Quinta-feira, 02 Setembro, 2010

«CRIADOR DE ANARQUIAS…»

«Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola.»
Fernando Pessoa, in “O Eu Profundo”

http://www.citador.pt/citacoes.php?Anarquia=Anarquia&cit=1&op=8&theme=1005&firstrec=0

http://www.youtube.com/watch?v=fSvHrWsuS1Y&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 02/09 às 01:48 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

VIDA

«Orientar Filosoficamente a Vida
A ânsia de uma orientação filosófica da vida nasce da obscuridade em que cada um se encontra, do desamparo que sente quando, em carência de amor, fica o vazio, do esquecimento de si quando, devorado pelo afadigamento, súbito acorda assustado e pergunta: que sou eu, que estou descurando, que deverei fazer?
O auto-esquecimento é fomentado pelo mundo da técnica. Pautado pelo cronómetro, dividido em trabalhos absorventes ou esgotantes que cada vez menos satisfazem o homem enquanto homem, leva-o ao extremo de se sentir peça imóvel e insubstituivel de um maquinismo de tal modo que, liberto da engrenagem, nada é e não sabe o que há-de fazer de si. E, mal começa a tomar consciência, logo esse colosso o arrasta novamente para a voragem do trabalho inane e da inane distracção das horas de ócio.
Porém, o pendor para o auto-esquecimento é inerente à condição humana. O homem precisa de se arrancar a si próprio para não se perder no mundo e em hábitos, em irreflectidas trivialidades e rotinas fixas.
Filosofar é decidirmo-nos a despertar em nós a origem, é reencontrarmo-nos e agir, ajudando-nos a nós próprios com todas as forças.
Na verdade a existência é o que palpavelmente está em primeiro lugar: as tarefas materiais que nos submetem às exigências do dia-a-dia. Não se satisfazer com elas, porém, e entender essa diluição nos fins como via para o auto-esquecimento, e, portanto, como negligência e culpa, eis o anelo de uma vida filosóficamente orientada. E, além disso, tomar a sério a experiência do convívio com os homens: a alegria e a ofensa, o êxito e o revés, a obscuridade e a confusão. Orientar filosoficamente a vida não é esquecer, é assimilar, não é desviar-se, é recriar intimamente, não é julgar tudo resolvido, é clarificar.
São dois os seus caminhos: a meditação solitária por todos os meios de consciencialização e a comunicação com o semelhante por todos os meios da recíproca compreensão, no convívio da acção, do colóquio ou do silêncio.»

Karl Jaspers, in ‘Iniciação Filosófica’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200410060928&author=20388

Publicado por Violeta Teixeira em 02/09 às 01:44 PM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

DA ESCRITA. DA VIDA

Esmigalham-me os mitos, a magia
Dos signos móveis, do fantasmático
Da imaginação, o gosto feérico dos lumes
Vermelhos, nos olhos dos astros, a mania
Do requinte esquisido das imagens, do rebuscado
Raffiné das metáforas desmesuradas, das
Antíteses hiperbólicas, do oximoro, da ambivalência
Dos meus Egos ramificados, em floração explosiva,
Da arrumação concertada e desconcertante
Das múltiplas vozes que me não conhecem, mas me
Abordam nas esquinas mais escusas dos poemas.

E me arrastam, compulsivas, pelos bas-fonds
Da depravação anilada de componentes
Aceitáveis, agradáveis, irresistivas,
Como cerejas ou morangos, sementes de papoulas
Vermelhas ou «charros» de cannabis, com chocolate
De avelãs nos lábios, cognac nos mamilos, ou sangues
Escorrentes nas pernas que se oferecem,
Lascivas, nos passeios libérrimos da escrita.

Pernas beijadas com furores loucos e mansos,
Na borda das crateras das luas cheias,
Para júbilo dos sóis, amanhecidos em charcos
De sémen ou em farrapos brancos de nuvens.

Tudo se me esmigalham os predadores do sonho,
Da volúpia, da violência, da seiva, do sangue.
Da errância alternativa da escrita.
Da vida.

Violeta Teixeira, inédito?

http://www.youtube.com/watch?v=TszJoHwPetg&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 02/09 às 01:35 PM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Domingo, 29 Agosto, 2010

ABANDONO

«Se os outros me abandonam é porque devo estar a aproximar-me do essencial.»

