Terça-feira, 31 Outubro, 2006
IMBECILIDADE
Imbecil: fraco de corpo e de espírito; néscio; parvo; idiota (do lat. imbecille-).
«Imbecilidade é, na Psiquiatria, o grau intermediário da Tríade oligofrênica, e os indivíduos portadores possuem certo grau de desenvolvimento intelectual que os permite um mínimo aprendizado.
Considerando-se a graduação da inteligência pelo Q.I. do indivíduo, será imbecil todo aquele que possuir um grau de QI entre 25 e 50.
A Psicologia considera que sua idade mental corresponde ao de crianças com idade entre os 3 a 7 anos de vida.
O imbecil consegue a articulação oral, mas o déficit de inteligência permite o aprendizado apenas mediante muito esforço.
A despeito disso, alguns possuem boa memória, mas são incapazes de aprender a leitura ou escrita. São capazes de desempenhar tarefas simples.
O desenvolvimento sexual é precoce, mas a satisfação dá-se pela masturbação.
O imbecil é caracterizado por sujeitar-se facilmente às sugestões, podendo constituir-se em perigo a outrem, por conta disso: se sugestionado para o mal, não têm os freios morais para questionar.
Em geral, não se afeição à vida familiar, mas em contrapartida gostam de animais.
Não possuem condições para a própria subsistência.»
Publicado por Violeta Teixeira em 31/10 às 03:50 PM
Categoria • Reflexões •
(1) Comentários •
O ROSTO DA ANGÚSTIA
Zolsaihan Castillo
Desabrocham bolhas
Brancas da boca encarnada
E rasgada de uma rocha.
Rolam lentas e redondas
E rútilas num leito
De lágrimas verdes,
De argila, e lavam
As faces baças das dunas.
Por que me não lambem
Os lábios das feridas?
Por que me não lavam
O rosto da angústia?
Por que me não acariciam
As pálpebras pesadas dos dias?
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALOS DE AFECTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 31/10 às 11:05 AM
Categoria • Poesia •
(1) Comentários •
DIA DO SEU ANIVERSÁRIO
«Então eu senti-me como um observador dos céus quando um novo planeta entra no alcance da sua vista.»
Júpiter
John Keats
Biografias de Poetas e Poetisas
JOHN KEATS
Copyright © André C S Masini, 2000
Biografia Publicada no Livro
“Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa”
Nasceu em Moorfields, Londres, a 31 de Outubro de 1795. Perdeu seu pai, que era gerente de um estábulo, em 1804 e pouco depois, em 1810, sua mãe, de tuberculose. Recebeu boa educação básica, em 1811 se tornou aprendiz de um cirurgião, e em 1815 entrou para o Guy’s Hospital para concluir sua formação médica. Suas primeiras tentativas conhecidas de escrever versos datam de 1814. Em 1816 sua primeira obra foi publicada: o poema “O solitude”, no periódico The examiner. Poucos meses depois obteve o título de clínico e cirurgião, mas decide abandonar a medicina e se dedicar exclusivamente à poesia. Em 1817 é publicado seu primeiro livro: Poems, que inicialmente recebeu algumas críticas favoráveis, mas que logo foi severamente atacado pela influente revista Blackwood’s, que o associava a Leigh Hunt, dono do The examiner, caracterizando-o como escritor vulgar de classe social inferior. Keats seguiu em frente e publicou Endymion em abril de 1818. Alguns de seus inspiradores eram Spencer, Shakespeare, Milton e Wordsworth. No verão deste ano Keats viajou pelo norte da Inglaterra e Escócia, e ao voltar dedicou-se a cuidar de seu irmão Tom, com tuberculose, que viria a morrer em dezembro. Ainda neste ano Keats conheceu e se apaixonou por Fanny Brawne, jovem vizinha da casa onde morava. Em 1919 apesar dos problemas de saúde e financeiros, escreveu poesias em grande quantidade, incluindo The Eve of St Agnes, La Belle Dame sans Merci, Ode to a Nightingale and To Autumn. Em julho de 1820 quando é publicado o livro Lamia, Isabella, The Eve of St Agnes e outros poemas, o poeta já está severamente debilitado pela doença. Partiu para a Itália em setembro, e morreu em Roma, em fevereiro de 1821, com apenas 25 anos de idade. Apesar de seu último volume ter recebido algum reconhecimento contemporâneo, não foi senão na segunda metade do século dezenove que seu lugar no romantismo inglês começou a ser reconhecido, e somente neste século foi proclamado como um dos maiores entre os poetas românticos ingleses.
