EternamenteMenina
Serei eternamente menina, nas minhas memórias, nos meus amores, nos meus sorrisos... Esta é uma página, que se pretende não ser apenas de memórias de amores perdidos... mas sim, a lembrança de que o amor nunca morrerá no meu coração de menina...
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Deu a volta maquinalmente à chave desligando o motor do veículo e recostou-se para trás enquanto fitava a paisagem à sua frente.
O mar revolto contrastava com a calma do seu coração e lembrou-se dos tempos em que todo o seu corpo fremia como as ondas que contemplava.
Saiu do carro devagar e percorreu a praia, palco de outros dias… outros sonhos…
Maquinalmente, pegou no pequeno tronco caído no chão e desenhou as letras que compuseram a palavra “Sonhos” e sentou-se na areia contemplando-a, enquanto a espuma das ondas levava, lentamente, cada uma delas…
Apetecia-lhe mergulhar naquele mar e deixar lá todas as recordações e quando regressasse à margem nada existisse nela que lhe trouxesse lembranças, mesmo aquelas mais felizes; queria saber-se limpa de todas as reminiscências que a rodeavam.
Lentamente, tirou uma a uma cada peça do vestuário e mergulhou nas águas revoltas, afastando-se cada vez mais da margem.
Quando quase perdia o fôlego parou e virou-se para trás: a linha do horizonte era tão minúscula que mal se via a separação entre a terra e o mar.
Era assim que ela queria as suas recordações: uma linha no horizonte…
Por instantes flutuou nas ondas revoltas e depois deixou que elas a levassem de volta.
Indiferente aos olhares de quem passava, caminhou completamente desnuda pela areia sentindo gotas deslizarem na sua face, mas não se importou!
O que sabiam aqueles olhares indiferentes gélidos de interrogações, da alma de cada um?
Era naquele instante uma ilha deserta, onde os seus pensamentos e ilusões eram os seus únicos ocupantes, mas onde desejava deixar entrar luar, estrelas, carícias, desejos…
Tudo dentro dela pedia um só momento, uma só palavra, que enchesse a ilha de um sol deslumbrante, mas sabia que esse momento não iria existir.
Calmamente por sobre o corpo molhado, o vestuário voltava ao seu corpo, quando… sentiu um barulho que se aproximava, cada vez mais…
Abriu os olhos e…
S implesmente
o sonho
não acaba
hoje… porque
o meu
sonho és tu!
Tudo o que tinha a dizer neste texto maravilhosamente bem escrito, já o fiz no multiply....
Jinhos muitos
Sonhos… um prazer, um gosto, um acto sublime o sonhar, o saber trazer à memória todo o encanto do que nos fez feliz ainda que o fim desse sonho esmorecesse e não fosse o ideal…
Excelente texto.
Parabéns
Beijos
Só TU, sabes escrever assim..........
E o anagrama está uma delícia
Beijinho terno.
Carlos Martins
A beleza da conjugação de cada frase em metaforas da vida que se vive a cada instante.De uma finura extensiva a cada frase de cada momento a que a música escolhida consegue ainda mais realçar. Junto-m a quem diz excelente texto!
Beijinhos da Catarina Buckins
A Catarina chamou-me a atenção para o blogue e para este texto por email que acabei de receber. Que dizer do sentimento que neste momento estou a desfrutar?Irreal de tão real este seu texto cuja pureza de reflexão inundou minha alma. lindo. lindo tão lindo que apetece chorar a ler.
Sua escrita é impressionante de tão realista.
Jinhos
Dora
Falar dos sonhos como quem sabe sentir. Um grande beijo.
O sonho… o mar… ondas de êxtase, nem que seja só em sonho, mas sublime. Adorei o texto, e delicio-me a olhar para a imagem… Obrigada. Bjos.
M.S.
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Lindíssimo texto, O. !
Os sonhos não acabam só porque queremos, mas quando chega a hora de se concretizarem.
Aí sim, desaparecem para sempre (substituídos por outros).
Grande beijoca cheia de saudade,
Z.