Casimiro de Brito, in “Arte da Respiração”

Casimiro de Brito . Poeta, romancista, contista e ensaísta.
Nasceu no Algarve, em 1938, onde estudou (depois em Londres) e viveu até 1968. Depois de uns anos na Alemanha passou a viver em Lisboa. Teve várias profissões mas actualmente dedica-se exclusivamente à literatura.
Começou a publicar em 1957 (Poemas da Solidão Imperfeita) e, desde então, publicou mais de 40 títulos. Dirigiu várias revistas literárias, entre elas “Cadernos do Meio-Dia” (com António Ramos Rosa), os Cadernos “Outubro/ Fevereiro/ Novembro” (com Gastão Cruz) e “Loreto 13” (órgão da Associação Portuguesa de Escritores). Actualmente é responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional “ Serta ” .
Esteve ligado ao movimento “Poesia 61”, um dos mais importantes da poesia portuguesa do século XX. Ganhou vários prémios literários, entre eles o Prémio Internacional Versilia, de Viareggio, para a “Melhor obra completa de poesia”, pela sua Ode & Ceia (1985), obra em que reuniu os seus primeiros dez livros de poesia.
Colabora nas mais prestigiadas revistas de poesia e tem obras suas incluídas em mais de 160 antologias, publicadas em vários países.
Participou em inúmeros recitais, festivais de poesia, congressos de escritores, conferências, um pouco por todo o mundo.
Director de festivais internacionais de poesia de Lisboa, Porto Santo (Madeira) e Faro. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, presidente da Association Européenne pour la Promotion de la Poésie, de Lovaina e é presidente do P.E.N. Clube Português. Obras suas foram gravadas para a Library of the Congress, de Washington.
Foi agraciado pela Academia Brasileira de Filologia, do Rio de Janeiro, com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura — entre outras distinções. Conselheiro da Associação Mundial de Haiku, de Tóquio. Nomeado “Embaixador Mundial da Paz” (Genebra, 2006).
A Académie Mondiale de Poésie (da Fundação Martin Luther King), galardoou-o em 2002 com o primeiro Prémio Internacional de Poesia Leopold Sédar Senghor, pela sua carreira literária. Ganhou o Prémio Europeu de Poesia Aleramo-Mario Luzi, para o “Melhor Livro de Poesia Estrangeiro publicado em Itália em 2004”.
Tem traduzido poesia de várias línguas, sobretudo do japonês e foi traduzido para galego, espanhol, catalão, italiano, francês, corso, inglês, alemão, flamengo, holandês, sueco, polaco, esloveno, servocroata, macedónio, grego, romeno, búlgaro, húngaro, albanês, russo, árabe, hebreu, chinês e japonês.

http://www.triplov.com/casimiro_de_brito/

http://www.youtube.com/watch?v=64Xm1WfQi9Q

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 01:26 PM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

JEAN HONORÉ FRAGONARD

Jean Honoré Fragonard

Pintor francês, Jean Honoré Fragonard nasceu a 5 de Abril de 1732, em Grasse, no sul de França. Aos dezoito anos iniciou os seus estudos de pintura, em Paris, com Jean-Baptiste Chardin. Posteriormente frequentou o atelier do famoso pintor barroco François Boucher, cuja obra o marcou significativamente. Em 1752, Fragonard ganhou o Prix de Rome, e foi estudar com o pintor Carle Van Loo. Quatro anos mais tarde iniciou a sua viagem por Itália, onde conheceu a obra pictórica de Giovanni Battista Tiepolo e de pintores romanos ligados ao período barroco, como Pietro da Cortona. Visitou ainda Veneza, Nápoles e outras cidades, sempre acompanhado pelo abade de S. Non. Realizou neste período inúmeros desenhos e ilustrações, assim como pinturas ligadas a temas religiosos e históricos.
Fragonard permaneceu em Itália por seis anos e, em 1765 voltou Paris, procurando trabalho no restrito círculo da corte de Luís XV. Neste ano realizou um desenho para reprodução em tapeçaria de Gobelins, por encomenda do próprio rei, denominado “Callinhoe”.
Desenvolveu então um estilo pessoal, influenciado por Boucher, por Rubens e por Tiepolo, que se caracterizava pela frivolidade dos temas (cenas da vida contemporânea e do quotidiano da corte, representando geralmente damas da corte e seus amantes em poses elegantes e graciosas) e pelas composições requintadas, nas quais combinava linhas fluidas e curvas com um cromatismo cuidado e sensual. Tornou-se, nestes anos um dos expoentes máximos do estilo Rococó em França, assumindo-se como o mais original tradutor da atmosfera cortesã e idílica, altamente artificiosa e ociosa.
De entre as suas pinturas mais conhecidas salientam-se as séries de painéis decorativos realizados para o Castelo de Louveciennes, sob encomenda da famosa Madame du Barry, a favorita do rei Luís XV. Uma das suas obras primas, “O Baloiço”, pintada aproximadamente em 1768, representa uma rapariga sentada num baloiço, imersa num jardim luxuriante e denso, enquanto o amante a observa. Esta figura, fortemente iluminada e acentuada por um cromatismo intenso em tons de vermelho, destaca-se do fundo verde, constituindo o foco da composição.
A Revolução Francesa, que estalou em 1789 destruiu o idílico mundo social assim como a clientela que suportava ideológica e esteticamente a pintura de Fragonard. Incapaz de acompanhar a evolução política e cultural da sociedade francesa pós-revolucionária, o pintor arruinou-se, vivendo os seus últimos anos de vida em situação de miséria.
Fragonard morreu em 22 de Agosto de 1806, em Paris.

