luzes.de.tecto.(quem)
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[ Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006 ]
anseio range e algo mais

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
. . .
anseio range e algo mais
que perda me queima a jeito
se renova a preceito, e a dor
forte no peito. desejo ardente
range de fraco ou sorte, ainda
pendente de propósito e leito
desejo;
perda;
recobrar?
que abraçar beijo coisa ou sinal
que desejo eu afinal?
a queimar
anseio. . . -te?
( heterónimo de © biquinha
)
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| (arco - all this world) |
| (arab strap - motown answers)
• publicado por
amo.te.sempre em 27/02 às 00:00 •
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[ Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006 ]
nem quero

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
não quero temporais
nem quero [eu] que sejas
nem quero [eu]
nem quero [eu] escrever a chuva que me cai no carro
nem quero [eu]
nem quero [eu] escrever as lágrimas que me caiem da alma
nem quero [eu]
porque se escrever
temporal se levanta
que dilúvio me arranca?
nem quero [eu] que sejas
porque se te vejo
rasgo meus olhos
em teu corpo
¿nem quero
( heterónimo de © biquinha )
|
| (morphine - the night) |
| (morphine - i had my chance)
• publicado por
de[mente] em 23/02 às 00:00 •
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[ Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006 ]
arrais*

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
1~2
de vazio [despojado] tens o inferno [de almas fracas]
de nada irão semear em teu império [desprovido]
se delas te alimentas [fracas] tua fome será de milénio
em tuas fogueiras [sem força] ceias a dor [nelas]
e serás sempre o defeito débil [esvaziado] [delas]
eterno desprezo [fútil] e fatal nesse teu beber [vazio]
ó arrais* do inferno ardente [demónio] tardo
onde todo o arrependimento é lento e arde
2~2
colossal ventura nesta imersa, [neblina]
extensão deste navegar imenso, [naufrago]
neste vaguear sem terra achar, [amor]
desejo em ar de tempo a(mar), [perecer]
e nunca o ser [nau frágil], in*[temporal]
( heterónimo de © biquinha )
• publicado por
temporal em 16/02 às 00:00 •
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• interruptor
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[ Sábado, Fevereiro 11, 2006 ]
as minhas palavras são feridas demoradas

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
*( fragmento de
ensaio sobre «dor de te amar»
. 2 6.1.2 «as minhas palavras são feridas demoradas» )
«se as lês lentas
e sentidas»
«
ensaio 2 6.1.2-1.0
quase tenho a certeza de não me expressar como gostaria de o fazer. mas verdade seja dita a coisa demora o seu tempo. recordo-me de todos os momentos. um a um. como se de um livro a minha memória se tratasse. acabo sempre por não pensar ou descrever nada de concreto. vejo-me simplesmente morrer em cada palavra que te escrevo. percorrer a dor das minhas palavras não é tarefa fácil. é um caminho sinuoso. que exige sensibilidade. exige que se leiam lentas e tocadas. as minhas palavras são feridas demoradas. por vezes as deixo acariciar devagar. outras tão rápido que acabam por magoar. mas mesmo sabendo-as espontâneas e imperfeitas as escrevo. na dor do meu corpo. o que não posso revelar-te? e em teu rosto as descrevo. em lenta dor. que não a vejo para dentro. porque se inflama para fora.
as minhas palavras são feridas demoradas.
»
*palavras não editadas – texto em alteração espontânea (mutação)
( © ricardo biquinha, in “ensaio sobre «dor de te amar»” )
à escuta: |
|
| “escrevo ensaio sobre esta musica «de filme» em que os meus contos não são mais que os teus laços, «afinal» quebramos os dois.” © amo.te.sempre
[13-02-2006] centenário do nascimento de agostinho da silva
[14-02-2006] requestar-te
• publicado por
amo.te.sempre em 11/02 às 00:00 •
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[ Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006 ]
frases sem destino

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
sem rumo e sem título
~
neste fundo de ti
tão fundo nesse
regressar encontrado
~
traços de ti
leio em quadro
pintado de
palavras
~
tuas pétalas
e boca
de veludo
flor
que
desejo
e
desnudo
~
em teu olhar
sinto (sabor)
amor
mas
de tua boca
sinto (olho)
dor
~
são tantas
as horas
de te
amar
.
.
.
.
à escuta: |
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| à leitura: |
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«quase sempre é difícil de suportar. a tua ausência.» © amo.te.sempre
• publicado por
o5elemento em 06/02 às 00:00 •
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[ Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006 ]
céus baixos
§ céus baixos
§ .tomo sempre o cuidado de não parecer intruso «nos teus passos largos»; e arrasto-me em grande asseverar - atrevo-me a protestar - quase demente em supre memória, diante do silêncio árido do teu solo – aquele (o) que domina ou cria e nunca se ouve -
invisível desde muito cedo, de indícios raros, sem relatos –; mas é tão fácil, tudo está ali à vista – «mas eu não vejo, nem num instante; como uma sombra sem pensamento inteiro, de andar ligeiro e a todo o momento como uma inquietude demorada, escondesse o rasto, quero dizer: em algumas ocasiões, já o disse – que me acenas com o teu corpo e em teus passos me arrastas cego sem que os veja seguros e meus traços. – e nem sequer depois, tantas vezes, queremos ver, a verdade.»; tomo sempre o cuidado de não parecer amarrado e murmuro como se perguntasse, à maneira de um “apesar de tudo”: «sigo-te ao entardecer, assim tentando pendulado seguir-te os passos em fim de tarde, ser escravo sem remediar, sem rapina, sem derramada, seguir-te por efeito, sem defeito tão-somente a ti colado». §
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” )
caso não consiga ver este artigo (estando a usar um browser como o mozilla firefox)
pode vê-lo aqui: céus baixos (de outro modo)
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| a ti: |
| «por vezes a vontade de te abraçar é tanta (e dorida) que me abraço a mim próprio» © amo.te.sempre
• publicado por
um.quase.nada em 01/02 às 00:00 •
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