Terça-feira, 31 Julho, 2007

HUMÍLIMA HOMENAGEM

Ferrara, 29 de Setembro de 1912- Roma, 30 de Julho de 2007

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 12:48 PM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

HUMÍLIMA HOMENAGEM

Aos 94 anos
Morreu o cineasta italiano Michelangelo Antonioni
31.07.2007 - 10h01 Agências

O cineasta italiano Michelangelo Antonioni morreu ontem à noite, em sua casa, aos 94 anos de idade, anunciou hoje a agência Ansa. Com uma carreira de mais de seis décadas, foi o autor de filmes como “Profissão: Repórter” (1975), “Blow Up - História de Um Fotógrafo” (1966) ou “A Aventura” (1960).

O realizador faleceu por volta das 19h00 locais (18h00 em Lisboa), “calmamente, em sua casa, com sua mulher, Enrica Fico, a seu lado”, refere a agência italiana. O corpo de Antonioni ficará a partir de hoje em câmara ardente na Câmara Municipal de Roma, estando o funeral marcado para quinta-feira em Ferrara, no norte de Itália, onde o realizador nasceu a 29 de Setembro de 1912.

“Com Antonioni morre não só um dos maiores realizadores mas também um mestre da modernidade”, declarou hoje o presidente da câmara de Roma, Walter Veltroni, em comunicado.

Antonioni, um dos cineastas italianos modernos mais conceituados internacionalmente, alcançou a fama no fim da década de 60 e início da década de 70 com uma série de fimes individualizados.

Depois de vários anos a trabalhar com alguns dos maiores nomes do movimento neo-realista italiano, Antonioni foi aclamado mundialmente com filmes que exploravam aquilo que, na sua opinião, representava a esterilidade emocional da sociedade moderna. Ficou também conhecido como o cineasta da incomunicabilidade, “mal-de-vivre” e do amor impossível. O seu percurso internacional ficou marcado por prémios como o Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 1964, pelo filme “O Deserto Vermelho”; a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1967, pelo filme “Blow Up - História de um Fotógrafo”; e um prémio especial atribuído pelo júri do Festival de Cannes, pelo filme “Identificação de Uma Mulher”, em 1982.

Em 1995 foi homenageado com o Óscar de carreira e em 1997 recebeu o Leão de Ouro em Veneza, como reconhecimento pelo seu percurso de realizador.

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 12:33 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

