luzes.de.tecto.(quem)
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esta fraca luz que cega a alma e seduz poesia © biquinha
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(ricardo biquinha)
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[ Sexta-feira, Janeiro 27, 2006 ]
demências e outras colagens

desenho e trabalho sobre desenho (tinta da china) de © ricardo biquinha
sem título
1~4 sinto [-me] eu seduzido e talvez atraído, dominado [sujeito; escravo] em palavras encarcerado onde sou [e] páginas e [sou] letras e preso escrevo em encadear de folhas e [sou] só parágrafos onde amarrado. 2~4 de que falo eu maravilhado [de pureza?] nesta nitidez e qualidade de puro [e surpreendido] ter sido eu [inocência?] elevado por tua castidade [de virtude?] e sinceridade [genuinidade] [...] será ela [pureza] [a tua] [virgindade] de minha legitimidade [falar nela] pura certeza minha será por direito [reclamada]. 3~4 [decerto e sinto] que tuas palavras se entrelaçam [nos traços; contornos] de cor e nele toque [sequioso] gestos que falam, contornos que escrevem em rastro [da terra; e corpo] e [rasgos; e orgasmo] em ventos e desgaste frente e forte [teus traços; contornos] que [decerto e] teu [,] no meu sinto. 4~4 [porquê] tento eu responder que me cega o sol e aquece a alma [intensamente] sem o saber [;] que [causa] tento eu de apelido reconhecer seu brilho [talento] sem o ver [;] a que razão procura a felicidade [em mim] de seus raios e repousos [felicidade] sem a escolher [;] que [talento] e génio de seu abraçar [em mim] somente [és] [apenas] sem o entender [...] és o sol e eu unicamente [te] sinto [responder; querer; arder].
com título
outras~demências
( heterónimo de © biquinha )
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de[mente] em 27/01 às 00:00 •
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[ Sexta-feira, Janeiro 20, 2006 ]
e o negro «plano aterrado»

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
ainda forçado (sem retorno; ou dádiva)
e o negro «plano aterrado» ainda forçado e sentado no chão de olhos atirados para o infinito: a ignorância faz disto. mil anos depois sem tirar os olhos do horizonte dolente sem expressão no rosto, pelo menos visível, nem se lhe sentia as lágrimas que lhe corriam dos olhos. outra pausa. depois, depois assim-assim, lá foi andando sem rumo. sentia-se só. tinha que se misturar com a verdadeira terra que se tinha mudado não se sabia para onde.
então
nem tomou nota da sua nova morada.
sendo assim, teria que partir amanha.
não se sabia para onde.
não fazia mal . . .
¿fazia?
o calor sufocava de melaço untado no seu corpo largo e grande que quase reflectia o vazio. o que vale é que são poucas vezes. poucas vezes mais à frente. mais uma pausa. depois, depois mesmo assim ainda se sentia um baldio delicado, débil . . .
senão
cobarde
não se sabia de onde.
fazia-lhe muito mal . . .
¿fazia?
assim pensando, levantou-se e tomou os braços abertos, depressa, correu para onde se conduzia, para a frente. continuou atravessando mais à frente gritando: a ignorância faz disto. mil anos depois sem tirar os roucos da garganta possante com expressão no rosto, visível, que se lhe sentia as lágrimas que lhe corriam dos olhos ao chão. aos gritos «voando!»
está tudo morrendo!aterrado (sem volta; ou regresso)
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” )
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um.quase.nada em 20/01 às 00:00 •
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[ Segunda-feira, Janeiro 16, 2006 ]
(the truth)

trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha ( foto de © filipa biquinha )
título: (the truth)
titulo original: (the truth)
realizador: ricardo biquinha
data de estreia: já em exibição
~
fotografia de: filipa biquinha
design de: ricardo biquinha
escrito por: corvo negro
montagem: corvo negro
colaborador artístico: amo.te.sempre
design e conteúdos (todos os direitos reservados)
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* texto animado – deve refrescar o ecrã depois de carregar as músicas
• publicado por
corvo negro em 16/01 às 00:00 •
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[ Domingo, Janeiro 08, 2006 ]
estou cansado das palavras

trabalho em fotografia de © biquinha sobre tela a óleo de © biquinha
*( fragmento de
ensaio sobre «dor de te amar»
. 2 5.12.1 «estou cansado das palavras» )
«se nunca as lês verdadeiras
ou entendes meigas»
«
ensaio 2 5.12.1-1.0
quase se escutam as palavras que escolho. ouve-se a dor do meu silêncio. entre escuros e ruídos brandos e voz baixa. em secas palavras. escrevo o som ausente das minhas mãos na tua face. sem nunca te ter tocado. onde a boca lágrimas guarda. inocente teu encanto. escrevo o que a dor me alcança. em teu rosto. e em teu corpo moldado. desejo. e nem cores quietas. nem silêncios calmos. nem quietação encalço. vou indo em dor de peito. nunca em teu leito. sentindo que estou esgotado de palavras. que delas já não tenho jeito. será tudo agora calmo. almo e tranquilo. não neste amar-te de gritos em palavras. parto. mas, caso seja este acordar parco, a gosto o cubro ou ensopo de tinta. cansado e farto. sonho. sonho que não me respondes. correspondes. por isso. vou. e não volto mais. à dor. adeus.
estou cansado das palavras.
»
«se nunca as lês seguras
ou convertes em ternuras»
*palavras não editadas – texto em alteração espontânea (mutação)
( © ricardo biquinha, in “ensaio sobre «dor de te amar»” )
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• publicado por
amo.te.sempre em 08/01 às 00:00 •
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[ Terça-feira, Janeiro 03, 2006 ]
muito para além e aqui.

trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha ( foto de © filipa biquinha )
onde cada palavra é feita, exclusivamente, para ti.
«venho simplesmente testemunhar /.as tu.as demonstrações de evidência patenteando.as na sua beleza escrita e ensaiando.as na alma (fazendo.as sobressair) e as.sim tornando.as evidentes ou clar.as.»; «venho simplesmente guarnecer.me em volta; em simples pensamentos experimentar outro começo circular, pois todos temos decorações “adornos” diferentes. escolhi /.as mais fretad.as palavr.as, aquel.as com magia especial. subi /.as escad.as lentamente e com a ânsia própria de uma descoberta. afinal. o fim era afinal o início; era o rodear pensado. rodeei-me então, mais e mais de ti em junção presente. apesar de ao longe se ouvir: “que lémure és, que nem mil romances p.as.sados, pequenos és, nem vês, (que parecem guardados em nós, e em ti cego rodeado e p.as.sado,) nem vês. m.as encontrei pequenos recantos, inteiros, dezen.as deles sem regresso nem futuro; sem inicio ou fim; sem círculos. centen.as de palavr.as, diamantes, amantes, e antes vid.as encantad.as onde nem eu nem tu existimos para sempre.»; «venho simplesmente testemunhar a ligação perfeita: “circularidade”; tu e eu; início e fim; que tem forma de círculo; muito para além e aqui.»
no tecto desenho o pânico*, e arcos em form.as descontínu.as.
tentando agradar.
a fim de personalizar
acompanho com vinho.ópio da c.as.a.
. . .
«adoro.te, exclusivamente, a ti.
muito para além e aqui.»
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” )
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• publicado por
um.quase.nada em 03/01 às 00:00 •
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