http://www.infopedia.pt/$jean-honore-fragonard

http://www.youtube.com/watch?v=-y06X-YuCkc

Publicado por Violeta Teixeira em 29/08 às 12:50 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

Sábado, 28 Agosto, 2010

LA GORGE DU TEMPS

By Michael J. Austin

Les rives rouges et cuivrées
Sont des braises, au fond de mes
Yeux. Je m’assieds, tout en
Remplissant de terre la paume
De mes mains. Les eaux du fleuve
Coulent. Coulent, sans cesse.
Coulent vers l’océan du froid,
Dont je fais semblant de n’y pas penser,
Mais, hâtées, les braises s’effacent.
Et, au fond de mes yeux le vent épand
Des cendres, dans la gorge du temps.

Violeta Teixeira, inédito

ttp://video.google.com/videoplay?docid=-8274121260876748807#docid=6952560015073304904

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 06:37 PM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

TOLERÂNCIA

«(,,,) A antropóloga Françoise Héritier interroga-se sobre a noção de intolerância Como mediadora entre o Eu e o Outro. Os Gregos conhecem já uma tolerância
Ínima em relação ao Outo, o bárbaro, mesmo no decurso das guerras, se bem que implicasse o respeito das crenças e o respeito da vida depois do final dos combates.
A revolta da consciência a alguns actos que a inspiram é, para Françoise Héritier, uma componente estrutural omnipresente, independentemente da diversidade das culturas.
As condutas de intolerância tê, contudo,assolado a nossa História. O termo tolerância só teve, com efeito, uma conotação positiva, a partir do século XIX com o livre pensamento. Deverá,
então, hoje, tolerar-se a intolerância? A autocrítica das suas próprias convicções, face às dos outros, vai da atitude de aceitar o adversário tal como ele é, da atitude de desprezo ao reconhecimento duma
verdade exterior a nós. Mas aceitar a intolerância sem protestar não será aceitar, de facto, a injustiça?
(…)»
In Jean- Pierre Changeux, UMA MESMA ÉTICA para TODOS ?, Instituto Piaget, 1998
Françoise Héritier
Françoise Héritier
Anthropologue et ethnologue française
XXe siècle
Strasbourg, 2009
________________________________________
Naissance 15 novembre 1933
Nationalité France
École/tradition Structuralisme
Influencé par Claude Lévi-Strauss
Françoise Héritier (Françoise Izard, Françoise Augé-Héritier, Françoise Héritier-Augé), née le 15 novembre 1933[1], est une anthropologue française. Elle a succédé à Claude Lévi-Strauss au Collège de France, inaugurant la chaire d’« étude comparée des sociétés africaines ». Lévi-Strauss voyait en elle son successeur[2].
Dans la continuité du principal théoricien du structuralisme, elle approfondit la Théorie de l’Échange et celle de la Prohibition de l’inceste, établies communément sur la notion de circulation des femmes.
Françoise Héritier avance le concept de l’« identique » et de sa « frustration répulsive », reprenant dès lors les approches de Lévi-Strauss et celle de l’anglais Alfred Radcliffe-Brown.
Françoise Héritier s’appuiera avant tout sur les notions de « nature » et d’« environnement » dans les conceptions des sociétés étudiées.
Son successeur à la chaire d’anthropologie est Philippe Descola.
Elle est membre du comité de parrainage de la Coordination française pour la Décennie de la culture de paix et de non-violence.
Elle soutient, depuis sa création en 2001, le fonds associatif Non-Violence XXI.
Elle est l’une des personnalités à l’origine de la création de la chaîne de télévision Arte [réf. nécessaire].
Sur les différences homme/femme [modifier]
Certains chercheurs estiment en 2007 que les différences physiques des femmes et des hommes en termes de taille, de poids, de force, pourraient ne pas être une donnée biologique originelle, mais « une différence construite » due à « une pression de sélection » imposée par l’homme pour reprendre les termes de l’anthropologue française Françoise Héritier en 2007 [3].
Plus précisément, selon Françoise Héritier :
« L’alimentation des femmes a toujours été sujette à des interdits. Notamment dans les périodes où elles auraient eu besoin d’avoir un surplus de protéines, car enceintes ou allaitantes – je pense à l’Inde, à des sociétés africaines ou amérindiennes. Elles puisent donc énormément dans leur organisme sans que cela soit compensé par une nourriture convenable ; les produits « bons », la viande, le gras, etc. étant réservés prioritairement aux hommes. (..) Cette « pression de sélection » qui dure vraisemblablement depuis l’apparition de Néandertal, il y a 750 000 ans, a entraîné des transformations physiques. A découlé de celà le fait de privilégier les hommes grands et les femmes petites pour arriver à des écarts de taille et de corpulence entre hommes et femmes[3]. »
Publications [modifier]
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Aspects humains de l’aménagement hydro-agricole de la vallée du Sourou, Antony, Les auteurs, 1958.
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Bouna, monographie d’un village pana de la vallée du Sourou, Haute-Volta, Antony, Les auteurs, 1958.
• Françoise Izard-Héritier et Michel Izard, Les Mossi du Yatenga. Étude de la vie économique et sociale, Antony, Les auteurs, 1959.
