entre as minhas duas mãos mal cabe o mundo
de futuro imperfeito
e mal amado
entre as minhas duas mãos
entre os meus braços
fica assim o presente que me enleia
enlaçado num passado
que deslaço
entre as minhas duas mãos mal cabe o tudo
daquele nada de que me faço
em palavras
entre as minhas duas mãos
o azul profundo
é um mar de palavras
inventadas
entre as minhas duas mãos cabe o presente
aquele outro de combate
e paliçadas
entre as minhas duas mãos
é mais urgente
pressentir de cada tempo
o inesperado
entre as minhas duas mão o amor ausente
há-de ser pelas minhas mãos sempre esperado.
Entre as tuas duas mãos cabem também as palavras que nos dás, tecendo momentos de encanto como este. Beijos
Entre as tuas mãos cabe o mundo, nas coisas que tanges com o olhar e consegues como Midas dourar em poesia. Este espaço vibra de azul, com os meus dois exclentes poetas residentes. Bom saber que conto contigo, num momento em que o tempo e vicissitudes várias me limitam a netmobilidade… Mas leio-te/vos. Parabéns pela inspiração. Abraços.
Das tuas mãos, nasce a Poesia que me fascina…
Um abraço
Será que os poetas poderão falar de outra coisa, que não seja desse ténue espaço/tempo entre duas mãos?!…
Sabes quanto aprecio a forma como preenches esse “quase/nada”, que escapa entre dedos, e que os teus belíssimos poemas bem testemunham…
Abraços
Gostei imenso do teu poema.
Tem ritmo, musicalidade e tem imagens muito bem conseguidas.
Abraço.
entre as minhas duas mãos não cabem
os adjectivos para qualificar
o excelso grito
que aqui deixaste