Sábado, 04 Julho, 2009
DEPRESSÃO-SUICÍDIO
Quadro de Vincent Van Gogh
«Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão
A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais :humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.
O estado depressivo diferencia-se do comportamento “triste” ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza.
As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, seperação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença. A Mania corresponde ao oposto da depressão.
Hipócrates criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) em que o equilíbrio ou desequilíbrio era responsável pela saúde (eucrasia) ou enfermidade e dor (discrasia) de um indivíduo. Hipócrates acreditava que influência de Saturno levava o baço a secretar mais bílis negra, alterando o humor do indivíduo escurecendo seu humor, levando ao estado de melancolia. A palavra melancolia vem de melancolis (melanos=negro e colis=bíle).
Galeno redescreveu a melancolia. Aureliano falou da agressividade associada à depressão e associou o suicídio à depressão.
A depressão é muitas vezes classificada como distimia quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma “leve”, enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.
Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina.
Alterações nos níveis de neurotransmissores (principalmente serotonina, acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina) relacionam-se à susceptibilidade para depressão. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes.(..)»
Publicado por Violeta Teixeira em 04/07 às 12:31 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
Sexta-feira, 03 Julho, 2009
PROTESTO-MARIA JOÃO PIRES
PROTESTO
«Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa
Contra os «coices recebidos do Governo português», a pianista Maria João Pires, actualmente a viver no Brasil, decidiu renunciar à cidadania lusa. O projecto educativo de Belgais sofreu cortes no financiamento e está ameaçado de extinção
Segundo a Antena 2, a pianista que impulsionou o projecto educativo de Belgais, Castelo Branco, e que declarou-se «vítima de uma verdadeira tortura» por parte do Estado, anunciou a sua decisão de renunciar à nacionalidade portuguesa.
Maria João Pires, que vive agora em São Salvador da Baía, deverá optar pela nacionalidade brasileira.
O projecto de Belgais, em que crianças eram educadas num ambiente musical, recebeu rasgados elogios mas deixou de contar com o apoio financeiro do Estado. Em Junho, os bens da escola foram arrestados por ordem judicial.»
SOL
Publicado por Violeta Teixeira em 03/07 às 11:51 PM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
SOU, INVARIAVELMENTE
Registo fotográfico da autoria de Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com (edição requalificada por António Arruda, Olhares.com)
Sou, invariavelmente,
A que não soube ser,
Salvo o nada que me sou.
Dos longes
Da vida, nada possuo
Que tenha semeado.
No agora, só tenho,
Em mim, o que não tenho
E uma ânsia
Incontida de um abraço.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, Leiria, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 03/07 às 11:18 PM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
SERRALVES-ARTES
«Serralves mostra obras na Baixa do Porto
00h30m
AGOSTINHO SANTOS
Em ano de festa, dos 20 anos de fundação e dez de museu, a Fundação de Serralves decidiu sair à rua e expor na Baixa da cidade do Porto. Duas exposições de artes plásticas que são inauguradas esta sexta-feira, às 22 horas.
As antigas instalações da RDP, incluindo os estúdios, estão transformadas, a partir da noite de hoje e até 20 de Setembro, em locais de exposição de vídeo, fotografia, desenho e instalação.
“O amanhã de ontem não é hoje” é o título da mostra de Isabel Carvalho e Nicolás Robbio, que inclui obras especificamente concebidas para o espaço situado na Rua de Cândido dos Reis, n.º 74.
Inserido no programa que Serralves organizou e a que deu o título “Emissores reunidos”, a exposição confronta-nos, logo à partida, pela localização do espaço, mesmo no centro da cidade, testemunho cúmplice de um passado industrial. Nicolás Robbio, argentino, nascido em 1975, que viveu no Porto durante um mês, executou um conjunto de esculturas e de instalações que recorrem ao som, aludem a radiofrequências ou permitem a comunicação entre as várias partes do edifício.
Entretanto, Isabel Carvalho interroga a distinção entre objectos artísticos e ornamentos, entre o trabalho e o lazer, entre o fazer a arte e conceber diversas actividades amadoras.
