Terça-feira, 09 Fevereiro, 2010

PARA ONDE ME LEVAM AS PALAVRAS?

Natasha por Nikolay Reznichenko

http://www.gehspace.com/poesias56a60.htm

Para onde me levam as palavras? Vento.
Chuva. Madrugada. Para onde mas levam?
Gotas grossas. Pesadas. Para onde me levam
As lágrimas? Onde desabrocham? Nas veias
Das pedras da calçada, com buracos fundos,
No coração, oculto pelas pegadas pesadas
Das minhas palavras?Vento. Chuva. Gotas grossas.
Marugada. Grainhas de uvas Violáceas e raízes
Apodrecidas, à mostra, nas páginas da gramática
Violada com raiva. Amarrotadas.Vento. Chuva.
Gotas grossas. Madrugada. Para onde me levam
As palavras? Para onde mas levam? As lágrimas,
Lavo-as, com a ponta de dedos doces, dedos, esses,
Que desconheço. Vento. Chuva. Madrugada.
Que me faço? Afasto-me, pianíssimo. A voz.
As vozes da artista rasuram todos os indícios do rumo
Erótico, que tinha traçado, sem êxito. E silencia-se.

Violeta Teixeira, inédito

Publicado por Violeta Teixeira em 09/02 às 01:32 AM
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DEFEITOS

visionariointeressante.wordpress.com/.../

«Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.»

Clarice Lispector

http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/

«Clarice Lispector
Nascimento 10 de Dezembro de 1920
Morte 9 de Dezembro de 1977 (56 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Ocupação Romancista, contista, cronista e jornalista
Escola/tradição Modernismo
Influências Herman Hesse, Fiodor Dostoievski, Franz Kafka, Katherine Mansfield, James Joyce, Virginia Woolf
Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.
Biografia
De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois meses de idade.[1]
A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.[1]
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela.[carece de fontes?] Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.
Obra
Ver artigos principais: Laços de Família, Perto do Coração Selvagem, A Paixão segundo G.H., A Hora da Estrela.
Ver página anexa: Lista de obras de Clarice Lispector
Capa da edição original de Paixão Segundo G.H.Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, Perto do coração selvagem. Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando as dificuldades da realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora, como pode ser observado em seus trabalhos subsequentes.
Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural. [2] A epígrafe de Joyce e o título, inspirado em citação do livro de Joyce Retrato do Artista quando Jovem, foram sugeridos por Lúcio Cardoso após o livro ter sido escrito. Perto do coração selvagem ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estréia, em outubro de 1944.[1]
A obra de Clarice ultrapassa qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).
Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e Diário da Noite. As colunas, que foram publicadas entre as décadas de 60 e 70, eram destinadas ao público feminino, e abordavam assuntos como dicas de beleza, moda e comportamento. Em meados de 1970, Lispector começou a trabalhar no livro Um sopro de vida: pulsações, publicado postumamente. Este livro consiste de uma série de diálogos entre o “autor” e sua criação, Angela Pralini, personagem cujo nome foi emprestado de outro personagem de um conto publicado em Onde estivestes de noite. Esta abordagem fragmentada foi novamente utilizada no seu penúltimo e, talvez, mais famoso romance, A hora da estrela. No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil, temática que pouco aparece ao longo da sua obra. A história de Macabéa foi publicada poucos meses antes da morte de Clarice.(…)»

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clarice_Lispector

Publicado por Violeta Teixeira em 09/02 às 01:27 AM
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HÁ SÓ UMA VIDA

In the morning por Anatoly Slepkov.

http://www.gehspace.com/poesias56a60.htm

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém…
que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraça-la…
Sonhe com aquilo que você quiser…
Seja o que você quer ser…
Porque você possui apenas uma vida
E nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para faze-la doce,
dificuldades para faze-la forte,
tristeza para faze-la humana.
E esperança suficiente para faze-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram…
Para aqueles que buscam e tentam sempre…
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar…
…duram uma eternidade…

Clarice Lispector

http://www.pensador.info/frase/NTE5MDc1/

Publicado por Violeta Teixeira em 09/02 às 12:56 AM
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Domingo, 07 Fevereiro, 2010