Página Publicada em 28/05/2005
ESTRELA CINTILANTE
Ó, estrela cintilante! Eu seria tão inabalável quanto és –
Salvo no esplendor solitário com que sufocas as trevas,
Enquanto observas com eterna indiferença,
Qual um Anacoreta alerta e paciente, da Natureza,
O refluxo das marés em sua sacerdotal tarefa
De purificar os confins dos mares, toldados pelos homens,
Ou, fitando através de límpidas e suaves lentes,
A neve sobre as montanhas e sobre as urzes.
Não -, embora inabalável; embora imutável como tu,
Descansaria sobre um seio sereno de mulher,
A fim de sentir, para sempre, suas curvas macias e sua tumidez,
Desperto para sempre por delícias agitadas,
A escutar cada vez mais o seu arfante suspirar,
E assim, viver para sempre - ou então, agonizar até morrer.
Publicado por Violeta Teixeira em 31/10 às 09:51 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
Segunda-feira, 30 Outubro, 2006
DIA DO SEU ANIVERSÁRIO
«Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo - e o seu próprio conteúdo.»
Paul Valéry
«Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (30 de outubro de 1871, em Sète – 20 de julho de 1945, em Paris) foi um filósofo, escritor e poeta francês, da escola simbolista. Seus escritos incluem interesses em matemática, filosofia e música.
Realizou os estudos secundários em Montpellier na França, e iniciou sua carreira em Direito em 1889. Na mesma época publicou seus primeros versos, fortemente influenciados pela estética da literatura simbolista dominante na época. Em 1894 se instalou em Paris, onde trabalhou como redator no Ministerio de Guerra. Depois da Primeira Guerra Mundial se dedicou interamente a literatura e foi aceito pela Academia Francesa em 1925.
Sua obra poética foi influenciada por Stéphane Mallarmé que consequentemente influenciou outro francês Jean-Paul Sartre.
Livros
• Introduction à la méthode de Léonard de Vinci (1895) ;
• La soirée avec monsieur Teste (1896) ;
• Essai d’une conquête méthodique (1897) ;
• La jeune parque (1917) ;
• Album de vers anciens (1920) ;
• Charmes (1922) ;
• Eupalinos ou l’architecte (1923)
• L’âme et la danse (1923)
• Dialogue de l’arbre (1923)
• Regards sur le monde actuel (1931) ;
• Amphion (1931)
• L’idée fixe ou deux hommes à la mer (1932)
• Discours en l’honneur de Goethe (1932)
• Sémiramis (1934)
• Pièces sur l’art (1936)
• Degas, danse, dessin (1938)
• Discours aux chirurgiens (1938)
• Variété I et II.
• Variété III (1936), IV (1938) et V (1944).
• Mauvaises pensées et autres (1942) ;
• Tel quel (1941 (Cahier B 1910; Moralités; Littérature et Choses tues);
• Mon Faust (1946)
• L’ange (1947)
• Histoires brisées (1950)
• Vues (1948, póstumo).
• Œuvres I (1957, póstumo).
«(...)»
Sob o sol em meu leito após a água -
Sob o sol e sob o reflexo enorme do sol sobre o mar,
Sob a janela,
Sob os reflexos e os reflexos dos reflexos
Do sol e dos sóis sobre o mar
Nos vidros,
Após o banho, o café, as ideias,
Nu sob o sol em meu leito todo iluminado
Nu - só - louco -
Eu!
