poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

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:: Quinta-feira, Março 30, 2006

Gramática

Gramática do olhar

Descerro os olhos
E descubro os teus pousados no meu rosto.
Sou apenas tela…

Pressinto-te.
Agora é o brilho dourado buscando o verde
Ardendo-me na face…

Rubor evanescente.
Sem mais nada. O ocre da viagem e o sal
E o gesto breve…

Imperecível.
Suspendes agora a cor. Luzem as pálpebras
E a lágrima…

Bebo-te num beijo…

publicado por Romeiro • às 02:22 PM • categoria: poesiaestórias contadas (6) •

:: estórias:

Para o Manuel;

obrigada pela visita… smile

Eu tb gosto do Roy e dos que rejeitam imitar a natureza. smile

Um abraço.

contado por Isabel Magalhães  em  03/30  às  04:40 PM

Esta é uma gramática sem regras. Só a beleza e a ternura bem patentes nesse brilho dourado e na lágrima furtiva, fugidia… Muito belo, o teu poema.
Beijos.

contado por lique  em  03/31  às  03:27 PM

A gramática das cores e da ternura… A serenidade única da doação. Mais um poema teu que se bebe com ou sem lágrimas, mas com imenso prazer. Beijinhos e obrigada!

contado por LibeLua  em  04/02  às  10:18 PM

Gostei dessa transmutação do rosto em quadro.
Do ponto de vista do objecto a observar o observador . Ideia fantástica!
kisses, Bell

contado por MJM  em  04/03  às  01:29 AM

Se me autorizasses, dava outro título ao poema: “Receita para fazer um amor...”

Algo neste teu poema me evocou a tão diversa “Receita para fazer um herói”. Só que, ao contrário deste último, o teu é um apelo à vida… ou às coisas boas dela. E a pintura vive sem precisar sequer de tela.

Um grande abraço.

contado por OrCa  em  04/04  às  02:16 PM

essa gramática eu vou roubar pra mim, tá? se adapta perfeitamente à lingua desse lado do mar. wink

um beijo grande-grande.

contado por Márcia  em  04/04  às  08:05 PM

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