deixa que os lírios se espalhem
onde passas pela tarde
que seja a única forma
de fazer florir nos lábios
o sorriso alto das montanhas
todas as ruas e praças
vindas do bosque das mágoas
e o som lento e elevado
da flauta nupcial das aves
verás a nudez
de antigos régios dosséis
formas como lamparinas
o desalinho de sedas e lençóis
será nesse recolhimento da voz
que ouvirás a respiração dos lírios
mas pensarás em limbos
e em aves ao recolher da dor
será ai que nos deitaremos
com um poema à flor do corpo
Olá boa noite. Gostei muito dos teus poemas, tens uma poesia muito caracteristica, denota sofreguidão em expôr o sentimento.
Deixei há dias aqui no teu blog um poema meu “chama...”. Também gosto de ler e escrever poesia. Continuemos assim...líricos.
“com um poema a flor do corpo”
desfeito este
voa o outro.
a flor
fica.
“da flauta nupcial das aves”
refaz-se o corpo
o poema torna
vai-se a flor.
“a respiração dos lírios”
poemisa a flor
corporifica
o poema.
(bsb 22:26h., 12/01/2007)