poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

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:: Terça-feira, Janeiro 02, 2007

voando, voando sempre

No amanhecer do novo ano, venho aqui voar contigo, convosco… Os blogs, essa inconstante forma de estar e de ser, por aí disponível ao alcance da voz e dos espíritos, têm-me dado oportunidades infinitas e infinitamente aproveitáveis nessa tal arte de encontrar o outro. Tanto lhes devo, pois.

Ao fim de cada ano o saldo mantém-se positivo e as expectativas elevadas. Já nem falo dos afectos, de contabilização impossível.

Como na lei geral da vida, os blogs nascem e morrem, cumprindo-se. Em homenagem viva, um pequeno poema que me foi sugerido por excelente fotografia ‘postada’ há algum tempo na Catedral, pelo amigo Ognid, num desses desafios em que este campo é fértil - se assim o quisermos entender:




voando
voando sempre no descaso do voo
faces de rugas e mãos de guitarras
reflexos de mar em paletas de auroras
palavras de raiva que brotam nos dias
na ânsia das pontes
e esse horizonte que tarda em chegar
voando
voando sempre no acaso do sonho
e a mão fugidia num afago breve
que nos dá alento no dia mortiço
feitiço de vida que nos enternece
e assim apetece beber outro dia
voando
voando sempre…

publicado por OrCa • às 10:28 AM • categoria: poesiaestórias contadas (2) •

:: estórias:

... até que o cume da subida nos eleve à plenitude das coisas, nos derrame aromáticos, essenciais na descida, musicais e novamente breves, porque subimos e descemos em cada voo de um só verso…

...até que o voo se inscreva na trova das aves
sempre acesas, sempre nidais, sempre alegres e porém laboriosas na sua instintiva febre…

... até que o voo permaneça na gaiola imensa do céu que nos abre…

Xiiiiiii, continuaria até ao infinito, não fosse o tempo encarcerar-nos os voos. OrCa, muito sensibilizada…

Obrigada pela prendinha que não o sendo é, por vir embrulhada de ano novo, de novo voo impresso para o ano que aí vier, quando apetecer e calhar para enobrecimento do espaço e extravasa da alma. Para sublinhares a doação das palavras que te carateriza e já habituou os leitores de vários espaços por onte de desamarras…
Beijinhos muitos e um 2007 cheio de trovas, libações e coisas do mundo!

contado por  em  01/02  às  02:41 PM

a primeira vez que te vi, voavas
voavas na amplidão da poesia
voavas no dorso dos versos
versos oriundos da amplidão do teu ser

versos alados, os teus
calaram minha voz
e fizeram cantar
meu coração
tum, tum-tum, tum, tum-tum
... e voei
voei com teus versos
ao encontro de mim mesmo

grin

contado por batista filho  em  01/03  às  02:42 AM

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