A artista reflecte e interroga-se sobre se o amadorismo é ou não uma libertadora arte de viver.
Também é inaugurado hoje, integrado na exposição “Colecção de Serralves”, o pólo dedicado a vídeos e filmes na cidade. Comissariada por João Fernandes e Ulrich Loock, respectivamente, director e director-adjunto do Museu de Serralves, a mostra apresenta obras de artistas históricos como Vito Acconci, Dan Graham, Bruce Nauman, Dennis Oppenheim e Robert Smithson. Trata-se de obras fílmicas e videográficas distribuídas em torno de duas áreas temáticas: o corpo enquanto personagem protagonista de uma acção ou de uma identidade e a paisagem enquanto território real e imaginário de construção da obra de arte.
Também aqui se poderão ver trabalhos de um conjunto de artistas portugueses, como Pedro Costa, Vasco Araújo e João Tabarra.»
In JORNAL DE NOTÍCIAS
03 Julho 2009
Publicado por Violeta Teixeira em 03/07 às 12:50 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
MORAL
Não há maior tragédia do que a igual intensidade, na mesma alma ou no mesmo homem, do sentimento intelectual e do sentimento moral. Para que um homem possa ser distintivamente e absolutamente moral, tem que ser um pouco estúpido. Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral. Não sei que jogo ou ironia das coisas condena o homem à impossibilidade desta dualidade em grande. Por meu mal, ela dá-se em mim. Assim, por ter duas virtudes, nunca pude fazer nada de mim. Não foi o excesso de uma qualidade, mas o excesso de duas, que me matou para a vida.
Fernando Pessoa (Barão de Teive), in “A Educação do Estóico”
Publicado por Violeta Teixeira em 03/07 às 12:21 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
MORRE-SE SÓ!
Trabalho fotográfico da Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com
Nos subúrbios insalubres
Onde se habita
Uma subcave de cimento
E de pedra, a temperatura
Do sangue
Desce assustadoramento.
Não se ouve
A respiração do Outro,
Defronte ou atrás
Da nossa porta. Sufoca-se.
Morre-se só!
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, Leiria, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 03/07 às 12:06 AM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
Quinta-feira, 02 Julho, 2009
NAS HORAS NUBLADAS
Trabalho fotográfico de rattus, Olhares.com
Nas horas nubladas
De lixos levitantes,
Nos cantos ácidos da memória,
Budisticamente me sento
E tento alisar a ansiedade,
Com gestos de vindimas a vir,
Em Setembros de oiro e de ocre.
Mas, cai, de súbito, o céu,
Numa espécie de loucura estática,
E o peso insiste
Em afiar arestas no poema,
Com eventos pretéritos.
Violeta Teixeira, in FALO-VOS DO SILÊNCIO, Magno Edições, Leiria, 1999
Publicado por Violeta Teixeira em 02/07 às 04:25 PM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
Quarta-feira, 01 Julho, 2009
SER SÓ
Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres só; deixou de te afectar como argumento ou força esmagadora a alheia opinião, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se hão-de erguer, para que vençam a noite, as luzes salvadoras; não te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as ameaças dos contrários; traçaste a tua rota e hás-de segui-la até ao fim, sem que te desviem as variadas pressões. Só e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experiência; para os homens futuros episódios sem valor; se eles te abaterem, só terão abatido o que há de menos valioso; e contribuirão para que melhor se afirme o que puseste como lição da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora começando te vê firme e firme te abandona. Nenhuma estóica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentidão, a facilidade maleável de bom ginasta; não é por amor da Humanidade que hás-de perder as mais fundas qualidades de homem. Em tal espelho me revejo, eu que tomei tua alma incerta e a guiei; e contemplo como doce oferenda, como a mais bela visão que me poderias conceder, a clara manhã que já de ti desponta e lentamente progredindo há-de acabar por embalar o universo nos seus braços de luz.
