Sexta-feira, 18 Maio, 2007
«VALORIZA-SE MAIS O TER QUE O SER»
Valoriza-se mais o Ter que o Ser
«A primeira fase da dominação da economia sobre a vida social levou, na definição de toda a realização humana, a uma evidente degradação do ser em ter. A fase presente da ocupação total da vida social em busca da acumulação de resultados económicos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o «ter» efectivo perde o seu prestígio imediato e a sua função última. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.
(...) O espectáculo é o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filosófico ocidental, que foi uma compreensão da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade técnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele não realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. É a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre. Assim, é a mais terrestre das vidas que se torna opaca e irrespirável. Ela já não reenvia para o céu, mas alberga em si a sua recusa absoluta, o seu falaccioso paraíso. O espectáculo é a realização técnica do exílio dos poderes humanos num além; a cisão acabada no interior do homem.»
Guy Debord, in ‘A Sociedade do Espectáculo’
«Guy Debord nasceu em 28 de dezembro de 1931 em Paris e faleceu em 30 de novembro de 1994. Foi um dos pensadores da Internacional Situacionista e da Letrismo Internacional e seus textos foram a base das manifestações do Maio de 68.
A Sociedade do Espetáculo é o trabalho mais conhecido de Guy Debord. Em termos gerais, as teorias de Debord atribuem a debilidade espiritual, tanto das esferas públicas quando da privada, a forças econômicas que dominaram a Europa após a modernização decorrente do final da segunda grande guerra.
Ele rejeita, como duas faces da mesma problemática, o capitalismo de mercado do ocidente quanto o capitalismo de estado do bloco socialista. Segundo Debord, o sentimento de alienação pode ser atribuído a forças do “espetáculo”, que podem ser traduzidas como a natureza sedutora do capitalismo. Em sua análise, Debord desenvolve as noções de “reificação” e “fetichismo das mercadorias”, introduzidas por Karl Marx em sua obra “O Capital”, comprovando as raízes históricas, econômicas e psicológicas da “mídia”.
O ponto central de suas teorias é que a alienação é mais do que uma descrição de emoções ou um aspecto psicológico individual. É a conseqüência da forma mercantil de organização social que atinge o seu clímax no atual capitalismo. É uma constituição moderna da luta de classes, desta forma, o espetáculo é uma forma mercantil de dominação burguesa sobre o proletariado, as duas classes revolucionárias.
Debord mostra algumas estratégias que buscam resistir à alienação através da supressão ou derivação da realidade espetacular, destruindo os valores burgueses.»
In WIKIPÉDIA (versão brasileira)
Publicado por Violeta Teixeira em 18/05 às 02:37 AM
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ANGÚSTIA
Luis Royo
«Se a íntima angústia de cada um se lesse escrita na cara, muitos dos que inspiram inveja só fariam pena .»
Pietro Metastásio
«Pietro Trapassi, mais conhecido como Pietro Metastasio, (* 13 de janeiro de 1698, em Roma, Itália - † 12 de abril de 1782, Viena, Áustria) foi um grande poeta e escritor.
Como grande articulador político, sua participação na formação de uma monarquia nacional que compreenderia a Áustria e Boêmia foi muito importante, isso reflete-se em sua nomeação para duque da Baixa-Áustria, em 1745, e bispo de Viena, em 1749.»
In WIKIPÉDIA (versão brasileira)
Publicado por Violeta Teixeira em 18/05 às 02:23 AM
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FLORES DE PESSEGUEIROS
Nunca me alvorecem,
Nos lábios, flores
De pessegueiros!
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1ºPrémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, co-edição Magno Edições/Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 18/05 às 01:54 AM
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Quinta-feira, 17 Maio, 2007
«APENAS CONHECEMOS FRAGMENTOS DOS OUTROS»
«Quando te encontras na base de um importante maciço montanhoso, estás longe de conhecer toda a sua diversidade, não tens nenhuma ideia das alturas que se ergueram por trás do seu cimo ou por trás daquele que te parece ser o cimo, não suspeitas nem o perigo dos abismos nem os confortáveis assentos ocultos entre os rochedos. É apenas se sobes e se persegues o teu caminho que se revelam pouco a pouco a teus olhos os segredos da montanha, alguns que esperavas, outros que te surpreendem, uns essenciais, outros insignificantes, tudo isso sempre e unicamente em função da direcção que tomares; e nunca te revelarão todas.
O mesmo acontece quando te encontras diante de uma alma humana.
