LOUCURA/IMAGINAÇÃO
Obra escultórica de Boccioni
«Não é o medo da loucura que nos forçará a largar a bandeira da imaginação.»
André Breton
Publicado por Violeta Teixeira em 14/11 às 05:05 AM
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Obra escultórica de Boccioni
«Não é o medo da loucura que nos forçará a largar a bandeira da imaginação.»
André Breton
Publicado por Violeta Teixeira em 14/11 às 05:05 AM
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Imagem ilustrativa de Gustav Klimt
«As ilusões», dizia-me o meu amigo, «talvez sejam em tão grande número quanto as relações dos homens entre si ou entre os homens e as coisas. E, quando a ilusão desaparece, ou seja, quando vemos o ser ou o facto tal como existe fora de nós, experimentamos um sentimento bizarro, metade dele complicada pela lástima da fantasia desaparecida, metade pela surpresa agradável diante da novidade, diante do facto real».
Charles Baudelaire, in ‘Pequenos Poemas em Prosa’
Publicado por Violeta Teixeira em 14/11 às 04:58 AM
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Registo fotográfico de Ana Gomes-Olhares.com
Antes que, de todo,
Me saiba enlouquecida
Pelo sem sentido
Que me devora
A vida,
Levem-me, sem demora,
Para um «atelier» do Ego,
Neste mês de Agosto, com
«Décor» de sub-cave e de «bas-fond»,
Por onde me arrasto, e me gasto
Expectativas nulas. De tudo.
Estrangeira. E triste!
Entreguem-na, à actriz, em tudo
«Ratée», rasando a vertigem
Da queda irreversível,
Ao cuidado de um massagista
Do Ego, no «atelier»
Mais «in» do «Midi».
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, co-edição Magno Edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 14/11 às 04:06 AM
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«Observo em nós apenas uma única coisa que nos pode dar justa razão para nos estimarmos, a saber: o uso do nosso livre-arbítrio e o domínio que temos sobre as nossas vontades. Pois as acções que dependem desse livre-arbítrio são as únicas pelas quais podemos com razão ser louvados ou censurados, e ele torna-nos de alguma forma semelhante a Deus ao fazer-nos senhores de nós mesmos, desde que por cobardia não percamos os direitos que nos dá.
Assim, creio que a verdadeira generosidade, que faz um homem estimar-se a si mesmo no mais alto grau em que pode legitimamente estimar-se, consiste somente, por uma parte, em que ele sabe que não há algo que realmente lhe pertença a não ser essa livre disposição das suas vontades, nem por que ele deva ser louvado ou censurado a não ser porque faz bom ou mau uso dela; e, por outra parte, em que ele sente em si mesmo uma firme e constante resolução de fazer bom uso dela, isto é, de nunca deixar de ter vontade para empreender e executar todas as coisas que julgar serem as melhores. Isso é seguir perfeitamente a virtude.
Nota: O latim generosus designa o homem ou animal que é de boa raça. Portanto, «generoso» é antes de tudo aquele que é de raça nobre e, no sentido figurado ou moral, aquele que demonstra grandeza de alma.»
René Descartes, in ‘As Paixões da Alma’
Publicado por Violeta Teixeira em 13/11 às 01:24 PM
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Registo fotográfico de Asdrúbal Costa-Olhares.com
«Se os homens fossem severos para consigo próprios e generosos para com os outros, nunca dariam azo a ressentimentos.»
Confúcio
Publicado por Violeta Teixeira em 13/11 às 12:51 PM
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Registo fotográfico de weston
Je me réveillai dans tes bras et,
Sans mot dire, ta poitrine, le la fis
Mon port d’abris. Mon cœur e mon corps
Prirent feu dans des braises éteintes. Toi,
Tout doucement, m’étranglas. Ce fut
Le moment d’ouvrir un coffre d’étoiles
Et de caresser la peau de la vie, avant
Le dernier soupir d’un rêve bref et chaud.
Je cherche, maintenant, des roses rouges
Sur mon ventre dénudé, mais l’Univers tombe
Lourd et gris sur les épaules de la réalité. Moi,
Je suis des cris étouffés dans la gorge du matin.
Une larme de chagrin coule, invisible, et débouche
Dans ma bouche avide de déluges de salive.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 13/11 às 12:28 PM
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Imagem ilustrativa de Edward Hopper
Dou por findo o findo,
Ou opto por fazê-lo infinito,
No âmbito estrito do seríssimo
Fingimento, em cujo seio me sobrevivo?
Ou pulverizo-o no Todo uno
E múltiplo firmamento.
