Gramática do olhar
Descerro os olhos
E descubro os teus pousados no meu rosto.
Sou apenas tela…
Pressinto-te.
Agora é o brilho dourado buscando o verde
Ardendo-me na face…
Rubor evanescente.
Sem mais nada. O ocre da viagem e o sal
E o gesto breve…
Imperecível.
Suspendes agora a cor. Luzem as pálpebras
E a lágrima…
Bebo-te num beijo…
Para o Manuel;
obrigada pela visita…
Eu tb gosto do Roy e dos que rejeitam imitar a natureza.
Um abraço.
Esta é uma gramática sem regras. Só a beleza e a ternura bem patentes nesse brilho dourado e na lágrima furtiva, fugidia… Muito belo, o teu poema.
Beijos.
A gramática das cores e da ternura… A serenidade única da doação. Mais um poema teu que se bebe com ou sem lágrimas, mas com imenso prazer. Beijinhos e obrigada!
Gostei dessa transmutação do rosto em quadro.
Do ponto de vista do objecto a observar o observador . Ideia fantástica!
kisses, Bell
Se me autorizasses, dava outro título ao poema: “Receita para fazer um amor...”
Algo neste teu poema me evocou a tão diversa “Receita para fazer um herói”. Só que, ao contrário deste último, o teu é um apelo à vida… ou às coisas boas dela. E a pintura vive sem precisar sequer de tela.
Um grande abraço.
essa gramática eu vou roubar pra mim, tá? se adapta perfeitamente à lingua desse lado do mar.
um beijo grande-grande.