• Françoise Héritier, L’Exercice de la parenté, Paris, Gallimard ; Le Seuil, 1981.
• Françoise Héritier-Augé, Leçon inaugurale, faite le 25 février 1983, Collège de France, chaire d’étude comparée des sociétés africaines, Paris, Collège de France, 1984.
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. I, Les Systèmes semi-complexes, Montreux, Gordon and Breach Science Publishers ; Paris, Éditions des Archives contemporaines, 1990.
• Françoise Héritier-Augé (dir.), Les musées de l’éducation nationale, Mission d’étude et de réflexion, rapport au ministre d’État, ministre de l’éducation nationale, rédaction par Maurice Godelier, Étienne Guyon, Maurice Mattauer, Philippe Taquet et al. ; mars 1990, revu et corrigé en février 1991, Paris, La Documentation française, 1991.
• Le Corps en morceaux, Moitiés d’hommes, pieds déchaussés et sauteurs à cloche-pied, terrain no 18, mars 1992 [1]
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. III, Économie, politique et fondements symboliques, Afrique, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Gordon and Beach science publications, 1993.
• Françoise Héritier-Augé et Élisabeth Copet-Rougier (édition et présentation), Les complexités de l’alliance, Vol. IV, Économie, politique et fondements symboliques, Paris et Bruxelles, Éditions des Archives contemporaines ; Yverdon, Suisse, Gordon and Beach science publications, 1994.
• Françoise Héritier, Boris Cyrulnik et Aldo Naouri avec la collaboration de Dominique Vrignaud et Margarita Xanthakou, De l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994.
• Françoise Héritier, Les deux soeurs et leur mère : anthropologie de l’inceste, Paris, Éditions Odile Jacob, 1994 ; rééd. 1997. (ISBN 2-7381-0523-8)
• Françoise Héritier, De la violence I, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Étienne Balibar, Daniel Defert, Baber Johansen, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1996. (ISBN 2-7381-0408-8). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, janvier-mars 1995 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-1605-1)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin I. La pensée de la différence, Paris, Éditions Odile Jacob, 1996 ; rééd. 2002.
• Étienne-Émile Baulieu, Françoise Héritier, Henri Leridon (dir.), Contraception, contrainte ou liberté ?, Actes du colloque organisé au Collège de France, 9 et 10 octobre 1998, Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-0722-2)
• Françoise Héritier,De la violence II, séminaire de Françoise Héritier, avec les contributions de Jackie Assayag, Henri Atlan, Florence Burgat, et al., Paris, Éditions Odile Jacob, 1999. (ISBN 2-7381-1625-6). Exposés présentés dans le cadre du séminaire de F. Héritier au Collège de France, 1996-1997 ; rééd. 2005. (ISBN 2-7381-0624-2)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin II. Dissoudre la hiérarchie, Paris, Éditions Odile Jacob, 2002. (ISBN 2-7381-1090-8)
• Françoise Héritier et Margarita Xanthakou (dir.), Corps et affects, Paris, Éditions Odile Jacob, 2004. (ISBN 2-7381-1522-5)
• Françoise Héritier, Masculin-Féminin, 2 vol., Paris, Éditions Odile Jacob, 2007. Réédition de volumes parus séparément, comprend : I, La pensée de la différence ; II, Dissoudre la hiérarchie. (ISBN 978-2-7381-2040-3) (vol. 1) ; (ISBN 978-2-7381-2041-0) (vol. 2)
• Françoise Héritier, L’identique et le différent : entretiens avec Caroline Broué, La Tour-d’Aigues, Éditions de l’Aube, 2008. (ISBN 978-2-7526-0424-8)
• Françoise Héritier, Retour aux sources, Paris, Éditions Galilée, 2010. (ISBN 978-2-7186-0833-4)
• Françoise Héritier, Hommes, femmes : la construction de la différence, Paris, Édition Le Pommier, 2010. (ISBN 978-2-7465-0508-7)

http://fr.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7oise_H%C3%A9ritier
http://www.youtube.com/watch?v=AAnzv8_FsFk&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 28/08 às 12:51 PM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

Sexta-feira, 27 Agosto, 2010

PARCAS

percyjacksonbr.com

Em Roma, as Parcas (equivalentes às Moiras na mitologia grega) eram três deusas: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta(Átropos).
Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. Eram também designadas fates, daí o termo em ingles “fate"(destino) é interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos, e lunar para os atuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Parcas

http://www.youtube.com/watch?v=WYqGlWLKfBA

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 05:56 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

ADORMECE!

versosencinados.blogspot.com

Adormece! A morte abre a porta. Deixa-la entrar!
Sentar-se-á. Olhar-te-á. Que importa! Dormes.
Dormes. Serena, como a boneca de porcelana,
Despenteada. Pernas quebradas, mas a abraças,
E sonhas a criança. Essa mesma! Abraça-a!
A morte, tenta acordar-te. Átropos prepara-se
Para cortar a trama tecida. Dorme! O corte é doce.
Acordarás outra. Orquídea roxa. Pedra granítica.
Música nas veias de fontes, antes, secas. Dorme!
Abraça a boneca de porcelana! Essa mesma!
A da criança! A sepultada, no poema. Eterna!