DATA DO SEU ANIVERSÁRIO

In http://pt.wikipedia.org/wiki/Primo_Levi

Primo Levi (Turim, 31 de julho de 1919 — Turim, 11 de abril de 1987) foi um escritor italiano. Escreveu memórias, contos, poemas, e novelas. É melhor conhecido por seu trabalho sobre o Holocausto, em particular, por ter sido um prisioneiro em Auschwitz-Birkenau. Seu livro Se isso é um Homem? é considerado um dos mais importantes trabalhos memorialísticos do século XX.
Juventude
Primo Levi nasceu em Turim em 1919, dentro de uma família judia liberal. Em 1934, ele entrou para o Massimo d’Azeglio liceo classico, uma escola secundária especializada no estudo dos livros clássicos. A escola era conhecida por seus professores anti-Fascistas, entre eles Norberto Bobbio e, por alguns meses, Cesare Pavese, que mais tarde se tornaria um dos mais conhecidos romancistas italianos. Muitos biógrafos diziam que Pavese foi o professor de italiano de Levi - e, por isso, uma de suas maiores influências intelectuais. Este mito foi refutado por Thomson, biógrafo definitivo de Levi.
Levi terminou a escola em 1937 e entrou para a Universidade de Turim, onde estudou química. Em 1938, o governo Fascista aprovou uma série de leis raciais que proibiam cidadãos judeus de freqüentar escolas públicas. Como resultado destas novas diretrizes, Levi, apesar de seu desempenho, teve dificuldade em encontrar um orientador para sua tese. Mesmo assim, ele conseguiu se formar em 1941, com méritos. Seu diploma, no entando, foi marcado com a expressão de raça judia. As leis raciais também impediram que Levi encontrasse uma ocupação permanente na faculdade, depois de formado.
Auschwitz
Em setembro de 1943, depois que o governo italiano assinou o armistício com os Aliados, o ex-presidente Benito Mussolini foi resgatado da prisão pelos alemães. Ele passou a comandar um pequeno estado ítalo-germânico no norte da Itália, conhecido como República Social Italiana. O movimento de resistência italiano se tornou muito ativo nesta zona ocupada parcialmente pelos alemães. Levi, assim como vários de seus colegas, se juntaram aos partisans, que atendiam pelo nome de Movimento Justiça e Liberdade. Sem o menor treinamento militar, ele e seus companheiros foram feitos prisioneiros pela milícia fascista. Assim que os milicianos descobriram que ele era judeu, enviaram-no para um campo de prisioneiros em Fossoli, perto de Modena.
Em 11 de fevereiro de 1944, os prisioneiros do campo foram transportados para Auschwitz. Levi ficou onze meses no chamado campo da morte, até ser libertado pelo Exército Vermelho. Dos 650 judeus italianos mandados para Auschwitz com Levi, apenas vinte sobreviveram.
Levi sobreviveu por causa de uma conjunção de fatores. Ele sabia um pouco de alemão, por causa das publicações sobre química que lia; ele percebeu rapidamente que precisava a todo custo passar despercebido, sem chamar a atenção nem dos guardas nem dos prisioneiros. Sua experiência profissional também foi de grande ajuda: em novembro de 1944 ele passou a trabalhar como assistente no laboratório de Buna, que pesquisava um novo tipo de borracha sintética. Assim, ele conseguiu ao menos se manter aquecido dentro do laboratório. Logo depois da libertação do campo, ele foi acometido por escarlatina. Isso também salvou sua vida, porque os demais prisioneiros foram evacuados do campo pelas forças da SS no que ficou conhecido como marcha da morte.
Embora tenha sido libertado em 27 de janeiro de 1945, Primo Levi não voltou a Turim antes de 19 de outubro daquele ano. Depois de ficar algum tempo num ex-campo de concentração soviético, se recuperando, ele embarcou numa longa jornada até sua casa, na companhia de outros italianos, prisioneiros de guerra na Rússia. Durante esta jornada, ele passou pela Polônia, Romênia, Hungria, Áustria e Alemanha.
Literatura
Assim que voltou à Itália, Levi se tornou um químico industrial na fábrica SIVA. Ele começou a escrever sobre suas experiências no campo de concentração e sobre sua jornada de volta à pátria, que lhe renderam dois livros, hoje considerados clássicos: É isso um homem? (Se questo è un uomo) e A Trégua (La tregua). S é isso um homem? foi rejeitado por Einaudi, a aclamada e comunista casa editorial de Turim. Uma pequena editora, De Silva, lançou o livro em novembro de 1947, numa edição de 2000 cópias. Apesar de uma crítica positiva escrita por Italo Calvino no jornal L’Unità, apenas 1500 cópias foram vendidas. Levi teve de esperar até 1958 para que Einaudi republicasse o livro, numa edição revisada e expandida.
A Trégua foi lançado em 1963, quase 16 anos depois de seu primeiro livro e no mesmo ano em que Levi ganhou o Premio Campiello. Comumente publicado junto com É isso um Homem?, A Trégua conta a sua longa jornada depois da libertação de Auschwitz. O livro alavancou a reputação de Levi. Ele passou a contribuir regularmente com artigos para o jornal La Stampa. Mas ele não queria ser reconhecido apenas como memorialista. Ele queria ser conhecido como escritor de ficção. Infelizmente, seu trabalho menos conhecido é justamente uma coleção de histórias de ficção científica de cunho extremamente pessimista, intitulada Vizio di Forma.
Ele também escreveu duas outras obras memorialísticas: Momentos de Reparação e A Tabela Periódica. Momentos de Reparação trata dos homens que ele observou durante a prisão no campo de concentração. A Tabela Periódica é uma coleção de pequenas histórias, a maioria episódios de sua vida mas também dois contos ficcionais que ele escreveu antes de ser enviado a Auschwitz, todos relacionados, de algum modo, aos elementos químicos. Na Real Academia de Londres, em 19 de outubro de 2006, A Tabela Periódica foi considerado o melhor livro de ciência jamais escrito.
Levi se aposentou de seu cargo como gerente na SIVA em 1977 e se dedicou a escrever em tempo integral. Dos livros produzidos durante este período, o mais importante é também o último, Os Afogados e os sobreviventes, uma análise do Holocausto na qual Levi explica que, apesar de não odiar os alemães, ele não os perdoou jamais. Seu conto mais famoso foi publicado na coletânia A Chave-Ingelsa (1978).
Morte
Levi morreu em 11 de abril de 1987, depois de cair no vão da escada interna do prédio de três andares onde vivia. Especula-se, até hoje, que ele tenha se suicidado. Na época, Elie Wiesel disse que “Primo Levi morreu em Auschwitz quarenta anos depois.” Embora muitos parentes argumentem que a queda foi acidental, a maioria dos biógrafos tende a acatar a idéia de suicídio.»