(Paul Valéry, 1933. Sem título, XVI, 204. Cadernos - tradução de Augusto de Campos)
Publicado por Violeta Teixeira em 30/10 às 11:00 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
«AS VOZES DO SILÊNCIO»
Gustav Ckimt
«As estátuas de Olímpia, que tanto contribuem para nos ligar à Grécia, alimentam contudo também, no estado em que chegaram até nós - esbranquiçadas, quebradas, isoladas da obra integral -, um mito fraudulento da Grécia, não sabem resisitir ao tempo como um manuscrito, mesmo incompleto, rasgado, quase ilegível. O texto de Heráclito lança-nos clarões como nenhuma estátua em pedaços pode fazer, porque o significado é nele deposto de maneira diferente, é concentrado de forma diferente do que está concentrado nelas, e porque nada iguala a ductilidade da palavra. Enfim, a linguagem diz, e as vozes da pintura são as vozes do silêncio.»
Maurice Merleau-Ponty, in ‘Signos’
«Maurice Merleau-Ponty escritor e filósofo líder do pensamento fenom4enológico na França, enasceu em 14 de março de 1908, em Rochefort, e faleceu em 4 de maio de 1961, em Paris. Estudou na Ecóle Normale Supérieure em Paris, graduando-se em filosofia em 1931. Lecionou em vários liceus antes da Segunda Guerra, durante a qual serviu como oficial do exército francês. Em 1945 foi nomeado professor de filosofia da Universidade de Lyon e em 1949 foi chamado a lecionar na Sorbonne, em Paris. Em 1952 ganhou a cadeira de filosofia no Collège de France. De 1945 a 1952 foi co-editor (com Jean-Paul Sartre) do jornal Les Temps Modernes.
Suas obras mais importantes de Filosofia foram de cunho psicológico: La Structure du comportement (1942) e Phénoménologie de la perception (1945). Apesar de grandemente influenciado pela obra de Edmund Husserl, Merleau-Ponty rejeitou sua teoria do conhecimento intencional fundamentando sua própria teoria no comportamento corporal e na percepção. Sustentava que é necessário considerar o organismo como um todo para se descobrir o que se seguirá a um dado conjunto de estímulos.
Volltando sua atenção para a questões sociais e políticas, Merleau-Ponty publicou em 1947 um conjunto de ensaios marxistas, Humanisme et terreur ("Humanismo e Terror"), a mais elaborada defesa do comunismo soviético no final dos anos 1940. Contrário ao julgamento do terrorismo soviético, atacou o que considerava “hipocrisia ocidental”. Porém a guerra da Coréia o desiludiu e rompeu com Sartre, que apoiava os comunistas da Corea do Norte.
Em 1955 Merleau-Ponty publicou mais ensaios marxistas, Les Aventures de la dialectique ("As Aventuras da Dialética"). essa coleção no entanto, indicava sua mudança de posição: o marxismo não aparece mais como a última palavra na História, mas apenas como uma metodologia heurística.
R.Q.Cobra
00/00/2001
Publicado por Violeta Teixeira em 30/10 às 10:33 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
EU SOU
Jiffer
«Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.”
Sylvia Plath
Nota: já se publicou a sua biobibliografia.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/10 às 10:12 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
A TUA PERDA
Pablo Picasso
É uma
Intérmina veia
Aberta.
A tua
Perda
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALOS DE AFECTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 30/10 às 09:57 AM
Categoria • Poesia •
(1) Comentários •
Domingo, 29 Outubro, 2006
EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL EM AMARANTE
Miró
Miró, Picasso e Rodin em Amarante
Museu Amadeo de Souza-Cardoso acolhe exposição a partir deste sábado
Mais de 60 trabalhos de Miró, Picasso, Rodin e outros grandes nomes da pintura e escultura do século XX vão estar expostos no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, a partir deste sábado até 28 Janeiro de 2007.
É a maior exposição internacional organizada por aquele museu e inclui também obras de Degas, Chagall, Kandinsky, Toulouse-Lautrec e Braque.
No conjunto, são 63 trabalhos - de pintura, escultura e serigrafia - pertencentes à colecção Kurt e Gertrud Lamerdin, de Wiesloch, uma cidade alemã que está geminada com Amarante.
Com Lusa
Publicado por Violeta Teixeira em 29/10 às 03:18 PM
Categoria • Citações •
(2) Comentários •
SIM À DESPENALIZAÇÃO DA I.V.G.
DISCORDO DO REFERENDUM, MAS…
«Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez é punida até 3 anos de prisão, excepto em situações muito particulares como violação, deformação do feto ou perigo para a vida da mulher. Nas situações permitidas a interrupção voluntária da gravidez pode ser realizada quer em clínicas particulares quer em estabelecimentos públicos.
