quem |
onde |
comentário |
© aziluth |
em volta de um nome ''luz.de.tecto''*(meu renascer) |
[... e da extensa neblina uma forma azul se elevou. não era cisne, nem fénix, mas apenas a tua (nova) intensa luz. promete (in)confidências de alma a contra-luz, esfumadas pelo cachimbo do pippe, aromtizadas pela sensibilidade do biquinha. que cisne não renasce? ...] © aziluth |
© SaraComAmor |
abraçar [de nunca o ser ou lograr alcançar] |
[em temporal sem vento | desta ternura sem tecto | teu luar adverso | teu grito no espaço | na ponta de um verso | faz estremecer o tempo | no impossível amplexo | entre a lua e o sol | em tão extenso universo...] © deSaraComAmor |
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tentativas (para um só poema) |
[há um mistério por decifar | uma sombra que se alonga | um permanecer instável | um lúbrico desafio | um matinal afago | e depois este lago em fogo | em que apenas nado | e é frágil despertar | em rotina ansiada | de palavras que se cruzam | apenas num roçar de ave | e nunca | se encontrão no mundo | à beira de uma enseada...] © deSaraComAmor |
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quando eu morrer |
[ouvindo o adágio da tua voz, hoje possuída pelo peso do tempo (a tua voz), assalta-me uma nostalgia sem limites. tanto caminho andado e porém a morte ainda não nos alcançou... rosas no mármore dos dias e a vida explodindo em jardins de sol e alegria... ruge porém um vento desabrido pelas frestas das janelas. a adágio cala-se, a tua voz silencia. a morte instalou-se na sua órbita vazia. a vida consente neste (teu) momento de disforia. abro-me ao sol que ressurge em magras fatias. apago a luz de tecto. DEIXO A BRASA INCANDESCENTE A ILUMINAR O TEU DIA. não partirás, é uma certeza que me alivia.] © deSaraComAmor |
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alucinogénios (“morfina”) #3 |
[a floração em cinzento, uma boa definição do sonho… um conjunto (música, palavras e imagens) cheio de encanto. enquanto a nicotina causa dependência e anuncia a morte, a morfina anuncia o adormentamento do espírito na dependência do sonho e logo é portadora de vida. mesmo de mãos partidas e dedos amarelados, a tua escrita escorre molhada pelas floreadas gentes que passam sob a luz de tecto que em ti se reacende.] © deSaraComAmor |
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“diário de um cisne feio” #2 |
[... só posso desejar que o teu lago se torne imenso e encontres os caminhos para o mar - ir e voltar… que a poesia brote também do teu canto aguilhoado, qual Ulisses resistindo ao canto das sereias, e que o cisne, que não é feio, voe belo em todo o seu esplendor ...] © deSaraComAmor |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[... maravilhosa esta sequência de infinitivos impessoais: queimar-te, rasgar-te, beber-te, olhar-te, apunhalar-te, sentir-te, encarnar-te, agir-te, gritar-te e finalmente amar-te. muito tu, este poema. adorei as asas que se simulam de anjo e se assumem de diabo. está alucinogénico. ambivalente no desejar.] © deSaraComAmor |
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remar e amar (“afundar”)
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[navegar para o olhar de alguém, engolfar palavras em dócil enseada… desbravar neblinas, em demanda de terra amada… BELO. fotos fantásticas. outonais e vivas. um naufrágio na neblina?] © deSaraComAmor |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[texto de uma sensibilidade enorme. memórias de infância que um objecto quase fetiche veio acordar. nele, ecos de correrias e aventuras ao sol, pegadas que o tempo foi apagando. tu cresceste mas o menino ficou aí dentro de ti. fica sempre. para que crescemos assim?] © deSaraComAmor |
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mal entendido (“desentendido”) |
[quem escreve revela-(se) e nunca saberá de que forma outros apreendem a sua mensagem. é a questão da leitura e das leituras, inerente a qualquer poética. o poder da palavra é imenso e nunca saberemos se suaviza como bálsamo ou se fere como adaga. uma coisa é certa, não se pode esperar indiferença do que escreves. aparentemente hermética, a tua escrita é delicada como cristal. daí a sua beleza.] © deSaraComAmor |