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 09:27 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

«VIDA INCIPIENTE»

«O facto real da vida é que estamos de novo todos juntos sem se saber como nem porquê, é o imponderável que liga os seres e os deixa andar á deriva como pedaço de cortiça em praia batida pelo norte - o resto, se se quiser analisar, é uma babugem de relações sem eira nem beira ao deslizar da corrente que tanto vem dos outros lados do Atlântico como da disposição em cada um de nós. Os dias foram andando dentro de cada um de nós e na marcha de pormenores domésticos gastámos horas preciosas de nós mesmos. Acerca de comédias fizemos considerações pessoais e quando se tratava de analisar uma tragédia usufruíamos um gozo espiritual de dever cumprido sexualmente.
Passaram-se anos, também não sei quantos. Houve uns que casaram, outros que ficaram para ornamento ímpar de jantares familiares e ainda outros que se ambulanteiam pelas esquinas do vício à procura de óleo para uma máquina donde se desprendeu já a mola real do entendimento.

Afinal também não importa que o ritmo das coisas tenha sido o mesmo, se todas as coisas existem para um ritmo que lhes é íntimo à sua própria expressão de coisas. Houve sábados e domingos sextas e quintas segundas e terças e sempre uma quarta-feira a comandar no equilíbrio do princípio e do fim. Com os dedos mataram-se formigas que estavam fáceis ao alcance de um piparote e através das mãos fizemos a construção de novos dias. Cada um de nós teve uma história mais ou menos grande e mais ou menos importante para contar no seu íntimo. Às vezes eu lá encontrava um de nós para logo ter a impressão que se apoderava de todos uma moléstia sentimental de visão acabrunhada e de história em história ou de pieguice para pieguice caminhávamos inúteis no amorfo de abatjours contemplativos.»

Ruben A., in ‘Caranguejo’

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 08:53 AM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

CALAR/DIZER

Foto da autoria de Antóni Fonseca Ribeiro-Olhares.com

“Muitas vezes o que se cala faz maior impacto do que o que se diz.”

Píndaro

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 08:32 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

NOS OSSOS DO PENSAMENTO

Rodin

Torço-me os dedos,
Para dentro,
Até os nós e os nervos
Me doerem
Nos ossos do pensamento.

Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, co-edição Magno edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001

Publicado por Violeta Teixeira em 31/07 às 08:00 AM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Segunda-feira, 30 Julho, 2007

HUMÍLIMA HOMENAGEM

INGMAR BERGMAN-14-07-1918-30-07-2007

Foto do fime «MORANGOS SILVESTRES»

Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 10:31 AM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

FALECEU INGMAR BERGMAN

Publicação: 30-07-2007 09:58 | Última actualização: 30-07-2007 10:40 Morreu Ingmar BergmanCineasta sueco tinha 89 anosO realizador de cinema Ingmar Bergman morreu aos 89 anos em sua casa, na ilha sueca de Faarö (Gotland), anunciou hoje a filha Eva Bergman à agência sueca TT.
SIC

Ingmar Bergman morreu “calma e pacificamente” anunciou Eva Bergman, sem no entanto precisar as causas exactas da sua morte nem a data.

Nascido a 14 de Julho de 1918 em Uppsala, a norte de Estocolmo, Ingmar Bergman realizou ao longo da sua extensa carreira mais de 40 filmes, entre os quais “Sonata de Outono” (1978) ou “Fanny e Alexandre” (1982).

