Sexta-feira, 31 Agosto, 2007

HUMÍLIMA HOMENAGEM

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=2167

Rússia, 1892- 31-8-1941

Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 11:29 AM
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HUMÍLIMA HOMENAGEM

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=2167

NAVEGADOR

Embala-me no batel das estrelas!
Cansam-me a cabeça as vagas!

Há muito quero acostar – cansam-me
A cabeça os sentimentos:

Hinos – louros –heróis –hidras –
Cansam-me a cabeça os jogos!

Deita-me entre ervas, carumas –
Cansam-me a cabeça as guerras…

12 de Junho de 1923
Marina Tsvetáeva
Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra

«Marina Tsvetaeva nasceu em Moscou em 1892 e, após uma vida condicionada por trágicas circunstâncias, suicidou-se em Kazan, no dia 31 de Agosto de 1941. Filha de um filólogo ilustre, de origem plebéia, professor universitário e fundador do Museu Puchkin, e de uma musicista, de ascendência alemã, aristocrata, teve sua infância marcada, como ela mesma diz, pelo exemplo de dedicação ao trabalho e pelo culto à natureza (pai), ao mesmo tempo que pelo amor à música e à poesia (mãe). Aos dezesseis anos tem seu primeiro livro de poemas acolhido pela crítica (Volóchin, Briussov) como uma revelação.
A partir deste momento abandona seus estudos musicais e dedica-se
em definitivo à poesia. Conhece a fundo a lírica européia de seu tempo (especialmente a alemã e a francesa), mas são seus conterrâneos (Blok, Akhmatova, Biéli, Mandelstamm, Maiakóvski), a
Rússia e seus temas que suscitam a pujança de sua expressão poética.
Força e refinamento junto de uma intrigante angulosidade e diversidade de estilo e de argumento, aliados a uma expressão rítmica das mais felizes situam-na, na moderna poesia russa, entre seus últimos grandes representantes: Pasternak, Mandelstamm e Akhmatova.
Apresento aqui, numa tentativa de tradução, alguns poemas
seus que acreditei representativos.»

Aurora Bernardine publicada na Revista ATRAVÉS 1
de janeiro de 1983 - Editora Martins Fontes

Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 11:24 AM
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«ESQUECIMENTO ESVAZIANTE»

Marafona

«A variedade das nossas emoções torna claro que cada homem guarda dentro de si os celeiros do contentamento e do descontentamento: os jarros das coisas boas e más não estão depositados «na soleira de Zeus», mas na alma. O néscio negligencia e desdenha as coisas boas que lá estão porque a sua imaginação acha-se sempre voltada para o futuro; o sensato, porém, torna os factos pregressos vividamente presentes com recordá-los. O presente oferece-se ao toque da nossa mão apenas por um instante e logo nos ilude os sentidos; os tolos julgam que ele não é mais nosso, que não mais nos pertence.
Há a pintura de um cordoeiro no inferno, com um asno a engolir toda a corda feita por ele, à medida que ele a entretece; assim é a multidão acometida e dominada pelo esquecimento insensato e ingrato, que apaga cada acto, cada sucesso, cada experiência aprazível de bem-estar, de camaradagem e de deleite.
O esquecimento não consente à vida desenvolver-se unitariamente, o passado entretecido com o presente, mas separa o ontem do hoje, como se fossem de diferente substância, e o hoje do amanhã, como se não fossem o mesmo; transforma toda a ocorrência em não ocorrência. A lógica do sofista, que nega o princípio do desenvolvimento fundado em que o estar-se em fluxo constante transformaria cada um de nós num outro homem, faz lembrar os que não retêm nem acalentam o passado na memória, mas permitem que ele se esvaia, tornando-se dessarte vazios e empobrecidos, dia por dia, e dependentes do amanhã, como se tudo quanto ocorreu ontem e anteontem não tivesse ocorrido ou fosse destituído de importância para eles.»

Plutarco, in ‘Do Contentamento’

Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 02:38 AM
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CREPÚSCULO

Foto da autoria de Violeta Teixeira/Pandora-Olhares.com

O crepúsculo toma tintas
De letargia amena,
Nas vidraças,
Que dão para as lagunas
Do desassossego
De penas migrantes.

