Persiste o azul como se a boca
Fosse vulcão em transe de soltar-se
E o vermelho apenas indício
Ou ténue labareda em asas de cetim…
Sopram os olhos brasas também azuis
Como se a hora do voo fosse de espera
E a borboleta apenas o corpo da brisa
Que de tão suave se queima e queimando
Se arrisca no canto fugidio da chama....
Flores de lume nos traços do rosto
De azul vestidos como farrapos de céu
Que em dor se abrem e em desejo
Se cumprem sobre as plumas caprichosas
Do voo no esplendor dos dias…
E deste lado apenas o fio de ariane
E a seda de teus laços em que cativo
Me solto em teus abraços. E me comovo
No azul que bebo em coloridos beijos teus.
Tu e o azul… continuam inseparáveis!
Pois é, Romeiro, quem és tu?…
“Persiste o azul como se a boca
Fosse vulcão em transe de soltar-se”, são dois versos que gostaria de levar comigo para um daqueles cinzentos encontros profissionais, a espantar assessorias e mordomos.
E é de um poema de amor que se fala. E por ele passa a subversão dos dias, apenas porque é ao ser que presta homenagem e não ao ter.
Outro abraço.
Se tu já poemaste aqui a tua história… de azul vestida… e como tão bem o sabes fazer, o que vinha eu aqui fazer, ehn?! Repintá-la de VERDE, não?!
Abraços.
Gosto deste sentir azul que persiste. O azul é a cor da harmonia, dizem. Todas as chamas têm uma parte azul, talvez a mais bela.
Tudo isto para dizer que gostei muito do poema. ~
Beijos
muito azul e uma pitada de vermelho, assim surge o lilás, a mais bonita cor do arco iris; em flor simboliza a amizade.
recebe um grande ramo de lilás, goivos e azáleas, sou eu que to dou, sem fitas e laços… assim, só as flores
muito bonito o poema azul, persistente, com fitas de cetim, bem atadas e aplicações de renda… de bilros
Beijos grandes
A poesia comenta-se, meu caro romeiro?
Mas posso dizer disparates, não posso?
Olha, amuei. Isto de fazer referência à minha companheira de Devaneios (a Vulcão!) e não falares em mim, também me deixou azul!
Pronto, agora que já comentei este, acho que vais desejar que nunca mais aqui ponha os pés.
Mas, posso sempre dizer que escreves bem pra caraças. E que tenho “inveja” de quem escreve poesia assim!
Beijo.
Muito bom. A ligeireza tão profunda das palavras como um caudal disfarçado de fio de água…
Preciso de vir aqui publicar o quê? Basta-me ler-te (vos). Este espaço é teu/vosso. Eu não encontro harmonia que possa igualar-se à tua.
Abraços
que escrever, se o azul é a minha cor e, em voo rasante, passei para deixar abraço?
**
Olá!
Sou escritora e nesta minha visita ao seu blog noto que você é uma pessoa romântica e gosta de literatura. Quero lhe fazer um convite, para que conheça o meu site de poesias.
http://www.umamulherumpoema.recantodasletras.com.br
Um grande abraço e sucesso.
Carlos Tavares, com uns discretos tons vermelhos, para acentuar o contraste…
Grato. Um prazer ver-te por aqui.
Abraços
OrCa, pálida subversão dos dias, meu Amigo…
Mas mais vale ser, que ter! tens razão…
Abraços
Legível, deves estar a ficar verde… de raiva! o vermelho (e o azul, espero!rsss) perduram…
Estás em forma, pá! mas isso tu sabes! Abraços
Lique, as combustões a alta temperatura são azuis. Tens razão! Beijos
Segurademim, guardo com afecto o ramo de lilás, goivos e azáleas. Obrigado, minha Amiga!
(Renda de bilros? foi Penélope quem inventou, não foi?!… rss)
Beijos
Woman, não fiques “amuada”, peço-te. É prazer grande ver-te aqui! E entre a Woman e a Vulcão, meus “devaneios” se alimentam… rsss.
Beijos
Libelua, precisas vir publicar aqui, claro! este blog é o teu “meio natural"… Não te dispenso(amos)… rss
Se não foras tu, o “Romeiro” não “existiria”. Grato. Beijos
T., senti a brisa de teu vôo rasante…
Grato. Beijos
Lilian, a sua página é muito bela. E os seus poemas. Venha sempre. Beijos