Violeta Teixeira, inédito

http://www.youtube.com/watch?v=Zi8vJ_lMxQI&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=k1-TrAvp_xs&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 27/08 às 05:51 PM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Quinta-feira, 26 Agosto, 2010

SILÊNCIO E BOM SENSO

- (...) Vós quereis tentar a sorte na grande cidade, e sabeis bem que é lá que deveis gastar essa aura de valentia que a longa inacção dentro destas muralhas vos houver concedido. Procurareis também a fortuna, e devereis ser hábil a obtê-la. Se aqui aprendeste a escapar à bala de um mosquete, lá deveis aprender a saber escapar à inveja, ao ciúme, à rapacidade, batendo-vos com armas iguais com os vossos adversários, ou seja, com todos. E portanto escutai-me. Há meia hora que me interrompeis dizendo o que pensais, e com o ar de interrogar quereis mostrar-me que me engano. Nunca mais o façais, especialmente com os poderosos. Às vezes a confiança na vossa argúcia e o sentimento de dever testemunhar a verdade poderiam impelir-vos a dar um bom conselho a quem é mais do que vós. Nunca o façais. Toda a vitória produz ódio no vencido, e se se obtiver sobre o nosso próprio senhor, ou é estúpida ou é prejudicial. Os príncipes desejam ser ajudados mas não superados.
Mas sede prudente também com os vossos iguais. Não humilheis com as vossas virtudes. Nunca falei de vós mesmos: ou vos gabaríeis, que é vaidade, ou vos vituperaríeis, que é estultícia. Deixai antes que os outros vos descubram alguma pecha venial, que a inveja possa roer sem demasiado dano vosso. Devereis ser de bastante e às vezes parecer de pouco. A avestruz não aspira a erguer-se nos ares, expondo-se a uma exemplar queda: deixa descobrir pouco a pouco a beleza das suas plumas. E sobretudo, se tiverdes paixões, não as ponhais à vista, por mais nobres que vos pareçam. Não se deve consentir a todos o acesso ao nosso próprio coração. Um silêncio cauto e prudente é o cofre da sensatez.

Umberto Eco, in ‘A Ilha do Dia Antes’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200601220900&author=740&theme=244

http://www.youtube.com/watch?v=qgDYDMnT2BQ

Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 01:34 PM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

SILÊNCIO

«Não podemos imaginar um mundo onde apenas existice a palavra, mas não podemos imaginar um mundo onde só existisse silêncio.»

MAX PICARD, Le monde du silence, in David le Breton, «DO SILÊNCIO», Instituto Piaget 1997

Max Picard (5 de junho de 1888 em Schopfheim - 03 de outubro de 1965 em Sorengo, Suíça) foi um suíço escritor importante, como um dos poucos pensadores a escrever a partir de uma sensibilidade profundamente platônica no século 20.
Selected books
Selected livros
(Most never published in English or out of print): (Nunca mais publicou em Inglês ou fora de catálogo):
• 1917 Expressionist Folk Painting 1917 Pintura Folk expressionista
• 1919 The Last Man 1919 O Último Homem
• 1930 The Human Face 1930 A Face Humana
• 1934 The Flight From God 1934 A fuga de Deus
• 1947 Hitler in Ourselves Hitler em 1947 Ourselves
• 1954 The Atomization of Modern Art 1954 a atomização de Arte Moderna
• 1952 The World of Silence 1952 O Mundo do Silêncio

http://en.wikipedia.org/wiki/Max_Picard

http://www.youtube.com/watch?v=DeFI8XiTxP4

Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 01:13 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

NÂO SEI DIZER QUEM ME SOU

By John Carroll Doyle

Não me sei dizer se sou eu ainda,
Se ainda existo. Talvez no lodo
Esverdeado das palavras. Talvez
Nas cinzas do fogo de uma sílaba.
Talvez nas valas da sintaxe. Talvez
Em fonemas mudos ou adormecidos
Nas folhas secas, onde nem poisam
Pássaros. O Sol, esse, parece cego.
Ou, cegos são os meus olhos doridos
Da queda, no beco emparedado
E sem saída, da iníqua exclusão.
Talvez nas cicatrizes da norma,
À qual nunca obedeço. Talvez.
Tavez na brasa do cigarro, sempre
Aceso, com festival de fumos.
Não encontro resposta na boca,
Magoada, na fluidez do sangue,
Escorrendo na garganta do tempo.
Nada me sai do silêncio frutificante.
Se ainda existo, falta-me o ar. Asfixio.
Falta-me a espuma branca do mar,
Que já me não alaga a nudez das
Pernas Inertes e frias. Teceria a trama
De um texto, lavraria uma nesga de terra,
Com versos de espigas de aveia e de pétulas
Belíssimas de papoulas opiáceas.
Desconheço, todavia, se me sou ainda.
O poema guarda o segredo dessa voz,
No seu trajecto, em direcção à foz, porque,
Para nós, bichos da terra, nunca há recomeço.