Em 28 de Junho de 1998 foi realizado um referendo no qual o não à despenalização, ganhou com 51% dos votos expressos (apenas 31% do eleitorado foi às urnas). As sondagens anteriores ao referendo previam uma clara vitória do sim. No referendo 1.308.607 pessoas votaram[1] sim, 1.357.698 votaram não e a pergunta era: «Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada por opção da mulher nas primeiras 10 semanas em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Em Outubro de 2006 a Assembleia da República, com os votos favoráveis do PS, PSD e BE, a abstenção do CDS-PP e o voto contra do PCP e dos Verdes, decidiu convocar um novo referendo, que deverá ocorrer em 2007.»
Publicado por Violeta Teixeira em 29/10 às 02:59 PM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
I.V.G. NÃO É CRIME
Sábado, 28 de Outubro de 2006
Por opção da mulher!!!???
À pergunta que vai ser novamente utilizada no referendo “concorda com a
despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por
opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde
legalmente autorizado?” poder-se-ia dar muitas respostas…
Mas só uma resposta pode ser aqui salientada!
NÃO! CLARO QUE NÃO!
E porquê?!
Porque essa decisão não pode ser apenas POR OPÇÃO DA MULHER?
Porque uma gravidez não pode ser interrompida apenas por opção mulher!
Porque não é só a mulher que gera um filho!
Porque não é só o corpo da mulher que contribuiu para o seu nascimento!
Porque não pode ser só ela a dizer não!
A pergunta não pode ser assim! A lei não pode ditar assim! O homem tem de
fazer parte em igual circunstâncias deste processo!
Qual é o papel do homem, afinal? A sua responsabilidade?
Aprovar este referendo é o mesmo que colocar apenas nas mulheres toda a
responsabilidade de uma vida! Seria o mesmo que aprovar que só as mulheres
têm direitos e deveres sobre os filhos! Seria inutilizar o papel do
pai-progenitor! Seria voltar ao tempo dos pais incógnitos!
Se o homem tem a mesma acção que a mulher na origem do filho, ou até mais
(porque muitas mulheres têm relações sexuais coagidas - principalmente
aquelas que, por mil motivos, não têm capacidade para dizer não, nem para se
protegerem anticoncepcionalmente, nem dinheiro para ir a Espanha abortar),
então ele fica totalmente imune a esta responsabilidade?
A OPÇÃO tem de ser dos dois - mãe e pai - como a actual criminalização
teria que ser dos dois!
Pois “corremos o risco” de colocar apenas na posse das mulheres a sobrevivência
da espécie! É que com esta lei, nenhum pai pode mais dizer que vai ter um
filho, porque a mulher que ele engravidou pode simplesmente optar por não lho
querer dar!
Com esta lei, quem passa a ditar as regras da descendência é a mulher - só
dará filhos a quem muito bem entender!
E mais o que se poderá imaginar…
Por isso - e só por isso - a resposta à pergunta deste referendo só pode ser
uma: NÃO!
publicado por comunidade às 01:36 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos
...
Desnecessário seria o referendo...acho.
Mais uma vez a Espanha resolve o que Portugal não consegue
Mais uma vez o governo mostra a capacidade que tem para governar este
tão pequeno país
Mais uma vez deixam que se julguem a vida de seres humanos que não pedem
para nascer
Mais uma vez fazem da Mulher um objecto e decidem o que fazer com ele
È só mais uma vez que Portugal não cresce.
publicado por comunidade às 00:28 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006
Artigo sobre o Aborto ... Referendo
Artigo
<>>>>>>>>>>>>>>
Referendo
... Sim? Ou Não?
Não caberia na cabeça de ninguém colocar em referendo uma lei estúpida que mandasse para a cadeia quem passasse por uma localidade com 50 mil habitantes, mesmo que seja uma cidade em que todos os portugueses lá pudessem vir a passar mais tarde ou mais cedo, por crer ou sem crer. Logicamente, porque a maioria dos eleitores teria enorme dificuldade em perceber a realidade local, ficando desse modo vulnerável à opinião de terceiros, o que afectaria o seu sentido de voto ou o mais provável, poderia mesmo levá-lo a não votar.