O funeral será realizado na presença de amigos e da família numa data ainda por anunciar.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ernst Ingmar Bergman (Uppsala, 14 de Julho de 1918 - Gotlândia, 30 de Julho de 2007) foi um dramaturgo e cineasta sueco.
Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro, e mais tarde, por cinema. Iniciou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro «Morte de Kasper» e, em 1944, escreveu o primeiro argumento para o filme «Hets». Realizou o primeiro filme em 1945, «Kris».
Os seus filmes lidam geralmente com questões existenciais como a mortalidade, solidão, e fé. As suas influências literárias vêm do teatro: Henrik Ibsen e August Strindberg.
Teve um romance com Liv Ullmann, com quem teve uma filha. Dirigiu a atriz em dez filmes, o primeiro foi Persona.
Filmografia
• 2003 - Saraband (Cinema Digital)
• 2002 - Anna (TV)
• 2000 - Bildmakarna (TV)
• 1997 - Larmar och gör sig till (TV)
• 1995 - Sista skriket (TV)
• 1993 - Backanterna (TV)
• 1992 - Markisinnan de Sade (TV)
• 1986 - Document: Fanny and Alexander
• 1984 - Efter repetitionen (Depois do ensaio)
• 1983 - Karins ansikte
• 1982 - Fanny och Alexander (Fanny e Alexander)
• 1980 - Aus dem Leben der Marionetten (Da vida das marionetes)
• 1979 - Farödokument 1979
• 1978 - Höstsonaten (Sonata de outono)
• 1977 - Das Schlangenei (O ovo da serpente)
• 1976 - Ansikte mot ansikte (Face a face)
• 1974 - Trollflöjten (A flauta mágica )
• 1973 - Scener ur ett Äktenskap (Cenas de um casamento)
• 1972 - Viskningar och rop (Gritos e sussurros)
• 1971 - Beroringen (A hora do amor)
• 1969 - Farödokument
• 1969 - Ritten (O rito)
• 1969 - En passion (A paixão de Ana)
• 1968 - Skammen (Vergonha)
• 1968 - Vargtimmen (A hora do lobo )
• 1967 - Stimulantia
• 1966 - Persona (Quando duas mulheres pecam)
• 1964 - For att inte tala om alla dessa kvinnor (Para não falar de todas essas mulheres)
• 1963 - Tystnaden (O silêncio)
• 1962 - Nattvardsgästerna (Luz de inverno)
• 1961 - Sason I em spegel (Através de um espelho)
• 1960 - Djavulens oga (O olho do diabo)
• 1959 - Jungfrukällan (A fonte da donzela)
• 1958 - Ansiktet (O rosto)
• 1957 - Nära livet (No limiar da vida)
• 1957 - Smultronstallet (Morangos silvestres)
• 1956 - Det sjunde inseglet (O sétimo selo)
• 1955 - Sommarnattens leende (Sorrisos de uma noite de amor)
• 1955 - Kvinnodröm (Sonhos de mulheres)
• 1954 - En lektion I kärlek (Uma lição de amor)
• 1953 - Gycklarnas afton (Noites de circo)
• 1952 - Sommaren med Monika (Monika e o desejo)
• 1952 - Kvinnors väntan (Quando as mulheres esperam)
• 1951 - Sommarlek (Juventude, divino tesouro)
• 1950 - Sant händer inte här (Isto não aconteceria aqui)
• 1949 - Till glädje (Rumo à Felicidade)
• 1949 - Torst (Sede de paixões)
• 1949 - Fängelse (Prisão)
• 1948 - Hamnstad (Porto)
• 1948 - Musik I moker (Música na noite)
• 1947 - Skepp till India land (Um barco para a Índia)
• 1946 - Det regnar pa var kärlek (Chove em nosso amor)
• 1945 - Kris (Crise)
Prémios e nomeações
• Recebeu três nomeações ao Óscar, na categoria de Melhor Realizador, por “Viskningar och rop” (1972), “Ansikte mot ansikte” (1976) e “Fanny och Alexander” (1982).
• Recebeu cinco nomeações ao Óscar, na categoria de Melhor Argumento Original, por “Smultronstallet” (1957), “Sason I em spegel” (1961), “Viskningar och rop” (1972), “Höstsonaten” (1978) e “Fanny och Alexander” (1982).
• Recebeu uma nomeação ao Óscar, na categoria de Melhor Filme, por “Viskningar och rop” (1972).
• Ganhou, em 1971, o Prémio Irving G. Thalberg, concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
• Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Realizador, por “Fanny och Alexander” (1982).
• Recebeu três nomeações ao César, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, por “Trollflöjten” (1974), “Höstsonaten” (1978) e “Fanny och Alexander” (1982). Venceu em 1982.
• Recebeu uma nomeação ao BAFTA, na categoria de Melhor Filme, por “Ansiktet” (1958).
• Recebeu uma nomeação ao BAFTA, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, por “Fanny och Alexander” (1982).
• Ganhou o Prémio do Júri, no Festival de Cannes, por “Det sjunde inseglet” (1957).
• Ganhou o Prémio de Melhor Realizador, no Festival de Cannes, por “Nära livet” (1957).
• Ganhou o Prémio Especial de Melhor Humor Poético, no Festival de Cannes, por “Sommarnattens leende” (1955).
• Ganhou uma Menção Especial, no Festival de Cannes, por “Jungfrukällan” (1959).
• Ganhou, em 1997, a Palma das Palmas, concedida pelos organizadores do Festival de Cannes.
• Ganhou, em 1998, o Prémio Ecuménico do Júri, concedido pelo Festival de Cannes em homenagem à sua carreira no cinema.
• Ganhou duas vezes o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, por “Musik I moker” (1948) e “Ansiktet” (1958).
• Ganhou o Prémio Especial do Júri, no Festival de Veneza, por “Ansiktet” (1958).
• Ganhou o Prémio FIPRESCI, no Festival de Veneza, por “Fanny och Alexander” (1982).
• Ganhou, em 1971, um Leão de Ouro em homenagem à sua carreira no cinema.
• Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por “Smultronstallet” (1957).
• Ganhou o Prémio OCIC, no Festival de Berlim, por “Sason I em spegel” (1961).
• Ganhou quatro vezes o Prémio Bodil de Melhor Filme Europeu, por “Sommarnattens leende” (1955), “Smultronstallet” (1957), “Viskningar och rop” (1972) e “Höstsonaten” (1978).

Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 10:18 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

AUGUSTE RODIN

Auguste Rodin

«Auguste Rodin (Paris, 12 de novembro de 1840 — Meudon, 17 de novembro de 1917) foi um escultor francês.
Nascido François-Auguste-René Rodin, as primeiras esculturas de Rodin foram feitas na cozinha de sua mãe, com massa que ela usava para fazer pão. Aos 14 anos, aquele que seria um dos escultores mais geniais da história da arte, já tinha aulas numa pequena academia. Em pouco tempo era aceito na Escola de Artes Decorativas, sob a orientação de Boisbaudran e de Barye. Ingressou depois na Academia de Belas-Artes, onde conheceu os escultores Carpeaux e Dalou. Trabalhou inicialmente como ornamentista, modelador, prático e cinzelador.
A exemplo do que tantas vezes aconteceu com os grandes artistas, a primeira obra de Rodin, O Homem de Nariz Quebrado (1864), não foi aceite no Salon de Paris. A justificativa do júri foi que a obra era um esboço, uma coisa inacabada. Paradoxalmente, toda a criação do escultor se basearia no conceito de “non finito”. No ano de 1875, Rodin conheceu Meunier e realizou uma viagem à Itália, de importância fundamental para sua futura estatuária. Lá se interessou principalmente pela obra de Michelangelo, mais precisamente pela escultura O Prisioneiro, que o mestre deixou inacabada, influência esta que o libertou do academicismo. Na sua volta, o escultor visitou e estudou as catedrais góticas. Em pouco tempo criou seu famoso São João Batista Pregando (1878).
Na contemplação de fragmentos de esculturas clássicas, Rodin compreendeu até que ponto uma parte da obra era capaz de representar o todo dela. Assim, começou fazendo obras cerceadas, por assim dizer, algo que ninguém jamais havia tentado. Exemplo disso são O Homem que Caminha e Torso. No entanto, esses fragmentos de obras não eram produto de um capricho artístico. Na obra A Mão de Deus, há uma ambivalência de significados: a mão divina é na realidade a de um escultor em plena atividade. E foi exactamente o que Rodin tentou plasmar ao longo de toda a sua obra: o momento da criação. É por esse motivo que ele pode ser considerado um verdadeiro impressionista.
Sobre os Burgueses de Calais nos jardins da torre de Victoria, Londres, não foram permitidas sob a lei francesa mais de doze cópias desta obra após a morte de Rodin . A cópia de Londres, comprada pelo governo britânico em 1911, é uma delas. Rodin duplicava frequentemente as suas estátuas. No caso dos Burgueses de Calais duas das cabeças do grupo escultórico são idênticas e uma terceira ligeiramente alterada. Algumas das mãos são também usadas duas vezes.
Suas obras mais célebres, O Beijo, que faz parte de uma série de esculturas realizadas para a Porta do Inferno, do Museu de Artes Decorativas, O Pensador, da mesma série, e o retrato de Balzac confirmam isso. Tem hoje um museu em Paris dedicado as suas obras e vida (o Museu Rodin), situado no Hotel Biron, ao lado do Hotel des Invalides, túmulo de Napoleão.
Rodin teve uma assistente de nome Camille Claudel que também foi escultora e sua amante. Os seus trabalhos são muitas vezes confundidos como de Rodin conjecturando-se este facto.
Rodin conquistou fama em vida, e suas obras chegaram a ser as mais apreciadas no mercado de arte europeu e americano. Hoje em dia encontram-se nos museus mais importantes do mundo.»

