Domingo, 30 Setembro, 2007
«A SATISFAÇÃO DO TRABALHO»
Eugène Delacroix
«Para não sofrer, trabalha. Sempre que puderes diminuir o teu tédio ou o teu sofrimento pelo trabalho, trabalha sem pensar. Parece simples à primeira vista. Eis um exemplo trivial: saí de casa e sinto que as roupas me incomodam, mas com a preguiça de voltar atrás e mudar de roupa continuo a caminhar. Existem contudo muitos outros exemplos. Se se aplicasse esta determinação tanto às coisas banais da existência como às coisas importantes, comunicar-se-ia à alma um fundo e um equilíbrio que constituem o estado mais propício para repelir o tédio.
Sentir que fazemos o que devemos fazer aumenta a consideração que temos por nós próprios; desfrutamos, à falta de outros motivos de contentamento, do primeiro dos prazeres - o de estar contente consigo mesmo… É enorme a satisfação de um homem que trabalhou e que aproveitou convenientemente o seu dia. Quando me encontro nesse estado, gozo depois, deliciadamente, com o repouso e os mais pequenos lazeres. Posso mesmo encontrar-me no meio das pessoas mais aborrecidas, sem o menor desagrado; a recordação do trabalho feito não me abandona e preserva-me do aborrecimento e da tristeza.»
Eugène Delacroix, in ‘Diário’
Publicado por Violeta Teixeira em 30/09 às 01:29 AM
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EDWARD HOPPER
Edward Hopper
«Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor norte-americano mais lembrado por suas misteriosas representações realistas da solidão na contemporaneidade.
Vida
Nascido no estado de Nova Iorque, Hopper estudou arte comercial e pintura na cidade de Nova Iorque. Um dos seus professores, o artista Robert Henri, encorajava seus estudantes a usar suas artes para “fazer um movimento no mundo”. Henri, uma influência de Hopper. motivou estudantes a fazerem descrições realistas da vida urbana. Os estudantes de Henri, muitos dos quais desenvolveram-se artistas importantes, tornaram-se conhecidos como Escola de Ashcan de arte norte-americana.
Ao completar sua educação formal, Hopper fez três viagens pela Europa para estudar a cena emergente de arte européia, mas diferente de muitos de seus conteporâneos que imitavam as experências abstratas do cubismo, o idealismo dos pintores realistas ressonou com Hopper. Ele logo projetou os reflexos da inflência realista.
Enquanto trabalhou por vários anos como artista comercial, Hopper continuou pintando. Em 1925 ele produziu Casa ao lado da ferrovia, um trabalho clássico que marcou sua maturidade artística. A obra é a primeira de uma série da cena totalmente urbana e rural de linhas finas e formas largas, feita com uma iluminação incomum para capturar a solidão que marca sua obra. Ele trouxe seu tema das características comuns da vida Norteamericana - estações de gasolina, hotéis, ferrovia, ou uma rua vazia.
Hopper continuou pintando na sua velhice, dividindo seu tempo entre a Cidade de Nova Iorque e Truro, Massachusetts. Ele morreu em 1967, no seu estúdio próximo ao Washington Square Park, na Cidade de Nova Iorque. Sua esposa, a pintora Josephine Nivison, que morreu dez anos depois que Hopper, doou seu trabalho ao Whitney Museum of American Art. Outros trabalhos importantes de Hopper estão no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, no The Des Moines Art Center, e no Instituto de Arte de Chicago.
Trabalhos
A melhor pintura conhecida de Hopper, Aves da noite (1942, mostra clientes sentados em um balcão de um restaurante. O severo jogo de luz do restaurante mostra a noite pacífica do lado de fora. Os clientes, sentados nos tamboretes ao redor do balcão, aparecem isolados, ou até mesmo detestáveis.
Outros exemplos são Chop Suey, Quartos para turistas, Automat e Escritório de cidade pequena.