Aquilo que se te oferece ao primeiro olhar, por mais perto que estejas, está longe de ser a verdade e certamente nunca é toda a verdade. É apenas no decurso do caminho, quando os teus olhos se tornam mais penetrantes e nenhuma bruma perturba o teu olhar, que a natureza íntima dessa alma se revela a pouco a pouco e sempre por fragmentos. Aqui é a mesma coisa: à medida que te afastas da zona explorada, toda a diversidade que encontraste no caminho se esbate como um sonho, e quando te voltas uma última vez antes de te afastares, vês apenas de novo esse maciço que te surgia falsamente como muito simples, e esse cimo que não era o único que existia.
Apenas a direcção é realidade; o objectivo é sempre ficção, mesmo quando alcançado - sobretudo neste caso.»
Arthur Schnitzler, in ‘Observação do Homem’
Médico e escritor austríaco (judeu), 1862-1931
Publicado por Violeta Teixeira em 17/05 às 02:45 AM
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PERDÃO
adriano_caetano.vilabol.uol.com.br/APRENDENDO A PERDOAR
«O fraco nunca perdoa. O perdão é a característica do forte»
Mohandas Gandhi
Publicado por Violeta Teixeira em 17/05 às 02:37 AM
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SOU A PERVERSÃO PURA
Foto da autoria de Víctor Manuel Nunes Silva Branco-Olhares.com
Sou
A perversão pura.
Amo
A volúpia do fogo,
A fulgurância do luxo e do impulso,
O furor do instinto
E das taras secretas. Amo a magia
Onírica de todos os desvios
Da libido,as vibrações
Disruptivas das febres solares
Nas crateras da Lua.
Amo
O incessante recomeço
Dos gritos e dos gemidos doces
E líquidos, escorrendo
Do abismo rubro
Dos orgasmos múltiplos.
Sou
A pura perversão.
Preconizo
A ritualização das cantatas sacras
E uma nova
Geografia
Das sensações.
Violeta Teixeira, in AFLUENTES LUNARES, 1º Prémio Literário Afonso Lopes Vieira, 1ª edição, 2000, Co-edição
Magno Edicões/Câmara Municipal de Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 17/05 às 02:23 AM
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Quarta-feira, 16 Maio, 2007
«ONDE ESTÁ A SINCERIDADE?»
Foto da autoria de José Marafona
«Entre as recordações que cada um de nós guarda, algumas há que só contamos aos amigos. Há ainda outras que nem sequer aos amigos confessamos, que só a nós próprios dizemos e, mesmo assim, no máximo segredo. Finalmente, há coisas que o homem nem sequer se permite confessar a si mesmo. Ao longo da existência, toda a pessoa honesta acumulou não poucas destas recordações. Diria mesmo que a quantidade é tanto maior quanto mais honesto o homem. Eu, em todo o caso, não foi há muito que me decidi a recordar algumas das minhas antigas aventuras; até agora evitava fazê-lo, aliás com um certo desassossego. Porém agora, quando as evoco e desejo mesmo anotá-las, agora vou tirar a prova: será possível sermos francos e sinceros, pelo menos com nós próprios, e dizermo-nos toda a verdade?
Observo, a propósito, que Heine afirma não poderem existir autobiografias exactas e que o homem mente sempre quando fala de si próprio. Em sua opinião, Rousseau enganou-nos à certa nas suas Confessions, e até deliberadamente, por vaidade. Tenho a certeza de que Heine tem razão: compreendo muitíssimo bem que nos possamos acusar de crimes abomináveis apenas por vaidade e também compreendo o que pode ser esse sentimento. Mas Heine tinha em vista as confissões públicas; ora, eu escrevo só para mim e declaro duma vez por todas que, se pareço dirigir-me ao leitor, é apenas um processo de que me sirvo para maior facilidade.»
Fiodor Dostoievski, in ‘Cadernos do Subterrâneo’
Publicado por Violeta Teixeira em 16/05 às 03:04 AM
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A ANGÚSTIA
«O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia.»
Jean-Louis Barrault, actor francês, 1910-1995
Publicado por Violeta Teixeira em 16/05 às 02:44 AM
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A ARANHA
Foto da autoria de Dário Ferreira Santos - Olhares.com
Gastou-se-lhe todo
O gosto
Do casulo.
Sobrou-lhe a sombra
Da aranha que fora
E um resto de
Trama
Esgarçada no
Tear.
Minúsculo!
