Cresce a aurora orvalhada tão escura
Por dentro de meus sonhos em tropel
E tu vens alada de branca formosura
Plantar-me archotes vivos sobre a pele…
Bálsamo de teus olhos sobre os meus
Febre do corpo meu em combustão
Ardem ventos nocturnos e nos céus
Alegria breve colhida em profusão…
Somos campos de luta e de campeio
Corte de beijos em delírio arrebatados
Maré crescendo erguida e de permeio
Barcos em riste de teus seios perfumados
Em meu rosto consentidos e algemados
Cativo de ti derramado em fustre enleio…
Ai, que saudades de te ler, Romeiro!
De novo, perfeita, a imagística!
Bjo.
Muita sensualidade mas também muita ternura, neste poema. Eu diria que é um poema de amor. Belíssimo.
Beijo
”...Somos campos de luta e de campeio
Corte de beijos em delírio arrebatados
Maré crescendo erguida e de permeio...”
... já tinha saudades de te ler… apesar de ainda não poder abusar… porque assim ainda não o permitem os meus olhos, mas é bom navegar por aqui, entre tantos poetas de eleição.
Um abraço carinhoso e bom fim de semana
Um madrigal “fresco de flores” digno do nosso romeiro poeta e de uma beleza espantosa…
Aquela filigrana de palavras, sabes? Um subtil matiz de paixão, sublimação e dor…
Abraço forte e muito obrigada!
Poema de enleios & enlevos, daqueles que tu sabes e gostas de fazer…
Abraços.
... e o frio que favorece a cicatrização dos campos de luta sem sangue ou dor!
Beijo, boa semana
Ah, como estava com saudades de o ler, meu querido.
Um beijo grande daqui.
Meu caro, felizmente as minhas romagens deixaram-me um tempo para esta peregrinação… E no enlevo de um soneto tão bem ritmado, por cá me fico, então… tão enlevado.
Um abraço.