Quarta-feira, 28 Fevereiro, 2007
«RENTABILIZAR OS ACASOS»
«Todos os acasos da nossa vida são materiais de que podemos fazer o que quisermos. Quem possui muito espírito faz muito da sua vida - cada tomada de conhecimento, cada acontecimento seria para ele inteiramente espiritual - um primeiro membro de uma série infinita - o início de um romance infinito.»
Friedrich von Novalis, in ‘Fragmentos’
«Novalis foi um dos mais importantes representantes do romantismo alemão de finais do século XVIII.
[editar] História
O seu nome completo é Georg Philipp Friedrich, Freiherr (Barão) von Hardenberg. Nasceu em 02/05/1772 em Oberwiederstedt/Harz e faleceu em 25/03/1801 em Weißenfels. O seu pseudónio, Novalis, devém de um nome que a sua família teria usado. Por vezes chamado do “profeta do Romantismo”, tem como central imagem das suas visões uma flor azul, que mais tarde se transformou como símbolo de saudade entre os Românticos. A “Flor Azul” era inatingível e assim o continuará.
Nasceu em Oberwiederstedt, na Saxónia Prussiana, numa família nobre de protestantes. Quando tinha 10 anos foi enviado para uma escola religiosa mas teve dificuldades em se ajustar. Foi entretanto viver com o seu tio que lhe abriu portas para o Racionalismo e cultura francesa. Mudou-se com os seu pai para Weissenfels e durante 1790-91 estudou Direito, tal como Goethe, na Universidade de Jena onde conheceu Friedrich von Schiller e Friedrich Schlegel. Completou os estudos em Wittenberg em 1793. As ideias da recente Revolução Francesa rapidamente se espalhou por toda a Alemanha e Novalis sonhava com o tempo das “Muralhas de Jericó” derrubadas. Novalis, um romântico místico, inclinava-se por uma restauração da república cristã, desaparecida desde a reforma protestante, enquanto Kant, um homem do Iluminismo, antevia como solução para a Europa uma liga das nações, uma república secular, humana, constituída por uma federação mundial a ser acertada no devir. [1]
O livro de Goethe, “Wilhelm Meisters Lehrjahre” (Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meiste), influenciou-o profundamente, de tal modo que ele o considerou a bíblia da “Nova Era”. Por volta de 1796 estudou as obras de Johann Gottlieb Fichte.
Com 21 anos, muda-se para Tennstädt, perto de Langensalza, para trabalhar como Kreisamtmann(Administrador Civil), depois de o pai ter rejeitado o convite do ministro Prussiano para um outro cargo governamental em Berlim, com receio das influências liberais. No ano seguinte foi nomeado Auditor da Direcção das minas de sal de Weißenfels, onde o pai trabalhava como Director.
A conselho de amigos, que pretendiam impedi-lo de sucumbir à forte e inexperimentada tentação da vida militar que sentira, havia-se mudado, no final de 1794, para Arnstadt na Thuringia, e continuar a ramo de trabalho do pai. No entanto, um acontecimento na vizinha Grueningen, haveria de transformar toda a sua vida como relata o seu futuro amigo e editor Ludwig Tieck:
“Não terá sido muito depois da sua chegada a Arnstadt, quando numa mansão senhorial nas redondezas, ele travou conhecimento com Sophie von K____. O primeiro vislumbre desta justa, maravilhosa e amável forma foi decisiva para toda a sua vida; Não, podemos dizer que este sentimento, que agora o penetrou e inspirou, foi a substância e essência de toda a sua vida. Algumas vezes, no olhar e figura de uma criança, estampar-se-á uma expressão, que, é tão etérea e angelicamente bela, que somos forçados a chamar de não-terreste ou celestial; e é voz comum, que na visão de tais faces puras e quase transparentes, chega a nós um medo de que elas são excessívelmente ternas e delicada para serem moldadas para esta vida terrena; Isso é a Morte, ou Imortalidade, que nos olha de frente tão expressivamente com esses olhos deslumbrantes para a Certeza. Ainda são mais intensas estas figuras quando o primeiro período é alegremente ultrapassado, e elas florescem na véspera de feminilidade. Todas as pessoas que conheceram este maravilha amorosa do nosso Amigo, concordam em testemunhar que nenhuma descrição pode exprimir em que graça e celeste harmonia a movia, que beleza radiava nela, que macia e majestosa era o halo que a rodeava. Novalis tornava-se um poeta sempre que tinha a hipótese de falar sobre isso. Ela tinha concluído o seu décimo terceiro ano quando ele a viu; a Primavera e Verão de 1795 foram o desabrochar da sua vida. Cada hora que ele podia dispensar do seu negócio, ele a passava em Gruningen: e no Outono desse mesmo ano ele obteu dos pais de Sophie, o tão aguardado consentimento para o noivado.”
