Ilustração de Paulo Neto
às vezes um barco desliza para longe
entre céu e mar as nuvens movem-se
e parece que o barco nos voa
na barra já longa o aceno ao sonho
a vela emplumada branca madragoa
e asa de gaivota o barco voa
na luz ou na névoa o barco vai cheio
a carga não pesa o barco flutua
nas vagas do mundo às vezes não volta
o barco perdeu-se
na rota insegura
se volta vazio sem carga nas redes
o barco não larga
o sal da viagem
e a carga prossegue e parte e reparte
cada vez mais ágil
se o barco desiste, apodrece ao cais
a flor da aventura
lá longe o aceno o barco não sabe
se regressa cedo
o barco é o sonho o amor que perdura
e eu sigo lá dentro
na sei quando vou não sei quando venho
Gostei tanto deste poema, gostaria de o adicionar a uma foto de um barco que vou publicar no flickr. Posso utilizá-lo? Fazendo referência à autora e adicionando um link para o vosso blog?
http://www.flickr.com/photos/loca-bandoca/
Obrigada
Loca