Na última campanha eleitoral para as eleições legislativas o tema Aborto foi posto em cima da mesa pelos partidos ditos de esquerda, de uma forma que parecia que esse era o único problema que em Portugal merecia ser discutido. Percebendo-se na altura, que seria uma questão de tempo o que nos separava de uma decisão sobre a matéria.
A solução referendo é francamente um erro, pois este é um tema que diz directamente respeito a uma franja muito pequena da população, alguma dela nem sequer tem idade para votar o que faz com que haja uma enorme probalidade da abstenção ser superior a 50% para além do facto da maioria dos eleitores ir votar baseado nas suas convicções políticas e/ou religiosas e não segundo uma reflexão séria e objectiva sobre o tema.
Ou seja, corre-se o risco da lei não ser alterada e uma qualquer jovem com 13 anos, numa qualquer festa, encontrar o seu príncipe encantado, descobrir a sua sexualidade, engravidar ... e depois lá vai ter que encontrar, sozinha, por sua conta e risco, a solução para proceder à interrupção voluntária da gravidez ... colocando em risco a sua própria vida e habilitando-se ainda a ir parar à cadeia por ser considerada uma criminosa ...
Para os que dizem não ao aborto, justificando com os custos para o Estado, deixo a pergunta:
- Quanto custa ao Estado, uma gravidez, mais, uma gravidez indesejada? ... E um filho indesejado, quanto pode vir a custar?
Para além das despesas que o Estado suporta em apoio clinico e social durante a gravidez, temos que considerar que obrigar uma mulher a ter um filho que não deseja, por qualquer que seja o motivo, pode criar graves sequelas na mãe e no filho ... nascendo desse modo um poço sem fundo de despesas para todos nós ...
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt
Publicado por Violeta Teixeira em 29/10 às 09:48 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
PEREGRINA DOS INFERNOS
Salvador Dali
Peregrina
Dos Infernos,
Estilizo a máscara,
E, esteta
Genuína, me confesso
Diletante
De instantes
Efémeros,
Que eternizo,
Na medula
Nítida
E intacta
Do poema.
Violeta Teixeira, inédito (ORGIA DE ESQUECIMENTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 29/10 às 08:54 AM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
Sábado, 28 Outubro, 2006
«O QUÊ E O COMO DA OBRA DE ARTE»
«O quê da obra de arte interessa mais aos homens do que o como. Porque podem apreender o primeiro isoladamente, e o segundo não se deixa captar na sua globalidade. É daí que vem o hábito de sublinhar passagens. Se virmos bem, é verdade que a influência da totalidade não deixa de se fazer sentir nelas, mas sem que o leitor disso tenha consciência.»
Johann Wolfgang von Goethe, in «Máximas e Reflexões»
Nota: já se publicou a sua biobibliografia.
Publicado por Violeta Teixeira em 28/10 às 01:51 PM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
GRANDE PRÉMIO DO ROMANCE DA ACADEMIA FRANCESA
Jonathan Littell vence Grande Prémio da Academia Francesa
O Grande Prémio de Romance da Academia Francesa foi atribuído a um autor norte-americano, Jonathan Littell, por «Les Bienveillantes», um livro de mais de 900 páginas escrito directamente em francês.
Escolhido pela maioria absoluta do júri, Littell, 39 anos, era um perfeito desconhecido do público há apenas dois meses.
Publicado pela Gallimard, o romance, a confissão de um antigo oficial das SS nazis, foi o grande acontecimento editorial da «rentrée» em França, com mais de 200.000 exemplares vendidos.
Nascido em Nova Iorque, filho do jornalista e escritor norte-americano Robert Littell, especialista em romances de espionagem, Jonathan estudou em França e completou a sua formação em universidades norte-americanas.
«Les Bienveillantes» foi acolhido com comentários elogiosos da maioria dos críticos e é um forte candidato a outros importantes galardões literários franceses.
