... que percorre a intranquilidade de alguns sonhos, como se fosse dona de tudo. E, já agora, em soneto!
gosto tanto de te amar que tu mal sabes
nesse dengoso disfarce do que eu digo
gosto assim de ser eu amante-amigo
quando a fingir amor no meu peito cabes
por ser esta vida só um mar de entraves
por eu não poder tanto estar contigo
velarei por ti o quanto mais consigo
‘inda que ao de longe quanto tu nem sabes
e mal sobrevivo eu assim lembrando
partilhas de olhar ou de uma carência
neste desatino urgente em que eu ando
sem de ti saber suprir tal premência
no ardente desejo de ti mesmo quando
eu percorro a inquietação da tua ausência.
Bonito soneto
beijos
Belo, pois claro! Nada como os grandes poetas para fingirem amores verdadeiros…
Abraços
Um soneto mesmo, a fechar com chave de ouro, como se impõe…
Um bom poema, sem dúvida.
Abraço.
Ai o menino anda a dar nos sonetos? Olhe que essa coisa pode ser viciante…
Ora até que enfim consegui que isto abrisse!
“O poeta é um fingidor” ? Seja como fôr, está um soneto de beleza (não) inventada.
Beijos
”...a vida é um mar de entraves...”
Será, mas não para quem sabe dar forma às ondas poéticas que invadem o coração. Essa intranquilidade que cantas aqui, inventada que seja, é o fervilhar do sal nas veias, veias essas que não conduzem só a placidez do sangue. Um soneto de vida. Grata, meu amigo. Abraço forte.
...como é bom sonhar… mesmo que em soneto!
A alma do poeta é assim mesmo, disfarçada de soneto, vai “cantando” toda a sua sensibilidade…
Grata por este momento…
Um abraço e bom domingo
(é difícil abrir o blog, ou é problema do meu pc?)
que sorte têm essas amantes de poetas, inventadas ou não…
beijo daqui, Jorge.