Violeta Teixeira, inédito

http://www.youtube.com/watch?v=IA6q6BCAyFY&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 26/08 às 04:36 AM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Terça-feira, 24 Agosto, 2010

VERDADE E FICÇÃO

«A diferença entre a verdade e a ficção é que a ficção faz mais sentido.»

Mark Twain

«Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, (Florida, 30 de Novembro de 1835 — Redding, 21 de Abril de 1910)[1] foi um escritor, humorista e romancista norte-americano.
Em seu auge, Twain foi a celebridade mais conhecida de sua época. William Faulkner disse que ele foi “o primeiro escritor verdadeiramente americano, e todos nós desde então somos seus herdeiros”. O autor sustentava que o nome “Mark Twain” vinha da época em que trabalhou em barcos a vapor; era o grito que os pilotos fluviais emitiam para marcar (mark) a profundidade das embarcações. Acredita-se que o nome na verdade tenha vindo de seus dias de abandono no oeste, quando ele pedia dois drinks e falava para o atendente do bar “marcar duplo” ("mark twain") em sua conta. A origem verdadeira é desconhecida. Além de Mark Twain, Clemens também usou o pseudônimo “Sieur Louis de Conte”.
Mark Twain jovem.
Samuel Langhorne Clemens nasceu na localidade de Flórida, Missouri, o terceiro dos quatro filhos sobreviventes de John e Jane Clemens. [2] Foi deste lugar e de seus habitantes que o autor Mark Twain tiraria a inspiração para seus trabalhos mais conhecidos, especialmente “As Aventuras de Tom Sawyer” ("The Adventures of Tom Sawyer") (1876).[3]
O pai de Clemens morreu em 1847 de pneumonia,[4] deixando muitas dívidas. O filho mais velho, Orion, logo começaria um jornal, e Samuel passou a contribuir como jornaleiro e escritor ocasional. Algumas das histórias mais espirituosas e controversas do jornal de Orion vieram do lápis de seu irmão caçula – normalmente quando o dono estava fora da cidade.
Mas a tentação do Rio Mississippi eventualmente levaria Clemens à carreira de piloto de barcos a vapor, uma profissão que ele mais tarde afirmaria levar consigo até o fim de seus dias, recontando suas experiências no livro “Life on the Mississippi” (1883). Mas a Guerra Civil e o advento das estradas deram fim ao tráfego comercial de barcos a vapor em 1861, e Clemens teve de procurar um novo emprego.Pensou até ir pro Brasil,mas desistiu da idéia.
Depois de um breve período como membro de uma milícia local (experiência relembrada em 1865 em seu conto “The Private History of a Campaign That Failed"), ele escapou de um contato mais aprofundado com a guerra ao seguir para o oeste em Julho de 1861 com Orion, que acabara de ser nomeado secretário do governador territorial de Nevada. Os dois viajaram por duas semanas atravessando as planícies numa diligência até a cidade mineira de Virginia City.
Esboçando o Oeste
Mark desenhado por James Carroll Beckwith (1890)
As experiências de Clemens no oeste formaram-no como escritor e seriam a base de seu segundo livro, “Roughing It”. Uma vez em Nevada ele se tornou mineiro, esperando enriquecer na extração de prata no Comstock Lode e permanecendo longos períodos no campo com seus colegas de serviço – outro modo de vida que ele mais tarde transformaria em literatura. Fracassando como mineiro, ele voltou ao trabalho em jornais com o Territorial Enterprise de Virginia City, onde adotou o nome “Mark Twain” pela primeira vez. Em 1864, mudou-se para São Francisco, Califórnia, colaborando ali com diversos jornais.
Em 1865 Twain experimentou seu primeiro sucesso literário. A pedido do comediante Artemus Ward (que ele conheceu e com quem fez amizade durante sua passagem por Virgínia City em 1863), o escritor enviou um conto de humor para uma coleção que Ward estava publicando. O texto chegou tarde demais para entrar no livro, mas o editor passou-o para o Saturday Press. A história, intitulada originalmente “Jim Smiley and his Jumping Frog” (atualmente mais conhecida como “The Celebrated Jumping Frog of Cavaleras County” ou “A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras") foi reimpressa por todo o país, e considerada por James Russel Lowell, editor do Atlantic Monthly, “a melhor peça de literatura humorística já produzida nos Estados Unidos da América”.
Na primavera de 1866 ele foi indicado pelo jornal Sacramento Union para viajar para as Ilhas Sandwich (hoje Hawaii) e escrever uma série de relatos sobre sua jornada. Quando de seu retorno a São Francisco, o sucesso da reportagem e o encorajamento pessoal do Coronel John McComb (que publicava o jornal Alta California) levaram-no a se arriscar em seu próprio circuito de leituras, alugando a Academy of Music e cobrando um dólar por pessoa. “Portas abertas às 7 horas”, escreveu Twain no pôster de divulgação. “Baderna prevista para as 8”.
A primeira apresentação foi um grande sucesso, e sem tardar Twain passou a viajar por todo o estado, lendo seus textos em pequenas casas de entretenimento.
Primeiro livro
Mas seria outra viagem que estabilizaria sua fama como autor. Twain convenceu o Cel. McComb do Alta California a pagar sua passagem a bordo do paquete “Quarter City”, que faria um cruzeiro pela Europa e Centro Leste. Os relatos de Twain sobre a viagem para o jornal formariam a base de seu primeiro livro, “Innocents Abroad”, um vasto e cômico guia de viagens que se recusa explicitamente a venerar as artes e convenções do Velho Continente. Vendido por assinatura, o livro tornou-se bastante popular, dando a seu autor um destaque que permaneceria de bom grado pelo resto de sua vida. Depois do sucesso de “Innocents Abroad” ele se casou com Olivia Langdon em 1870 e mudou-se para Buffalo, Nova York, e depois para Hartford, Connecticut. O casal teve um menino e três meninas, Langdon, Susy, Clara e Jean. Langdon morreu em 1872, e as outras três nasceram entre 1872 e 1880. Durante esse período, Twain viajava com frequência pelos Estados Unidos e Inglaterra apresentando seus textos.
Síntese da carreira de Twain
O romance “Adventures of Huckleberry Finn” é considerado em geral a mais importante contribuição de Twain para a literatura, como disse Ernest Hemingway:

Toda a literatura moderna americana adveio de um único livro de Mark Twain chamado “Huckleberry Finn” (…) Não havia nada antes. Não houve nada tão bom desde então.
Twain começou como um escritor de versos leves e bem humorados; terminou como um cronista quase profano das frivolidades, hipocrisias e atos de matança cometidos pela humanidade. “Huckleberry Finn”, no meio dessa trajetória, foi uma combinação de humor denso, narrativa trabalhada e críticas sociais praticamente imbatível em toda literatura mundial.
Ele era um mestre em emular o coloquialismo, ajudando a criar e popularizar uma literatura distintivamente americana, baseada nos temas e no idioma de seu país.
Twain no laboratório de Nikola Tesla, 1894.
Twain era fascinado pela ciência, tecnologia e pesquisas científicas, chegando inclusive a patentear uma invenção sua para ajustar e prender suspensórios. Ele teve uma amizade próxima e duradoura com Nikola Tesla, e os dois reuniam-se de tempos em tempos no laboratório do físico. O livro “A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court”, talvez um pouco inspirada em Tesla, apresentava um viajante do tempo da época de Twain que usa seus conhecimentos científicos para levar tecnologia moderna à era do Rei Arthur na Inglaterra.
Twain foi uma figura importante na Liga Anti-Imperialista Americana, que se opunha à anexação das Filipinas pelos Estados Unidos. Ele escreveu “Incident in the Philippines” ("Incidente em Filipinas”, publicado postumamente em 1924) em resposta ao Massacre de Moro Crater, onde seiscentos muçulmanos filipinos foram assassinados por tropas norte-americanas.
Recentemente houve uma tentativa de banir “Huckleberry Finn” de algumas livrarias, supostamente por ofender determinadas pessoas devido ao uso de cores locais por seu autor. Embora Twain fosse contra o racismo e imperialismo, sentimentos avançados para sua época, indivíduos com conhecimento superficial de seu trabalho taxaram-no de racista simplesmente por sua descrição precisa do linguajar vulgar dos Estados Unidos do século XIX. Expressões que eram usadas casual e inconscientemente na época hoje em dia são consideradas racistas. O próprio Twain iria se sentir lisonjeado com tais sentimentos; em 1885, quando uma livraria em Massachusetts baniu o livro, ele escreveu para seu editor: “Eles expeliram Huck de sua livraria como ‘lixo adequado apenas aos favelados’ que certamente nos fará vender 25000 cópias a mais”.
A maioria das obras de Twain foram suprimidas de tempos em tempos por uma razão ou outra. 1880 viu a publicação de um pequeno volume anônimo intitulado “1601: Conversation, as it was by the Social Fireside, in the Time of the Tudors”, que procurava reproduzir diálogos da Inglaterra Elizabetana nos mínimos detalhes, xingamentos e profanidades inclusos. Twain estava entre os supostos autores da peça, mas a polêmica só terminou em 1906 quando ele finalmente assumiu a paternidade literária desta obra-prima da escatologia.
Twain pelo menos pôde ver “1601” publicada enquanto vivo. Ele escrevera um artigo antibelicista intitulado “The War Prayer” durante a Guerra Hispano-Americana que foi submetido a publicação, mas em 22 de Março de 1905, a Harper’s Bazaar rejeitou-o por “não ser bem apropriado a uma revista feminina”. Oito dias depois, Twain escreveu para seu amigo Dan Beard, para quem ele havia relatado a história, dizendo, “Eu não acho que a prece será publicada em minha era. Somente aos mortos é permitido que se diga a verdade”. Por ter um contrato exclusivo com a Harper & Brothers, Mark Twain não poderia publicar “The War Prayer” em nenhum outro lugar, e o texto permaneceu inédito até 1923.
Após sua morte, a família de Twain escondeu algumas das suas obras que eram particularmente irreverentes ao tratar de questões religiosas, a mais notável delas sendo “Letter from the Earth”, que só foi publicada em 1962. A anti-religiosa “The Mysterious Stranger” sairia somente em 1916.
Talvez o mais controverso de todos foi o discurso cômico de Mark Twain em 1879 no Clube do Estômago em Paris, intitulado “Some Thoughts on the Science of Onanism” ("Algumas Reflexões sobre a Ciência do Onanismo"), que concluía com o pensamento: “Se você deve levar uma vida sexualmente ativa, não brinque tanto com a mão solitária”. Este discurso só seria publicado em 1943, e ainda assim apenas em edição limitada a cinqüenta cópias.
Outras obras populares de Twain foram “The Adventures of Tom Sawyer”, “The Prince and the Pauper” e a não-fictícia “Life on the Mississipi
Velhice e amizade com Henry H. Rogers
A sorte de Twain começou então a entrar em declínio; em seus últimos dias ele se tornou um homem bastante deprimido, mas ainda assim capaz. Tornou-se célebre sua resposta ao New York Journal após a equivocada divulgação prematura de seu obituário: “Os relatos sobre minha morte foram desmedidamente exagerados”, dizia a missiva datada de 2 de Junho de 1897.(…).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Twain

