poemas de trazer por casa e outras estórias (III)

:: Sábado, Setembro 09, 2006

a maldição da poesia

Óleo sobre tela de Hamido

é natural
que o vento venha uivar à janela
a dor gasta dos dias
que as palavras perfuradas
trespassadas pelos tempos
caiam por terra
como coisas metralhadas
em guerras vazias
que tudo que eu diga
tenha ressonâncias antigas
frágeis, nuas, inconsúteis
com a voracidade da vida
porém eu insisto
aí onde perturbares o lago
a sua quietude contida
escreverás no meu peito
a maldição da poesia

publicado por deSaraComAmor • às 12:55 PM • categoria: poesia



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