In WIKIPÉDIA

Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 12:54 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

«O CICLO DA VIDA»

Eugène Delacroix

«O homem domina a natureza e é por ela dominado. Só ele lhe resiste e ao mesmo tempo ultrapassa as suas leis, amplia o seu poderio graças à sua vontade e actividade. Afirmar no entanto que o mundo foi criado para o homem é algo que está longe de ser evidente. Tudo o que o homem constrói é, como ele, efémero: o tempo derruba os edifícios, atulha os canais, apaga o saber - e até o nome das nações. (...) Dir-me-ão que as novas gerações recebem a herança das gerações que as precederam e que, por consequência, a perfeição ou o aperfeiçoamento não têm limites. Mas o homem está longe de receber intacta a súmula dos conhecimentos acumulados pelos séculos que o precederam e se aperfeiçoa algumas dessas invenções no que diz respeito a outras fica bastante atrás dos seus próprios inventores; um grande número dessas invenções chega mesmo a perder-se.
Não preciso sequer de sublinhar como certos pretensos melhoramentos foram nocivos à moral e ao bem-estar. Determinada invenção, suprimindo ou diminuindo o trabalho e o esforço, enfraqueceu a dose de paciência necessária para suportar as contrariedades - ou a energia que temos de dar provas para as vencer. Outros progressos, dando origem a um maior luxo e a um bem-estar aparente, exerceram uma influência funesta sobre a saúde das gerações, sobre o seu poder físico e acarretaram igualmente uma decadência moral. O homem vai buscar à natureza venenos como o tabaco e o ópio para deles fazer instrumentos de prazer grosseiros, sendo castigado com a perda da energia e o embrutecimento. Nações inteiras vivem hoje como párias, devido ao uso imoderado destes estimulantes ou dos licores fortes.
Atingindo um certo ponto de civilização, atenuam-se em particular as noções de honra e de mérito. O enfraquecimento geral, que é provavelmente o resultado do progresso dos prazeres, arrasta uma rápida decadência, o esquecimento do que fora a tradição conservadora - ou o ponto de honra de uma nação. É numa situação como esta que se torna difícil resistir aos invasores. Há sempre um povo qualquer - sedento por seu turno de prazeres, pura e simplesmente bárbaro, ou que conserva ainda qualquer mérito ou espírito de iniciativa - disposto a aproveitar-se dos despojos dos povos degenerados. Esta catástrofe, facilmente previsível, torna-se por vezes uma espécie de rejuvenescimento para o povo conquistado.
É um pouco o que sucede com a tempestade que purifica o ar depois de o ter convulsionado; esse turbilhão parece trazer novos germes ao solo gasto e de tudo isto pode ser que nasça uma nova civilização, Serão no entanto necessários séculos para que floresçam de novo as doces artes, que acabarão por abrandar os costumes e os corromper de novo, ritmando essas ternas alternativas da grandeza e de miséria em que transparece tanto a fraqueza humana como o poder singular do seu génio.»