SOCIEDADE

http://www.jordan-cdv.de/bilder/Musil.gif

Hoje, numa época em que se misturam todos os discursos, em que profetas e charlatães usam as mesmas fórmulas com mínimas diferenças, cujo percurso nenhum homem ocupado tem tempo de seguir, num tempo em que as redacções dos jornais são constantemente incomodadas por gente que acha que é um génio, é muito difícil ajuizar do valor de um homem ou de uma ideia. Temos de nos deixar guiar pelo ouvido para podermos perceber se os rumores, os sussurros e o raspar de pés diante da porta da redacção são suficientemente fortes para poderem ser admitidos como voz da polis. A partir desse momento, porém, o génio passa a outra condição. Deixa de ser matéria fútil da crítica literária ou teatral, cujas contradições os leitores que qualquer jornal deseja ter levam tão pouco a sério como a tagarelice de uma criança, para aceder ao estatuto de factos concretos, com todas as consequências que isso tem.
Certos fanáticos insensatos ignoram a necessidade desesperada de idealismo que se esconde por detrás de tal situação. O mundo dos que escrevem porque têm de escrever está cheio de grandes palavras e conceitos que perderam a substância. Os atributos dos grandes homens e das grandes causas sobrevivem ao que quer que seja que lhes deu origem, e é por isso que sobram sempre muitos atributos. Foram criados um dia por algum homem importante para outro homem importante, mas esses homens há muito que morreram, e os conceitos que lhes sobreviveram têm de ser utilizados. Por isso andamos sempre à procura do homem certo para um determinado adjectivo. A «portentosa plenitude» de Shakespeare, a «universalidade» de Goethe, a «profundidade psicológica» de Dostoievski e muitas outras imagens que uma longa tradição literária deixou atrás de si andam às centenas nas cabeças dos que escrevem, e essa sobrelotação de reservas leva-os a dizer hoje que um estratega do ténis é «insondável» ou um poeta em moda «grandioso». É compreensível que se sintam gratos quando conseguem aplicar sem desperdício a sua reserva de palavras. Mas terá sempre de se tratar de um homem cuja importância já é um facto aceite, de maneira a que se compreenda como as palavras se ajustam bem a ele, ainda que não se diga exactamente a que qualidades. (...) «Uma parte significativa da importância de um homem reside na sua capacidade de se fazer compreender pelos seus contemporâneos».

Robert Musil, in ‘O Homem sem Qualidades’

Publicado por Violeta Teixeira em 07/02 às 03:19 AM
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BLUE VELVET

Trabalho fotográfico da autoria de rattus

http://olhares.aeiou.pt/rising_foto3443395.html
rising’

Veludo Azul (Blue Velvet) é um filme de longa-metragem de 1986, do gênero suspense, com roteiro e realização de por David Lynch, e trilha sonora criada por Angelo Badalamenti.

Blue Velvet é originalmente o título de uma canção interpretada por Bobby Vinton, e que está presente no filme, e que serviu de inspiração para o título.[carece de fontes?]

Blue Velvet é considerado um filme estranho, em que a grande frase é It´s a strange world.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Veludo_Azul

http://www.youtube.com/watch?v=jHOs5GShNOA

Publicado por Violeta Teixeira em 07/02 às 03:12 AM
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Sábado, 06 Fevereiro, 2010

ALGUMA VEZ ME FUI?

Elliott Erwitt

http://www.allposters.fr/-sp/Mains-de-femme-tenant-une-cigarette-Affiches_i1099855_.htm

Estou no aqui.
Vejo-me. Estou, também,
No ali. Não dei um passo.

Não sou, porém, no aqui.
Nem no ali. Não me sou
Em espaço algum,
Aquém ou além do me não sei
Se alguma vez me fui.

Violeta Teixeira, inédito (VASO DE VAZIOS)

Publicado por Violeta Teixeira em 06/02 às 01:11 PM
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Sexta-feira, 05 Fevereiro, 2010

FOGRAFIA/CINEMA

http://openreflections.files.wordpress.com/2009/03/walter-benjamin.jpg

«(…)Fotografar um quadro é um modo de reprodução; fotografar num estúdio um acontecimento fictício é outro. No primeiro caso, o objeto reproduzido é uma obra de arte, e a reprodução não o é. Pois o desempenho do fotógrafo manejando sua objetiva tem tão pouco a ver com a arte como o de um maestro regendo uma orquestra sinfônica: na melhor das hipóteses, é um desempenho artístico. O mesmo não ocorre no caso de um estúdio cinematográfico. O objeto reproduzido não é mais uma obra de arte, e a reprodução não o é tampouco, como no caso anterior. Na melhor das hipóteses, a obra de arte surge através da montagem, na qual cada fragmento é a reprodução de um acontecimento que nem constitui em si uma obra de arte, nem engendra uma obra de arte, ao ser filmado” (Benjamin, 1994, p. 178).(…)»

O Cinema segundo Walter Benjamin
http://www.espacoacademico.com.br/066/66viana.htm

Walter Benjamin

Walter Benedix Schönflies Benjamin (Berlim, 15 de julho de 1892 — Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão.
Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gerschom Scholem. Conhecedor profundo da língua e cultura francesas, traduziu para alemão importantes obras como Quadros Parisienses de Charles Baudelaire e Em busca do tempo perdido de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagónicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética. Entre as suas obras mais conhecidas, contam-se A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica (1936), Teses Sobre o Conceito de História (1940) e a monumental e inacabada Paris, Capital do século XIX, enquanto A Tarefa do Tradutor constitui referência incontornável dos estudos literários.

