luzes.de.tecto.(quem)
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esta fraca luz que cega a alma e seduz poesia © biquinha
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[ Segunda-feira, Outubro 31, 2005 ]
solidão [re.escrita*]

fotos e trabalho sobre fotografia de © biquinha
[solidão.re.escrita*]
( habito na solidão
entre paredes silenciosas
(as horas passam…
choro o tempo perdido
ideias apodrecidas abundam)
no meu coração;
habito na escuridão
entre algo posto de parte;
habito na recordação
entre lembranças paradas;
(habito no nada)
entre recordações findadas )
*in (pensamentos (I) 1980 – 1983)
(*design por: © de[mente] )
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o5elemento em 31/10 às 00:00 •
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[ Quinta-feira, Outubro 27, 2005 ]
inconsciências [p14-escada do sonho]

fotos e trabalho sobre fotografia de © biquinha
[escada do sonho]
caminho num lugar em forma de degraus, lugar de refúgio e descanso, subo e desço em segurança ao longo da peça, sem esforço, devagar subindo e descendo. caminho em luar sobre os fenómenos na sua sucessão, sem favor ou qualquer opinião, subo e desço, onde se derrama a cor do útero, em borra de vinho e se funde em conjuntos de ideias e imagens das quais acho confusas e disparatadas (sonho).
*in (inconsciências 1984 – 1989)
outras inconsciências: p3;p4;p14
a’ouvir: |
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- se procura um animal: |
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o5elemento em 27/10 às 00:00 •
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[ Sábado, Outubro 22, 2005 ]
ensaio entre luz e sombra

fotos e trabalho sobre fotografia de © biquinha
ensaio entre luz e sombra (de carácter místico)
sem geometria platónica.
de fachada larga, barroca e rasgada por tantas outras janelas diáfanas, quase ocultas, onde a luz em rosácea de vidrais, se faz enigmática: em modelação e simetria com feixes de cor e os alumínicos* contrastes da sua penumbra como a de uma noite de luar. em seu pleno elogio de luz e sombra, que «também é meu lar». sinto as matrizes dinâmicas e os seus contrastes luminosos nas paredes, no movimento da chama, que «se traduz em intensidade estética, nos seus volumes e dimensões plásticas dos seus sombreados e da sua antinomia».
*(claros-escuros)
fim de ensaio
(por acabar. . . )
transição maneirista (ou loucura de forma canónica)
(e cheio e de cheiro de fonte visual)
na entrada sobre o luar carregado de emotividade.
na percepção visual. vou . . .
e eu me via correr para onde o universo provém: para a luz. para o seu interior. eleito para o seu espaço e sombra enrolada, também. de mistério me vejo consagrado. estaria sempre protegido (a convite, se o desejasse). na entrada uma sensação ilimitada de plasticidade e textura (senti o frio relevo das suas paredes). vou orientado para o altar. e subindo em calcorreia pelo mármore dos degraus. subia e sentia o cosmos desmaterializado. - onde se reúnem as diferentes forças? no cimo, entre anjos (e demónios?). e olhava perdido o mundo, lá atrás, permitindo diferentes efeitos e forças. enquanto “nelas” subo; outro lanço de escadas, e novo andar, novo sentido iniciático, novas paredes e os rostos que acentuam a comprovam novas histórias, e deuses de outras e velhas épocas místicas. mergulho milenar se delas caio perdendo-me entre a luz e a sombra deste templo (cristão?), nesta mística em pontos cardeais que não sei, em triangulações vou. . . oblíquo e directo.
procuro anjo da guarda.
procuro respostas.
soluções.
faculdades.
conferindo a obscuridade, confronto a inexistência.
só me resta a percepção estética. nem anjos nem demónios.
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” )
(* este arquivo foi deixado como comentário no magnífico post da baby (.lónia) )
(* e foi escrito por © de[mente] )
à escuta: |
| «sabes que (só.te) escrevo assim (privado da razão; louco) . . .
(só) para não “escrever.te” amo.te» // «chama.me louco» © ricardo biquinha
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um.quase.nada em 22/10 às 00:00 •
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[ Terça-feira, Outubro 18, 2005 ]
ardente que queima

desenhos e trabalho sobre desenho (tinta da china) de © ricardo biquinha
ardente que queima;
(a preto e branco)
nessa noite em corpo me chamas ardente
que queima, saliente presa e faminto, vou
em segregada raiva, por vezes plangente
vou, sugar-te o ventre
vou
. . .
em tempo voando e negro rasto impetuoso
deixando, arco candente longe a alma, vou
em brasa que arde, neste querer-te penoso
vou, sorver-te o corpo raivoso
vou
. . .
e que cinza arda em meu dorso tarda negro
abraço em que enrolas, fazendo de rolo vou
em espiral, corroer-te de seiva que segrego
vou, absorver-te a alma, cego
vou
. . .
rasgar-te manso em prazer de carne dar-te
meu ninho, jóias e brilhantes doar-te, vou
em luares e em negras plumagens sonhar-te
vou, tornar-te quente, aquecer-te
vou
. . .
( heterónimo de © biquinha )
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corvo negro em 18/10 às 00:00 •
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[ Quinta-feira, Outubro 13, 2005 ]
i.ask.for, i.sin and i.lose