Eugène Delacroix, in ‘Diário’

Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 12:39 AM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

OUTONO MADURO, ESTE!

Exibem recortes
Excêntricos.
São brasas. Labaredas,
Faiscando cobres dourados
Lascivos.

Outono maduro, este!

Folhas de plátanos…
Não! Não as piso. Acaricio-as.
Recolho-as nas mãos
Ávidas de mãos.

Excitam-me os olhos…
Olhos sedentos de Sol,
Contra o muro da exclusão da
Fêmea, que me sou, com cio.

Maduro brasido de
Outono!

Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES (1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira – 1ª edição- 2000), co-edição Magno Edições/ Câmara Municipal de Leiria, 2001

Publicado por Violeta Teixeira em 30/07 às 12:25 AM
Categoria • Poesia • (2) Comentários

Domingo, 29 Julho, 2007

«A OBRA E O ECO DA OBRA»

«São complementares, não a obra e a crítica, mas a obra e o eco da obra. E o crítico é apenas uma forma de eco entre outras; certamente é em geral a mais forte, mas raramente é a mais pura e é sempre aquela que se apaga mais depressa.
Sobretudo nem uma palavra, caro autor - nenhuma resposta! A única que podes opor a todos os ataques, já a pronunciaste: - a tua obra. Se ela perdurar, venceste.»

Arthur Schnitzler, in ‘Arte e Crítica’

«Arthur Schnitzler nasceu em 1862, em Viena (Áustria), filho de um famoso médico judeu. Cresce em um ambiente em que se cultivava poesia, pintura e literatura; seu pai recebia em casa importantes personagens da cidade. Começa a carreira literária aos 18 anos, com a publicação de A Canção de Amor da Bailarina.

Forma-se em medicina, em 1885, pela Universidade de Viena. Nos três anos seguintes foi assistente de um cirurgião. Interessa-se pelo estudo da psiquiatria, participando de congressos científicos em vários países. Exerce a profissão até 1894, quando decide dedicar-se à literatura.

Como escritor, fica conhecido com a publicação de Anatol (1893) e Ronda (1897), peças de teatro que descrevem a atmosfera de erotismo e melancolia da Viena do fim-de-século - e causaram escândalo quando encenadas. Como escritor e também como psicólogo, Schnitzler antecipou idéias do criador da psicanálise, Sigmund Freud.

O Caminho Solitário (1908) trata do anti-semitismo da época, mesmo tema de sua tragédia Professor Bernhardt (1912). Autor de muitos outros livros, entre os quais O Retorno de Casanova (1918), Senhorita Else (1924) e Breve Romance de Sonho (1926), Arthur Schnitzler morreu em Viena, em 1931.»

Publicado por Violeta Teixeira em 29/07 às 03:10 AM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

MATURIDADE

«Na juventude, aprendemos; na maturidade, compreendemos.»

Marie von Ebner-Eschenbach

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

«Marie Freifrau von Ebner-Eschenbach (baronesa Marie von Ebner-Eschenbach), (13 de setembro de 1830, Kroměříž, Morávia - 12 de março de 1916, Viena) foi uma escritora austríaca.
Com suas novelas psicológicas, ela é considerada - juntamente com Ferdinand von Saar — uma das mais importantes escritoras de língua alemã da segunda metade do século XIX.»

Publicado por Violeta Teixeira em 29/07 às 02:57 AM
Categoria • Citações • (0) Comentários

ALVOROÇO ARDENTE DOS SEIOS

Moun

A cerca de pedra da
Minha quinta veste-se,
Neste outono precoce,
Do vermelho-acobreado
Da vinha-virgem.

Flanam, com vagares
De babas, lesmas e caracóis,
Nas raízes aéreas, que, ineptas,
Não se agarram às pedras.

Roxos, inúmeros maracujás
Balançam-se, pendurados
No perigo da queda, sobre
Brincos -de-princesa bicolores,
Murchos, no fundo de vasos
Vazios, e na grama molhada.

Curvam-se os cedros, os pinhos,
Os abetos, as acácias da Austrália;
E os pássaros bicam-me o alvoroço
Ardente dos seios, as pernas trémulas,
Os braços ausentes que te enlaçam.