Biografia
Walter Benjamin nasceu no seio de uma família judaica. Filho de Emil Benjamin e de Paula Schönflies Benjamin, comerciantes de produtos franceses. Na adolescência Benjamin, perfilhando ideais socialistas, participou no Movimento da Juventude Livre Alemã, colaborando na revista do movimento. Nesta época nota-se uma nítida influência de Nietzsche em suas leituras.
Em 1915, conhece Gerschom Gerhard Scholem de quem se torna muito próximo, quer pelo gosto comum pela arte, quer pela religião judaica que estudavam.
Em 1919 defende tese de doutorado, A Crítica de Arte no Romantismo Alemão, que foi aprovada e recomendada para publicação.
Em 1925, Benjamin constatou que a porta da vida acadêmica estava fechada para sí, tendo a sua tese de livre-docência Origem do Drama Barroco Alemão sido rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt.
Nos últimos anos da década de 1920 o filósofo judeu interessa-se pelo marxismo, e juntamente com o seu companheiro de então, Theodor Adorno, aproxima-se da filosofia de Georg Lukács. Por esta altura e nos anos seguintes publica resenhas e traduções que lhe trariam reconhecimento como crítico literário, entre elas as séries sobre Charles Baudelaire.
Refugiou-se na Itália, de 1934 a 1935. Neste momento cresciam as tensões entre Benjamin e o Instituto para Pesquisas Sociais, associado ao que ficou conhecida como Escola de Frankfurt, da qual Benjamin foi mais um inspirador do que um membro.
Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua última obra, considerada por alguns como o mais importante texto revolucionário desde Marx; por outros, como um retrocesso no pensamento benjaminiano: as Teses Sobre o Conceito de História.
A sua morte, desde sempre envolta em mistério, teria ocorrido durante a tentativa de fuga através dos Pirenéus, quando, em Portbou, temendo ser entregue à Gestapo, teria cometido o suicídio.
Suas ideias
Benjamin tinha seu ensaio “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica” na conta de primeira grande teoria materialista da arte. O ponto central desse estudo encontra-se na análise das causas e conseqüências da destruição da “aura” que envolve as obras de arte, enquanto objetos individualizados e únicos. Com o progresso das técnicas de reprodução, sobretudo do cinema, a aura, dissolvendo-se nas várias reproduções do original, destituiria a obra de arte de seu status de raridade. Para Benjamin, a partir do momento em que a obra fica excluída da atmosfera aristocrática e religiosa, que fazem dela uma coisa para poucos e um objeto de culto, a dissolução da aura atinge dimensões sociais. Essas dimensões seriam resultantes da estreita relação existente entre as transformações técnicas da sociedade e as modificações da percepção estética. A perda da aura e as conseqüências sociais resultantes desse fato são particularmente sensíveis no cinema, no qual a reprodução de uma obra de arte carrega consigo a possibilidade de uma radical mudança qualitativa na relação das massas com a arte. Embora o cinema, diz Walter Benjamin, exija o uso de toda a personalidade viva do homem, este priva-se de sua aura. Se, no teatro, a aura de um Macbeth, por exemplo, liga-se indissoluvelmente à aura do ator que o representa, tal como essa aura é sentida pelo público, fico, o mesmo não acontece no cinema, no qual a aura dos intérpretes desaparece com a substituição do público pelo aparelho. Na medida em que o ator se torna acessória da cena, não é raro que os próprios acessórios desempenhem o papel de atores. Benjamin considera ainda que a natureza vista pelos olhos difere da natureza vista pela câmara, e esta, ao substituir o espaço onde o homem age conscientemente por outro onde sua ação é inconsciente, possibilita a experiência do inconsciente visual, do mesmo modo que a prática psicanalítica possibilita a experiência do inconsciente instintivo. Exibindo, assim, a reciprocidade de ação entre a matéria e o homem, o cinema seria de grande valia para um pensamento materialista. Adaptado adequadamente ao proletariado que se prepararia para tomar o poder, o cinema tornar-se-ia, em conseqüência, portador de uma extraordinária esperança histórica. Em suma, a análise de Benjamin mostra que as técnicas de reprodução das obras de arte, provocando a queda da aura, promovem a liquidação do elemento tradicional da herança cultural; mas, por outro lado, esse processo contém um germe positivo, na medida em que possibilita I outro relacionamento das massas com a arte, dotando-as de um instrumento eficaz de renovação das estruturas sociais. Trata-se de uma postura otimista, que foi objeto de reflexão crítica por parte de Adorno.
Atualmente a obra de Benjamin exerce grande influência no editor e tradutor de suas obras em italiano, Giorgio Agamben, sobretudo acerca do conceito de Estado de exceção.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin

Publicado por Violeta Teixeira em 05/02 às 03:20 PM
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AMOR

Gustav Klimt
http://www.allposters.fr/-sp/Le-baiser-Affiches_i2549013_.htm

«O coração nunca envelhece. Basta um serviço, um nada, um abraço e tudo nele se ilumina e aquece.»