Átomos
Intempestivos
De um ego cósmico.
Violeta Teixeira, inédito (ORGIAS DE ESQUECIMENTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 12/11 às 02:28 PM
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Imagem ilustrativa de Marafona
«A tragédia é a cristalização da massa humana, tão perigosa como a estagnação do espírito do homem que se torna académico ou fenece por falta de entusiasmo. Gostava de saber quantas pessoas pensam em macacos durante o correr de um dia? Quantas? O homem-massa, num futuro próximo - em relações antropológicas o próximo leva geralmente centenas de anos - transformar-se-á num novo espectáculo de jardim zoológico. Em vez de jaula e aldeias de símios, ele terá balneários públicos e campos para habilidades desportivas, com ocasionais jogos nocturnos. Dará palmas em delírio ouvindo ainda o som distante da sineta tocada pelo elefante num acto máximo de inteligência paquidérmica. Terá circuitos fechados, com pistas perfeitamente cimentadas, para passear o tédio da família aos domingos, circulará repetidamente em metropolitanos convencido de que cada nova paragem é diferente da anterior.
E estou absolutamente crente que do naufrágio calamitoso apenas se hão-de salvar os que pela porta do cavalo fugirem ao triturar das grandes colectividades humanas, ou os que por força invencível e instintiva se libertarem para uma nova categoria de homem, ou, melhor dizendo, para a sua verdadeira categoria de homem, de homem-pensamento, na linha directa de um Platão, de um Homero, de um Aristófanes, de um Plutarco.
A humanidade dá-nos, assim, um triste espectáculo de andar para trás, melhora em lepra social, colectiviza-se e baixa logo na escala humana, retrocedendo para uma classe entre os antropopitecos e o erectus, a que chamarei Màchomem.
E todos os dias o mundo assiste ao melancólico desfile de milhares de seres que passam a Màchomens, na satisfação plena da sua jaula colectiva sem grades. E como os macacos, os elefantes, os cães e mais bicharia, os Màchomens passam imediatamente a falar a sua língua universal, sem necessidade de tradução, estendendo actividades físicas e associativas desde a Polinésia ao sul de Itália, trocando saudações, mensagens, hinos, desfiles, comícios, e tantas outras indigestões apaixonadas dos grupos de seres que deixaram de ter fronteiras e vocábulos regionais. O cão que ladra nas margens do Danúbio assemelha-se aos poderosos Serra da Estrela, sem distinção de maior que nos faça ter preferências por qualquer um destes ladrares. O Màchomem da Amadora em muito pouco se virá a distinguir do Màchomem de Detroit, Chicago, Manchester, Dusseldorf.»
Ruben A., in “O Mundo À Minha Procura I”
Publicado por Violeta Teixeira em 12/11 às 12:35 PM
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01-05-1909-12-11-1990
«Creio na poesia, no amor, da morte/(...)»
Né à Monemvassia (Grèce), le 1er mai 1909 comme cadet d’une famille noble de propriétaires terriens, Yannis Ritsos est marqué à douze ans par les ravages dans sa famille: ruine économique, mort précoce de la mère et du frère aîné, internement du père souffrant de troubles mentaux.
Il passe lui-même quatre ans (1927-1931) dans un sanatorium pour soigner une tuberculose. Ces événements tragiques marquent son adolescence et obsèdent son œuvre.
Les lectures le décident à devenir poète et révolutionnaire.
Proche depuis 1931 du K.K.E., le Parti communiste de Grèce, iI adhère à un cercle ouvrier et fait paraître Tracteur (1934), inspiré du futurisme de Maïakovski, et Pyramides (1935), deux oeuvres qui réalisent un équilibre toujours fragile entre la foi en l’avenir fondée sur l’idéal communiste, et le désespoir personnel.
En 1936, le long poème Épitaphe exploite la forme de la poésie populaire traditionnelle et donne en une langue simple un émouvant message de fraternité. La musique de Theodorakis en fera en 1960 le détonateur de la révolution culturelle en Grèce.
Le régime dictatorial de Metaxas à partir d’août 1936, contraint Ritsos à la prudence, d’autant plus que Epitaphios a été publiquement brûlé, et le poète va explorer certaines conquêtes du surréalisme: accès au domaine du rêve, associations surprenantes, explosion de l’image, lyrisme où transparaît l’angoisse, évocations de souvenirs doux et amers: Le Chant de ma sœur (1937), Symphonie du printemps (1938), La Marche de l’Océan (1940). Des extraits de ces deux dernières œuvres constituent la base de la Septième Symphonie de Theodorakis (1983-1984), dénommée précisément “Symphonie du printemps”.