As cenas rurais da Nova Inglaterra de Hopper, como Gasolina (1940), não são menos significantes. Em termos de tema, ele pode ser comparado ao contemporâneo, Norman Rockwell, mas enquanto Rockell triunfou na imagem rica de uma pequena cidade dos Estados Unidos, Hopper descreve isto na mesma sensação de solidão abandonada que penetra seu retrato da vida na cidade. Aqui também, o trabalho de Hopper explora vastos espaços vazios, representados por um posto de gasolina perdido montou uma estrada rural vazia e a forma contrasta entre a luz natural do céu, moderado pela floresta exuberante, e a claridade de luz artificial vindo de dentro do posto de gasolina.
Exposições
Em 2004, uma grande seleção de pinturas de Hopper viajou pela Europa, visitando Colônia, na Alemanha e o Tate moderno em Londres. A exposição no Tate se tornou a segunda mais popular na galeria de história, com 420 mil visitantes nos três meses que ficou aberta.
Em 2006, para comemorar os 75 anos o Whitney Museum ocupou todo o seu quinto com uma exposição de Hopper, ficando aberta do dia 6 de julho ao dia 3 de dezmbro. Estão na amostra pinturas do período em que Hopper viveu em Paris, e também seus famosos quadros sobre a solidão e a desesperança estadunidense, como Cinema em NY e Manhã de domingo.
Influência
A influência de Hopper no mundo da arte e da cultura pop é inegável. Homenagens a Aves da Noite caracterizando personagens de desenho animado ou ícones famosos da cultura pop como James Dean e Marilyn Monroe são freqüentemente encontrados em lojas de quadros e de presentes. Apesar disso, muito de suas pinturas também se basea na sua esposa como modelo para as figuras femininas.
As composições cinematográficos de Hopper e seu uso dramático de luzes e escuridão também fez dele o favorito entre os cineastas. Por exemplo, diz-se Casa ao lado da ferrovia influenciou levemente a casa no filme psicose de Alfred Hitchcock. A mesma pintura também é citada como sendo uma influência na casa de Terrence Malick no filme Cinzas do paraíso.
Em 2004 o guitarrista britânico John Squire lançou um álbum conceitual baseado na trabalho de Hopper intitulado Marshall’s House. Cada música do álbum foi inspirada por, e compartilhado o título, com uma pintura de Hopper.
A influência de Hopper alcançou até mesmo as animações japosena na série Texhnolyze, sendo usado como base do mundo superficial da série.»
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/09 às 01:19 AM
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«MISE EM SCÈNE»
Gary D. Ercole
Na corola da sua mão
De esteta, exibe,
Sobre o pénis, um
Peixe argênteo.
Rodopiam, em torno,
Pernas e sexos e bocas,
No ritmo, líquido
E lascivo,
Do vinho boémio.
Não espere, porém,
O «voyeur», que lhe revele,
O quanto exulta o artista
Desta «mise en scène».
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 30/09 às 01:02 AM
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Sábado, 29 Setembro, 2007
«NOVOS CONFRONTOS NA BIRMÂNIA»
Última Hora
2007-09-29 - 11:52:00
Enviado da ONU chega ao país
Novos confrontos na Birmânia
Após uma manhã de aparente calma, os confrontos entre as forças de segurança e grupos de manifestantes voltaram este sábado às ruas em Myanmar, antiga Birmânia.
As autoridades efectuaram disparos e lançaram gás lacrimogéneo contra cerca de dois mil manifestantes, em Rangum, capital do país. Dezenas de pessoas foram detidas, em número não é ainda conhecido.
Os confrontos surgiram pouco antes da chegada do enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, que viajava com uma mensagem de moderação e diálogo.
A Junta Militar, que governa a antiga Birmânia há já 45 anos, tinha anunciado a morte de 15 pessoas, na sequência dos confrontos entre a população e os soldados, no entanto, esse número é contestado por algumas organizações internacionais de direitos humanos e ainda pelo primeiro-ministro britânica, Gordon Brown.