Mergulha os olhos
Nos juncais, alagados
De um desespero
Esbracejante.

Rasga-se as vestes,
De seda,
Tingidas de vermelho,
Descalça-se,
Com gestos esfarelados
De cansaço,

E apressa-se a cumprir
O pacto celebrado,
Na cerimónia solene
Do pórtico branco.

Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 31/08 às 02:06 AM
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Quinta-feira, 30 Agosto, 2007

UMA SEBE DE MORFINA

Aranhas avermelhadas,
De patas enormes finíssimas,
Peregrinam na lisura
Branca das paredes.

Sádica e fascinada, a artista
Fixa-lhes a rota finita, com
Uma sebe de morfina.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003

Publicado por Violeta Teixeira em 30/08 às 08:17 AM
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BELEZA/VERDADE

Paulo Madeira - http://www.paulomadeira.net

“A beleza é verdade, e a verdade beleza’ - isso é tudo que sabeis na terra, e tudo que precisais saber.”

John Keats

Publicado por Violeta Teixeira em 30/08 às 01:09 AM
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«NÃO ACREDITO NA PALAVRA GLÓRIA»

Foto da autoria de Rattus-Olhares.com

«A glória externa está mais ligada à morte que à vida. Quando a glória chega, e se abate sobre qualquer um, o objecto que a provocou já está escrito, no seu caminho, já feito, as obras já foram contabilizadas nas colunas da morte. Somos substituídos por aquilo que já fizemos, e querer ser célebre a qualquer preço é, igualmente, apossar-se da própria morte, conhecer já o que ela faz.»

Marguerite Duras, in “Mundo Exterior “

Publicado por Violeta Teixeira em 30/08 às 12:37 AM
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Quarta-feira, 29 Agosto, 2007

QU’IL COULE!

Foto da autoria Luís Gonzaga Batista


Qu’il coule!
Ma pendule du sang
Ne sonne pas, de sorte
Que j’écoute son moi,
M’en avertissant.

Violeta Teixeira, inédito

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 01:28 AM
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«O HOMEM NÃO É MAIS DO QUE A SUA IMAGEM»

Paul Giudicelli

«O homem não é mais do que a sua imagem. Os filósofos bem podem explicar-nos que a opinião do mundo pouco conta e que só importa aquilo que somos. Mas os filósofos não percebem nada. Enquanto vivermos entre os seres humanos, seremos aquilo que os seres humanos considerarem que somos. Passamos por velhacos ou manhosos quando não paramos de perguntar a nós próprios como nos vêem os outros, quando nos esforçamos por ser o mais simpáticos possível. Mas entre o meu eu e o do outro, existirá algum contacto directo, sem a mediação dos olhos? Será pensável o amor sem uma perseguição angustiada da nossa própria imagem no pensamento da pessoa amada? Quando deixamos de nos preocupar com a maneira como o outro nos vê, deixamos de o amar.»

Milan Kundera, in “A Imortalidade”

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 12:58 AM
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A VERDADE

Foto da autoria de Violeta Teixeira/Pandora

“A verdade pura e simples é raramente pura e nunca simples.”

Oscar Wilde

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 12:49 AM
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Terça-feira, 28 Agosto, 2007

UNE LAGUNE DE SANG

Autoria?

Que j’aimerais bien
Etre l’objet d’un ravisseur !
Vous pensez à la peur ? Je ne l’ai jamais
Éprouvée. L’important c’est une rose rouge
Déchirée, sur une lagune de sang,
Caressée par la pleine lune
Et par les bras
D’un pin maritime.