António Feijó

http://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/antonio-feijo

http://www.youtube.com/watch?v=1FRDW9kr9sg&feature=related

O Amor e o Tempo

Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.

Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.

— «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»

Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento…
— «Porque voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» — Nesse momento,

Volta-se o Amor e diz com azedume:
— «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo… Adeus! Adeus!

António Feijó, in ‘Sol de Inverno’

http://citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200905140110

António Feijó

Fez os estudos liceais em Braga e estudou Direito na Universidade de Coimbra terminando o curso em 1883.

Em 1886 ingressou na carreira diplomática.

Exerceu cargos no Brasil (consulados de Pernambuco e Rio Grande do Sul) e, a partir de 1895, na Suécia, bem como na Noruega e Dinamarca.

Casou em 24 de Setembro de 1900 com a sueca Maria Luisa Carmen Mercedes Joana Lewin (nascida em 19 de Agosto de 1878), cuja morte prematura, em 21 de Setembro de 1915, o viria a influenciar numa temática fúnebre, patente na sua obra.

Como poeta, António Feijó é habitualmente ligado ao Parnasianismo.
Principais obras
Transfigurações, 1862
Líricas e Bucólicas, 1884
Cancioneiro Chinês, 1890
Ilha dos Amores, 1897
Bailatas, 1907
Sol de Inverno, 1922 (eBook)
Novas Bailatas, 1926

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Feij%C3%B3

Publicado por Violeta Teixeira em 05/02 às 02:49 PM
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Quinta-feira, 04 Fevereiro, 2010

AMAR

gracieladacunha.blogspot.com/2008/06/bernadet…

«Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.»

Vladimir Maiakóvski

http://www.pensador.info/autor/Vladimir_Maiakovski/

http://www.youtube.com/watch?v=U8rK9NP9n4o&feature=related

Publicado por Violeta Teixeira em 04/02 às 02:17 AM
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ALI. SÓ. SEMPRE.

http://www.allposters.fr/-sp/La-femme-de-l-artiste-Affiches_i118124_.htm

Obra pictórica da autoria de Egon Schiele

Ali. Só. Sempre.
Corpo que se dura, porque,
Se recusa a ser outra,
Outra diferente.

Ou está, para além do ali,
Só, orbitando, num
Firmamento fantasmático.

Desloco-me no aqui, mas não dou
Um passo. Não estou convosco.

Sabei que nasci cedo demais,
Num mundo tosco e grotesco,
De gente, sem asas voantes,
Conformados, como rãs ou sapos,
Nadando em tanques, sem água.

Digo-vos do meu desencanto.
Não tardo o último desafio
Que me lanço.

Digo-vos que entrego,
o meu corpo, isento de pudor.
Entrego a quem voe
Os meus delírios, a quem
Ame todos os desvios
Dos meus cursos de água,
A quem me mate o cio
Às crateras da Lua.

Violeta Teixeira, in PARTOS DE PANDORA, Magno Edições, Leiria, 2000

Publicado por Violeta Teixeira em 04/02 às 01:42 AM
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CIÊNCIA