© simulador |
abraçar [de nunca o ser ou lograr alcançar] |
[já nem o Outono que me chega vestido de Inverno faz cair as inexistentes folhas, nunca antes observadas. Apenas estendida a meus pés esta varanda do tamanho da tua vontade de me sorrir, me faz ainda ver algum dia, nesta noite que me molda o corpo e nesta tristeza que me serve de apertado vestido. O teu sorriso melancólico, sombrio e infeliz há muito que não me dá o prazer de aparecer, estou sem ele desde o dia que te conheci. é a escuridão e o silêncio que me nasceram como erva daninha e que me servem de caminho, há muito que desabitei a varanda, errante pela rua da não verdade, um grito que irreflectido flutua para te declamar o teu texto: “eu sou o sol tu és a lua”.] © simulador |
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quando eu morrer |
[já a primavera não abunda nem habita o meu jardim. | já as borboletas não voam nem embelezam o meu jardim. | só um pedaço de terra com flores artificiais é agora o meu jardim. | mete dó e faz pena este meu jardim. | já jardim eu não sou.] © simulador |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[hoje os teus apelos deixei-os cair na bainha das minhas calças novas. torneavam-me a perna presos, ansiosos por saltar. mas estou ainda indeciso se hei-de baixar-me e apanhá-los, ou se opto por simplesmente tirar a bainha. há a contradição nas tuas palavras, “gritar-te, queimar-te, rasgar-te, apunhalar-te / sentir-te, olhar-te, amar-te...” e talvez, hoje, as tuas palavras tenham sentido, revelam necessidade de alimentos, apareceram-me ávidas de intenções, “neste medo ... neste quadrado” há a fome e há também a fonte para a saciar, porque a metamorfose (simulação) deu-se: “em asas de anjo” no ínicio para “em asas de diabo” no fim. e no fim o resultado foi: “amar-te”. bom eu deduzo que tu obtiveste, conseguiste, possuíste, amealhaste eu diria mesmo aglutinaste a simulação na sua plenitude, talvez até, mesmo, o melhor dos manjares, incluindo o café. que se façam futuros esses infinitivos, daquilo que tu desejas muito, porque na verdade, eu sempre gostei mais de calças sem bainhas...] © simulador |
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mal entendido (“desentendido”) |
[- meu caro. tenho imensa dificuldade em te comentar. mantenho uma visita regular, porém discreta, ao teu território. da agradabilidade de receber uma palavra, ao desconhecimento de saber quem é que não se pronuncia, confesso que tenho enveredado pela segunda… - estou numa completa e exaustiva reestruturação da minha capacidade de entendimento, e até os circuitos de comunicabilidade estão a ser revistos, tudo para que no final o resultado seja, ou melhor, continue a ser eu próprio… - não esboces esse sorriso e não questiones se é preciso tanto para que sem sentido eu me tenha recolhido dentro da minha ausência, que fatigado já de palavras e dorido me permitas questionar-te qual o motivo… - se é que és um entendido nestas lides das palavras, ou terás que ter outro motivo, para tirares o partido e opinares com sentido, mesmo que seja fingido. eu confesso que tenho andado recolhido na ausência, temendo que o motivo seja mal entendido…] © simulador |
© darkpark |
rio e [a]mar |
[sou como um rio sem opção na direcção a seguir, sem poder transfor[mar] este único destino a atingir. eu quero recl[a]mar. Porque hei-de correr para o mar? se é nos teus braços que me quero aca[mar], e uma linda lagoa procl[a]mar.] © darkpark |
© almaro |
“diário de um cisne feio” #2 |