Dans Vieille Mazurka au rythme de la pluie (1942), Ritsos articule pour la première fois son attachement à l’espace grec, à la “grécité” détentrice de la mémoire historique, qui imprégnera toute son œuvre future: Romiossini (Grécité, publié seulement en 1954; mis en musique par Theodorakis en 1966), hymne bouleversant au sol bafoué de la Grèce, et La Dame des vignes (1945-1947), dont un extrait est intégré dans la Septième Symphonie de Theodorakis.
Pendant la guerre civile, Ritsos s’engage dans la lutte contre la droite fasciste, ce qui lui vaut de passer quatre ans en détention dans divers camps de “rééducation”: Limnos, Ayios Efstratios, Macronissos. Malgré cela, il réalisera une importante production de cette époque qui sera recueillie dans Veille comprenant aussi des poèmes plus anciens (1941-1953), et dans une longue “chronique poétique” de cette décennie terrible: Les Voisinages du monde (1949-1951), qui sera à la base d’une autre composition de Theodorakis.
Vient ensuite la grande œuvre de sa maturité: La Sonate du clair de lune (1956) – prix national de la poésie –, Quand vient l’étranger (1958), Les Vieilles Femmes et la mer (1958), La Maison morte (1959-1962) qui introduit la série des longs monologues inspirés par la mythologie et la tragédie antique, Philoctète (1963-1965), Oreste (1962-1966).
Entre 1967 et 1971, la junte militaire qui a pris le pouvoir par un coup d’Etat, le déporte de nouveau à Yaros et Léros, et l’assigne plu tard à résidence à Samos, ce qui ne l’empêche pas d’enrichir encore sa vaste œuvre et de prolonger l’inspiration de l’antiquité grecque: Perséphone (1965-1970), Agamemnon (1966-1970), Ismène (1966-1971), Ajax (1967-1969) et Chrysothemis (1967-1970), écrits sur les îles de sa déportation, Hélène (1970-1972), Le retour d’Iphigénie (1971-1972), Phèdre (1974-1975).
Quatrième Dimension regroupe tous les textes qui ont la forme du monologue “théâtral” et qui sont inspirés par le mythe antique. Les héros de ces ouvrages se trouvent souvent devant un conflit ou au seuil de la mort, au moment où il s’agit de faire le bilan de leur vie. En s’adressant à un personnage muet (auditeur / lecteur), ils se lancent dans un discours plein de digressions et d’anachronismes. En fait, tous ces poèmes sont une méditation sur la vieillesse, la mort, le temps, le délabrement des lieux familiers, l’histoire et l’écartèlement d’une existence prise entre les exigences personnelles et les impératifs collectifs, la solitude et la crise des mouvements révolutionnaires.
Parallèlement à la somme que constitue Quatrième Dimension, Ritsos écrit plusieurs séries de courts poèmes qui reflètent de façon poignante le cauchemar éveillé de son peuple: Le Mur dans le miroir (1967-71); Pierres, répétition, barreaux (1968-1969), 18 Chansons de la Patrie amère (1968-1970), mis en musique par Theodorakis (1973), Couloir et escalier (1970); Gestes, papiers (1970-1974); Le Sondeur (1973).
À partir de 1970, la poésie de Ritsos prend la forme de longues synthèses où des ruptures oniriques, le rêve éveillé et le surréel interviennent constamment dans le quotidien avec en particulier la présence de personnages étranges et le déplacement continu dans le temps et dans l’espace. Un monde est créé devant nous dans Devenir (1970-1977), Le Heurtoir (1976) ou Chant de victoire (1977-1983) qui clament la beauté de la vie, tandis que Erotica (années 80) constituent un éclatant hymne à l’amour dans toutes ses dimensions. Les Monochordes (1980) montrent la concentration extrême à laquelle son expressivité a pu aboutir.
Dans les années 80, Ritsos se tourne aussi vers la prose. Neuf livres sont réunis sous le titre d’Iconostase des saints anonymes (1983-1985). La prose met à profit les conquêtes du poète : liberté des métaphres, alternance du réel et de l’onirique, ruptures soudaines, langage audacieux, épanouissement des sens s’ouvrant sur un univers érotique où les époques et les âges coexistent.
Les poèmes de son dernier recueil: Tard, très tard dans la nuit (1987-1989) sont imprégnés de tristesse et de la prise de conscience de pertes, mais la façon humblement poétique par laquelle Ritsos restitue la vie et le monde autour de lui, leur préserve une lueur d’espoir dans un ultime sursaut de créativité.