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Publicado por Violeta Teixeira em 29/09 às 12:26 PM
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«ERROS NECESSÁRIOS»
Autoria?
«As parvoíces em que temos de nos meter para chegarmos onde temos de chegar, a extensão dos erros que precisamos de fazer! Se nos informassem antecipadamente de todos os erros, diríamos não, não posso fazer isso, têm de arranjar outro qualquer, eu sou demasiado esperto para fazer essas asneiras. E responder-nos-iam, nós temos confiança, não te preocupes, e nós responderíamos não, nada feito, precisam de um schmuck muito maior do que eu, mas eles repetiriam que têm confiança que somos a pessoa indicada, de que evoluiremos para um schmuck colossal mais conscienciosamente do que podemos começar sequer a imaginar, de que cometeremos os erros numa escala que nem podemos sonhar agora: porque não existe nenhuma outra maneira de atingir o fim.»
Philip Roth, in ‘Teatro de Sabbath’
Publicado por Violeta Teixeira em 29/09 às 12:58 AM
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QUE SE QUER OCULTAR?
Registo fotográfico de .K&p. - Olhares.com
«O homem que só bebe água tem algum segredo que pretende ocultar dos seus semelhantes.»
Charles Baudelaire
Publicado por Violeta Teixeira em 29/09 às 12:43 AM
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ESGARÇO-ME AS VESTES
Registo fotográfico de Bertram Bahner
Esgarço-me
As vestes
Que se não ajustam
À fórmula
De combustão
Do corpo.
Trago-o,
De asas viciosas,
Fora da rota
Da conjunção
Dos astros.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 29/09 às 12:34 AM
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Sexta-feira, 28 Setembro, 2007
ABERTURA DE UM MUSEU EM ALMODÔVAR
Património: Museu abre sábado em Almodôvar para desvendar achados com a mais antiga escrita da Península Ibérica
28 de Setembro de 2007, 11:33
Almodôvar, Beja, 28 Set (Lusa) - Uma estela funerária com uma das maiores inscrições da escrita tartéssica é um dos “tesouros” do museu que abre sábado na vila alentejana de Almodôvar, para desvendar achados epigrafados com a mais antiga escrita da Península Ibérica.
O Museu da Escrita do Sudoeste, (como também é conhecida a escrita tartéssica), criado pela autarquia local no edifício do antigo Cine-Teatro Municipal, em pleno centro histórico de Almodôvar, abre às 15:00.
No âmbito das Jornadas Europeia do Património, a decorrerem este fim-de-semana, o museu vai estar aberto também no domingo, voltando a encerrar até ao dia da inauguração oficial, ainda sem data marcada.
O arqueólogo e coordenador científico do projecto, Amílcar Guerra, explicou à agência Lusa que o núcleo museológico vai “expor alguns dos mais importantes achados arqueológicos epigrafados com caracteres da Escrita do Sudoeste”.
Trata-se, sobretudo, de estelas funerárias, ou seja, colunas tumulares em pedra de xisto, nas quais os antigos faziam inscrições e eram colocadas ao alto nas sepulturas.
A instalação do museu em Almodôvar, segundo o arqueólogo, justifica-se “plenamente”, porque este concelho “é uma das áreas da Península Ibérica com uma das maiores e das mais importantes concentrações” daqueles achados.
O museu, que vai abrir com 20 peças, inclui um espólio permanente de 16 estelas achadas no núcleo arqueológico de Almodôvar.
Este espólio, acrescentou, “deverá ser variado com a exposição de outras estelas descobertas fora do núcleo de Almodôvar, que são também muito interessantes e diversificadas”.
As 16 estelas epigrafadas com Escrita do Sudoeste achadas no concelho de Almodôvar fazem parte das 75 estelas descobertas em território português e de um total de 90 conhecidas na Península Ibérica.
Entre o espólio inicial do museu, Amílcar Guerra destacou a Estela de São Martinho, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de São Marcos da Serra, no concelho algarvio de Silves.
