poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

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:: Sexta-feira, Maio 25, 2007

Chuva de Maio

sou como a chuva quando cai a meio de Maio
sou terna e fria se nutro ou desmaio
sou calmaria ou lume frio se o mundo afago
alago o dia e dos teus olhos sou pecado

cadência minha a chegada ou a partida
tanto venho inusitada como falto à terra ferida
sou chuva lenta e limpa, água que salva
ou que mitiga a seca fala
da fome antiga nos lábios secos da vida

ouve hoje a água merecida e benta
a respiração das rosas sob a chuva
a água que nos procura dentro
e corpo a corpo navega fundo

abarca a manhã no seio da chuva
um silêncio suave que nos protege
a cadência que nos murmura
as palavras pluviosas da ternura

e sente a canção que a chuva traz
baila na chuva a certeza do amor
vive na chuva a alegria de existir
bebe da chuva o seu doce elixir

deixa que a chuva nos una a pele
e que a água escorra como mel
gota a gota o gume frio da chuva cai
e o dia diluviano apetece mais

atravessamos o dia no silêncio
e por veredas e ínvios caminhos
a chuva vaza o céu e alaga tudo
a chuva é um véu cinza e veludo
que nos liga e protege do mundo

publicado por deSaraComAmor • às 09:11 AM • categoria: poesiaestórias contadas (0) •

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