Minha casa meu rio meu horizonte
coisas que a memória já perdeu
meu dia minha tarde minha noite
meu sono seco de todas as fontes
Minha tribo meu sangue assediado
meu fogo que se acende na neblina
meu ritual de luz dança em surdina
minha busca incessante de ternura
Meu azul de neve na penumbra
minha cidade verde de queixumes
meu silêncio arado nos rochedos
minha terra morrendo de lonjura
Meu sopro de todas as manhãs
cinza das searas incendiadas
meu amor enleado de serpentes
meu poço de todas as verdades
Minha cidade arremessada ao vento
meu rosa seco nesta rua urbanizada
meu nome é sal e esta é a palavra
que cuspo na saudade que me mata
Meu sentir em espadas desferido
meu dossel do céu sem avenidas
minha paixão crescendo ao sol
entre as fases da lua proibidas
Meu sonho nos braços do luar
Meu despertar num delta de silêncio
este lago de lava adormecida
que me aquece o corpo e me ilumina
gostei muito das tuas quadras. seja qual for o género, os teus poemas primam por grande qualidade. sempre…
beijos
é, não para mensurar o que (d)escreves… nem a saudade que possa tê-los originado. um encanto de poema, isso eu sei.
LINDISSIMO!
Saudacoes!
Heloisa.
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