Violeta Teixeira, inédito

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 08:16 AM
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«A REPULSA DO PODER PELA HOMEM DE LETRAS»

Joan Miró

«A repulsa dos poderes constituídos pelo homem de letras e pelo homem de pensamento (pois tanto a expressão racionalista do filósofo e do sociólogo como a apreensão intuitiva do real a que procede o ficcionista surgem como ameaça aos sistemas de imposição de ideias ou de coerciva persuasão), esse afastamento do intelectual inconformista, transformado assim, com raras excepções (que nalguns casos já beiram o limite da assimilação) em outsider, representa uma destruição de valores culturais, que se traduz não poucas vezes em atraso de gerações.
Evidentemente, tal relegamento do escritor para zonas de sombra acicata-o por vezes, levando-o a produções vertebradas, que são autênticos gritos da inteligência rebelde e onde não raro se derrama o melhor da capacidade imaginativa, tensa e exasperada, de períodos em que se obscurece a comunicação normal entre os homens e em que a acção do livro, reduzida embora em extensão, ganha uma acutilante qualidade crítica e concentra a dignidade de minorias advertidas culturalmente e firmes no seu espírito de resistência. Mas o saldo não deixa de ser negativo quando se considera não já tudo aquilo que o escritor suporta e sofre, mas - e sobretudo - o muito que a camada dos leitores perde pela falta de convívio efectivo com aqueles que são não, é claro, os meus mentores, mas os que injectam na massa ideias novas, que divisam, na zona tenebrosa em que o futuro se vai pouco a pouco libertando da hora viva, os moventes sinais de amanhã.»

Urbano Tavares Rodrigues, in “Ensaios de Escreviver”

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 12:49 AM
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A LIBERDADE

«A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela.»

Abe Kobo, in"A Face de Outro”

«Abe Kobo (7 de Março de 1924 - 22 de Janeiro de 1993) foi um romancista, dramaturgo, novelista, contista e compositor japonês, líder do vanguardismo (ver Vanguarda). Seu conhecimento da literatura ocidental, do existencialismo, do surrealismo e do marxismo moldaram sua posição ante aos problemas de perda de identidade no Japão do pós-guerra.
Em sua obra destacam-se o romance A mulher nas dunas (1964) e peças teatrais minimalistas (Ver Minimalismo), entre elas, Bo ni natta otoko (1969).
Abe Kobo nasceu em Tóquio e passou a infância e a adolescência na região de Dongbei Pingyuan ou Manchúria, então ocupada pelos japoneses, onde seu pai era professor de medicina. Em 1943, ingressou na Escola de Medicina da Universidade de Tóquio. Interrompeu os estudos ao sofrer um esgotamento nervoso que o levou a ser internado em um hospital para doentes mentais.
No fim da Segunda Guerra Mundial, Abe Kobo era vendedor ambulante, enquanto escrevia poemas e contos. Em 1947, publicou seu primeiro livro, Poemas de um desconhecido. Os poemas posteriores, com o título de Um sinal no fim de uma estrada, apareceram em uma revista no ano seguinte. A partir daí, Abe Kobo passou a fazer parte de um grupo de escritores e artistas surrealistas e a se interessar por teatro e cinema de vanguarda. Sua primeira compilação de contos, publicada em 1951, recebeu o Prêmio Akutagawa, o maior prêmio literário do Japão.
A mulher nas dunas, seu livro mais conhecido, conta a história de um entomologista (vide Entomologia) que, induzido a entrar em uma armadilha, passa o resto da vida como um inseto preso. O romance, traduzido para vinte línguas, proporcionou a Abe Kobo reconhecimento internacional. A peça Bo ni natta otoko lembra a condição apavorante da personagem de A metamorfose, do escritor tcheco Franz Kafka.»

In WIKIPÉDIA (versão brasileira)

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 12:41 AM
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Segunda-feira, 27 Agosto, 2007

«HÁ BURROS FALSOS E LOUCOS VERDADEIROS»

Víctor Shab

«O mais esperto dos homens é aquele que, pelo menos no meu parecer, espontâneamente, uma vez por mês, no mínimo, se chama a si mesmo asno..., coisa que hoje em dia constitui uma raridade inaudita. Outrora dizia-se do burro, pelo menos uma vez por ano, que ele o era, de facto; mas hoje… nada disso. E a tal ponto tudo hoje está mudado que, valha-me Deus!, não há maneira certa de distinguirmos o homem de talento do imbecil. Coisa que, naturalmente, obedece a um propósito.
Acabo de me lembrar, a propósito, de uma anedota espanhola. Coisa de dois séculos e meio passados dizia-se em Espanha, quando os Franceses construíram o primeiro manicómio: «Fecharam num lugar à parte todos os seus doidos para nos fazerem acreditar que têm juízo». Os Espanhóis têm razão: quando fechamos os outros num manicómio, pretendemos demonstrar que estamos em nosso perfeito juízo. «X endoideceu...; portanto nós temos o nosso juízo no seu lugar». Não; há tempos já que a conclusão não é lícita.»