Abraço-me ao tronco esbelto de
Um loureiro maduro. Excita-me
O aroma. Entrego a boca a bagas
Cálidas de chuva. Fantasio-o. Exulto.

Violeta Teixeira, in RESINAS DE ABULIA, Magno Edições, 2003

Publicado por Violeta Teixeira em 29/07 às 02:42 AM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Sábado, 28 Julho, 2007

«UMA DIRECÇÃO, E NÃO SOLUÇÕES»

Almada Negreiros

«A diferença entre solução e direcção é esta: a solução é sempre um remédio passageiro para disfarçar a desgraça. Ao passo que a direcção é a própria dignidade posta nas mãos do desgraçado para que deixe de o ser, e a direcção única é a garantia perpétua dessa dignidade. E foi o que fez Goethe: Descobriu a direcção única. Artista, na verdadeira acepção da palavra; Artista é aquele que precede a própria ciência. Por isso Goethe afastou-se de quantas realidades irrealizáveis onde costumam habitar instaladas as gentes. E impassível, desde cima, assistiu ao desenrolar da tragédia. E viu o mundo inteiro por cima de todas as cabeças, e viu a Europa toda e com cada um dos seus pedaços, e viu cada indivíduo da Humanidade como um pequenino astro tonto que nem sabe sequer ir na parábola da sua própria trajectória, e viu que de todos os seres deste mundo o único que errava o seu fim era o Homem, o dono da Terra! E viu que era na Humanidade que estavam os únicos seres deste mundo que não cumpriam com o seu próprio destino, e finalmente viu! Viu com os seus próprios olhos o que ninguém tinha visto antes dele. Viu pela humanidade inteira, viu por toda a Europa e viu por cada indivíduo. E compreendeu o mundo, e concebeu uma Europa, e para todos os indivíduos da Terra abriu de par em par a direcção única.
Goethe, o génio, é universal, europeu e alemão.
Goethe, o indíviduo Goethe, também presente a essas três unidades, humana, europeia e alemã, as quais três são uma única, a dele.
Nós os Portugueses pertencemos à Humanidade, à Europa e a Portugal. Não somos três coisas distintas, senão uma única, inteira, a nossa.
Cada indivíduo não pode chegar até si mesmo senão através dessas três unidades a que pertence: o mundo, aquela das cinco partes do mundo onde está a sua terra, e a sua terra.
A terra de cada indivíduo não está limitada pelas legítimas fronteiras físicas e políticas do seu próprio território, é além disso um pedaço determinado de uma quinta parte do mundo inteiro. E o indivíduo está tão longe de si mesmo que para chegar até si tem primeiro que dar a sua volta ao mundo, completa, até ao ponto de partida. E todo aquele que queira encontrar dentro de si mesmo a sua própria personalidade, ficará romanticamente sozinho no meio das multidões, na mais terrível solidão de todos os tempos, uma solidão onde o próprio deserto está cheio de arranha-céus e as ruas inundadas de gente!
O indivíduo nunca pertenceu a si mesmo. Pertence em absoluto à sua colectividade. E a sua colectividade é a sua própria Terra e mais aquela das cinco partes do mundo onde está a sua terra e mais o mundo inteiro também. Mas que não se julgue por estas palavras que o indivíduo há-de servir apenas de instrumento à sua própria colectividade. Não! nem vice-versa tão pouco. É um jogo simultâneo da colectividade para os seus indivíduos e de cada indivíduo para a sua colectividade.
E se hoje o indivíduo não existe, isto é, se não tem nem pode ter acção própria, não é tal, de maneira nenhuma, porque a colectividade lhe tenha usurpado também o seu lugar, é apenas porque ninguém está capacitado da obediência que deve a si próprio, é apenas por ignorãncia do que, justamente, ninguém devia ignorar: o seu próprio destino neste mundo.
O destino não é coisa que se saiba pelas sinas, nem obra do acaso, nem artes para adivinhos ou leitores de palmas de mão, nem nada que se modifique com caprichos da fatalidade. O destino de cada indivíduo neste mundo está por cima do seu próprio caso pessoal.»

Almada Negreiros, in “Ensaios”

Publicado por Violeta Teixeira em 28/07 às 12:46 AM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

Página 1 de 7 páginas  1 2 3 >  Último »