Agostinho da Silva, in ‘Considerações’
Publicado por Violeta Teixeira em 01/07 às 02:08 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
HUMÍLIMA HOMENAGEM
Pina Bausch
Nome completo Philippine Bausch
Nascimento 27 de julho de 1940
Solingen
Morte 30 de Junho de 2009 (68 anos)
Wuppertal
Nacionalidade alemã
Ocupação Coreógrafa e dançarina
Philippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch (Solingen, 27 de julho de 1940 — Wuppertal, 30 de Junho de 2009), foi uma coreógrafa, dançarina, pedagoga de dança e diretora de balé alemã.
Conhecida principalmente por contar histórias enquanto dança, suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida dos bailarinos e feitas conjuntamente. Várias delas são relacionadas a cidades de todo o mundo, já que a coreógrafa retirava de suas turnês idéias para seu trabalho.
Entre os seus temas recorrentes estavam as interações entre masculino e feminino - uma inspiração para Pedro Almodóvar, em cujo filme, Fale com ela, Pina aparece em uma bela sequência de dança.
Foi diretora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, localizada em Wuppertal. A companhia tem um grande repertório de peças originais e viaja regularmente por vários países.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 01/07 às 01:33 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
NÃO SE ME PERGUNTE…
Registo fotográfico da autoria de LittlePieces
Não se me pergunte o como existo,
Se ainda continuo, debalde, o encontro
Do me sou. Interrogo-me. Grito.
Debruço-me no rebordo de todos
Os riscos dos abismos; no cimo de todos
De todos os penhascos ásperos
Do desespero; firo-me em todos
Os silvados linguísticos, como se a sintaxe
Me desse uma espécie, ainda que fictícia,
De um conceito de vida. Insisto. Louca.
Mas a lucidez me atraiçoa, em cada
Esquina. Em cada encruzilhada, em cada
Espera do haver, pelo menos, uma vez,
Um sopro de luz, nos olhos cegos e secos.
Sigo, sem rumo, os becos, sem retorno,
Aprisionada por fios falsos, a cada passo,
Que não dou, simulando um percurso,
Desnudo do medo dos espectros postados
No portão de todas as saídas, de todas
As entradas, para o não sei onde, porque ignoro
A senha ou, talvez, a tenha esquecido
Ou nunca me terá sido dada. Mas quem
Ma recusou? Ninguém. Assumo o não me sou.
Não me permito culpar quem quer que seja.
Cegou-se-me o olhar, num quando, desconheço.
Resto-me, nestes versos, desconexos e sinceros.
Dou por finda a trama que teço, e faço, gritando
Para o dentro, o silêncio cinzento de um cigarro.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 01/07 às 12:01 AM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •
Terça-feira, 30 Junho, 2009
PERDA
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira, inédito
«Precisamos de tentar chegar ao ponto de ver o que possuímos exactamente com os mesmos olhos com que veríamos tal posse se ela nos fosse arrancada. Quer se trate de uma propriedade, de saúde, de amigos, de amantes, de esposa e de filhos, em geral percebemos o seu valor apenas depois da perda. Se chegarmos a isso, em primeiro lugar a posse irá trazer-nos imediatamente mais felicidade; em segundo lugar, tentaremos de todas as maneiras evitar a perda, não expondo a nossa propriedade a nenhum perigo, não irritando os amigos, não pondo à prova a fidelidade das esposas, cuidando da saúde das crianças etc.
Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: ‘Como seria se fosse meu?’, e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: ‘Como seria se eu o perdesse?’»