[é engraçado, à medida que te vou lendo vou ficando com a estranha sensação de estar a olhar um poeta agrilhoado. o que te prende? o que te comprime? a poesia?, a vida?, o seres? balizas o teu sentir numa rede, em enredos de ti, que gritam uma liberdade que não te permites...porquê? porque te transferes em constante mutação entre os teus próprios olhares? seja o cisne sejas o pipe, és sempre tu a querer-te fugir, preso nas palavras, que compactas, que aglutinas em poesia que te grita, que te foge, por entre as pequenas frestas do teu olhar, a conta gotas, devagar. sinto-te um rio preso numa enorme albufeira, desejoso de rebentar...] © almaro |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[é tão excentrica a sensação fusa entre a paixão e o amor… | a paixão, pussui-se, | o amor, funde-se em ofertas dos “eus”, | a paixão, bebe-se, quente, gelada, finita, | o amor,saboreia-se na quietude da seda e do infinito...] © almaro |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[abri uma caixa sem nome, nem cor. escura, por fora. olhei-a. uma caixa pode ser tudo o que o olhar quiser. penso. o meu, o de hoje, que anda escuro, vê quatro muros dentro da caixa. fora, também. os de dentro sem luz, os de fora sem cor ( repito-me).re-olho a caixa que se transforma, com nomes, vários, os de dentro e os de fora, os meus.] © almaro |
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mal entendido (“desentendido”) |
[o desentendimento, é apenas um olhar visto de um ponto que julgávamos não existir. o desentendimento, é por isso uma oportunidade para a descoberta. devemos estar atentos aos nossos próprios desentendimentos e dar-lhes cor…] © almaro |
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alucinogénios (“coisas inconscientes”) #1 |
[há um inconsciente que me puxa, que me esconde, que me mata e alucina. luto dia a dia contra essa inconsciência que me elimina a vida. pinto, desenho e escrevo o que sinto, o que vejo. consciencializo a emoção, o sentir, mas fujo em desespero da ilusão, que me enegrece os sentidos...] © almaro |
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perdido no teu achar |
[em tuas palavras tentei, sentir, sem ver, nem escrever, fui a navegar em brancos-cisne, migrante sem sentidos, sem olhares, mas com caminho…] © almaro |
© ridufa |
alucinogénios (“morfina”) #3 |
[dependências todos as temos... sejam saudáveis (será possível?) ou não... sejam sinceras ou atrevidas... sejam viciantes ou lascivas... são parte de nós... sempre que te sentas nessa cadeira, estás a ser... não apenas a existir] © ridufa |
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rio e [a]mar |
[duas realidades que se juntam e que só assim fazem sentido… dois elementos naturais que pela sua naturalidade chegam a ser banais na sua totalidade… e no fundo nutrem amor sem que as correntes e ventos os afastem… são felizes assim criando as suas próprias marés] © ridufa |
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sinto em fogo, queima |
[também de fogo é a vela feita... | também é deusa pela sua força, | também é desejo pelo seu calor, | também é paixão pela sua chama... | também de fogo a vela vive...] © ridufa |
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corpos d’e.a.mar #1 |
[a entrega, o sentir, | a loucura e desvario | do momento que se quer | quente e ardente, | sem razão de ser presente, | sem emoção de quem no acto mente, | sem perdição que o orgasmo desmente...] © ridufa |
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corpos d’e.a.mar #1 |
[a entrega, o sentir, | a loucura e desvario | do momento que se quer | quente e ardente, | sem razão de ser presente, | sem emoção de quem no acto mente, | sem perdição que o orgasmo desmente...] © ridufa |
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“diário de um cisne feio” #2 |
[e em nós o cisne feio é também triste e sofredor… nem isso lhe tira a beleza… nem isso o impede de sonhar… dá apenas uma volta maior naquele caminho que se quer curto e breve [por se pensar que será menos penoso por isso]...] © ridufa |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[amar entre alucinações da vida... momentos perdidos, outros tantos deixados ao acaso... sentidos, sofridos... ditos em gritos ou em silêncio de olhares... o amor é demente, mesmo quando não mente... deixa-nos presos, e faz-nos voar... diabos em anjos [anjos em diabos] amamos pelo prazer de amar...] © ridufa |