Não chega para agasalhar
O corpo enfermo
Do poema.
Violeta Teixeira, inédito(VASO DE VAZIOS)
Publicado por Violeta Teixeira em 16/05 às 02:08 AM
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Terça-feira, 15 Maio, 2007
ANGÚSTIA
Richard Ehrlich
«O céu é uma abóbada escura por cima de mim / Não vejo o caminho. / Para me iluminar / Acendo em mim um sol de angústia.»
Alexandru Busuioceanu, poeta e romancista, Roménia, 1896-1961.
Publicado por Violeta Teixeira em 15/05 às 08:13 PM
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TU ARRACHAS
Tu arrachas
Ras, les racines d’une
Herbe d’un vert livide, sans
Aucune goutte de
Lumière.
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALO DE AFECTOS)
Publicado por Violeta Teixeira em 15/05 às 06:08 PM
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«O TEMPO REDUZ TUDO A NADA»
Foto da autoria de Luís Gonzaga Batista - Olhares.com
«O tempo é a forma graças à qual a vanidade das coisas aparece como a sua instabilidade, que reduz a nada todas as nossas satisfações e todas as nossas alegrias, enquanto nos perguntamos com surpresa para onde foram. Esse próprio nada é portanto o único elemento objectivo do tempo, ou seja, o que lhe responde na essência íntima das coisas, e assim a substância da qual ele é a expressão.»
Arthur Schopenhauer, in ‘O Mundo como Vontade e Representação’
Publicado por Violeta Teixeira em 15/05 às 05:55 PM
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Segunda-feira, 14 Maio, 2007
«NÃO JULGUES»
Foto da autoria de Rattus- Olhares.com
«Não julgues. A vida é um mistério, cada um obedece a leis diferentes. Conheces porventura a força das coisas que os conduziram, os sofrimentos e os desejos que cavaram o seu caminho? Supreendestes porventura a voz da sua consciência a revelar-lhes em voz baixa o segredo do seu destino? Não julgues; olha o lago puro e a água tranquila onde vêm quebrar-se as mil vagas que varrem o universo… É preciso que aconteça tudo aquilo que vês.
Todas as ondas do oceano são precisas para levar ao porto o navio da verdade. Acredita na eficácia da morte do que queres para participares do triunfo do que deve ser.»
Jeanne Vietinghoff (citado em ‘In Memoriam’, por Marguerite Yourcenar)
Publicado por Violeta Teixeira em 14/05 às 01:38 PM
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ENERGIA
Foto da autoria de Fausto Cunha- Olhares.com
«Em geral o conceito e uso da palavra energia se refere “ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação”. A palavra é usada em vários contextos diferentes. O uso científico tem um significado bem definido e preciso enquanto muitos outros não são tão específicos.
O termo energia também pode designar as reações de uma determinada condição de trabalho, como por exemplo o calor, trabalho mecânico (movimento) ou luz graças ao trabalho realizado por uma máquina (por exemplo motor, caldeira, refrigerador, alto-falante, lâmpada, vento), um organismo vivo (por exemplo os músculos, energia biológica) que também utilizam outras forma de energia para realizarem o trabalho, como por exemplo o uso do petróleo que é um recurso natural não renovável e também atualmente a principal fonte de energia utilizada no planeta. A etimologia da palavra tem origem no idioma grego, onde εργοs (ergos) significa “trabalho”. A rigor é um conceito primordial, aceito pela Física sem definição.
Qualquer coisa que esteja a trabalhar - por exemplo, a mover outro objeto, a aquecê-lo ou a fazê-lo ser atravessado por uma corrente eléctrica - está a gastar energia (na verdade ocorre uma “transferência”, pois nenhuma energia é perdida, e sim transformada ou transferida a outro corpo). Portanto, qualquer coisa que esteja pronta a trabalhar possui energia. Enquanto o trabalho é realizado, ocorre uma transferência de energia, parecendo que o sujeito energizado está a perder energia. Na verdade, a energia está a ser transferida para outro objecto, sobre o qual o trabalho é realizado. O conceito de Energia é um dos conceitos essenciais da Física. Nascido no século XIX, pode ser encontrado em todas as disciplinas da Física (mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, mecânica quântica, etc.), assim como em outras disciplinas, particularmente na Química.