Arthur Schopenhauer, in ‘A Arte de Ser Feliz’
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:28 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
BATALHA DE SOMME
Registo fotográfico de António Costa, Olhares. com
Batalha do Somme
A Batalha do Somme, também conhecida como Ofensiva do Somme, foi travada entre julho a novembro de 1916, sendo considerada uma das maiores batalhas da Primeira Guerra Mundial. Tratou-se de uma ofensiva anglo-francesa, com o objetivo de romper as linhas de defesa alemãs, ao longo de 12 milhas (19 km), estacionadas na região do Rio Somme (França). As baixas foram elevadíssimas para ambos os lados, sobretudo para a Grã-Bretanha, ainda mais pelo fato de o objetivo não ter sido atingido. Em verdade, a Ofensiva do Somme foi concebida para ser uma manobra secundária, cujo objetivo era desafogar o peso das forças alemãs sobre Verdun, palco dos combates mais violentos até então. No entanto, a violência dos combates no Somme fez com que as perdas para ambos os lados ultrapassasse as perdas de Verdun. A infantaria dos Aliados enfrentou um pesadelo de granadas, fogo de metralhadoras, arame farpado, lama, mas, em vinte dias de luta, não conseguiu avançar mais do que 8 km, porquanto os alemães encontravam-se em posição de vantagem no terreno, estrategicamente entrincheirados, quando se deu o ataque principal na frente norte do Rio Somme. Essa vantagem foi decisiva para o desfecho do confronto. Se Verdun tornou-se um ícone que afetaria a consciência nacional da França, o Somme teria o mesmo efeito em gerações de cidadãos britânicos. A batalha é mais lembrada pelo seu primeiro dia, 1 de Julho de 1916, data em que os britânicos sofreram 57.470 baixas (19.240 mortos),considerado o mais sangrento dia na história do Exército britânico. Pela primeira vez, a sociedade britânica foi exposta aos horrores da guerra moderna, com o lançamento, em agosto, do filme A Batalha de Somme, que utilizava vídeos reais, a partir do primeiro dia da batalha. Com mais de 1,2 milhão de vítimas (entre mortos e feridos), em cinco meses de combate, foi uma das operações militares mais violentas da História da humanidade. E, levando-se em conta os ganhos territoriais (cerca de 300 quilômetros quadrados), foi, decerto, uma das mais inúteis. Nunca em toda a história militar tantos pereceram por tão pouco. A batalha também marcou a estréia dos tanques de guerra. J. R. R. Tolkien autor do Senhor dos Anéis, lutou como subtenente no II Batalhão de Fuzileiros de Lancashire e serviu como oficial de sinais de seu batalhão.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:19 AM
Categoria • Citações •
(0) Comentários •
SOBREVIVE…
Trabalho fotográfico de Violeta Teixeira/Pandora, Olhares.com
Sobrevive confinada
A uma sebe de
Fiadas de perdas.
Violeta Teixeira, inédito
Publicado por Violeta Teixeira em 30/06 às 02:09 AM
Categoria • Poesia •
(2) Comentários •
Segunda-feira, 29 Junho, 2009
ARTISTA
Trabalho fotográfico de rattus, Olhares.com
Embora o artista em todos os períodos da sua vida permaneça mais próximo da infância, para não dizer mais fiel do que o homem especializado na realidade prática, muito embora se possa afirmar que ele, ao contrário deste último se mantém continuamente no estado sonhador e puramente humano da criança brincalhona, o caminho que transpõe a partir dos primórdios intactos até às fases tardias, jamais imaginadas do seu devir, é infinitamente mais longo, mais aventuroso, mais emocionante para o espectador, do que o do homem burguês, para o qual a reminiscência de também ter sido criança em outros tempos nunca fica tão prenhe de lágrimas.
Thomas Mann, in “Doutor Fausto”
Publicado por Violeta Teixeira em 29/06 às 01:48 AM
Categoria • Reflexões •
(0) Comentários •
Domingo, 28 Junho, 2009
VIAJEI DE UM CORPO PARA OUTRO…
Registo fotográfico de Violeta Teixeira, inédito
Viajei de um corpo para
Outro. Aqui estou. Só.
Presto culto à imensidão
Do céu e da água: vagas
Fugidias, areias movediças,
Vagamente mestiçadas
De vermelho e ocre,
Dunas esvaídas, ao ritmo
Das marés, ou melhor, da
Temperatura do sangue
Das luas.
Brisas bêbedas de sol e de sal
Roçam, lascivas, os corpos
Que o Inverno exilou destas
Paragens secretas, e todas as
Promessas de amor foram
Rasuradas.
Súbita síntese, cerzida
De pontas de fios finos,
Quebradiços. A vida. A vida.
Violeta Teixeira, in LÂNGUIDAS FÚRIAS, Magno Edições, Leiria, 2001
Publicado por Violeta Teixeira em 28/06 às 11:48 PM
Categoria • Poesia •
(0) Comentários •