Fiodor Dostoievski, in “Diário de um Escritor”

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 01:54 PM
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HUMÍLIMA HOMENAGEM

Recordo-te. Fomos colegas na Faculdade de Letras de Lisboa. O teu pai foi meu professor. De mim, recordar-te-ás?
Julgo que sim.

«Morreu Eduardo Prado Coelho

O professor Eduardo Prado Coelho morreu, este sábado de manhã, aos 63 anos. O corpo do ensaísta vai estar em câmara ardente a partir das 17:30 deste sábado no Palácio Galveias, de onde sairá no domingo a caminho do Cemitério dos Prazeres.»

( 17:22 / 25 de Agosto 07 )

TSF
Agosto 26, 2007

«Tributo a Eduardo Prado Coelho (1944-2007)
«Ao longo dos anos aprendi a admirar Eduardo Prado Coelho, não tanto talvez pela sua obra e carreira, da qual pouco conheci até ao momento, mas pela leitura das suas colunas de opinião que na maior parte das vezes me surpreendiam pela imensidão de conhecimento que este homem possuía e pela forma simples com que a transmitia, detentor de uma autêntica sabedoria ao alcance de poucos hoje em dia, comparando a frescura dos seus textos com o cinzentismo, previsibilidade e pobreza da maioria das colunas de opinião que grassam por essa imprensa fora (infelizmente). Conheci Eduardo Prado Coelho numa pequena conferência em que este dissertou sobre o prazer da leitura, e não resisti a dar-lhe a conhecer o projecto Citador, ao que este de forma simpática e diplomática teceu alguns elogios pela sua missão de divulgação da cultura.
Por todos estes motivos, e aproveitando todas as citações que recolhi das suas colunas de opinião ao longo dos anos, apresento de seguida as mesmas, como pequena mas sentida memória de mais um grande vulto da cultura que a nossa sociedade perdeu.
Tornamo-nos amigos de pessoas que não conhecemos, porque um dia descobrimos um livro delas.
(...)

A ciência resolve problemas, mas nada resolve o Problema. Escrever é descobrir que para certas coisas a ciência é inútil, que a poesia vive dessa inutilidade, e que só por isso é preciso continuar a escrever.»

Fonte MilFolhas (Público)

EDUARDO PRADO COELHO

«Nasceu em Lisboa, em 1944.
Licenciou-se em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorou-se em 1983, na mesma Universidade, com uma tese sobre “A Noção de Paradigma nos Estudos Literários”. Foi assistente na Faculdade de Letras de Lisboa. Em 1984, passou para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde é actualmente professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação.
Em 1988, foi para Paris ensinar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne - Paris 3. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro-cultural na Embaixada de Portugal em Paris e, em 1997, director do Instituto Camões, nesta cidade.
Tem ampla colaboração em jornais e revistas e publica uma crónica semanal sobre literatura no jornal Público, para além de um comentário político quotidiano no mesmo jornal.
É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária Os Universos da Crítica, vários livros de ensaios O Reino Flutuante, A Palavra sobre a Palavra, A Letra Litoral, A Mecânica dos Fluidos, A Noite do Mundo e dois volumes de um diário Tudo o Que Não Escrevi (Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores, 1996). Em 2004, foi-lhe atribuído o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom. Publicou recentemente Diálogos sobre a Fé” (com D. José Policarpo) e Dia Por Ama (com Ana Calhau).»


TÍTULOS PUBLICADOS PELA CAMPO DAS LETRAS:
SITUAÇÕES DE INFINITO

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 01:06 AM
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