“É uma estela notável, não apenas pelas suas dimensões, mas especialmente pela extensão do seu texto, com cerca de 60 signos identificados, o que permite considerá-la uma das inscrições mais extensas de escrita tartéssica”, precisou.
Em termos de interesse científico, o arqueólogo destacou ainda a Estela da Abóbada, achada no sítio arqueológico com o mesmo nome na freguesia de Gomes Aires, em Almodôvar.
“É uma estela particularmente interessante e fora do comum por ser uma das poucas com figuras”, salientou, frisando tratar-se de “um exemplo ilustrativo do interesse da escrita tartéssica”.
A Escrita do Sudoeste ou Tartéssica, da I Idade do Ferro no Sul de Espanha e Portugal, foi desenvolvida pelos Tartessos, o nome pelo qual os gregos conheciam a primeira civilização do Ocidente, que se terá desenvolvido nas zonas das actuais regiões da Andaluzia espanhola e Baixo Alentejo e Algarve.
A escrita dos Tartessos, que tiveram influências culturais de Egípcios e Fenícios, explicou Amílcar Guerra, “é distinta das dos povos vizinhos, complexa e permanece indecifrável até à actualidade”.
LL.
Lusa/Fim
Publicado por Violeta Teixeira em 28/09 às 11:35 AM
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ALI, VOLVO O OLHAR
Registo fotográfico de Diogo Ruas-Olhares.com
Ali, volvo
O olhar
Para o oceano,
Temeroso
E turvo.
Encosto
A cabeça
Aos joelhos
Do cais.
E, por ali,
Me permaneço.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000
Publicado por Violeta Teixeira em 28/09 às 10:55 AM
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«A ORDEM DAS COISAS»
Registo fotográfico de Rattus- Olhares.com
«Natura deficit, fortuna mutatur, deus omnia cernit. A natureza trai-nos, a sorte muda, um deus vê do alto todas estas coisas. Apertava ao dedo a mesa de um anel onde, num dia de amargura, mandava gravar estas palavras tristes; ia mais longe no desengano, talvez na blasfémia; acabava por achar natural, senão justo, que devíamos perecer. As nossas letras esgotam-se; as nossas artes adormecem; Pâncrates não é Homero; Arriano não é Xenofonte; quando tentei imortalizar na pedra a forma de Antínoo não encontrei Praxíteles. Depois de Aristóteles e de Arquimedes, as nossas ciências não progridem; os nossos progressos técnicos não resistiriam ao desgaste de uma longa guerra; mesmo os nossos voluptuosos desgostam-se da felicidade. O abrandamento dos costumes, o avanço das ideias no decorrer do último século é obra de uma infima minoria de bons espíritos; a massa continua ignara, feroz, quando pode, de qualquer forma egoísta e limitada, e há razões para apostar que ficará sempre assim. Procuradores a mais, publicanos ávidos, demasiados senadores desconfiados, demasiados centuriões brutais comprometeram adiantadamente a nossa obra; e os impérios, como os homens, já não têm tempo para se instruírem à custa das suas faltas. Onde quer que um tecelão remendar o seu pano, onde um calculador hábil corrigir os seus erros, onde o artista retocar a sua obra-prima ainda imperfeita ou apenas danificada, a natureza prefere repartir sem intermediário a argila e o caos, e esse esbanjamento é o que se chama a ordem das coisas.»
Marguerite Yourcenar, in ‘Memórias de Adriano’
Publicado por Violeta Teixeira em 28/09 às 10:39 AM
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Quinta-feira, 27 Setembro, 2007
BIRMÂNIA
Myanmar: Exército dispara para dispersar manifestantes
O exército disparou hoje tiros de advertência para dispersar cerca de 70.000 manifestantes das ruas de Rangum, depois de ter dado 10 minutos aos manifestantes para se retirarem, sob pena de sofrerem medidas extremas.