http://relexus.ning.com/

O falsificacionismo de Karl Popper
1. Indução
Uma linha de resposta bastante diferente para o problema da indução deve-se a Karl Popper. Popper olha para a prática da ciência para nos mostrar como lidar com o problema. Segundo o ponto de vista de Popper, para começar a ciência não se baseia na indução. Popper nega que os cientistas começam com observações e inferem depois uma teoria geral. Em vez disso, primeiro propõem uma teoria, apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada, e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. Se esses testes se mostrarem negativos, então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão procurar uma nova alternativa. Se, pelo contrário, os testes estiverem de acordo com a teoria, então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada, é certo, mas ainda assim como uma conjectura não refutada.
Se olharmos para a ciência desta maneira, defende Popper, então veremos que ela não precisa da indução. Segundo Popper, as inferências que interessam para a ciência são refutações, que tomam uma previsão falhada como premissa e concluem que a teoria que está por detrás da previsão é falsa. Estas inferências não são indutivas, mas dedutivas. Vemos que um A é não-B, e concluímos que não é o caso que todos os As são Bs. Aqui não há hipótese de a premissa ser verdadeira e a conclusão falsa. Se descobrirmos que um certo pedaço de sódio não fica laranja quando é aquecido, então sabemos de certeza que não é o caso que todo o sódio aquecido fica laranja. Aqui o facto interessante é que é muito mais fácil refutar teorias do que prová-las. Um único exemplo contrário é suficiente para uma refutação conclusiva, mas nenhum número de exemplos favoráveis constituirá uma prova conclusiva.
2. Falsificabilidade
Assim, segundo Popper, a ciência é uma sequência de conjecturas. As teorias científicas são propostas como hipóteses, e são substituídas por novas hipóteses quando são falsificadas. No entanto, esta maneira de ver a ciência suscita uma questão óbvia: se as teorias científicas são sempre conjecturais, então o que torna a ciência melhor do que a astrologia, a adoração de espíritos ou qualquer outra forma de superstição sem fundamento? Um não-popperiano responderia a esta questão dizendo que a verdadeira ciência prova aquilo que afirma, enquanto que a superstição consiste apenas em palpites. Mas, segundo a concepção de Popper, mesmo as teorias científicas são palpites — pois não podem ser provadas pelas observações: são apenas conjecturas não refutadas.
Popper chama a isto o “problema da demarcação” — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa. Pelo contrário, os sistemas de crenças como a astrologia são irremediavelmente vagos, de tal maneira que se torna impossível mostrar que estão claramente errados. A astrologia pode prever que os escorpiões irão prosperar nas suas relações pessoais à quinta-feira, mas, quando são confrontados com um escorpião cuja mulher o abandonou numa quinta-feira, é natural que os defensores da astrologia respondam que, considerando todas as coisas, o fim do casamento provavelmente acabou por ser melhor. Por causa disto, nada forçará alguma vez os astrólogos a admitir que a sua teoria está errada. A teoria apresenta-se em termos tão imprecisos que nenhumas observações actuais poderão falsificá-la.
3. Ciência e pseudociência
O próprio Popper usa este critério de falsificabilidade para distinguir a ciência genuína não só de sistemas de crenças tadicionais, como a astrologia e a adoração de espíritos, mas também do marxismo, da psicanálise de várias outras disciplinas modernas que ele considera negativamente como “pseudo-ciências”. Segundo Popper, as teses centrais dessas teorias são tão irrefutáveis como as da astrologia. Os marxistas prevêm que as revoluções proletárias serão bem sucedidas quando os regimes capitalistas estiverem suficientemente enfraquecidos pelas suas contradições internas. Mas, quando são confrontados com revoluções proletárias fracassadas, respondem simplesmente que as contradições desses regimes capitalistas particulares ainda não os enfraqueceram suficientemente. De maneira semelhante, os teóricos psicanalistas defendem que todas as neuroses adultas se devem a traumas de infância, mas quando são confrontados com adultos perturbados que aparentemente tiveram uma infância normal dizem que ainda assim esses adultos tiveram que atravessar traumas psicológicos privados quando eram novos. Para Popper, estes truques são a antítese da seriedade científica. Os cientistas genuínos dirão de antemão que descobertas observacionais os fariam mudar de ideias, e abandonarão as suas teorias se essas descobertas se realizarem. Mas os teóricos marxistas e psicanalistas apresentam as suas ideias de tal maneira, defende Popper, que nenhumas observações possíveis os farão alguma vez modificar o seu pensamento.
David Papineau
“Methodology” em A. C. Grayling (org.), Philosophy: A Guide Through the Subject, Oxford University Press, 1998

David Papineau

Tradução de Pedro Galvão

http://aartedepensar.com/leit_falsificacionismo.html

«(…)No dia 17 de setembro de 1994, aos noventa e dois anos de idade, faleceu na Inglaterra o célebre
filósofo Karl Popper. Austríaco de nascimento, imigrou nos anos 30, fugindo do nazismo; inicialmente esteve na
Nova Zelândia, estabelecendo-se depois na Inglaterra. Na London School of Economics foi professor de Filosofia
da Ciência; em 1964 recebeu o título de cavaleiro (Sir).
A filosofia de Popper, o racionalismo crítico, ocupa-se primordialmente de questões relativas à teoria
do conhecimento, à epistemologia. Ainda na Áustria, em 1934, foi publicado o seu primeiro livro, Logic der
Forschung ( A Lógica da Pesquisa Científica (Popper, 1985) na versão brasileira), que se constituiu em uma
crítica ao positivismo lógico do Círculo de Viena, defendendo a concepção de que todo o conhecimento é falível
e corrigível, virtualmente provisório.(…)»

http://www.if.ufrgs.br/~lang/POPPER.pdf

Publicado por Violeta Teixeira em 04/02 às 01:21 AM
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Quarta-feira, 03 Fevereiro, 2010

