poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

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:: Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

a respiração dos lírios

deixa que os lírios se espalhem
onde passas pela tarde
que seja a única forma
de fazer florir nos lábios
o sorriso alto das montanhas
todas as ruas e praças
vindas do bosque das mágoas
e o som lento e elevado
da flauta nupcial das aves

verás a nudez
de antigos régios dosséis
formas como lamparinas
o desalinho de sedas e lençóis
será nesse recolhimento da voz
que ouvirás a respiração dos lírios
mas pensarás em limbos
e em aves ao recolher da dor
será ai que nos deitaremos
com um poema à flor do corpo

publicado por deSaraComAmor • às 09:45 AM • categoria: poesia

:: estórias:

Olá boa noite. Gostei muito dos teus poemas, tens uma poesia muito caracteristica, denota sofreguidão em expôr o sentimento.
Deixei há dias aqui no teu blog um poema meu “chama...”. Também gosto de ler e escrever poesia. Continuemos assim...líricos.

contado por Paulo  em  01/13  às  12:08 AM

“com um poema a flor do corpo”
desfeito este
voa o outro.
a flor
fica.

“da flauta nupcial das aves”
refaz-se o corpo
o poema torna
vai-se a flor.

“a respiração dos lírios”
poemisa a flor
corporifica
o poema.

(bsb 22:26h., 12/01/2007)

contado por batista filho  em  01/13  às  01:28 AM

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