Segundo testemunhas, pelo menos um homem foi morto a tiro, apesar de aparentemente os disparos terem sido para o ar, nas imediações do pagode de Sule, em Rangum.
De acordo com a página digital da estação de televisão britânica Sky News, os soldados usaram gás lacrimogéneo contra os manifestantes.
Nas imagens difundidas pela Sky News, centenas de manifestantes - já não maioritariamente monges - fogem dos soldados, sob nuvens de gás.
Cerca de 200 soldados encontram-se no centro da cidade, segundo testemunhas, citadas pela Sky.
Os militares percorrem o centro da cidade, com megafones, e aconselham as pessoas a regressarem a casa, enquanto disparam tiros de advertência.
Segundo testemunhas, citadas pela Sky, a polícia, munida de bastões, agrediu cerca de 1.000 pessoas que protegiam quatro monges, em Rangum.
As manifestações em Rangum, principal cidade da Birmânia, têm-se sucedido nos últimos dias, na maior demonstração de contestação ao regime, em duas décadas, depois de milhares de estudantes pro-democracia terem sido mortos em 1988 pela junta militar.
Recorrendo ao uso da força pela primeira vez, este mês, a segurança birmanesa atacou dois mosteiros budistas, em Rangum, durante a madrugada e, segundo testemunhas, deteve entre 200 e 500 monges, relata a Sky News.
Myint Thein, porta-voz do partido da líder da oposição e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária nos últimos 18 anos, foi também detido.
Diário Digital / Lusa
27-09-2007 11:33:00
Fotógrafo japonês morre nos protestos em Myanmar
Um fotógrafo japonês morreu hoje durante os protestos em Rangum contra as autoridades militares de Myanmar, informou a agência japonesa Kyodo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros birmanês informou a Embaixada do Japão em Rangum que um cidadão japonês morreu hoje, possivelmente um fotojornalista.
Os responsáveis diplomáticos do Japão foram ao hospital confirmar a informação, segundo a Kyodo.
Pelo menos nove pessoas morreram hoje em acções de dispersão das manifestações promovidas pelo Exército. Outras seis pessoas morreram na quarta-feira durante os confrontos, entre eles vários monges budistas.
27-09-2007 12:45:27
In Diário Digital
Publicado por Violeta Teixeira em 27/09 às 01:00 PM
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LOUCURAS
Edward Hopper
«As pessoas alegres cometem mais loucuras do que as pessoas tristes, mas estas fazem-nas mais graves.»
Mihail Eminescu
Publicado por Violeta Teixeira em 27/09 às 08:54 AM
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NÃO JULGUES
Marcin Klepacki
«Não julgues. A vida é um mistério, cada um obedece a leis diferentes. Conheces porventura a força das coisas que os conduziram, os sofrimentos e os desejos que cavaram o seu caminho? Supreendestes porventura a voz da sua consciência a revelar-lhes em voz baixa o segredo do seu destino? Não julgues; olha o lago puro e a água tranquila onde vêm quebrar-se as mil vagas que varrem o universo… É preciso que aconteça tudo aquilo que vês.
Todas as ondas do oceano são precisas para levar ao porto o navio da verdade. Acredita na eficácia da morte do que queres para participares do triunfo do que deve ser.»
Jeanne Vietinghoff (citado em “In Memoriam”, por Marguerite Yourcenar)
Publicado por Violeta Teixeira em 27/09 às 08:46 AM
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À BEIRA DA VERTIGEM…
Pissarro
Atravesso as passadeiras
Omissas da que fora
A Terra Prometida.
Faço-o de olhos turvos
Das imagens ainda quentes
E trémulas, após saque secreto,
Quase mágico do espaço donde
Acabo de sair, dentro da pele
De um fugitivo, assustada
Com o crepúsculo recente.
Liberta, grito a dependência
Que já começa a correr,
Perversa, nas veias do devir
Desamparado e próximo.