Cependant, le poète vit douloureusement l’amoindrissement de sa santé et l’effondrement de ses idéaux politiques. Intérieurement brisé, il meurt à Athènes, le 12 novembre 1990.
© Guy Wagner
Publicado por Violeta Teixeira em 12/11 às 12:20 PM
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Laura Rickus
«No casamento a revitalização da luxúria só pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus laços. Quero dizer, amantes. É por isso que a luxúria se torna um pecado, pois está destinada a morrer, e se ainda se acende isso só acontece por causa das mulheres fora do casamento. É assim que chegamos à ideia original de pecado quando a luxúria é a inimiga do amor. A cópula entre marido e mulher não é pecaminosa porque é feita sem luxúria. Todos os casos extraconjugais são luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a luxúria no casamento são más, incluindo o afastamento.
Porque reacender a luxúria por um curto período ameaça um casamento, sujeitando a esposa à tentação de adultério na separação. O casamento foi criado para destruir a paixão embora a princípio atraia com paixão. Calcar a paixão com a paixão.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da luxúria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, não suspeitamos que estamos também a renunciar à luxúria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da luxúria com a ajuda da luxúria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento. Não sustenham a respiração!
A luxúria é o orgulho do corpo; o amor é o orgulho da alma, um orgulho que não é mais que a luxúria da alma.»
Alexander Puschkine, in ‘Diário Secreto’
«No casamento a revitalização da luxúria só pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus laços. Quero dizer, amantes. É por isso que a luxúria se torna um pecado, pois está destinada a morrer, e se ainda se acende isso só acontece por causa das mulheres fora do casamento. É assim que chegamos à ideia original de pecado quando a luxúria é a inimiga do amor. A cópula entre marido e mulher não é pecaminosa porque é feita sem luxúria. Todos os casos extraconjugais são luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a luxúria no casamento são más, incluindo o afastamento.
Porque reacender a luxúria por um curto período ameaça um casamento, sujeitando a esposa à tentação de adultério na separação. O casamento foi criado para destruir a paixão embora a princípio atraia com paixão. Calcar a paixão com a paixão.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da luxúria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, não suspeitamos que estamos também a renunciar à luxúria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da luxúria com a ajuda da luxúria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento. Não sustenham a respiração!
A luxúria é o orgulho do corpo; o amor é o orgulho da alma, um orgulho que não é mais que a luxúria da alma.»
Alexander Puschkine, in ‘Diário Secreto’
Publicado por Violeta Teixeira em 11/11 às 05:37 PM
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Ansom Pamela
«O que normalmente se chama de amor é, de facto, o desejo de satisfazer um apetite voraz com uma certa quantidade de delicada carne branca humana.»
Henry Fielding, in “Tom Jones”
Publicado por Violeta Teixeira em 11/11 às 05:25 PM
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Registo fotográfico de Violeta Teixeira-Olhares.com
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES ( 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ªedição, 2000), Co-edição Magno Edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 11/11 às 05:11 PM
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Registo fotográfico de António Fonseca-Olhares.com
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 10/11 às 04:40 PM
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Imagem ilustrativa de Nan Goldin
«O ódio à razão, tão frequente nos nossos dias, é devido em grande parte ao facto dos movimentos da razão não serem concebidos duma forma suficientemente fundamental. O homem dividido contra si mesmo procura estímulos e distracções; ama as paixões fortes, não por razões profundas, mas porque momentâneamente elas lhe permitem evadir-se de si próprio e afastam dele a dolorosa necessidade de pensar.
Toda a paixão é para ele uma forma de intoxicação, e desde que não pode conceber uma felicidade fundamental, a intoxicação parece-lhe o único alívio para o seu sofrimento. Isso, no entanto, é o sintoma duma doença de raízes profundas. Quando não há tal doença, a felicidade provém da plena posse das suas faculdades. É nos momentos em que o espírito está mais activo, em que menos coisas são esquecidas que se sentem alegrias mais intensas. Esta é, sem dúvida, uma das melhores pedras de toque da felicidade. A felicidade que exige intoxicação de não importa que espécie, é falsa e não dá qualquer satisfação. A felicidade que satisfaz verdadeiramente é acompanhada pelo completo exercício das nossas faculdades e pela compreensão plena do mundo em que vivemos.»
Bertrand Russell, in “A Conquista da Felicidade”
Publicado por Violeta Teixeira em 10/11 às 04:19 PM
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William Blake
“Uma verdade que é dita com má intenção supera todas as mentiras que você pode inventar.”
William Blake
Publicado por Violeta Teixeira em 10/11 às 04:08 PM
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