU PLURALIZADO
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com
«Enquanto exista dentro de cada um de nós o Eu pluralizado, não só amargaremos a nossa vida, mas também, amargaremos a dos demais.»
Autor? Desconheço. Decorei tudo isto, há imensos anos.
Publicado por Violeta Teixeira em 18/02 às 01:43 AM
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LUTO
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira, Olhares.com
Não me faças
Fissuras no silêncio.
Estou a tecê-lo…
A tecê-lo…
Bicho ferido e mudo,
Estou a tecê-lo…
A tecê-lo…
Meu xaile de luto…
Estou a tecê-lo…
A tecê-lo…
Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, Leiria, 2003
Publicado por Violeta Teixeira em 18/02 às 01:03 AM
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MORTE
Trabalho fotográfico de Jomagope, Olhares.com
Após a tua morte, será breve o teu sono
E renascerás num tufo de erva que será
Pisado ou numa flor que o Sol crestará.
OMAR KHAYYAM
Publicado por Violeta Teixeira em 18/02 às 12:53 AM
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