poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

:: Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Tacteio teu olhar…

Tacteio teu olhar como se brisa fosse
No rosto inocente de todas palavras por dizer…

Seminais estas veredas em que me espraio
Como ondas ou inaudíveis sons do canto fossem
Tão certas que se esfumam em mistério
Como o decair da tarde no zénite do sol
Ou apenas no gosto acre depois da chuva…

Conforta-nos breve esta solicitude das palavras
Umas pelas outras como doirados reflexos
Alimentando-se das entranhas do vento
Sem outra glória que não seja a emoção alada
E o fio ténue de nós mesmos que as segura…

Habitamos as palavras e elas nos habitam
E nelas fecundamos o tempo e a vida…

publicado por Romeiro • às 12:27 PM • categoria: poesiaconta aqui a tua estória (21) •



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