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remar e amar (“afundar”) |
[e esse mar de amor onde navegamos, perdemo-nos sem o achar… quem sabe se um dia a terra que procuramos não será mesmo o mar...] © ridufa |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[recordamos com saudade tempos que não voltam… | relembramos a infância dos gestos, dos sentires… | tudo se desculpa, tudo tem piada… | um dia crescemos e vemos que fomos felizes, mesmo quando só pensávamos em crescer despressa para começar a viver…] © ridufa |
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mal entendido (“desentendido”) |
[custa-nos sempre reparar | que [sós] os nossos sentidos | não chegam a ser percebidos | sentires que deitamos ao ar | tão simples de compreender | tão fáceis de entender | a nosso ver…] © ridufa |
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perdido no teu achar |
[perdida no teu achar onde me encontro] © ridufa |
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alucinogénios (“coisas inconscientes”) #1 |
[leio quatro poemas no teu texto… troco sentidos e todos fazem sentido… a separação fisíca das vírgulas… os sentidos em ideias soltas… escondem apenas o maior esplendor… lindo… superas-te a cada tetxo] © ridufa |
© seila |
rio e [a]mar |
[os rios (todos os rios hoje) correm da foz à nascente andam numa corrida louca vão buscar à fonte nascente mãe vão ao início vão olhar detrás de dentro (os rios hoje) só depois crescidos vão voltar ao percurso (da nascente à foz) --- hoje precisaram (todos) voltar] © seila |
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[em] momentos |
[hoje os corações enterraram o amor numa pedra negra numa estria (dela) de ponta a ponta! O amor ficou. esticado. escondido. enterrado. gelado. e ninguém (hoje) O encontra! eu fiquei sentada na pedra à espera de um sismo que desfaça a pedra! estou e fico aqui sentada à espera! a Terra vai tremer sei quero e o amor virá saltar prós corações ... eu espero e vou saltando em cima da pedra a ver se ajudo...] © seila |
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não vai coragem |
[margens / duas / (de cada lado uma / o costume de rio) / sentado / de um lado / sentado / rio a correr / lento / rápido / enchente / correndo / sempre! / sentado / vendo / rio correndo / preso / desvivido / salpicos / nada / água (só) e só ele / de chuva / antes(que digo?) / antes... / sim o digo! / embater / resfolegar / sufocar / antes... / (digo sim!) / tudo no rio / tudo... / menos que... / sentar na margem / tudo menos / que... / olhar rio correndo / rio enfurecendo / antes...(n)o rio que (n)as margens!] © seila |
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felicidade |
[aqui no de dentro e mais sincero de mim | este eu que me foge, agora mais... e mais me pára | aqui eu digo que o tempo se o existe é sempre agora | o tempo que existe é sempre aqui | e é nesse tempo, que o aqui aflora, | nesse momento, instante, nesse é...já foi | aqui | que está o ser feliz | e sê-lo é estado | o mundo é um e cada um | e em cada um | o ser felicidade quem o diz? | quem ousa debitar, regrar de leis, | dizer de sóis, luares, comeres, roupares | quem ousa afirmar de “ser feliz” contornos?! | quem?! | ah! se existe alguém... | pois... | felicidade é coisa mesmo rara em cada um | alguém... | e o mundo é uma névoa negra | aqui...agora...aqui...depois...] © seila |
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corpos d’e.a.mar #1 |
[neste local de magia | nesta ponte suspensa | (meu deleito) | me transfiguro | insuspeita | olho, leio, devoro | demando vovos | atinjo alturas | curo vertigens | sereno anseios | retiro-me | (mas retorno) | satisfeita] © seila |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[assentar-te no peito o gume | afiado gume de desejo roxo | afilar-te um olhar | morto | sentar-te no colo | beijar | sorver sangue escorrido | da tua boca | ouvir o ontem e o futuro | exangue | sonhar...depois] © seila |
