Segunda-feira, 31 Março, 2008
O PRESENTE
Escultura de Constantin Brancusi
«Sorvendo a borra da sua própria chávena, Sabbath levantou finalmente o olhar do submerso erro crasso que era o seu passado. Por acaso o presente também estava em curso, construído dia e noite como os navios-transporte de tropas em Perth Amboy durante a guerra, o venerável presente que recua até à antiguidade e prossegue a direito da Renascença até hoje - era a esse presente sempre-a-começar e interminável que Sabbath renunciava. Acha repugnante a sua inexauribilidade. Só por isso devia morrer. E depois, que importa que tenha levado uma vida estúpida? Qualquer pessoa com alguma inteligência sabe que está a levar uma vida estúpida mesmo enquanto está a levá-la. Qualquer pessoa com alguma inteligência compreende que está destinada a levar uma vida estúpida porque não há outra espécie de vida. Não existe nada de pessoal nisso.»
Philip Roth, in ‘Teatro de Sabbath’
Publicado por Violeta Teixeira em 31/03 às 01:59 AM
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O ÁLCOOL
Rodo Viadej
«O álcool não consola, não preenche os vazios psicológicos, não compensa o homem. Pelo contrário, anima a sua loucura, transporta-o a regiões supremas onde é mestre do seu próprio destino.»
Duras, Marguerite
Publicado por Violeta Teixeira em 31/03 às 01:45 AM
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ESTANGEIRA E TRISTE
Escultura de Constantin Brancusi
A Lua ajoelha-se,
Diante dos braços,
Decepados,
De um abrunheiro-bravo.
Aqui, me detenho.
Daqui,
Observo
O sublime rito.
E, daqui,
Me observo,
Enlaçada ao corpo
Daquela árvore.
Estrangeira
E triste.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 31/03 às 01:13 AM
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Domingo, 30 Março, 2008
CHACINA URBANA
Imagem ilustrativa de Jaune Muxart
Outra árvore!
Outra árvore derrubada!
Vejam como chovem
Vermelhas lágrimas
Do Sol!
Vejam-nas como caem
Na cova, onde saliva
Resina térrea a meada
Emaranhada das raízes!
Outra árvore! Sem idade!
Outra vida sacrificada
No altar de negócios vis!
Como me dói o latejar
De tantos «bleus», na carne
Telúrica da «anima»!
Violeta Teixeira, inédito (BOLORES DE AUSÊNCIAS)
Publicado por Violeta Teixeira em 30/03 às 12:55 PM
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CIÚME
ismaliadied.multiply.com/journal
«Quanto mais se fala do próprio ciúme, mais os lugares que desagradaram aparecem de todos os lados; as menores circunstâncias os mudam, e fazem sempre descobrir algo de novo. Essas novidades fazem rever sob outros aspectos o que se acreditava ter visto e pesado o suficiente; tenta-se apegar a uma opinião e não se apega a nada; tudo o que é mais oposto e está mais apagado apresenta-se a um só tempo; quer-se odiar e quer-se amar, mas ama-se ainda quando se odeia, e odeia-se ainda quando se ama; acredita-se em tudo, e duvida-se de tudo; tem-se vergonha e despeito por ter acreditado e duvidado; trabalha-se incessantemente para deter a própria opinião, e nunca ela é conduzida para um lugar fixo. (...) Não se é feliz o bastante para ousar crer no que se deseja, nem mesmo feliz o bastante também para ter a certeza do que se teme mais. Fica-se sujeito a uma incerteza eterna, que nos apresenta sucessivamente bens e males que nos escapam sempre.»
La Rochefoucauld, in ‘Máximas’
Publicado por Violeta Teixeira em 30/03 às 03:42 AM
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AVIDEZ
«Nunca o olho do ávido dirá, assim como não o dizem jamais o mar e o inferno: a mim basta.»
Alemán, Mateo, in “Vida del Pícaro Guzmán de Alfarache""Vida del Pícaro Guzmán de Alfarache”
Mateo Alemán (nasceu dia 28 de setembro de 1547, em Sevilha, Espanha - faleceu em 1615?, no México), escritor espanhol.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/03 às 03:27 AM
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Sábado, 29 Março, 2008
LIBERDADE
Pintura de Jaune Muxart
«Um dos piores sintomas de desorganização social, que num povo livre se pode manifestar, é a indiferença da parte dos governados para o que diz respeito aos homens e às cousas do governo, porque, num povo livre, esses homens e essas cousas são os símbolos da actividade, das energias, da vida social, são os depositários da vontade e da soberania nacional.