Agora, que a noite pendura
Nos céus o rosto de uma lua
Pálida e mutilada, não sei como
Me fugir, com o coração separado
Do corpo, galopando sobre a sombra
De um ausente, cuja voz ainda
Me detém à beira da vertigem
Do anulamento.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 27/09 às 08:23 AM
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Quarta-feira, 26 Setembro, 2007
OS HERÓIS DA BIRMÂNIA
OS HERÓIS DA BIRMÂNIA
Sena Santos
jornalista
Na Birmânia a esperança começa a sair do ponto morto: “Milhares de bonzos de vários pagodes estão a manifestar-se nas ruas em protesto contra a junta militarl” [The Guardian]; “Os sacerdotes budistas, vestidos com as habituais túnicas avermelhadas e com o crânio reluzente ao sol implacável de Rangoon, marcham em longas colunas silenciosas pelas ruas onde são ladeados por milhares de laicos que os aplaudem. Os bonzos mostram à sua maneira tranquila e disciplinada que reprovam o modo como o regime militar comanda o país há 45 anos. O acto é simbólico, mas extraordinariamente poderoso neste país fechado, com 60 milhões de habitantes impregnados pelo budismo” [Mas Constant, repórter do Le Temps de Genéve].
“Estas manifestações coincidem com os 19 anos do esmagamento pelos militares do movimento democrático liderado pela detida Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. Esta vaga de protestos começou em 19 de Agosto quando as autoridades subiram o preço dos combustíveis 500%” [The New York Times]; “Este aumento brutal tornou ainda mais difícil a vida precária da população que é das mais pobres no mundo” [Le Temps]
The Independent dá voz a “Heróis no inferno: Quem protesta expõe-se à tortura na prisão. Um jornalista de 70 anos, após 13 passados na cadeia, explica que ninguém pode falar, a ausência de liberdade e de Estado de direito é total.”
Quem sustenta a ditadura de Rangoon? “O apoio vem dos aliados na Rússia, China e Coreia do Norte” [Le Nouvel Obs]; “os protestos de agora podem ser o aguaceiro que antecede a tempestade sobre os generais” [CS Monitor].
“Estes tiranos que se impõem através do terror estão a ser abalados por alguns bravos. Infelizmente, o mundo permanece mudo. Há declarações de preocupação, apenas isso. É absurdo o mito de que a junta militar é insensível a pressões. Importa agir, com a União Europeia e a ONU à cabeça. Para começar, impor prazo para libertação de presos políticos. Se não cumprirem, aplicar-lhes sanções económicas. Não podemos continuar a abandonar o povo da Birmânia” [The Independent].
25-09-2007
Birmânia: Polícia carrega sobre manifestantes
Polícias armados com bastões carregaram hoje sobre os manifestantes em Rangum, batendo indiscriminadamente em estudantes e em monges budistas que se tinham concentrado perto do pagode Shwedagon, preparando nova manifestação, anunciaram testemunhas.
Os manifestantes, calculados em cerca de 700, na sua maioria jovens, fugiram enquanto os soldados cercavam o sector.
Cerca de 500 bonzos encontravam-se no interior do pagode, de onde têm partido diariamente, desde 18 de Setembro, as manifestações contra a Junta Militar que detém o poder.
Outros monges estavam a tentar entrar no templo na altura em que se iniciaram os incidentes, às 12:00 locais (06:30 em Lisboa).
A capital da Birmânia, país cujo nome foi mudado para Myanmar pela Junta Militar, foi colocada terça-feira em regime de recolher obrigatório e o acesso ao centro foi restringido, numa situação semelhante à declaração do estado de emergência.
As medidas foram anunciadas terça-feira pelas autoridades como forma de tentar pôr termo às manifestações contra a Junta Militar.
Diário Digital / Lusa
26-09-2007 7:18:00
Nota: mais de 30 mortos( civis e monges), feridos, monges presos.
Publicado por Violeta Teixeira em 26/09 às 12:34 PM
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