Infelizmente, no entanto, estes dias de alegre tranquilidade foram de curta duração. Pouco depois, Sophie von Kühn, ficou perigosamente doente com febre. Pouco a pouca a sua febre foi diminuindo mas as dores ainda a atormentavam violentamente. Dito que eram sem importância pelo Físico, Novalis retornou para Weissenfels, para os seus pais. Na Primavera seguinte ele visitou a família e encontrou Sophie bem de aparência. Mas, de súbito, no Verão, as suas esperanças e ocupações foram interrompidas por avisos de que ela estava em Jena, e fora submetida a uma operação cirúrgica. A pequena donzela suportou tudo isto com inflexível coragem e alegre resignação. Em dezembro, por sua vontade retornou para casa, onde era evidente a sua fraqueza crescente. Novalis ia e vinha entre Gruningen e Weissenfels, que também se tinha tornado uma casa de mágoa; pois o seu irmão padecia de uma longa doença aparentava morte certa. De novo, Tieck reconta:
“No dia 17 de Março era o seu décimo-quinto aniversário da sua Sophie; e no dia 19, por volta do meio-dia, ela partiu. Ninguém se atreveu a contar a Novalis estas tristes notícias; por fim, o seu irmão Carl teve a iniciativa. O pobre jovem não se calava, e depois de três dias e três noites de choro e lamentos, partiu para Arnstadt, onde, com o seu verdadeiro amigo, pudesse estar mais perto do lugar, onde agora permanecia os restos do que havia sido o de mais querido para ele. No dia 14 de Abril, morria o seu irmão Erasmus. Informa a seu irmão Carl: ‘Sê bom de coragem’, escrevia ele, ‘Eramus prevalece; as flores do nosso justo ramalhete estão a cair Aqui, uma por uma, para que possam ser unidos Além, amavelmente e para sempre.’”
Em 1798, Novalis publica uma série de fragmentos filosóficos, “Fragmente.” No seu lamento, começou um diário contemplando suicídio e a escrever poemas. “Ich habe zu Söphichen Religion, nich Liebe”, escrevia ele. Começava a ver tudo na sua vida em relação ao seu amor perdido: “Meine Liebe ist zur Flamme geworden, die alles irdische nachgerade verzehrt. Zufrieden bin ich ganz; die Kraft, die über de Tod erhebt, habe ich ganz neu gewonnen.”
Oito meses depois da sua morte, Novalis começa a estudar Mineração na Academia de Feiberg. Aqui ele torna-se amigo de Ludwig Tieck e outros Românticos. Em 1798, fica noivo de Julie von Charpentier, à qual nunca se juntará. Ele pensava que Julie tornava a presença de Sophie ainda mais aparente.
Em 1800, a sua única colecção acabada de poemas, ”Hymnen an die Nacht” (Hinos à Noite), é a expressão do seu desgosto pela morte do seu primeiro grande amor. O conjunto de seis prosas e versos líricos foi publicado na Athenäum, uma revista literária editada por August Wilhelm Schlegel e por seu irmão Friedrich Schlegel.
Na sua viagem a Weimar, conhece Goethe, Herder, e Jean Paul, e em Jena, os irmãos Schlegel. Começa a trabalhar na sua escrita com um novo entusiasmo, mas já nessa altura estava seriamente doente. Antes de poder casar com Julie, Novalis morre de tuberculose, em 1801 em Weissenfels. Os seus dois romances filosóficos, “Heinrich von Ofterdingen” e “Die Lehrlinge zu Sais”(Os Noviços em Sais) foram deixados incompletos. Em “Heinrich von Ofterdingen” um jovem poeta medieval procura uma misteriosa Flor Azul.
Em “Die Lehrlinge zu Sais”, um noviço adolescente argumenta que: “Nur Dichter sollten mit dem Flüssigen umgehn, und von ihm der glühenden Jugend erzählen dürfen.” (Só os poetas deviam ocupar se do líquido e ter o direito de falar dele à juventude ardente) [2] Entre Setembro de 1798 e Março de 1799 ele escreveu fragmentos chamados de “Das Allgemeine Brouillon” que faziam parte da sua planeada enciclopédia, em que examinava a polaridade na Natureza.