Diário Digital / Lusa
27-10-2006 7:21:00
JONATHAN LITTELL
Ecrivain américain
Né à New York en 1967
«Les bourreaux ne parlent pas, ils n’ont pas de parole»
Jonathan Littell
LA BIOGRAPHIE DE JONATHAN LITTELL
Issu d’une famille polonaise et juive émigrée aux Etats-Unis à la fin du XIXe siècle, Jonathan Littell a toujours été touché par l’horreur de la guerre. Fils de l’écrivain Robert Littell, son enfance est hantée par la seconde guerre mondiale et l’horreur de l’holocauste ainsi que par la guerre du Vietnam. En 1985, il passe son Bac à Paris mais continue ses études à Yale où il est diplômé en Art et littérature. Cependant, son engagement pour les populations atteintes par les dégâts collatéraux de la guerre l’attire plus qu’une chaire universitaire et il s’engage très vite dans une ONG, ‘Action contre la faim’. Durant sept ans, il écumera les Balkans, alors en conflit, particulièrement en Bosnie-Herzégovine, en Tchétchénie, en Afghanistan ainsi que des pays d’Afrique. Imprégné de toutes les civilisations rencontrées durant ses différents voyages, Jonathan Littell se pose enfin en 2001 pour écrire son premier roman (en français), ‘Les Bienveillantes’. Cette vision des bourreaux de la seconde guerre mondiale est un nouvel aspect de l’horreur vécue, une philosophie inattendue et glaçante. A travers le regard lucide et froid de son personnage, Littell se contente d’interpréter, de comprendre le comportement des exécutants, toujours en faction aujourd’hui même s’ils sont cachés. La Shoah est unique mais les bourreaux sont intemporels.
LES ANECDOTES SUR JONATHAN LITTELL
> Un premier roman ?
D’après sa maison d’édition, Jonathan Littell n’a pas écrit un premier roman mais une première oeuvre littéraire. La qualité de l’ouvrage est celle d’un écrivain confirmé et talentueux.
> Prix, prix et prix…
Le premier roman de Jonathan Littell a été sélectionné pour le prix Goncourt, Médicis et Renaudot, les plus grandes récompenses littéraires. Une reconnaissance assurée pour les débuts d’un écrivain prometteur et talentueux.
> Pourquoi écrire en français
Jonathan Littel a passé une partie de son adolescence en France. Il a demandé par deux fois à être naturalisé mais pour d’obscures raisons administratives, sa requête a été rejetée.
TOUT JONATHAN LITTELL SUR… » FNAC.COM «
ILS AIMERAIENT LUI DIRE…
ET VOUS?…
Si vous aviez eu l’occasion de lui parler ou de lui écrire… que lui auriez-vous dit ?
Ecrire un message à “Jonathan Littell”
LES LIVRES DE JONATHAN LITTELL
> Les Bienveillantes
“En fait, j’aurais tout aussi bien pu ne pas écrire. Après tout, ce n’est pas une obligation. Depuis la guerre, je suis resté un homme discret ; grâce à Dieu, je n’ai jamais eu besoin, comme certains de mes collègues,… Lire »
Fil d’actu : Jonathan Littell
Tout sur l’auteur du carton Les Bienveillantes. Lire aussi la biographie de Jonathan Littell.
«Les Bienveillantes, prix de l’Académie française»
Posté par Easywriter le 27.10.06 à 15:17 | tags : prix, gallimard, jonathan littell
Jonathan Littell vient -il d’entamer sa course aux prix ? Ou à l’inverse le grand prix de l’Académie française qui vient de lui être attribué pour Les Bienveillantes signifie que le Goncourt vient de lui échapper ? Auquel cas qui l’aura ? Et le Femina alors, c’est du poulet ?
Quel suspense je vous jure je vais m’évanouir.»
«Les bienveillantes»
Auteur : Jonathan Littell
Résumé
Vers 1980, un Franco-Allemand termine sa carrière comme directeur d’une usine de dentelle du nord de la France. Quarante ans plus tôt, il était un fonctionnaire SS chargé de surveiller le bon déroulement des opérations d’élimination sur le front de l’Est. A travers une sorte d’enquête autobiographique, il va se lancer sur ses propres traces. Grand Prix du roman de l’Académie française 2006.
Quatrième de couverture
«En fait, j’aurais tout aussi bien pu ne pas écrire.