© lique |
alucinogénios (“morfina”) #3 |
[nos teus dedos queimados do cigarro e no teu sonho que segues sempre mesmo no “ruído da cidade molhada” encontras as palavras que se tornam para nós morfina (leia-se -algo que cria dependência).] © lique |
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na tua meiguice e ternura |
[da tua meiguice e ternura | das tuas letras e imagens | tiro prazer que perdura] © lique |
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“diário de um cisne feio” #2 |
[nesse teu “morrer por dentro” e “dizer atado” encontras tanto para falar! cisne-feio, só o serias se deixasses de exprimir o que sentes dessa forma] © lique |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[coisas excêntricas da paixão. do simular de asas de anjo passando por actos “excêntricos” de posse até em asas de diabo “amar-te”. tudo se resume no verbo final] © lique |
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remar e amar (“afundar”) |
[navegar na neblina de um amor pode levar-nos a perder-nos lá para sempre. mas não é isso mesmo que o amor é?] © lique |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[na lembrança da infância procuras talvez a inocência perdida e experimentas algum desejo de regressão ("não voltar mais a ser.crescer"). mas cresceste. como um ser humano não imune à dor] © lique |
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mal entendido (“desentendido”) |
[meu amigo isso é um dos problemas de criar (não só escrever) e dar a conhecer a outros. quem vê (lê) sabe se gosta ou não e apreende algo que muitas vezes tem a ver consigo próprio e não com quem criou. tu debates-te nuito nestes problemas de te revelares, de te entenderem. eu acho o que tu crias (palavras e imagem) belo. entendo-te? não sei. entendo talvez uma parte. que muito me agrada.] © lique |
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perdido no teu achar |
[há por vezes uma qualquer empatia que nos faz entender (ou pelo menos tentar entender) outros cujas palavras chegam até nós. quando somos entendidos (alguém gostou, percebeu, verbalizou o seu apreço) há uma emoção estranha. mas quem não gostaria de ti, cisne_lindo?] © lique |
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alucinogénios (“coisas inconscientes”) #1 |
[o teu poema leva-nos a um ritmo alucinante a tentar perceber as tuas entrelinhas (vírgulas) até morrer (de admiração) no limite das palavras.] © lique |
© maria branco |
quando eu morrer |
[vou morrer | mas não te digo | porque morrer, amor | é só comigo | a saudade sim | é de nós dois | porque foi tão pouco | o tempo que tivemos | mas tão forte cá dentro | o que sentimos | - que muitos anos, amor | nós tivemos | no tempo de nos darmos | um só dia.] © maria branco |
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alucinogénios (“morfina”) #3 |
[sonhos que se desfazem como o cigarro que se queima entre os teus dedos e que escurecem a alma! novos sonhos que renascem a cada dia e que adormecem a dor passada(como a morfina)... luz imensa que nos invade e nos vive...] © maria branco |
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indícios de mim (“voz”) |
[há dias assim, em que a saudade nos envolve em ternura... que nos desperta sorrisos, as palavras sussurradas, os olhares doces e cumplices, que nos brincam na alma... e que nos chamam para momentos partilhados e vividos. uma melodia, um cheiro, uma cor, uma palavra, são o suficiente para a despertar, não em dor, mas sim em sorrisos que nos aquecem o sentir...] © maria branco |
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na tua meiguice e ternura |
[almas e corpos que se fundem em ternura infinita... olhares que se perdem em meiguice e em cores que só o coração reconhece...] © maria branco |
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felicidade |