Mais recentemente, a vida de Novalis inspirou Penelope Fitzgerald para o seu romance “The Blue Flower” (1995).»
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 05:06 PM
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INSULTO
«A calúnia é sem dúvida, o pior dos flagelos, visto que faz dois culpados e uma vítima.»
Heródoto
«Heródoto foi um historiador grego, continuador de Hecateu de Mileto, nascido no século V a.C. (485?–420 a.C.) em Halicarnasso (hoje Bodrum, na Turquia).
Foi o autor da história da invasão persa da Grécia nos princípios do século V a.C., conhecida simplesmente como As histórias de Heródoto. Esta obra foi reconhecida como uma nova forma de literatura pouco depois de ser publicada.
Antes de Heródoto, tinham existido crónicas e épicos, e também estes haviam preservado o conhecimento do passado. Mas Heródoto foi o primeiro não só a gravar o passado mas também a considerá-lo um problema filosófico ou um projecto de pesquisa que podia revelar conhecimento do comportamento humano. A sua criação deu-lhe o título de “pai da história” e a palavra que utilizou para o conseguir, história, que previamente tinha significado simplesmente “pesquisa”, tomou a conotação atual de “história”.
A obra Histórias foi frequentemente acusada no velho mundo de influenciável, imprecisa e plagiária. Ataques semelhantes foram preconizados por alguns pensadores modernos, que defendem que Heródoto exagerou na extensão das suas viagens e nas fontes criadas. Contudo, o respeito pelo seu rigor tem aumentado na última metade do século, sendo actualmente reconhecido não apenas como pioneiro na história, mas também na etnografia e antropologia.
Publicado entre 430 e 424 a.C., Histórias foi dividido em 9 livros, intitulados segundo os nomes das musas, pelos últimos editores. Os primeiros seis relatam o crescimento do Império Persa. Começam com uma introdução do primeiro monarca asiático a conquistar as cidades-estado gregas e o verdadeiro tributo, Creso da Lídia. Creso perdeu o reinado para Ciro, o fundador do Império Persa. As primeiras seis obras acabam com a derrota dos persas em 490 a.C., na batalha de Maratona, que constituiu o primeiro retrocesso no progresso imperial.
Os últimos três livros descrevem a tentativa do rei persa Xerxes I da Pérsia de vingar dez anos mais tarde a derrota persa em Maratona e absorver a Grécia no império persa. Histórias acaba em 479 a.C. com a expulsão na batalha de Plateias e o recuo da fronteira do império persa para a linha costeira da Anatólia.
No que diz respeito à vida de Heródoto, sabe-se que foi exilado de Halicarnasso após um golpe de estado frustrado contra a dinastia no poder em que estava envolvido, retirando-se para a ilha de Samos. Parece nunca ter regressado a Halicarnasso, embora em Histórias pareça sentir orgulho de sua cidade natal e da respectiva rainha, Artemísia I de Cária.
Deve ter sido durante o exílio que empreendeu as viagens que descreve em Histórias. Estas viagens conduziram-no ao Egipto, Primeira Catarata, Babilónia, Ucrânia, Itália e Sicília. Heródoto refere uma conversa com um informador em Esparta, e muito certamente terá vivido durante um determinado período em Atenas. Nesta registou as tradições orais das famílias proeminentes, em especial, a Alkmaeonidai, à qual Péricles pertencia do lado materno. Mas os Atenienses não aceitavam os estrangeiros como cidadãos, e quando Atenas apoiou a colónia de Thurii na aniquilação de Itália em 444 a.C., Heródoto tornou-se colono. Desconhece-se se lá morreu ou não.
Numa determinada altura tornou-se um logios – isto é, um recitador de prosa logai ou histórias – cujos temas baseavam-se em contos de batalhas, maravilhas de países distantes e outros acontecimentos históricos. Fez roteiros das cidades gregas e dos maiores festivais atléticos e religiosos, onde dava espectáculos pelos quais esperava pagamento. Em 431 a.C., a guerra do Peloponeso rebentou entre Atenas e Esparta. Poderá ter sido esse conflito, que dividiu o mundo grego, que o inspirou a reunir “logoi” numa narrativa contínua – Histórias – centrada no progresso imperial da Pérsia interrompida pela aliança entre Atenas e Esparta.»
