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(ricardo biquinha)
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[ Quarta-feira, Junho 27, 2007 ]
excerto 156

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
excerto 156
dizia:
“. . .
neste (teu) tirar a casca de;
desancar, fazer os círculos,
zarpar;
estica-los;
desconcentra-los
(mais que concêntricos)
também
vou (eu) largar a casca;
fazer cair o casco (à besta);
bater;
concentra-los
(mais que distender)
pois quisera que assim fosse;
sombra e vento,
e podia ter sido bem pior
formar eixo;
centra-los
(mais que propagar)
. . .”
( heterónimo de © biquinha )
à escuta |
| ( blonde redhead - misery is a butterfly )
• publicado por
de[mente] em 27/06 às 00:00 •
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[ Quarta-feira, Junho 20, 2007 ]
des(versado) mate(m)ático (reedição)


fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
traçando um des(soneto)
troçando sobre um soneto
enquanto tento traçar, com o auxílio da uma régua, as letras em
pauta, vou alinhando; tentando, sujeito a certas regras, moderar
regular, talvez disciplinar sentimentos em fórmulas ou em linhas
em grupos de linhas paralelas, tento, escrevo sobre elas e, notas
apontamentos e marcas, para fazer ou lembrar o que dela não se
entenda; em geral, tentando formar um sentido; ordenar palavra
de um lado a outro da página tento escrita numa mesma direcção
soneto ou prosa que importa se de régua e compasso a crio certa
num traço contínuo, visível ou virtual a vou ordenando e de amor
a dor; alegria e tristeza; as vou expor com precisão e método-lei
enunciando-as de uma maneira precisa, vou escrevendo em traço
rabisco as desenho e, direitas para que as percebas sempre; nuas
as escrevo e tento certas; palavra verta, versada em matemática
e no fim, em fios esguios simplesmente assino em redonda forma
( heterónimo de © biquinha )
(edição de 2005)
à escuta |
| ( man or astro-man? - curious constructs ) |
• publicado por
exactu em 20/06 às 00:00 •
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[ Segunda-feira, Junho 11, 2007 ]
nunca estás. estás?

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
. . .
mesmo assim
puxei de um cigarro, preparei um copo de rum, escolhi um disco que rapidamente cravei no prato e abri um livro. não era a nossa música. nem o livro era a nossa história. e ali fiquei com quase todos os sentidos em alerta.
lendo, ouvindo, saboreando,
sentindo.
só faltou o teu odor.
e que dor. não te ter. aqui em fragrância.
tive uma vontade súbita de te dar um beijo.
20
umas mais que outras, mas as nossas existências são sempre penosas. e os sofrimentos presentes, quase sempre.
estou farto. de percorrer este caminho sozinho.
tantos meios, tanta modernidade, tantos anos de vida e esperança, e tanta solidão ampliada que nas nossas faces alcança. estado de quem está só, e estamos todos nela. solidão.
habito na solidão
entre paredes silenciosas.
as horas passam…
choro o tempo perdido.
ideias apodrecidas abundam
no meu coração.
habito na escuridão
entre algo posto de parte.
habito na recordação
entre lembranças paradas.
habito no nada
entre recordações findadas.
---
haviam passado cerca de três semanas desde o ultimo encontro. e o telefone não se fazia tocar, sempre mudo. sempre na dúvida se estaria avariado de tantos tombos. sempre a olha-lo na esperança que tocasse. mas nunca tocou. não tocara até então.
não é da solidão de estar só que vos falo. essa nunca a sinto. não lhe senti ainda o gosto. lá chegarei. não é da solidão das tensões e frustrações perante as quais nos encontramos sozinhos ou indefesos. nem da falta de critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. ou da falta da família que nunca está ou nunca esteve. é da solidão de não estar (estares) presente que escrevo, aquela que sinto quando te aperto e não estás. nunca estás.
nunca to disse,
amar-te é completar(-me) mas também o meu desintegrar(-me).
sinto-te em mim presente, mas também sinto que não estás.
nunca estás. estás?
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” - m,1/2(19) e 20 )
à escuta: | sweeder - bells lament
| sterling - untitled
|
• publicado por
um.quase.nada em 11/06 às 00:00 •
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[ Sexta-feira, Junho 01, 2007 ]
de adeus não quero eu

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
de adeus não quero eu
sinto só teu olhar partir
teu corpo ausente e o
movimento de tua mão
aceno de dor no peito
ferida que não sara eterna
ver-te partir assim
( heterónimo de © biquinha )
faz hoje precisamente dois anos que deixei de fumar ...
faz hoje precisamente dois anos que o pipe deixou de escrever ...
tenho saudades de ambos ...
verdade!
das
suas cigarrilhas escritas nos lábios;
e do cheiro das suas palavras
na roupa.
© 2007, ricardo biquinha. todos os direitos reservados
à escuta |
| ( unwound - negated ) | à leitura: a sombra do vento |
• publicado por
pipetobacco em 01/06 às 00:00 •
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