John Mallord William Turner
(1775-1851)
perdida numa tela de Turner
a memória toda de existir
perdida em lugares profundos
entre pedras frias e túmulos
cobertos de água e fascínio
mergulhar na cor no traço puro
ser a textura da tinta ser o poema
ser o risco permaturo no olhar
que pinta a tonalidade única do
momento
sentir o aroma das romanescas
manhãs de amores - no arco
imperfeito da existência
uma rosa ardente
e uma vaga impressão de flores