A ESCRITA DE UM ROMANCE

josebazabalza.blogspot.com/2009/05/aniversari…

Pedro Páramo, Juan Rulfo
18 January 2008 0 Comentários
O escritor mexicano Juan Rulfo (1918-1986) escreveu apenas três obras: um livro de contos, El llano en llamas (1953), uma novela ou pequeno romance, Pedro Páramo (1955), e uma, não tão aclamada quanto as anteriores obras, colectânea de textos para cinema, El gallo de oro y otros textos para cine (1980). De tão pouca produção literária ter saído material de tão inquestionável qualidade, é um feito notável. Tanto assim é que Juan Rulfo conseguiu fazer aquilo que muitos escritores almejam e poucos conseguem: deixou trabalho aos críticos por muitos e longos anos.

Pedro Páramo é a sua obra mais aclamada (e porque não dizer: a sua obra-prima). No entanto, aquando da sua publicação, apesar de ter sido, de um modo geral, bem recebida, foi também alvo de diversas críticas (no sentido negativo do termo). Isto porque, então, Pedro Páramo se afigurava como um objecto estranho. Uma narrativa fragmentária, em que os tempos e as vozes se misturavam e que narrava a história de um homem poderoso e sem escrúpulos, cujo nome é o título da própria obra. Ou será que narrava a história de um homem que buscava seu pai? Ou narraria, não a história de um qualquer desses homens, mas a história de uma aldeia, de todos os seus homens e todas as suas mulheres?

O próprio Juan Rulfo respondeu a estas perguntas, mas o simples facto de as podermos colocar, e é natural que partamos para uma obra e a leiamos com base apenas no seu texto e não em palavras posteriores do escritor, o facto de podermos colocar tais perguntas, dizia, é sugestivo dos problemas de leitura que a obra pode suscitar. E como se não bastasse, parece que todos os habitantes daquela aldeia, Comala, estão mortos. Aliás, o próprio narrador (em alguns fragmentos) Juan Preciado, o tal homem que busca o pai, a certa altura morre. Ou será que ele está morto desde o início?

O autor terá escrito um romance três vezes maior, mas achou que ninguém o ia ler com tantas páginas. Então resolveu começar a cortar, até chegar às cerca de cem páginas que Pedro Páramo tem. Acontece que ficam coisas por explicar. O próprio Rulfo disse que só conseguiu perceber o livro, o seu próprio livro, à terceira leitura. Fez um livro para se ler três vezes. A verdade é que três vezes podem chegar perfeitamente. Também é verdade que, mesmo lendo-o apenas uma vez, ficamos de imediato assombrados. É isso. Pedro Páramo é um livro assombroso. Não há melhor adjectivo para o descrever.

A obra teve dois títulos provisórios, antes de o autor se decidir pelo título com que nos chegou: Los murmullos (os murmúrios) e Una estrella junto a la luna (uma estrela junto à lua). Pelos três títulos, podemos traçar um retrato de tudo o que este livro é. É a história de um cacique (Pedro Páramo), é a história de um amor impossível (Una estrella junto a la luna) e é a história de uma aldeia ou, melhor dizendo, da decadência de uma aldeia (Los murmullos).

Juan Rulfo escreveu um livro sobre mortos, que fala magistralmente da vida. É verdade que não é um livro fácil e que pode ser confuso, mas a vida não é isso mesmo? Pedro Páramo é a busca de um homem pelas suas raízes e pela sua identidade, é um hino à morte e à vida e é uma obra de uma infinita tristeza e mais infinita ainda beleza. Podemos morrer sem ler Pedro Páramo, desde que voltemos para o ler depois. É, a repetição impõe-se, um livro assombroso.

É assim que começa:

“Vim a Comala porque me disseram que vivia aqui o meu pai, um tal Pedro Páramo. Foi a minha mãe quem mo disse. E eu prometi-lhe que viria vê-lo quando ela morresse. Apertei-lhe as mãos como sinal de que o faria pois ela estava à beira da morte e eu disposto a prometer-lhe tudo. «Não deixes de ir visitá-lo» – recomendou-me. «Chama-se assim e assado. Tenho a certeza de que gostará de conhecer-te.» Na altura nada mais pude fazer para além de lhe dizer que sim, que o faria, e de tanto lho dizer, continuei a dizê-lo mesmo depois do trabalho que as minhas mãos tiveram para se afastarem das suas mãos mortas.”

por Gonçalo Mira

http://orgialiteraria.com/?p=86

Publicado por Violeta Teixeira em 03/02 às 02:25 AM
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A PALAVRA

mardasgarrafas.blogspot.com/2009/10/o-poeta-e…

http://www.youtube.com/watch?v=CZ5L3CiKVY8

Último texto
A palavra
Pablo Neruda

... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas… Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo ... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas… Por onde passavam a terra ficava arrasada… Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes… o idioma. Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.
*Butifarra: espécie de chouriço ou lingüiça feita principalmente na Catalunha, Valência e Baleares. (N. da T.)