foto e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
?que mãos me tocam
se nada sinto
e nelas trinco e me cerco
peço, peco e perco
!que me apertem a alma
como um cinto
( heterónimo de © biquinha )
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in[culto] em 13/10 às 00:00 •
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[ Quinta-feira, Outubro 06, 2005 ]
(an almost nothing)

auto-foto e trabalho sobre fotografia de © biquinha
( an_almost_nothing )
“as palavras vão-me escorregando suaves quase sem esforço sem ligar muita importância á forma, e ainda agora as consinto, tão-pouco elas me faltam de modo algum as detenho. há nesta intenção uma advertência estranha - ou é indeterminada e ilesa - de não as querer de todo fazer intactas, oferecidas ou funestas, porque nunca as deveria contar nem fornece-las verdes e redondas nem fazer com que me enganem nelas porque rara é a vez, e rara é a confiança que mais tarde ou mais cedo não se atraiçoe. as pessoas lêem e distorcem irremediavelmente e contam e se aproveitam dos nossos deslizes ou erros sem se darem conta do que estão a fazer. mesmo que assim seja. mesmo assim as palavras saem-me lisas, deslizam-me indiferentes, sem esforço e sem recompensa, já sendo certo que não posso evita-lo e que é a minha maneira de o fazer. escrever livremente, sem averiguar ou achar conveniente. a alguns pagam para isso, para escrever ou contar para agradar. para instigar ou condimentar, recortar. para relatar ou inventar, controlar. eu só escrevo sem modo ou soldo, sem querer agradar sem recado ou a pedido. por ventura proponho-me revelar de maneira neutra esta visão involuntária minha, controversa sem que me sinta intruso ou delator dela. é a minha maneira de o fazer, isento, não comprometido sem restrições ou normas, sem ser vendido, ou prostituto.”
. . .
( parte de um todo; )
( © ricardo biquinha, in “um quase nada” )
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um.quase.nada em 06/10 às 00:00 •
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[ Quarta-feira, Outubro 05, 2005 ]
the.luto

trabalho sobre imagem de © ricardo biquinha
the.lutO
neste (em tOdOs Os) 5 de OutubrO sintO(-me de) lutO
( heterónimo de © biquinha )
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• publicado por
corvo negro em 05/10 às 00:00 •
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[ Segunda-feira, Outubro 03, 2005 ]
colagens de “sei de ópio teu corpo”

fotos e trabalho sobre fotografia de © ricardo biquinha
colagens
“sei de ópio teu corpo”
que amarras me prendem [a ti] flor de ópio [*]
só me lembro [intenso] de flor [vício] amor [*]
desse odor [doce] fumo de teu corpo e sabor
...
que teso vício me enlaça [a ti] corpo amansa [*]
flor de ópio que tanto anseio [desejo] e fumo
gesto leve que alucina [me prende] a teu corpo
...
que cravas [agarras] amor e essência de ópio [*]
Inalterável apego em teu [corpo] desejo, lindo [*]
[leve] em esplendor vício nos amá.a.mos eternos
...
nestas palavras [sempre] belas me vicias [*]
que medo tenho eu que me faltem [carência]
agora amarrado a elas [anexo] vou vivendo
...
que soldo [agarra] meu vício de ti [*]
quando te-fumo, amo-te [!] vertigem
de lábios [doces] me pintas [dependo]
...
quem toco [transcrevo] [eu] e dependo [*]
de rabiscos em [teu] corpo toco [pinto] [*]
de mãos moldo teu ópio [corpo] em prazer
...
que metáforas [tropo] em teu corpo uso [*]
que fumo [dependo] em sangue ferve [beijo]
desejo ardente neste teu corpo prende [vício]
...
que essências derrama [teu corpo] [*]
meu crer [subordinado] em teu seio flor [*]
nesta dor de amar[-te] e saber dele [ópio]
...
que sinto [domínio] preso neste prazer [*]
neste teu beijo [de ópio] sinto em cores
lábio e flores, e sangro [dependo] [vício]
...
que deleite [prazer] e dor [te] gosto amor [*]
de [te] ter [presente] vício em esplendor [*]
meu ópio [] em teu corpo [influência] e sabor
dor… dor… deste meu [teu] amor depende.
[*] leia-se [?] ou [!]
( heterónimo de © biquinha )
outras de[mências] :: ópio;mergulho;matriz;hipocrisia;imo;murar;ruínas
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• publicado por
de[mente] em 03/10 às 00:00 •
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