In WIKIPÉDIA
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 04:50 PM
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DE LUTO
Foto da autoria de Paulo Augusto Patoleia (Olhares.com)
Barcaças embandeiradas
De negro, na praia,
Abrem roturas
Sem margens
E sem retorno,
Em seis criaturas
Femininas,
Anoitecidas de luto
E de rezas.
Esperam o velório,
Num areal de redes
E de cadáveres.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 28/02 às 02:24 PM
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Terça-feira, 27 Fevereiro, 2007
«UMA ILHA»
Foto da autoria de Rattus (Olhares.com)
Publicado por Violeta Teixeira em 27/02 às 02:49 AM
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Segunda-feira, 26 Fevereiro, 2007
AS GRANDES DORES
Gustav Climt
«As grandes dores não provocam lágrimas: sufocam-nas.»
Autor desconhecido
Publicado por Violeta Teixeira em 26/02 às 01:14 PM
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«A LAMENTAÇÃO É COMPLETAMENTE INÚTIL»
Pablo Picasso
«Não há dúvida de que é inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante o mundo. Resta saber se não é igualmente inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante nós próprios. Evidentemente. De facto, ninguém se lamentará perante si próprio, a fim de se incitar à piedade, o que nada significaria, dado que a piedade é, por definição, o voluptuso encontro de dois espíritos. Para quê, então? Não para obter favores, porque o único favor que um espírito pode fazer a si próprio é conceder-se indulgência, e toda a gente percebe quanto é prejudicial que a vontade seja indulgente para com a sua própria e lamentável fraqueza.
Resta a hipótese de o fazermos para extrair verdades do nosso coração amolecido pela ternura. Mas a experiência ensina que as verdades surgem apenas em virtude de uma pacata e severa busca, que surpreende a consciência numa atitude inesperada e a vê, como de um filme que parasse de repente, estupefacta, mas não emocionada.
Basta, portanto.»
Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’
Nota: já se publicou a sua biobibliografia.
Publicado por Violeta Teixeira em 26/02 às 01:07 PM
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ARANHA ENREDADA
Gegenlicht
Alongo-me em gestos constrangidos
De pudor e silêndos acesos
Nos lábios secos
E sequiosos
Da voz que demora
A iluminar-me o leito
Das palavras: monólogo
De aranha, enredada
Na trama do tempo.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 26/02 às 12:05 PM
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«Aspens at Dusk»

Rod Dresser
Publicado por Violeta Teixeira em 26/02 às 03:12 AM
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Domingo, 25 Fevereiro, 2007
«A DESGRAÇA DO SONHADOR»
Foto da autoria de Nuno dos Reis
«E vocês sabem o que é um sonhador, cavalheiros? É um pecado personificado, uma tragédia misteriosa, escura e selvagem, com todos os seus horrores frenéticos, catástrofes, devaneios e fins infelizes… um sonhador é sempre um tipo difícil de pessoa porque ele é enormemente imprevisível: umas vezes muito alegre, às vezes muito triste, às vezes rude, noutras muito compreensivo e enternecedor, num momento um egoísta e noutro capaz dos mais honoráveis sentimentos… não é uma vida assim uma tragédia? Não é isto um pecado, um horror? Não é uma caricatura? E não somos todos mais ou menos sonhadores?»
Fiodor Dostoievski, in ‘Escritos Ocasionais’
Nota: já se publicou a sua biobibliografia.
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 06:25 PM
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IGNORÂNCIA E SABEDORIA
«A ignorância é audaz; a sabedoria, reservada.»
Tucídedes
Tucídides (c. 460 adC - c. 396 adC). Historiador y militar ateniense.
Biografía
Nacido en Atenas, Tucídides pertenecía a la familia de los Filaidas, por lo que es descendiente de figuras famosas de la historia de la ciudad como Cimón, célebre detractor de Pericles, o Milcíades, vencedor de la batalla de Maratón. El nombre de su padre, Óloro, hace pensar que procedía de la Tracia. En el 424 adC, durante la Guerra del Peloponeso, fue nombrado estratega de la ciudad de Atenas, confiándosele el mando de una flota encargada de romper el asedio de Anfípolis, en Tracia. Fracasó en dicho intento y la ciudad cayó en manos del general espartano Brásidas, por lo que fue condenado al exilio 20 años (Tuc. V 26). Este hecho le dio la oportunidad de obtener información bastante completa, procedente de los dos bandos en conflicto, que utilizó para la composición de la Historia de la Guerra del Peloponeso, en la que narra los acontecimientos ocurridos entre el año 431 adC y el 411 adC. Volvió del exilio veinte años después, al terminar la guerra.