Pablo Neruda, pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, nasceu a 12 de julho de 1904, em Parral, no Chile. Prêmio Nobel de Literatura em 1971, sua poesia transpira em sua primeira fase o romantismo extremo de Walt Whitman. Depois vieram a experiência surrealista, influência de André Breton, e uma fase curta bastante hermética. Marxista e revolucionário, cantou as angústias da Espanha de 1936 e a condição dos povos latino-americanos e seus movimentos libertários. Diplomata desde cedo, foi cônsul na Espanha de 1934 a 1938 e no México. Desenvolveu intensa vida pública entre 1921 e 1940, tendo escrito entre outras as seguintes obras: “La canción de la fiesta”, “Crepusculario”, “Veinte poemas de amor y una canción desesperada”, “Tentativa del hombre infinito”, “Residencia en la tierra” e “Oda a Stalingrado”. Indicado à Presidência da República do Chile, em 1969, renuncia à honra em favor de Salvador Allende. Participa da campanha e, eleito Allende, é nomeado embaixador do Chile na França. Outras obras do autor: “Canto General”, “Odas elementales”, “La uvas y el viento”, “Nuevas odas elementales”, “Libro tercero de las odas”, “Geografía Infructuosa” e “Memorias (Confieso que he vivido — Memorias)”. Morreu a 23 de setembro de 1973 em Santiago do Chile, oito dias após a queda do Governo da Unidade Popular e da morte de Salvador Allende.

Com este texto homenageamos o poeta pela passagem de seu 100º aniversário.

Do livro “Confesso que Vivi — Memórias”, Difel — Difusão Editorial — Rio de Janeiro, 1978, pág. 51, traduzido por Olga Savary, extraímos o texto acima.

http://www.releituras.com/pneruda_menu.asp

«Dijo en alguna entrevista pablo Neruda:

“El poeta no es un «pequeño dios». No está signado por un destino cabalístico superior al de quienes ejercen otros menesteres y oficios. A menudo expresé que el mejor poeta es el hombre que nos entrega el pan de cada día: el panadero más próximo, que no se cree dios. Él cumple su majestuosa y humilde faena de amasar, meter al horno, dorar y entregar el pan de cada día, con una obligación comunitaria”.

Publicado por Violeta Teixeira em 03/02 às 01:17 AM
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Terça-feira, 02 Fevereiro, 2010

A VINGANÇA

http://www.smh.com.au/ffximage/2007/11/30/GG_071130021651348_wideweb__300x375.jpg

“A vingança é salutar ao caráter; dela brota o perdão”.

Graham Greene

In “O Nó do Problema”

http://pt.wikiquote.org/wiki/Graham_Greene

Henry Graham Greene (Berkhamsted, 2 de outubro de 1904 – Vevey, 3 de abril de 1991) mais conhecido como Graham Greene, foi um escritor inglês, com uma obra composta de romances, contos, peças teatrais e críticas literárias e de cinema. Formou-se na Universidade de Oxford, e começou sua carreira como jornalista, trabalhando como repórter e subeditor do The Times. Publicou cerca de 60 romances.
Durante a Segunda Guerra Mundial, de 1941 a 1943, trabalhou para o governo inglês no departamento de relações externas, dirigindo um escritório em Freetown, Serra Leoa. Muitos de seus romances, a partir de então, tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem.
Seu primeiro livro de sucesso foi O Expresso do Oriente (1932). Outras obras: O Poder e a Glória (1940), Nosso Homem em Havana (1958) e O Fator Humano (1978). Muitas de suas obras foram transformadas em filmes. Suas obras falam muito de situações políticas de países pouco conhecidos e aos quais viajava frequentemente, como Cuba e Haiti.
Outra temática frequente em sua obra é a religião. Tendo se convertido ao catolicismo em 1926, os dilemas morais e espirituais de sua época eram representados através de suas personagens. Graham Greene era considerado o maior ‘escritor católico’ da Grã-Bretanha, apesar de sua resistência em ser retratado dessa maneira.
Refúgio no México
Em 1937 Greene era colaborador da revista Night and Day e escreveu uma reportagem sobre a actriz Shirley Temple afirmando que a rapariga, então com oito anos, era o centro das atenções no estúdio de homens de meia idade. Estas declarações valeram-lhe um processo em tribunal tendo o escritor se refugiado no México, país que não permitia a extradição, o que o impediu de ser preso.
Obras
• O Trem de Istambul (1932)
• O Terceiro Homem
• O Décimo Homem
• O Poder e a Glória (1940)
• O Condenado (Graham Greene)
• Os Farsantes
• O Expresso do Oriente
• Fim de Caso
• Ministério do Medo (1943)
• Monsenhor Quixote
• O Homem de Muitos Nomes
• O Americano Tranqüilo (1955)
• Nosso Homem em Havana (1958)
• O Agente Confidencial
• O Cônsul Honorário (1973)
• O Fator Humano (1978)
• O Coração da Matéria