Que um povo de escravos folgue indiferente ou durma o sono solto enquanto em cima se forjam as algemas servis, enquanto sobre o seu mesmo peito, como em bigorna insensível se bate a espada que lho há-de trespassar, é triste, mas compreende-se porque esse sono é o da abjecção e da ignomínia.
Mas quando é livre esse povo, quando a paz lhe é ainda convalescença para as feridas ganhadas em defesa dessa liberdade, quando começa a ter consciência de si e da sua soberania… que então, como tomado de vertigem, desvie os olhos do norte que tanto lhe custara a avistar e deixe correr indiferente a sabor do vento e da onda o navio que tanto risco lhe dera a lançar do porto; para esse povo é como de morte este sintoma, porque é o olvido da ideia que há pouco ainda lhe custara tanto suor tinto com tanto sangue, porque é renegar da bandeira da sua fé, porque é uma nação apóstata da religião das nações - a liberdade!»
Antero de Quental, in ‘Prosas da Época de Coimbra’
Publicado por Violeta Teixeira em 29/03 às 03:43 AM
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LIBERDADE
«Um homem com fome não é um homem livre»
Stevenson, Robert
Robert Louis Balfour Stevenson (13 de novembro de 1850, Edimburgo – 3 de dezembro de 1894, Apia, Samoa), foi um novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem. Escreveu clássicos como “A Ilha do Tesouro”, “O Médico e o Monstro” e “As Aventuras de David Balfour” também traduzido como “Raptado”.
Biografia
Nascido em Edimburgo, capital da Escócia, Stevenson era filho de um engenheiro e de uma pastora puritana. Tanto o pai como a mãe carregavam uma tradição familiar em seus ofícios e isso determinou em muitos aspectos a vida do autor. Filho de engenheiro, ele acaba entrando em 1866 na faculdade de engenharia de Edimburgo. Lá ele estuda e escreve durante 1871 e 1872 para o jornal universitário, o Edimburgh University Magazine, revelando seu gosto e talento para a literatura. No ano de 1873, após concluir a faculdade, Robert muda-se para a cidade de Londres,Inglaterra, pois sentia-se deslocado no ambiente familiar, marcado por um clima coercitivo e pela inexorável moral e religiosidade puritanas. Em sua curta estadia na cidade passa a frequentar os salões literários para, algum tempo depois, partir por uma longa viagem pela Europa continental. 1876 é importante na vida particular, pois nesse ano conhece uma mulher norte-americana, Fanny Ousborne, com a qual iria se casar em 1880 , em São Francisco, Estados Unidos. Volta à Inglaterra e traz consigo esposa e um enteado, chamado Lloyd. No ano seguinte é internado na cidade de Davos, Suíça, para tratar sua tuberculose, que há anos o vinha acompanhando. A carreira de engenheiro, jamais exercida, é preterida pela de escritor, que, a partir de 1882, é marcada por uma acentuada proficuidade. Conhece a notoriedade artística ao escrever, em 1886 “ The Strange case of Dr.Jekyll and Mr.Hyde”, um de seus maiores sucessos literários. Com a morte do pai, em 1887, Stevenson retorna aos Estados Unidos, onde volta a tratar de sua tuberculose. No ano seguinte aventura-se num veleiro em diversos arquipélagos do Pacífico-Sul, junto com a esposa e o enteado. Apaixonado pela paisagem paradisíaca se estabelece definitivamente em Apia, nas Ilhas Samoa, em 1889. Morre prematuramente em 3 de dezembro de 1894, vítima de um ataque cardíaco.
Cronologia das obras mais importantes
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1878 - “An Island Voyage”
1879 - “Travels with a Donkey in the Cevennes”
1882 a 1883 - “The New Arabians Nights” e “The Silverado Squatters”
1883 - “Treasure Island” ("A Ilha do Tesouro")
1884 a 1887 - “A child Garden of Verses”, “Kidnapped” ("Raptado"), “The Black Arrow” e “The Master of Ballantrae”
1886 - “The Strange case of Dr. Jekyll and Mr.Hyde” (O Médico e o Monstro)
1894 - “Island´s nights Enterteinments” e “In the South sea” =)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 29/03 às 03:24 AM
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DESEJO DE OUTRO CORPO
Pintura da autoria de Kim Molinero
Aqueço os olhos nos brasidos
Do Sol Poente, debruçada no rebordo
Da varanda, que dá para o horto, onde
Os pássaros entoam cantos quebrados
Por sopros uivantes do vento, nos braços
Feridos de plátanos podados, recentemente.