Es considerado el mejor historiador griego, por delante de Herodoto. En su obra recurre únicamente a causas naturales y a la conducta del hombre para explicar el devenir histórico, antes que como mero producto de la fatalidad o la intervención de los dioses. No sólo eso: en su obra, analiza los hechos, yendo más allá de lo anecdótico para buscar las motivaciones personales de los protagonistas de los hechos, sus ambiciones y sus temores. Para ello, introduce a veces discursos ficticios para exponer las motivaciones de los personajes históricos.
Bibliografía
• Tucídides (1990/1992), Historia de la Guerra del Peloponeso, Madrid: Editorial Gredos.
1. Trad. y notas de J. J. Torres Esbarranch. Intr. general de J. Calonge. Rev.: E. Rodríguez Monescillo. (1990), Libros I-II, Madrid: Editorial Gredos. ISBN 8424914430.
2. Traducción y notas de J. J. Torres Esbarranch. Rev.: E. Rodríguez Monescillo. (1991), Libros III-IV, Madrid: Editorial Gredos. ISBN 8424914449.
3. Trad. y notas de Juan José Torres Esbarranch. Rev.: A. Guzmán Guerra. (1992), Libros V-VI, Madrid: Editorial Gredos. ISBN 8424914848.
4. Trad. y notas de J. J. Torres Esbarranch. Rev.: H. Ramos. (1992), Libros VII-VIII, Madrid: Editorial Gredos. ISBN 8424916042.
In WIKIPÉDIA
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 03:17 PM
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PURO PARADOXO
http://www.pintoresmexicanos.com/pilar/uvas.jpg
Cacho de uvas
Maduras, debicam-no
Os pássaros.
Imaturos,
Abandonam-no,
Indevorado.
Puro paradoxo.
Violeta Teixeira, inédito (ORGIAS DE ESQUECIMENTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 02:59 PM
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VENTRE MATRICIAL
Foto da autoria de Carlos Vicente (Olhares.com)
Título da minha responsabilidade.
Publicado por Violeta Teixeira em 25/02 às 10:44 AM
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Sábado, 24 Fevereiro, 2007
BASTAVA…
Stevens Dream
Bastava. Bastava uma
Palavra saída do silêncio.
Virtual, embora.
Talvez bastara apenas
Uma vogal
Vermelha, aberta:
Brecha de ar, na opacidade
Aspérrima e negra
Daquela hora.
Violeta Teixeira (inédito- DÉDALOS DE AFECTOS)
Publicado por Violeta Teixeira em 24/02 às 12:23 PM
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«MORRE-SE APENAS UMA VEZ»
Foto da autoria de Zalias A. Vicente (Olhares.com)
«Quando chegar a hora de morrer não quero perder nem um segundo: morre-se apenas uma vez.»
Antonio Amurri
Antonio Amurri (nasceu em Ancona, Itália, em 1927 - faleceu dia 18 de dezembro de 1992). Artista italiano.
Amurri Antonio (Ancona 1927-1992)
«Scrittore satirico ( Come ammazzare la moglie e perchè , Famiglia a carico , Più di là che di qua ), si è dedicato anche al teatro di rivista per il quale ha prodotto alcuni testi: I fuoriserie (1957-58) scritto in collaborazione con Faele e Zapponi; La minidonna (1966-67) scritto insieme a Torti e Jurghens e interpretato dal trio Steni-Mondaini-Ninchi. Ha lavorato anche per la radio e la televisione ( Gran varietà , Rosso e nero , Canzonissima , Fantastico ) e ha composto celebri canzoni come “Stasera mi butto” (Rocky Roberts); “Piccolissima serenata” (Teddy Reno); “Un bacio è troppo poco”, “Vorrei che fosse amore”, “Zum, zum, zum” (Mina). Ha spesso collaborato con Dino Verde.»
Publicado por Violeta Teixeira em 24/02 às 12:04 PM
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HUMÍLIMA HOMENAGEM II
Foto da Autoria de XÃ («Vinte Anos de Saudade...» - olhares.com)
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Publicado por Violeta Teixeira em 24/02 às 11:30 AM
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