[eu sei que estes desejos de um homem-menino, se tornaram uma realidade. espero e desejo que nunca descanses desta procura, ela, felicidade é resultado de cada passo e gestos diarios. que ela seja uma constante na tua vida. que oiças sempre os sorrisos das crianças, e os teus proprios sorrisos… que o menino que escreveu estas palavras continue sempre em ti. ele sabia olhar o mundo… fantastica sequência de imagens! gostei da suavidade e doçura do teu poema!] © maria branco |
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“diário de um cisne feio” #2 |
[as emoções transbordam e gritam-se pela vida do amor, em ti, de ti e para ti…] © maria branco |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[vive, sente, ama! sem medo, sem receio, o amor não o conhece… não deseja outra coisa a não ser concretizar-se desta forma louca e profunda! viver-se no, e por dentro do outro! sente...] © maria branco |
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remar e amar (“afundar”) |
[navego por aguas ora calmas ora revoltas que me conduzem (talvez) aquele porto escondido pela (tua) neblina.. lá (talvez) adivinho-te envolto em luz (amor)...] © maria branco |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[quanto vezes me perco em memorias de criança de sorriso facil, de olhar brilhante. que corria por campos de verdes esperança atrás de sonhos coloridos. de vez enquando permito que ela me volte a brincar no olhar…] © maria branco |
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mal entendido (“desentendido”) |
[e quem não te entende? quando te revelas a cada palavra de uma forma sublime? sim, magoa profundamente quando somos mal entendidos, quando o nosso sentir escapa à percepção do outro, quando é tudo tão claro ao olhar…] © maria branco |
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perdido no teu achar |
[é estranhamente mágico quando nos encontramos desenhados nas palavras dos outros. sentimos que nos olham, que nos tocam, que nos beijam, que nos amam, que se fundem com as nossas, um sentir que se funde com o nosso…] © maria branco |
© cris |
in* (recortes sem título) #4 |
[já não me sei...esqueço-me...porque já não sei onde nasce o azul.talvez nasça ali, na berma de um beijo que eu queria dar, mas já não sei como, se também não sei do corpo, nem de mim...como imaginar então o sabor de ser um beijo, se agora sou de um quase nada, um mero fim?] © cris |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[e o sótão pode ser uma caixa pequena (enorme de recordações).sorrio, quando vejo a minha filha a querer crescer, ao ir ao armário, (tempo presente)e se passeia de sapatos altos... eu vou à caixa (sotão) e passeio-me ao lado dela, de salto raso! dois tempos, num tempo!ela, enorme, e, eu, ao lado, tão pequena...ambas sorrindo! beijo.Foi assim que te imaginei,iluminado pela luz(ténue)do tecto.] © cris |
© letrasaoacaso |
alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[a arte é feita por excêntricos... se o não fosse, seriam banalidades. consigo discernir a tua escrita entre mil. é um elogio. merecido.] © letrasaoacaso |
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mal entendido (“desentendido”) |
[sabes que não posso deixar de concordar contigo?! nós - leitores - podemos apenas ter a percepção do belo. e essa apreendo-a. deleito-me com ela. entender, é já algo mui diferente. ng se pode colocar vez alguma no lugar de quem cria. mesmo quem cria, terá dificuldade em repetir “aquele” momento. resta-me dizer-te, de uma forma algo banal, no entanto sentidamente: definitivamente gosto do que leio. porque belo.] © letrasaoacaso |
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perdido no teu achar |
[“quedo-me no silêncio quebrado apenas pelo meu próprio mutismo”.] © letrasaoacaso |
© sara(vertig) |
“diário de um cisne feio” #2 |
[a pertença que tarda a chegar do querer ser sonhado.] © sara(vertig) |
© ognid |
não vai coragem |
[todos temos vidas/rios que correm mais ou menos cheias/caudalosos consoante o modo como as vamos cuidando/alimentando. tu tens a coragem e o talento para uma vida/rio cheia/caudaloso.] © ognid |
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alucinogénios (“coisas excêntricas”) #2 |
