poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

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:: Sábado, Julho 08, 2006

estados de alma - Esdrúxulo

abrenúncio fico ao rés do precipício
ortorrômbico de mil faces me estranhei
prognóstico prenuncio aqui-d’el-rei
onanístico num espanto de prepúcio

endovélico me queria desde o início
proletário por caminhos em que andei
alfarrábico por saberes que já nem sei
em paradas festejando o solstício

e lá vou quase ao rés do analítico
alegórico numa fé estapafúrdia
sorumbático que me sinto e abúlico

analfabético entre verve e prosa espúria
clavicórdico tantas vezes evangélico
metafórico de esdrúxulo nesta fúria.

publicado por OrCa • às 09:06 AM • categoria: poesiaestórias contadas (3) •

:: estórias:

Abrenúncio, que o moço está proseado de agudite esdrúxula! Apraz-Nos ler-te poemástico, abismágico, antonomásico, monofástico, mas sempre claviculado e inspirastício de ditirâmbios bastos. Foi um poeminha de boas vindas? Bem pensado, andava macambúzia nas arrumações perifrásticas da minha vida. Como adivinhaste? Alguma gaivota te disse! Já cá estou. Beijinhos.

A D O R E I !

contado por  em  07/08  às  04:39 PM

a-do-rei!
beijo do lado de cá do nosso mesmo tanto mar.

contado por Márcia  em  07/08  às  06:43 PM

esdrúxulo e vermelho. de raiva! apopléctico, seguramente!…

brilhante. abraços

contado por heretico  em  07/10  às  01:12 PM

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