Meu belo cisne
preso nas flores do meu peito
meu príncipe imperfeito
perdido nas rotas da vida
Meu cisne branco de luz
o meu corpo é um lago azul
minhas coxas estas algas
meus seios rosas ardentes
minha concha barca imensa
no desejo azul de ti.
Meu belo cisne encantado
obras de feiticeira insana
este branco encantamento
só beijo igual quebrará
e em homem te transforma
Vi as estrelas dos teus olhos
teu sorriso e esses vincos
que a vida riscou em ti
Vi tuas penas teu gesto
e a fuga em redor de mim
Meu amor assim te quero
nas manhãs de fresca alba
caminhando no deserto
marcado de pó e sal
caindo no meu regaço
teus olhos enfim sorrindo
meu pobre cisne cansado…
Cantarás dentro de mim
como canta à noite o vento
a asa tensa em meu corpo
em um sustenido lento
o canto final enfim se ouve
despimos a alma de pássaros
como quem nasce de novo
amantes em corpos estranhos
presos de versos eternos
nas ondas do infinito
abraçados mergulhamos…
Muito bonito.
Um @bração do
Zecatelhado
{ ...
lindo!… lindo!… lindo!…
deixo-te um «dos últimos» texto escrito pelo meu heterónimo © cisne_feio
que medo tenho [eu] de subir [tuas] montanhas, de nelas trepar [me agarrar] – que medo tenho [eu] de abaixo olhar [de querer regressar, a medo] – e tenho medo, sim… porque quanto mais subo [por elas] menos vontade tenho de voltar [e medo tenho de gostar] de nelas trepar, e nelas me achar…
© cisne_feio
beijinhos*
... }
A dança das palavras, o seu ritmo, no aconchego das ideias que me trazes, lembra a suave ondulação nas águas do lago no final da tarde. E como eu gosto de assim ouvir o canto das palavras…
Beijos
Beijos saudosos, minha querida Libelua…
Belo poema, na ardência de palavras e imagens que tão bem dominas e ofeces num insuspeito prazer de partilha…