[“em asas de anjo, queimar-te… em asas de diabo, amar-te”. gostei muito. quase sempre gosto.] © ognid |
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remar e amar (“afundar”) |
[navegar sem terra achar perdido em neblina de amor. sempre bonito e diferente o teu trabalho.] © ognid |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[revolver recordações, remexer memórias. saudade da criança que fomos. crescer doloroso.] © ognid |
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mal entendido (“desentendido”) |
[é muito difícil que quem nos lê/vê entenda totalmente aquilo que queremos expressar. e, por vezes, é frustrante, eu sei. mas esse é um problema que toca a todos nós e que temos de saber lidar. como a lique diz, eu nem sempre sei se te estou a entender correctamente (e por isso, apesar de por aqui passar diariamente, nem sempre comento) mas sinto a beleza daquilo que crias. e isso já é muito.] © ognid |
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alucinogénios (“coisas inconscientes”) #1 |
[leio (tento) nas entrelinhas como os outros. Por vezes percebo (julgo que) tudo, outras fica-me a dúvida. mas é sempre uma delícia ler o que escreves e ver as tuas imagens.] © ognid |
© carlos |
remar e amar (“afundar”) |
[nunca me afundo se em frente puder agarrar aquele trago suspirante da paixão.] © carlos |
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trazer à memória; acordar (“infância”) |
[tu és. somos sempre seres em crescimento, entrando nas experiencias que nos invadem e que nos tornam adultos velhos, mas por mim, sempre lutando para que aquela criança (eu) que conheci, viva sempre dentro de mim, até ao fim.] © carlos |
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perdido no teu achar |
[continua então a achar levado por esse coração que sente que quer amar] © carlos |
© betty |
trazer à memória; acordar (“infância”) |
[adoro sótãos! cheios de velharias cobertas de pó com significados preciosos para nós e inexplicáveis para os outros.
] © betty |
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mal entendido (“desentendido”) |
[cada um sente(-te) e entende(-te) de maneiras diferentes. há um ponto comum em todos: gostamos do que escreves.] © betty |
© †Profetiza† |
mal entendido (“desentendido”) |
[palavras bem escolhidas e em enorme sintonia… mostrando uma certa resignação pelo facto de muitas vezes seres mal entendido. só aqueles que têm a capacidade de ler a própria alma, é capaz de chegar ao sentido exacto daquilo que mostras querer transmitir.] © †Profetiza†Morta† |
© Andréa Motta |
mal entendido (“desentendido”) |
[... as palavras em si são vazias de significados, cada um de nós empresta a elas um sentido próprio e imaginário… eu ao ler-te, busco sempre as entrelinhas.. e gosto muito do resultado da minha leitura/interpretação das tuas palavras.. creio que o entendo perfeitamente.] © Andréa Motta |
© stillforty |
in* (recortes sem título) #4 |
[com timidez | te saboreio, | ventre que é meu, | teu desejo | e meu, | beijos no teu corpo | deposito | esse corpo que é | meu | e só meu. | meu desejo e teu!] © stillforty |
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sensualidade [“selvagem”] |
[alma do corpo que é meu, | deste corpo que é meu | nervos de alma | que é minha | esquce que | existe | a constância | esquece que há leis e | rumos. | tu não tens lei | nem rumos | tu não vives | nem morres. | tu, | és a ilusão] © stillforty |
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rio e [a]mar |
[tu (rio) penetras-me (mar) | (eu) sou a tua (praia) | onde (des) aguas | qual (maré) alta | de (amor) de amar | amor (de) amar] © stillforty |
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indícios de mim (“voz”) |
[teus olhos cristalinos recortados do nevoeiro cerrado, | cubos de gelo a derreter | ideeais. | tua voz | rouca cuuspindo labaredas, cinzas | de amor. teu peito estridente | transborda a paixão, nim longo, vermelho | e tépido cobertor.] © sillforty/wearetwo |