Publicado por Violeta Teixeira em 24/08 às 01:51 PM
Categoria • Citações • (0) Comentários

O SABER DA EXPERIÊNCIA

ADÃO E EVA

Louvre- Zorarte

«É sempre melhor comprovar as coisas pela experiência do que apenas saber. Porque se se depende da adivinhação ou suposição ou de conjecturas, nunca se fica educado. Há coisas que não podemos descobrir mas nunca perceberemos se são desse tipo se não experimentarmos. Pois é, temos de ser pacientes e perseverar na experiência até compreendermos que não podemos compreender. E é maravilhoso quando assim é, torna o mundo tão interessante. Se não houvesse nada para descobrir seria uma chatice. Só mesmo o tentar descobrir e não conseguir é tão interessante como o tentar descobrir e consegui-lo, se calhar até mais, não sei…
Mark Twain, in ‘O Diário de Adão e Eva’É sempre melhor comprovar as coisas pela experiência do que apenas saber. Porque se se depende da adivinhação ou suposição ou de conjecturas, nunca se fica educado. Há coisas que não podemos descobrir mas nunca perceberemos se são desse tipo se não experimentarmos. Pois é, temos de ser pacientes e perseverar na experiência até compreendermos que não podemos compreender. E é maravilhoso quando assim é, torna o mundo tão interessante. Se não houvesse nada para descobrir seria uma chatice. Só mesmo o tentar descobrir e não conseguir é tão interessante como o tentar descobrir e consegui-lo, se calhar até mais, não sei… »

Mark Twain, in ‘O Diário de Adão e Eva’

http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200505192010&author=51

Publicado por Violeta Teixeira em 24/08 às 01:34 PM
Categoria • Reflexões • (0) Comentários

A LINGUAGEM ME FICCIONOU

A LINGUAGEM ME FICCIONOU

A linguagem de tal modo me ficcionou,
Com pólen de astros e fios de teias orvalhadas
De cristais azulinos, que, se existo, sou uma
Personagem de ficção. A vida! A vida!
A vida, uma intriga ainda não fechada, porque
A protagonista, que me sou, persiste em tecer-se
E em destecer-se, sem personagens-outras.
Sendo várias, representa as mais diversas,
Sempre sinceras no fingimento, mas sempre
Desconhecidas e rivais de si - mesmas, excluídas
Das margens inconscientes dos poemas.

Violeta Teixeira, inédito

WillyRonis

http://www.youtube.com/watch?v=sNBziC49LOg&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 24/08 às 04:36 AM
Categoria • Poesia • (0) Comentários

Página 1 de 252 páginas  1 2 3 >  Último »