poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

:: Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

àquela amante inventada…

... que percorre a intranquilidade de alguns sonhos, como se fosse dona de tudo. E, já agora, em soneto!

gosto tanto de te amar que tu mal sabes
nesse dengoso disfarce do que eu digo
gosto assim de ser eu amante-amigo
quando a fingir amor no meu peito cabes

por ser esta vida só um mar de entraves
por eu não poder tanto estar contigo
velarei por ti o quanto mais consigo
‘inda que ao de longe quanto tu nem sabes

e mal sobrevivo eu assim lembrando
partilhas de olhar ou de uma carência
neste desatino urgente em que eu ando

sem de ti saber suprir tal premência
no ardente desejo de ti mesmo quando
eu percorro a inquietação da tua ausência.

publicado por OrCa • às 12:38 AM • categoria: poesiaconta aqui a tua estória (8) •



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