Engolido pelas vagas do vasto oceano
O globo de fogo, deixando, no dorso
Das ondas ondeantes, lágrimas rubras
De sangue, o vento sossega-se, os pássaros
Emudecem, e as cigarras retiram da arca
Os instrumentos da sua orquestra. Na
Varanda permaneço, olhos amornados,
Trémulas as pernas, e lumes acesos,
Nas águas do delta, que desagua,
Descontente, no mar angustiado do
Desejo de outro corpo desencontrado.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 29/03 às 03:03 AM
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Sexta-feira, 28 Março, 2008
DESEO SÚBITO
Registo fotográfico de José Neves
http://nevesfotografia.blogspot.com/
Mi asalta, a veces, el deseo súbito
De rozar ciertos cuerpos con que voy
Cruzando, cuando la noche hay desciendo
Asustada sobre las arterias de la ciudad.
Me consiento, sen el mínimo pudor, en esta
Animalidad. Me consiento lo gozo de las
Imagines que convoco pera el descenso de la noche:
Ojos lucientes, cuerpos de felinos fulvos y suaves,
Mayidos lascivos de hembras en los pasadizos lunares.
Me despeño del alto del deseo. Me despedazo,
Después, en la noche infecunda: polvareda
Cósmica, ceniza negra, absurda e nula.
Violeta Teixeira, in Antologia internacional SENTIMIENTOS ENFRENTADOS, Madrid, 2005
Publicado por Violeta Teixeira em 28/03 às 02:32 AM
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DESEJO
«Cadernos do Subterrâneo.»
ogostodonada.blogspot.com
«Realmente, se um dia de facto se descobrisse uma fórmula para todos os nossos desejos e caprichos - isto é, uma explicação do que é que eles dependem, por que leis se regem, como se desenvolvem, a que é que eles ambicionam num caso e noutro e por aí fora, isto é uma fórmula matemática exacta - então, muito provavelmente, o homem deixaria imediatamente de sentir desejo.
Pois quem aceitaria escolher por regras? Além disso, o ser humano seria imediatamente transformado numa peça de um orgão ou algo do género; o que é um homem sem desejos, sem liberdade de desejo e de escolha, senão uma peça num orgão?»
Fiodor Dostoievski, in “Cadernos do Subterrâneo”
Publicado por Violeta Teixeira em 28/03 às 01:31 AM
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PENSAMENTO/ESPERANÇA
«Reservar o nosso pensamento implica uma esperança infinita.»
Fitzgerald, Scott
Francis Scott Fitzgerald (24 de setembro de 1896, St. Paul, Minnesota - 21 de dezembro de 1940, Hollywood) foi um escritor estadunidense.
Fitzgerald é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX. Suas histórias, reunidas sob o título Contos da Era do Jazz, refletiam o estado de espírito da época. Foi um dos escritores da chamada “geração perdida” da literatura americana.
Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 1896. Oriundo de família católica irlandesa, ingressou na Universidade de Princeton, mas não chegou a se formar. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se como voluntário. Começou a carreira literária em 1920, com This Side of Paradise (Este Lado do Paraíso), romance que lhe deu grande popularidade e lhe abriu espaço em publicações de grande prestígio, como a Scribner’s e o The Saturday Evening Post. Seu segundo romance, The Beautiful and Damned (Os Belos e Malditos), foi publicado em 1922.
Com a esposa, Zelda Sayre, que introduziria um componente trágico na vida do escritor (em 1930 foi internada num hospício), Fitzgerald mudou-se para a França, onde concluiu o terceiro e o mais célebre de seus romances, The Great Gatsby (1925; O Grande Gatsby). Essa obra, uma das mais representativas do romance americano, descreve a vida em alta sociedade com uma aguda reflexão crítica. Em 1934 publicou Tender is the Night (Suave é a Noite), romance pungente que o autor considerava sua melhor obra.