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Formas de energia
As civilizações humanas dependem cada vez mais de um elevado consumo energético a sua subsistência. Para isso foram sendo desenvolvidos ao longo da história diversos processos de produção, transporte e armazenamento de energia. As principais formas de produção de energia são:
Energia potencial
É a energia que um objecto possui devido à sua posição. Um martelo levantado, uma mola enroscada e um arco esticado de um atirador, todos possuem energia potencial. Esta energia está pronta a ser modificada noutras formas de energia e, consequentemente, a produzir trabalho: quando o martelo cair, pregará um prego; a mola, quando solta, fará andar os ponteiros de um relógio; o arco disparará um seta. Assim que ocorrer algum movimento, a energia potencial da fonte diminui, enquanto se modifica em energia do movimento (energia cinética). Levantar o martelo, enrolar a mola e esticar o arco faz, por sua vez, uso da energia cinética e produz um ganho de energia potencial. Generalizando, quanto mais alto e mais pesado um objecto está, mais energia potencial terá.
Existem três tipos de energia potencial: a elástica, a gravitacional e a elétrica.
Energia cinética
É a energia que um corpo em movimento possui. Para algo ou alguém mover-se, é necessário transformar qualquer outro tipo de energia neste, até mesmo para mover os olhos como você está fazendo agora. Quanto mais rapidamente um objeto se move, maior o nível de energia cinética. Além disso, quanto mais massa tiver um objeto, maior é a nescessidade de energia cinética para movê-lo. As máquinas mecânicas - automóveis, tornos, bate-estacas ou quaisquer outras máquinas motorizadas - transformam algum tipo de energia (geralmente elétrica) em energia cinética, ou energia mecânica - Fórmula: .
Energia química
É a energia que está armazenada num átomo ou numa molécula. Existem várias formas de energia, mas os seres vivos só utilizam a energia química (para trabalho biológico).
A Energia Química está presente nas ligações químicas. Existem ligações pobres e ricas em energia. A água é um exemplo de molécula com ligações pobres em energia. A glicose é uma substância com ligações ricas em energia.
Os seres vivos utilizam a glicose como principal combustível (igual a fonte de energia química); entretanto, esta molécula não pode ser utilizada diretamente, pois sua quebra direta libera muito mais energia que o necessário para o trabalho celular. Por isso, a natureza selecionou mecanismos de transferência da energia química da glicose para moleculas tipo ATP (adenosina trifosfato). O primeiro destes mecanismos surgiu com os primeiros seres vivos: a fermentação. A fermentação anaeróbia, além do ATP, gera também etanol e dióxido de carbono (CO2). A presença de CO2 na atmosfera possibilitou o surgimento da fotossíntese. Este processo fez surgir o O2 (oxigênio) na atmosfera. Com o oxigênio, outros seres vivos puderam desenvolver um novo mecanismo de transferência de energia química da glicose para o ATP: a respiração aeróbia.
As reacções químicas geralmente produzem também calor; um fogo a arder é um exemplo. A energia química também pode ser transformada em electricidade numa bateria e em energia cinética nos músculos, por exemplo.
Energia radiante
É a energia que pode atravessar o espaço. Inclui a luz, as ondas de rádio e os raios de calor. O calor radiante não é o mesmo que a variante de energia cinética chamada de «energia térmica», mas quando os raios de calor atingem um objecto fazem com que as suas moléculas se movam mais depressa, ganhando então energia térmica. Os raios de luz e de calor são produzidos tornando os objectos tão quentes que brilham, como no caso do filamento de uma lâmpada eléctrica.(…)»
In WIKIPÉDIA (versão brasileira)
Publicado por Violeta Teixeira em 14/05 às 01:12 PM
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BUSCA
Foto da autoria de Rattus-Olhares.com
Que odor obscuro, este?
Para onde me arrasto?
Que rumo tomo no escuro deste
Discurso descosido?
Busco e busco…
Busco, em todos os bolsos,
Do me recordo, bocados, restos,
Retalhos, fiapos de trapos esgarçados
Pelo curso velozmente voraz, e sem sentido,
Das águas invisíveis. Busco algo, suponho,
Com sabor a sangue de amoras, ou a pêssegos
Macios e maduros, sem bichos dentro.
Desígnio louco!
Remexe-os, reincidente, aos bolsos,
Agora, com desespero mudo e molhado.
Que odor obscuro e fétido, este?
Da fonte à foz, peixes mortos.
Teriam sido, alguma vez, verdes?
Violeta Teixeiro, inédito (BOLORES DE AUSÊNCIAS)
Publicado por Violeta Teixeira em 14/05 às 12:46 PM
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