http://pt.wikipedia.org/wiki/Graham_Greene

Publicado por Violeta Teixeira em 02/02 às 02:21 AM
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PSICANÁLISE E ARTE II

http://blog.brandsclub.com.br/wp-content/uploads/2009/12/cache61.gif

REFLITA-SE SOBRE: «(…)A ARTE ANALÍTICA RESIDE EXATAMENTE NESTE PARADOXO: ESTARMOS MUITO PRESENTES, MUITO INVESTIDOS NA ESCUTA DE UMA PESSOA, NO ESFORÇO CONJUNTO PELA ELUCIDAÇÃO DE SUA HISTÓRIA E PELO ABRANDAMENTO DAS REPETIÇÕES QUE LHE PREJUDICAM A VIDA E, AO MESMO TEMPO, NOS RETIRARMOS COMO PESSOA INDIVIDUAL, EXERCENDO APENAS A FUNÇÃO ANALÍTICA. A ARTE ANALÍTICA ESTÁ, PORTANTO, NÃO TANTO EM SE PROJETAR COM TODA A FORÇA DO SER NESTA TAREFA, MAS EM SABER NÃO ESTAR, NÃO INTERFERIR, NÃO SUGESTIONAR, PARA PRODUZIR O ADVENTO DE UM SUJEITO QUE PENSE E DECIDA. PRODUZIR ANÁLISE É SABER A HORA DE ESTAR E DE SE RETIRAR DE CENA.
PARA CRIAR, EM UMA ANÁLISE, É PRECISO DEIXAR APARECER A SEDE QUE CADA UM TEM DE SE REPRESENTAR, NÃO PREENCHÊ-LA, MAS DEIXAR QUE SURJA, DEIXAR VERTER A INSATISFAÇÃO CONSTANTE COM O QUE É REPRESENTADO, DEIXAR BUSCAR O QUE FALTA DIZER MAIS, MAIS E MAIS. ASSIM FAZEMOS UM POUCO COMO DIZ O POEMA “SONHO IMPOSSÍVEL”, VERTIDO DO INGLÊS POR RUI GUERRA: “SONHAR MAIS UM SONHO IMPOSSÍVEL / LUTAR QUANDO É FÁCIL CEDER / VENCER O INIMIGO INVENCÍVEL / NEGAR QUANDO A REGRA É VENDER / SOFRER A TORTURA IMPLACÁVEL / ROMPER A INCABÍVEL PRISÃO / VOAR NO LIMITE PROVÁVEL / TOCAR O INACESSÍVEL CHÃO / É MINHA LEI, É MINHA QUESTÃO / VIRAR ESSE MUNDO, CRAVAR ESSE CHÃO / NÃO ME IMPORTA SABER SE É TERRÍVEL DEMAIS / QUANTAS GUERRAS TEREI QUE VENCER / POR UM POUCO DE PAZ / E AMANHÃ SE ESSE CHÃO QUE EU BEIJEI / FOR MEU LEITO E PERDÃO / VOU SABER QUE VALEU DELIRAR E MORRER DE PAIXÃO / E ASSIM SEJA LÁ COMO FOR / VAI TER FIM A INFINITA AFLIÇÃO / E O MUNDO VAI VER UMA FLOR BROTAR / DO IMPOSSÍVEL CHÃO”.
COMO VEMOS EXISTE, ENTRE A PSICANÁLISE E A ARTE, BEM MAIS COISAS EM COMUM DO QUE PODERÍAMOS IMAGINAR.

PUBLICADO EM 08/07/2002
LER TAMBÉM:
ARTE, ATO CRIATIVO E PSICANÁLISE I - O PROCESSO DE CRIAR
ARTE, ATO CRIATIVO E PSICANÁLISE II - A EXPERIÊNCIA SIGNIFICATIVA
ARTE, ATO CRIATIVO E PSICANÁLISE III - OS TEMPOS DO PROCESSO

FRANCISCO CARLOS DOS SANTOS FILHO É PSICANALISTA E DIRETOR CIENTÍFICO DO GRUPO “PROJETO - ASSOCIAÇÃO CIENTÍFICA DE PSICANÁLISE” PASSO FUNDO - RS

http://www.annex.com.br/artigos/franciscocsf14.asp

Publicado por Violeta Teixeira em 02/02 às 02:00 AM
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