Com a saúde já abalada pelo alcoolismo, Fitzgerald mudou-se então para Hollywood, onde trabalhou como roteirista cinematográfico. Em 1939 começou a escrever seu último romance, The Last Tycoon (O Último Magnata), publicado postumamente em 1941. A obra era sua última tentativa de retratar a personalidade de um grande artífice do “sonho americano”.
Obras
Romances
This Side of Paradise (1920)
The Beautiful and Damned (1922)
The Great Gatsby (1925)
Tender Is the Night (1934)
The Last Tycoon (1940)
Coletâneas de contos
Flappers and Philosophers (1920)
Tales of the Jazz Age (1922)
All the Sad Young Men (1926)
Taps at Reveille (1935)
"The Short Stories of F. Scott Fitzgerald” (1989)
Outras obras
The Vegetable (peça, 1923)
The Crack-Up (ensaios e histórias, 1945)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 28/03 às 01:21 AM
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Quinta-feira, 27 Março, 2008
A ANGÚSTIA
Obra pictórica de Jose Luis Fuentetaja
A angústia transborda,
Inunda, alaga,
Apodrece as raízes
Das árvores.
Náufraga, se segura
A poetisa
Aos cabelos de uma
Lua ruiva que, logo,
Se empalidece, fugidia,
Entre os dedos.
Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003
Publicado por Violeta Teixeira em 27/03 às 02:08 AM
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A CARÍCIA
Tela de Jose Luis Fuentetaja
«A carícia é o produto de um longo polimento da bestialidade»
Reverdy, Pierre
Publicado por Violeta Teixeira em 27/03 às 01:45 AM
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ESCRITA
Pintura de José Luís Fuentetaja
«Que ridículo e mesmo estúpido dizer-se de um livro que está bem escrito. Não é «bem escrito» que está. Está é sentido originalmente, original nas observações, inteligente na reflexão. É por isso que não se pode imitar. Pode-se é ser original de outra maneira. Há realmente livros que são apenas «bem escritos». São os livros banais, com palavras trabalhadas ao torno, frases que se pretendem «despojadas», reduzidas ao «essencial», e cruas. Mas como o que nelas está não representa um sentir originário, nem uma observação imprevista, nem uma reflexão que nos surpreenda pela justeza e profundidade, o que delas resulta é uma construção pretensiosa, estéril e quase sempre irritante. Decerto um romance (como a poesia segundo Mallarmé e como creio já ter dito), faz-se com palavras. Pois com que é que havia de fazer-se? Mas antes disso faz-se com o impulso animador a essas palavras e que assim não passa bem por elas mas por entre elas, fazendo delas apenas um apoio para passar além, como o som passa pelas cordas mas existe por entre elas e é nesse som o indizível que nos emociona. O que nos fica de um livro «bem escrito» é essa emoção que já não lembra as palavras e vive por si.
Eis porque tal livro é inimitável e apenas poderá repetir-se, ou seja plagiar-se. Imitar verdadeiramente esse livro é recompor uma emoção afim e inventar outras palavras que traduzam esse sentir, ou seja que lhe sirvam de pretexto ou estratagema para que esse sentir (e pensar/sentir) se realize como a música nas cordas de um instrumento. O escritor medíocre imagina que todo o seu trabalho deve incindir no trabalhar uma frase. Ora não é a frase que tem de se trabalhar: é aquilo que há-de passar por ela. Os autores célebres que trabalharam a frase, na realidade trabalharam apenas aquilo que haviam de exprimir; testaram na frase a realização de uma expressão. O escritor medíocre dá como já adquirido o que haveria a dizer e todo o seu esforço é secar o período, burilar ou envernizar o vocábulo. E no fim de contas, este é que «escreve bem». Mas quem assim escreve bem, escreve bastante mal. Não digo rasamente que o «conteúdo» preceda a sua «expressão». Mas o que preexiste à expressão não é um puro nada. Exprimir é operar e concretizar esse algo. Mas esse algo existe. Escrever bem, como se diz, é realizar pela escrita um «bem» que aí se revela mas que está antes e depois disso em que se revela. Escreve-se bem com o espírito e a sensibilidade - não com um dicionário. Embora seja no dicionário que está toda a obra-prima. Como na pedra está toda a melhor escultura.»
Vergílio Ferreira, in ‘Conta-Corrente 4’
Publicado por Violeta Teixeira em 27/03 às 01:33 AM
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