Après tout, ce n’est pas une obligation. Depuis la guerre, je suis resté un homme discret; grâce à Dieu, je n’ai jamais eu besoin, comme certains de mes anciens collègues, d’écrire mes Mémoires à fin de justification, car je n’ai rien à justifier, ni dans un but lucratif, car je gagne assez bien ma vie comme ça. Je ne regrette rien: j’ai fait mon travail, voilà tout; quant à mes histoires de famille, que je raconterai peut-être aussi, elles ne concernent que moi; et pour le reste, vers la fin, j’ai sans doute forcé la limite, mais là je n’étais plus tout à fait moi-même, je vacillais, le monde entier basculait, je ne fus pas le seul à perdre la tête, reconnaissez-le. Malgré mes travers, et ils ont été nombreux, je suis resté de ceux qui pensent que les seules choses indispensables à la vie humaine sont l’air, le manger, le boire et l’excrétion, et la recherche de la vérité. Le reste est facultatif.»
Avec cette somme qui s’inscrit aussi bien sous l’égide d’Eschyle que dans la lignée de Vie et destin de Vassili Grossman ou des Damnés de Visconti, Jonathan Littel nous fait revivre les horreurs de la Seconde Guerre mondiale du côté des bourreaux, tout en nous montrant un homme comme rarement on l’avait fait: l’épopée d’un être emporté dans la traversée de lui-même et de l’Histoire.»
Publicado por Violeta Teixeira em 28/10 às 01:36 PM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
CHOVAM CACHOS DE ÓDIO
Salvador Dali
Chovam cachos
De ódio nesses olhos
Cegos ao óbvio.
Cachos de ódio
Compactos. Compósitos.
Cegantes.
Cachos, caindo, como
Meteoritos, do
Espaço cósmico.
Fora gestante de ódio
O meu útero psíquico!
Orifícios vazios,
Os teus olhos.
Violeta Teixeira, inédito (DÉDALOS DE AFECTO)
Publicado por Violeta Teixeira em 28/10 às 01:29 PM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
Sexta-feira, 27 Outubro, 2006
FARIA HOJE ANOS
"Sou uma virgem pura / De acetileno / Acompanhada de rosas”
Sylvia Plath
1932 - Nasce 27 de outubro em Boston, Sylvia Plath.
1963 - Na manhã de 11 de fevereiro levanta Sylvia, prepara
o pequeno almoço para os filhos, fecha-se na cozinha
com todas as janelas e portas calafetadas e abre o gás
do fogão, suicidando-se. Tinha apenas 31 anos.
«Sylvia Plath (Jamaica Plain, Massachusetts, 27 de Outubro de 1932 – 11 de Fevereiro de 1963) foi uma importante novelista e poetisa, casada com o famoso poeta Ted Hughes. Estado-unidense, mudou-se para a Inglaterra para estudar, onde conheceu seu grande amor, Edward Hughes. Casaram-se, mudaram-se para a América, e novamente para a Europa. A vida dos dois foi sempre muito conturbada, fugidia, por conta das repetidas traições do poeta, que a deixavam cada dia mais deprimida (ela já havia tentado o suicídio em outras ocasiões, antes de conhecê-lo). Tiveram 2 filhos. Ele se tornou um respeitado e premiado poeta, enquanto que ela sempre teve dificuldades para se estabelecer como escritora, ofuscada pelo sucesso do marido. Entretanto, nos últimos meses de vida, ela soltou toda sua verve poética, produzindo poemas ricos, inteligentes, mas mórbidos e fortes. Separados, ela se suicidou algum tempo depois, aos 30 anos. “A Redoma de Vidro” (The Bell Jar), um romance, foi escrito dias antes de sua morte, sob pseudônimo. “Ariel”, uma coletânea de poemas, também é desse período conturbado, mas só foi publicado após sua morte. “The Collected Poems”, publicado por Ted Hughes, também após sua morte, ganhou o Pullitzer na categoria poesia. Sua vida é retratada no filme “Sylvia - Paixão Além das Palavras”, de 2003, com Gwyneth Paltrow como Sylvia e Daniel Craig como Ted Hughes.»
Publicado por Violeta Teixeira em 27/10 às 06:38 PM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •